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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘Academia de Letras de Ilhéus’

Rita Santana toma posse na Academia de Letras de Ilhéus

A escritora Rita Santana tomará posse na Academia de Letras de Ilhéus, no dia 24/09 (sábado), às 19 horas, a solenidade ocorrerá na sede da Academia.  A chegada da escritora na Academia é aguardada com entusiasmo pelos confrades e confreiras, assim como pelos familiares e amigos da poeta e, especialmente, por seus leitores.

A eleição de Rita Santana para a Academia de Letras de Ilhéus ocorreu em junho deste ano após a indicação via carta subscrita por diversos membros da Academia e homologação ocorrida em reunião do sodalício, que definiu o nome da professora Rita Santa para a cadeira nº 37, que pertenceu ao jurista Mário Albiani, falecido em 11 de julho do ano passado.

A escritora Rita Santana é natural de Ilhéus e bastante conhecida nos meios culturais do sul da Bahia e em Salvador, em razão de seu trabalho como escritora, atriz e professora. Ela possui livros de contos e poesia, além de diversos textos em antologias publicadas no Brasil e no exterior. O seu nome é verbete no site da Universidade Federal de Minas Gerais e o livro de poesia “Alforrias” publicado pela Editus é considerado uma obra prima da literatura baiana contemporânea.

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A posse de Efson Lima na Academia de Letras de Ilhéus

BT EfsonJane Hilda Badaró

Em noite de 22 de abril de 2022, a nossa Academia de Letras de Ilhéus esteve iluminada, ainda mais, com a posse do confrade Efson Lima. Narrou-se, naquela oportunidade, uma história de transbordar emoções, de fazer aguar muitos olhos, inclusive os meus. Uma história de superação e vitória, digna de aplausos.
Contou-se que uma família humilde, de trabalhadores das roças de cacau – composta por sr. Daniel, d. Maria Geni e seus 9 filhos – morava em uma casinha de taipá, na zona rural de Itapé, na Bahia. Que, movida pela necessidade de novas perspectivas, a família deixou a roça, seus roçados, e a única vida que conheciam, para aventurar num mundo novo, numa cidade, numa zona urbana, em busca de melhores condições de sobrevivência. Juntos, colocaram os poucos pertences que tinham – entre eles o amado cachorrinho Gazo – em cima de um caminhão, subiram na boléia, e vieram para Ilhéus.
Daqui nada conheciam, e a luta foi árdua. Moraram em vários endereços, tantas quantos os parcos recursos financeiros iam permitindo. Os esforços foram grandes, mas, sempre havia honradez, dignidade e esperança.
Pois bem, nesta noite de abril do ano de dois mil e vinte e dois, noite iluminada de alegria, a família viu chegar um dos seus filhos na Casa de Abel: Efson Lima – que aprendeu a ler por si só, com a determinação e a curiosidade de menino inteligente, – cresceu, estudou, aproveitou oportunidades, cativou pessoas e espaços distribuindo a simpatia que lhe é nata, tornou-se doutor e professor em Direito, articulista, cultor da arte e cultura, e assim, brilhantemente pavimentou seu caminho…

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Efson Lima será novamente imortal

alitaA posse de Efson Batista Lima, que será saudado pela articulista, intelectual e ex-presidente da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), Maria Luiza Heine, será no dia 22 de abril (pontualmente às 19 horas), no Salão Nobre da Academia de Letras de Ilhéus, na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro, Ilhéus, Bahia, Brasil.

efson limaNessa ocasião da sessão de posse, o autor de Textos Particulares, articulista nos jornais Diário de Ilhéus (Ilhéus) e A Tarde (Salvador) e doutor em Direito, Efson Batista Lima ocupará a cadeira de número 40 (quarenta).

Vale destacar que o futuro membro da Casa de Abel Pereira é membro da Academia Grapiúna de Letras, localizada no município de Itabuna. Como o escritor e doutor Efson Lima bem declarou recentemente em uma entrevista concedida ao Diário de Ilhéus, a Casa de Abel Pereira é bastante cobiçada e tem uma presença forte na vida cultural da Região Grapiúna nestes 63 anos de existência.

Esta noite de 22 de abril alusiva às datas do Dia do Descobrimento e Aniversário da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) promete ser muito bonita e alegre, em especial, para os membros da Academia de Letras de Ilhéus, os convidados do futuro acadêmico e equipe de produção da posse do escritor e doutor Efson Batista Lima.

Assim se manifestaram sobre a posse de Efson Lima:

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Academia de Letras de Ilhéus dará posse a Efson Lima

aliosReferência cultural em Ilhéus e na Bahia, especialmente, a Academia de Letras de Ilhéus (ALI) possui uma rica e diversificada atuação na Região Grapiúna. Fato que, certamente, deva atrair o interesse na formação continuada de novos membros acadêmicos (confrades e confreiras, no tratamento entre eles) e adesão de intelectuais, pesquisadores, turistas e comunidades em geral. Plantada e bem adubada nestes solos de natureza pujante e diversidade cultural, desde 14 de março de 1959, a ALI, de lema em latim Patriae Litteras Colendo Serviam, possui uma série de serviços culturais, como por exemplo, palestras de cunho educativo, cultural e histórico, saraus, e, recentemente a produção e circulação de uma revista própria – sonhada desde a sua implantação – que foi batizada com o nome Estante, prestando, assim, justa homenagem a um dos seus membros e autor dos ensaios reunidos em Estante da Academia, o encantado Francolino Neto.

efson limaEssa Academia é composta de 40 (quarenta) membros efetivos. Quando acontece o falecimento de um dos acadêmicos, a vaga fica disponível para a devida atualização. Recentemente, a cadeira de número 39 (trinta e nove) foi renovada com o ingresso do jovem brilhante doutor Manoel Carlos de Almeida Neto. Agora, coincidente, teremos o preenchimento da cadeira seguinte de número 40 pelo também jovem brilhante doutor Efson Batista Lima, que é um dos articulistas nos jornais A Tarde e Diário de Ilhéus, respectivamente, dos municípios de Salvador e Ilhéus, e ainda um dos articuladores do Festival de Literatura Sul-baiana (FLISBA).

De acordo com Pawlo Cidade, que é escritor com vasta produção literária e obras de referência na área cultural e atual presidente dessa Academia, o ingresso do novíssimo membro se deu da seguinte maneira: “Há alguns anos, houve mudança no Regimento Interno da Academia de Letras de Ilhéus. Agora, a pessoa interessada em ser confrade ou confreira não se candidata. Os grupos de acadêmicos propõem a indicação dos nomes, apresentando currículo e obras dos seus respectivos indicados. Na sequência, temos uma sessão na qual os acadêmicos manifestam ou não apoio. A indicação que obtiver 21 (vinte e um) apoios é eleito nesse momento. Caso não alcance essa quantidade de apoio, ocorrerá uma eleição 30 (trinta) dias após a sessão da(s) indicação(ões), declarado novo(a) acadêmico(a) quem obtiver o maior número de votos.”

Ainda em conformidade com a legislação atual da ALI, o presidente Pawlo Cidade elucida a validação do nome do futuro acadêmico Efson Lima com essas palavras textualmente: “Ele teve o apoio necessário de votos já na indicação, o que garantiu a dispensa de uma eleição.”

A posse de Efson Batista Lima, que será saudado pela articulista, intelectual e ex-presidente da ALI, Maria Luiza Heine, será no dia 22 de abril, no Salão Nobre da Academia de Letras de Ilhéus, na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro, Ilhéus, Bahia, Brasil.

 

Assim se manifestaram sobre a posse de Efson Lima:

 

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Jurista toma posse na Academia de Letras de Ilhéus

PHOTO-2022-03-23-08-17-07O jurista Manoel Carlos de Almeida Neto tomará posse como novo membro da Academia de Letras de Ilhéus, na próxima sexta-feira (25), em solenidade que ocorrerá às 18h30min, na sede da entidade, localizada no Centro Histórico do município. O novo membro da ALI passará a ocupar a Cadeira 39, antes pertencente ao fundador da instituição, José Cândido de Carvalho Filho, que foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Manoel Carlos é doutor e pós-doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Advogado e vice-presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB, o novo membro da ALI foi professor da Faculdade de Direito da USP (2020-2022) e da Faculdade de Direito da UESC (2005-2006), secretário-geral da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É autor das obras “O novo controle de Constitucionalidade Municipal” (editora Forense), “Direito Eleitoral Regulador” (RT), “Juiz Constitucional” (RT), dentre outras. A posse de Manoel Carlos de Almeida Neto na Academia de Letras de Ilhéus coincide com o lançamento nacional da sua mais recente obra literária, “O Colapso das Constituições do Brasil: uma reflexão pela democracia”, considerado pelo ex-presidente da República e membro da Academia Brasileira de Letras, José Sarney, um “trabalho insubstituível na literatura de nosso Direito Constitucional”. É o ex-presidente da República quem assina o prefácio do livro.

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ALI abre ano acadêmico

j amado

Em 14 de março, data regimental para abertura do seu Ano Acadêmico, data comemorativa do aniversário do poeta baiano Castro Alves e Dia da Poesia, a Academia de Letras de Ilhéus realiza sessão às 19 horas, na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, centro. Conforme explica o escritor Pawlo Cidade, presidente do silogeu, “embora a sede da ALI possua capacidade para acomodar 70 pessoas, somente trinta e cinco (35) pessoas serão acolhidas no evento, ou seja, 50 por cento da capacidade, devido às medidas de segurança sanitária em decorrência da pandemia da COVID 19”. Assim, os interessados devem confirmar suas presenças através do e-mail academiadeletrasdeilheus@gmail.com, até o dia 11 de março (sexta-feira). Na oportunidade haverá uma conferência com o docente da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, o prof. Dr. Fernando José Reis Oliveira, cujo tema será “A vida é devoração pura, somos todos antropofágicos”.

aliO conferencista (foto) é graduado em Economia pela Universidade Católica do Salvador, Mestre em Economia Brasileira pela Universidade Federal da Bahia – UFBA e Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica-PUC(SP). Professor-Adjunto do Departamento de Letras e Artes – DLA. Vice-Diretor do Departamento de Letras e Artes (DLA) da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, Coordenador e Professor do Curso de Pós-Graduação em Gestão Cultural, lato sensu, Docente-pesquisador e Líder de Grupo de Pesquisa no CNPQ, na área de Comunicação e Cultura. Professor do Ensino Superior há mais de 30 anos, atuando em diversas instituições de ensino superior nos estados da Bahia e em São Paulo: Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS-BA), Universidade Católica de Salvador (UCSal), Universidade Federal da Bahia-UFBA/Instituto de Humanidade Artes e Ciências (IHAC),Universidade Mackenzie(SP), Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP), Fundação Armando Álvares Penteado, Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Foi Produtor Cultural do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)- São Paulo.

 

 

As mulheres nas Academias de Letras: uma presença iniciada na Brasileira, da Bahia e de Ilhéus

Efson Lima

 

efsonPoucos sabem, mas a Academia Brasileira de Letras teve a participação de uma mulher na sua concepção, contribuindo para o nascimento do sodalício. Trata-se de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934), ela foi indicada por Lúcio de Mendonça, um dos idealizadores da Academia Brasileira de Letras, para compor o quadro de fundadores. Entretanto, a sugestão não se confirmou. Era mulher e como mulher, entendia-se que não podia fazer parte do clube literário, então, decidiu-se pela participação do esposo.

 

A invisibilidade feminina parecia ser regra. Mas, em 06 de agosto de 1977, pela primeira vez, uma mulher foi eleita para pertencer ao quadro da Academia Brasileira de Letras, Rachel de Queiroz, projetando-a ainda mais no cenário nacional e possibilitando seus textos alcançarem um maior número de leitores.  Outras mulheres foram eleitas para o panteão da imortalidade literária brasileira: Dinah de Silveira de Queiroz; Nélida Piñon, que se tornou a primeira mulher a presidir a ABL, coincidentemente, no período do centenário; Lygia Fagundes Telles; Zélia Gattai; Ana Maria Machado; Cleonice Berardinelli; e a última a ser eleita para fazer parte do silogeu foi Rosiska Darcy de Oliveira em 2012. Portanto, até então, tivemos somente oito mulheres na ABL.

 

janeNa Bahia, a presença feminina foi registrada vinte um ano depois de fundada a Academia de Letras da Bahia, em 1938, com Edith Mendes da Gama Abreu. Muito tempo depois, marcando novo momento, a imortal Evelina Hoisel tomava posse, em 09 de abril de 2015, como primeira mulher presidente da Academia de Letras da Bahia, coincidentemente, como na Brasileira, na gestão de Hoisel foi comemorado o centenário da Casa de Arlindo Fragoso.  Em 2015, a Academia registrava oito mulheres. A presidência de Evelina chegou ao fim em março de 2019, quando a presidência do clube literário foi passada ao imortal Joaci Góes.

 

No interior da Bahia, precisamente, na Academia de Letras de Ilhéus, a presença feminina foi registrada pela primeira vez em 1984, naquele ano, Janete Badaró  (foto) foi eleita para a cadeira n.º 6. “Elas estão chegando”, Francolino Neto, um dos membros ativos da vida da Academia, assim prenunciava.  Foi essa advogada que mudou o curso da história do sodalício, tornando-se a primeira mulher a ingressar na ALI, demarcando novo momento no panorama literário da nação grapiúna. Em outro momento, tive a oportunidade de afirmar que Janete Badaró foi a nossa Rachel de Queiroz nas terras grapiúnas. Dois livros de sua autoria denotam a caminhada literária da mulher que ousou a ingressar em um espaço ocupado por homens.   É importante registrar a ativa atuação dela na fundação da “Ilhéus Revista” e os trabalhos desenvolvidos nesse periódico, consolidando assim a atuação literária da primeira imortal mulher na ALI.

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V Prêmio Sosígenes Costa de Poesia: inscrições abertas até o dia 4 de março

sosigenesOrganizado pela Editus – Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz – Uesc e Academia de Letras de Ilhéus, a 5ª edição do Prêmio Sosígenes Costa de Poesia está com as inscrições abertas, de forma on-line e totalmente gratuita, até o dia 4 de março. Os interessados podem aproveitar para publicar seu livro de poesias! A Diretoria da Editus chama atenção para retificação no edital e mesmo quem já se inscreveu, precisa acessar para conferir se seu material está de acordo com as normas do concurso.

 

O acesso completo ao edital e a inscrição: https://bit.ly/3JGAvxV e para verificar a retificação, https://bit.ly/3LKGK5I.

 

O objetivo é a seleção de um livro de poesias, escrito em língua portuguesa e inédito, que não tenha sido objeto de qualquer tipo de apresentação, veiculação ou publicação parcial ou integral (exceto publicação parcial em sites, blogs ou redes sociais) antes da inscrição até a divulgação do resultado e entrega do prêmio ao vencedor. A obra não pode concorrer em outro concurso ao mesmo tempo.

 

Poderão inscrever-se os brasileiros maiores de 18 anos, desde que nascidos na Bahia e residentes no estado há no mínimo dois anos, conforme declaração assinada pelo inscrito. Cada autor poderá concorrer com apenas uma obra, devendo inscrever-se sob pseudônimo.

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O adeus ao eterno mestre e professor Arléo Barbosa, sem pleonasmo

arleo (2)Efson Lima

 

efsonO professor Arléo Barbosa merece inúmeros adjetivos para qualificar suas ótimas características. Para além da amizade que desenvolveu com inúmeros intelectuais sul-baianos; ele foi um profissional exemplar nas relações de trabalho e formou uma geração de jovens grapiúnas, como eu. O professor Arléo Barbosa não lecionava, ele narrava a História como se estivesse vendo os fatos e com isso transportava-nos para a cena. Provocava-nos paixão pela disciplina e não importava quais fatos seriam estudados, ele conduzia-nos com tamanha maestria, cativando-nos, sem prejuízo da reflexão crítica. O quadro de giz estava sempre pronto, mas não para receber a sistematização conteudista, e, sim, as sínteses em forma de linha do tempo que passavam a fazer parte para sempre de nossas memórias.
Infelizmente, os humanos morrem e com a passagem para o além das linhas físicas, impõe-se uma enorme dor e uma saudade que misturada com sofrimento no primeiro momento vai sendo amenizada nos dias vindouros e vai deixando os melhores registros. Comentários maravilhosos não faltarão sobre o professor Arléo Barbosa. Certamente, inúmeros, centenas, milhares estão a aparecer. Lembro-me do dia 11 de setembro de 2001, quando ele me recebeu no Colégio Fênix para conceder uma entrevista sobre a História de Ilhéus; recordo – me também dele ter me recebido em janeiro de 2020 para conceder entrevista sobre a Academia de Letras de Ilhéus e a atuação dele na Academia. Professor Arléo não limitava tempo; não fazia cara feia e não faltava conteúdo para abordar em suas entrevistas, exposições e aulas.

 

arleo (1)Tive o prazer de participar do lançamento de uma das edições do livro “ Notícia História de Ilhéus”, sem sombra de dúvida, o primeiro lançamento em que fui na vida, estive acompanhando a então vereadora Marlúcia Paixão e Élvio Magalhães, assessor da edil naquele tempo. Quem não se lembra das revisões do professor Arléo Barbosa, no programa “Bahia Meio Dia”, da TV Santa Cruz sobre possíveis assuntos a serem cobrados no vestibular da UESC? Professor Arléo lecionou em dois momentos tendo eu na turma: um intensivo para o vestibular da Uesc e durante todo o ano de 2005, no Pré- vestibular Fênix.
O professor Arléo Barbosa vai deixar um império, não do ponto de vista físico ou financeiro, mas toda uma geração que lhe conheceu e lhe renderá tributo pelo compromisso em que sempre teve com a educação e com as pessoas. O professor Arléo foi o maior historiador da Nação Grapiúna. Nas entrevistas, humildemente, ele referendava uma estudiosa americana que havia pesquisado sobre Ilhéus. Professor Arléo juntamente com a professora Horizontina Conceição iniciou uma sistematização sobre a História de Ilhéus.

Na sequência, visando as comemorações dos 100 anos de elevação de Ilhéus à categoria de cidade, conseguiu arregimentar o livro “Notícia Histórica de Ilhéus”, que alcançou a 5ª edição. Na última conversa que tive com ele, o professor pensava em reeditar a obra. O livro se tornou uma referência para todos e continuará sendo. As obras dele ficarão eternizadas e continuarão a compor as referências de diversos cursos e obras. Mas elas precisam ser incorporadas na vida das escolas e em definitivo na vida acadêmica das universidades da Bahia. Não se pode falar de Bahia sem abordar a Capitânia de São Jorge de Ilhéus e sem tocar na Nação Grapiúna, e não significa ser bairrista, regionalista. Os fatos evidenciam a necessidade do conteúdo a ser tratado para compreender o chão baiano e a brasilidade que nos movem. Qualquer aspecto fora dessa linhas é tentativa de impor o cerceamento e contar os fatos pela metade.

 

A região merece fazer inúmeras homenagens ao professor Arléo Barbosa. Lamento profundamente ele não ter recebido o título de doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz, quiçá um póstumo? Mas, não choremos o leite derramado, avancemos: a Universidade pode criar em parceria com a Academia de Letras de Ilhéus concurso monográfico/ ensaísta para saudar esse grande mestre. Deixemos as nossas vaidades de lado para reconhecer o mérito daquele que foi gigante no seu tempo e continuará a ser.

 

Não se trata de favor, mas de obrigação e estímulo à promoção da Historiografia. Outras homenagens merecem ser articuladas, que tal Câmara de vereadores, a Prefeitura de Ilhéus entrarem em ação? O professor Arléo foi um defensor da memória regional e, portanto, agora, compete-nos fomentar a preservação da dele, consequentemente, preservaremos a da Nação Grapiúna.
As contribuições do professor Arléo são percebidas na nota da Editus, Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, que lamenta a morte do escritor e ressalta que ele “durante anos, se dedicou a pesquisar e ensinar a história regional. Atuou como parecerista da Editus por diversas vezes, sempre dedicado e prestativo. Era também integrante da Academia de Letras Ilhéus e nunca poupou esforços para compartilhar conhecimentos e saberes.”

O professor e jornalista Alderacy Júnior, um estudioso da literatura regional, exibiu nas redes sociais a primeira edição do livro “ Nhoesembé “, exemplar constante na Sala de Leitura Ruy Póvoas, na Casa Ouro Preto, em Ilhéus e para saudar a memória do professor Arléo Barbosa, ele perfilou “ Vou recordar do Arléo como um grande cidadão, uma pessoa que amava história e soube ser o historiador.” Ele ressalta ainda que ministrava cursos de Redação na Academia de Letras de Ilhéus, quando o professor Arléo Barbosa era o então presidente do sodalício.

O canal “Tupy no mundo”, no Instagram, gerenciado por Sophia Sá Barretto, fez uma homenagem ao professor Arléo Barbosa, cujo historiador esteve em uma live promovida pelo perfil e mediada pela professora Maria Luiza Heine. Na rede, elas entabularam as homenagens recebidas pelo eterno mestre em vida: “Cidadão Ilheense e detentor da Comenda de São Jorge dos Ilhéus por serviços prestados à cidade. Mestre em Educação na linha de História e Cultura. Membro da Academia de Letras de Ilhéus. Professor da UESC por muitos anos até sua aposentadoria[…]Um exímio Especialista em História Regional, História Contemporânea e em Educação Brasileira e foi Diretor Pedagógico do Colégio Fênix de Ilhéus”, concluiu o perfil no Instagram.
As homenagens ao professor Arléo Barbosa sucedem nas redes sociais, diversas pessoas e autoridades postam sobre o falecimento do professor Arléo Barbosa, mas, especialmente, evidenciam a contribuição dele para a formação de cada um e as relações interpessoais sólidas estabelecidas, bem como o vasto subsídio do educador para a educação e a promoção da História Regional.

Alcides Kruschewsky, em caixa alta no Facebook, exclamou “ARLÉO BARBOSA, IMORTAL!” e avançou para considerar que “Faleceu a maior referência viva da educação de Ilhéus, da cultura, do saber…Este era talvez uma das últimas excelentes referências incontestáveis na área educacional da nossa cidade, na nossa cultura. Um patrimônio invejável, um acervo inestimável, um talento inimitável, com uma ternura indispensável.” O ex-vereador em Ilhéus e colega de trabalho em uma repartição bancária não poupa adjetivos para qualificar a vivência afetiva de ambos. Sem dúvida, o professor Arléo Barbosa foi isso para quem o conheceu. Sem embargo, Nelson Simões, ex-candidato a prefeito em Ilhéus, na postagem do ex-vereador, diz o seguinte: “Será que existe um único cidadão ou cidadã em Ilhéus que tenha tido o desprazer de ter sido ofendido pelo professor Arléo? Não há! Meu professor de História em 73 e 74 no CEAMEV. Contava a História. Desde os primórdios a vivenciou. Um brilhante intelectual. Ilhéus mais pobre. Arléo Barbosa saí da vida e entra na História”, concluiu de forma brilhante a postagem.

 

O professor Ramayana Vargens, em áudio aos seus confrades da Academia de Letras de Ilhéus, disse que o professor Arléo Barbosa foi um ser “corajoso e empreendedor na educação. Excelente diretor de escola. Pessoa querida por todos que o conheciam. Um grande humanista”. Ainda Ressalta o papel desempenhado pelo professor na sistematização do livro sobre a história de Ilhéus, que reverberou para difusão da cidade no Brasil e no exterior.
Infelizmente, temos que oferecer adeus ao eterno mestre e professor Arléo Barbosa, mas é sem pleonasmo. Foi professor e mestre de diversas gerações.

Estava sempre com o conteúdo pronto e atualizado na mente, a didática nos dedos e no exercício performático da docência. Para além do império educacional que construiu, pois, sua obra segue em cada um de nós, ele buscou ter uma família generosa. Aproveitemos para agradecer a professora Cláudia Arléo por tão bem cuidar do homem público que foi o professor Arléo, igualmente, as generosidades dos filhos ( Roberto, Ronaldo, Renato, Rosana e Thiciano) e daqueles que compuseram o conceito ampliado de família.

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Efson Lima – doutor, mestre e bacharel em direito/UFBA. Advogado. Membro da Academia Grapiúna de Letras e membro-eleito para Academia de Letras de

Maria Luiza Heine e as lições de um vírus assustador

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A professora, historiadora e escritora Maria Luiza Heine, imortal da Academia de Letras de Ilhéus, lançou em parceria com a mestra em Tecnologias Aplicadas à Educação Suede Mayne Pereira Araujo, o livro “Memória e História: Lições de um vírus assustador”.
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Editado pela Via Litterarum, o livro, lançando no estande da ALI durante o Chocolat Festival, o livro, com uma abordagem filosófica e pessoal da pandemia que paralisou o planeta, tem apresentação de Efson Lima e prefácio de Pawlo Cidade.
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Maria Luiza Heine falou sobre a obra em entrevista ao jornalista Daniel Thame, no estande da TV Cacau.

Confira a entrevista:

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