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Academia de Letras sugere nome para a nova Ponte do Pontal: “Ponte São Jorge dos Ilhéus”

22 ago ponte 4

A Academia de Letras de Ilhéus enviou documento à Câmara de Vereadores de Ilhéus, à Assembleia Legislativa da Bahia e ao governador Rui Costa, propondo que a nova ponte do pontal, em fase de conclusão, venha a se chamar “Ponte São Jorge dos Ilhéus!”. O nome foi escolhido pela maioria dos votantes, numa eleição coordenada pela acadêmica Baisa Nora.

Recortar André (C) “O nome apresentado, imaginamos, ajudará a lembrar a imagem histórica de Ilhéus, como Capitania Hereditária, fato hoje pouco referido, a não ser em nichos de historiadores,  despertando, assim,  a curiosidade de visitantes e moradores, incluindo as novas gerações”, avaliza Baisa Nora.

Questionado sobre a baixa probabilidade de ter aprovado esse pedido – pois a tradição baiana é de dar aos equipamentos públicos o nome de políticos (às vezes, vivos. mesmo ao arrepio da lei), o presidente André Rosa Ribeiro  responde citando o também acadêmico Milton Santos (um dos fundadores da A. L. I.): “O papel do intelectual é propor, sem se ressentir se sua proposta não for aceita”.

Para o presidente, “a Academia se identifica perante o poder público como uma instituição já sexagenária, notável comoi centro de atividades intelectuais, não construtora de  pontes, estradas, viadutos e assemelhados. Nosso dever é zelar para que tais equipamentos, representando mais do que projeções de cimento e aço, reflitam a alma da cidade, muitas vezes esquecida.”

As mulheres nas Academias de Letras: uma presença iniciada na Brasileira, da Bahia e de Ilhéus

Efson Lima

 

efsonPoucos sabem, mas a Academia Brasileira de Letras teve a participação de uma mulher na sua concepção, contribuindo para o nascimento do sodalício. Trata-se de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934), ela foi indicada por Lúcio de Mendonça, um dos idealizadores da Academia Brasileira de Letras, para compor o quadro de fundadores. Entretanto, a sugestão não se confirmou. Era mulher e como mulher, entendia-se que não podia fazer parte do clube literário, então, decidiu-se pela participação do esposo.

 

A invisibilidade feminina parecia ser regra. Mas, em 06 de agosto de 1977, pela primeira vez, uma mulher foi eleita para pertencer ao quadro da Academia Brasileira de Letras, Rachel de Queiroz, projetando-a ainda mais no cenário nacional e possibilitando seus textos alcançarem um maior número de leitores.  Outras mulheres foram eleitas para o panteão da imortalidade literária brasileira: Dinah de Silveira de Queiroz; Nélida Piñon, que se tornou a primeira mulher a presidir a ABL, coincidentemente, no período do centenário; Lygia Fagundes Telles; Zélia Gattai; Ana Maria Machado; Cleonice Berardinelli; e a última a ser eleita para fazer parte do silogeu foi Rosiska Darcy de Oliveira em 2012. Portanto, até então, tivemos somente oito mulheres na ABL.

 

janeNa Bahia, a presença feminina foi registrada vinte um ano depois de fundada a Academia de Letras da Bahia, em 1938, com Edith Mendes da Gama Abreu. Muito tempo depois, marcando novo momento, a imortal Evelina Hoisel tomava posse, em 09 de abril de 2015, como primeira mulher presidente da Academia de Letras da Bahia, coincidentemente, como na Brasileira, na gestão de Hoisel foi comemorado o centenário da Casa de Arlindo Fragoso.  Em 2015, a Academia registrava oito mulheres. A presidência de Evelina chegou ao fim em março de 2019, quando a presidência do clube literário foi passada ao imortal Joaci Góes.

 

No interior da Bahia, precisamente, na Academia de Letras de Ilhéus, a presença feminina foi registrada pela primeira vez em 1984, naquele ano, Janete Badaró  (foto) foi eleita para a cadeira n.º 6. “Elas estão chegando”, Francolino Neto, um dos membros ativos da vida da Academia, assim prenunciava.  Foi essa advogada que mudou o curso da história do sodalício, tornando-se a primeira mulher a ingressar na ALI, demarcando novo momento no panorama literário da nação grapiúna. Em outro momento, tive a oportunidade de afirmar que Janete Badaró foi a nossa Rachel de Queiroz nas terras grapiúnas. Dois livros de sua autoria denotam a caminhada literária da mulher que ousou a ingressar em um espaço ocupado por homens.   É importante registrar a ativa atuação dela na fundação da “Ilhéus Revista” e os trabalhos desenvolvidos nesse periódico, consolidando assim a atuação literária da primeira imortal mulher na ALI.

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Uesc e ALI lançam IV Prêmio Sosígenes Costa de Poesia

IV premio sosigenes costaA Editus – Editora da UESC e a Academia de Letras de Ilhéus (ALI), lançaram o edital do IV Prêmio Sosígenes Costa de Poesia. A premiação dessa edição conta com o apoio da Secretária de Cultura de Ilhéus e tem o intuito de movimentar o cenário da literatura poética baiana, relevando novos talentos e valorizando a cultura literária regional.

Cada autor poderá submeter apenas uma obra, deverá ser brasileiro, baiano e residente do estado da Bahia há, no mínimo, dois anos. Sobre a obra, deverá ser inédita e não pode estar concorrendo em outro concurso durante o período do prêmio. O vencedor terá seu livro publicado pela Editus, receberá o troféu e um prêmio de R$ 2.000,00 (dois mil reais).

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“Mulheres em Profundanças” na Academia de Letras de Ilhéus

danielaEscritoras e fotógrafas nordestinas provocam o mercado editorial com rodas de conversa “Mulheres em Profundanças”, projeto que já circulou pelas pernambucanas Garanhuns e Recife e, agora, chega a Ilhéus. As autoras do livro Profundanças2: antologia literária e fotográfica fomentam debates sobre a invisibilidade de mulheres no mercado editorial brasileiro, processos criativos e formas de resistência. A roda de conversa em Ilhéus será na sede da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), na próxima quinta (28), às 19h, com entrada franca.

Ilhéus será a primeira cidade baiana a participar do circuito de debates do projeto Profundanças. A roda terá recital, leitura pública de fragmentos literários com as escritoras Lorenza Mucida, Haísa Lima, Laiz Carvalho, Daniela Galdino; um bate-papo com a fotógrafa Catarina Barbosa, seguido de um debate com o público.

Na Bahia, também receberão o Profundanças Itabuna, Cachoeira, Brumado e Salvador. A intenção, afirmam as idealizadoras, é mobilizar um vasto público interessado em literatura e ampliar o grupo de leitoras/es da antologia. Para a realização dessas rodas de conversa, a equipe tem firmado parcerias com instituições e coletivos culturais ligados à difusão literária.

Laiz Carvalho

Laiz Carvalho

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Empossada nova diretoria da Academia de Letras de Ilhéus

ali 2O escritor e professor André Rosa Ribeiro foi empossado no cargo de presidente da Academia de Letras de Ilhéus, ao lado dos membros da nova diretoria, para o biênio 2017-2018. O ato contou com a presença do vice prefeito de Ilhéus, José Nazal, que representou o prefeito Mário Alexandre, o ex-presidente da Academia, Josevandro Nascimento, o pró-reitor de Extensão da UESC, Alessandro Santana, a presidente da Academia de Letras da Bahia, Evelina Hoisel (palestrante da noite), o vereador Makrise Angeli, entre outras autoridades.

A nova diretoria da Academia de Letras de Ilhéus está composta também pelo vice-presidente Arléo Barbosa, o secretário geral, Pawlo Cidade, a 1ª secretária, Maria Schaun; 2º secretário, Josevandro Nascimento; 1º tesoureiro, Gerson dos Anjos; 2º tesoureiro, Gustavo Cunha; diretor de Biblioteca, Geraldo Lavigne; e a diretora de Revista, Maria Luiza Nora. A cerimônia de posse abriu os trabalhos ordinários da Academia em 2017.

ali 1Na oportunidade, o vice-prefeito José Nazal parabenizou aos acadêmicos, de modo geral, e aos membros da nova diretoria, pela oportunidade que têm de realizar um trabalho em prol da cultura de Ilhéus. Ele garantiu a parceria da Prefeitura no sentido de contribuir com o funcionamento da Academia de Letras.

A presidente da Academia de Letras da Bahia, Evelina Hoisel, proferiu palestra sobre a obra do Patrono da Academia de Letras de Ilhéus,intitulada “Castro Alves- poesia e vida”, em comemoração aos 170 anos de nascimento do escritor baiano. Por sua vez, o novo presidente André Luiz Rosa Ribeiro, citou, durante seu discurso, grandes nomes da literatura regional do Século XX, a exemplo de Euclides Neto, Hélio Pólvora, Jorge Amado e Adonias Filho e destacou projetos para sua gestão, incluindo “o importante convênio com a Prefeitura Municipal de Ilhéus para dar continuação às atividades culturais da Academia de Letras.”

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Ilhéus recebe exposição “Índios na Janela”

janela 1Um acervo composto por cerca de 200 peças artesanais entre arcos, colares, lanças e bordunas das tribos Pataxós, Xukuru Kariri, Maxakali e Krenak, e mais 20 quadros de faces indígenas chega a Ilhéus, terra dos índios Tupinambás. É a exposição Índios na Janela, que será aberta na Academia de Letras de Ilhéus na próxima segunda-feira, dia 22, às 19h, com vernissage para os convidados conhecerem a proposta. A entrada é gratuita e aberta ao público, em especial, a estudantes do ensino fundamental, ensino médio, pesquisadores, historiadores e professores.

Tanto a coleção quanto os quadros buscam apresentar a cultura indígena como algo vivo e dinâmico, propiciando uma identificação positiva através das faces dos povos da floresta. As peças possuem valor inestimável e foram juntadas ao longo dos 25 anos em que o colecionador Silvan Barbosa Moreira, ex-funcionário da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), teve contato e se dedicou ao trabalho com as mais variadas tribos indígenas brasileiras. Já as pinturas são de Gildásio Rodriguez, conhecido como “O Gil dos índios”, que começou a pintar a figura indígena em 1998, estudando a história dos irmãos Villas Boas, e que foi protagonista de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil, Estados Unidos e Portugal.

janela 2A exposição fica em cartaz até o dia 28 e oferece ao público imagens e informações de natureza histórica e cultural, propiciando uma identificação positiva com as coletividades indígenas. Para o curador da exposição, Pawlo Cidade, “essa mostra aponta para um caminho no esforço de pensar os indígenas sob o ponto de partida da cultura, de uma janela que se abriu no passado, que continua aberta no presente e mantém-se escancarada pela dimensão contemporânea, permitindo um diálogo com muitas outras tradições culturais”.

O projeto prevê também uma palestra ministrada pelo colecionador Silvan Barbosa Moreira, com o tema “Minha Vida na Tribo” e uma apresentação do ritual Poranci, dos índios tupinambás, ao som dos maracás, que será realizada no mesmo local, dia 25, às 16h, co entrada franca.

A exposição Índios na Janela é uma realização da Comunidade Tia Marita e tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura. O projeto irá percorrer também as cidades de Porto Seguro – Terra dos Povos Pataxós – de 29/03 a 03/04, no Centro Cultural de Porto Seguro e, por fim, Salvador – Terra dos Povos Tapuias – de 19 a 24/04, no 1º pavimento do Palacete das Artes, na Graça. Acompanhe as informações na fanpage: www.facebook.com/Indiosnajanela

Academia de Letras de Ilhéus e Editus lançam Concurso Literário

litA Academia de Letras de Ilhéus e a Editus – Editora da UESC, promovem o I Prêmio Sosígenes Costa de Poesia. O concurso literário vai selecionar um livro escrito por autor baiano ou que tenha fixado moradia há pelo menos dois anos no estado e faz parte das ações do I Festival Literário de Ilhéus, que será realizado de 28 de abril a 1º de maio.

A obra deve ser inédita e não pode ter sido apresentada, veiculada ou publicada de forma parcial ou integral, com exceção para os casos de publicação parcial em sites, blogs ou redes sociais. A exigência se estende pelo período anterior à inscrição no concurso até a divulgação do resultado e a entrega do prêmio.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas do próximo dia 18 de fevereiro até o dia 30 de março. Para conhecer as normas, os escritores podem acessar em breve o regulamento no site www.flios.com.br e também na página www.academiadeletrasdeilheus.blogspot.com e www.uesc.br/editora.

O vencedor do concurso receberá a quantia de mil reais, o troféu Sosígenes Costa de Poesia, além da publicação do livro pela Editus – Editora da UESC.     O anúncio do resultado será no dia 28 de abril, na abertura oficial do Festival Literário de Ilhéus. A divulgação do vencedor será feita também pela imprensa e estará disponível para consulta na página eletrônica do evento e seus realizadores e parceiros.

Flios – A primeira edição do Festival Literário de Ilhéus (FLIOS) é uma realização da Academia de Letras de Ilhéus (ALI) com apoio da UESC, Editus, Fundação Pedro Calmon e Prefeitura de Ilhéus. O evento terá atividades na sede da ALI e na Praça Castro Alves. A programação incluirá mesas de debate, oficinas, atividades para crianças, feira de livros, exposições e saraus litero-musicais em torno do tema Fazer Literário e Diversidade Cultural.

EDITORA JUS LITTERARUM LANÇA LIVRO SOBRE EXECUÇÃO PENAL

A Academia de Letras de Ilheus e a Jus Litterarum, selo na Via Litterarum, lançam no próximo dia 15 de junho, o livro “Direito da Execução Penal, nova interpretação e novos comentários à lei 7.210”, de autoria do professor José Ricardo Chagas. A obra traz instigantes comentários sobre toda a lei de execução penal. “Momento mais oportuno certamente não haveria para o lançamento desta obra, que vai nos proporcionar novas reflexões sobre o funcionamento da execução penal no Brasil, que deveria transitar sob o império de um novo paradigma”, afirma o autor.

No livro, José Ricardo Chagas mostra porque o sistema carcerário brasileiro retrata uma das maiores atrocidades de todos os tempos no nosso país.  O autor é Bacharel em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz. Especialista em Segurança Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina.  Especialista em Ciências Criminais. Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela UniversidaddelMuseo Social Argentino, na cidade autônoma de Buenos Aires – Argentina, com linha de pesquisa em Direito Penal. Consultor e Parecerista. Professor da graduação do Curso de Direito da Unime nas cadeiras de Direito Processual Penal e Direito Financeiro.

HANS SCHAEPPI LANÇA LIVRO “A HISTÓRIA DE UMA TOCAIA”

O empresário, jornalista e acadêmico, Hans Schaeppi, lançará no próximo dia 14 de março, Dia de Castro Alves, o seu livro “O Velho Adolpho – A História de uma Tocaia”. O lançamento do livro de Schaeppi, editado pela Via Litterarum, coincide com a reabertura dos trabalhos da Academia de Letras de Ilhéus, onde o mesmo ocupa a Cadeira número 3.

O livro que se desenrola em sua maior parte na Região Cacaueira, contém cenas de romance, sexo e muita ação e conta a história de um moço vindo de Sergipe, passando pela Bahia, Ilhéus e cidades que na época eram chamadas de Tabocas, Pirangí, Água Preta, Palestina; hoje Itabuna, Itajuípe, Uruçuca e Ibicaraí, respectivamente, fixando-se na Região do Rio do Braço. É nesse local onde ele vive sua vida de fazendeiro de cacau e onde quase toda a ação se passa, sendo a “tocaia” que ele prepara, o principal suspense do livro.

Schaeppi construiu o primeiro hotel voltado para o turismo, o  Ilhéus Praia Hotel, e foi pioneiro ao construir a primeira fábrica de chocolates finos da Bahia e do Nordeste, a Chocolate Caseiro Ilhéus. Como produtor de cacau, durante  muitos anos percorreu roças montado em burros ou a pé. Sabe, portanto, do que está falando. E o que está escrevendo. “O Velho Adolpho – A História de uma Tocaia” é uma história  agradável e surpreendente, que prende o leitor da primeira à última página.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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