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JABÁ COM COCA COLA

Além de Maradona, Riquelme e Lionel Messi, os argentinos também produzem ótimos comerciais. Esse da Coca Cola,então, é de antologia.

JABÁ COM COCA COLA

Além de Maradona, Riquelme e Lionel Messi, os argentinos também produzem ótimos comerciais. Esse da Coca Cola,então, é de antologia.

VENEZINHA DO SUL

DO SITE PIMENTA NA MUQUECA:

Itabuna e Ilhéus acumulam sérios problemas de infra-estrutura, que se agravam em épocas chuvosas, e afetam até as áreas centrais.
Assim foi no sábado, 9h da manhã. Vinte minutos de chuva e o calçadão da Marquês de Paranaguá, o principal endereço comercial de Ilhéus, ficou debaixo d´água.

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Onde os companheiros do Pimenta na Muqueca enxergam incompetência administrativa, esse blogueiro enxerga senso de oportunidade.

Com o dólar nas alturas, quem é que pode visitar Veneza com seus canais e seus alagamentos que encantam os turistas?

Em sendo assim, a Princesinha do Sul, com sua inegável vocação turística, se dispõe a se tornar a Venezinha do Sul.

Tudo bem que a Marquês de Paranaguá não é nenhuma Piazza San Marco, mas nada que a Gaga de Ilhéus aparecendo no You Tube em cima de uma gôndola cantando “il so-so-so-so-so-le sole mi-mi-mi-mi-mio” não resolva.

ET TRICOLOR


Itabuna, março de 1987. Recém chegado de Osasco, para aquilo que parecia ser um salto no escuro e que se revelou a decisão mais acertada da minha vida.
O São Paulo decidia o título do Campeonato Brasileiro de 1986 (que varou o ano e atravessou o verão) contra o Guarani, em Campinas. No primeiro jogo, no Morumbi, 1×1. Quem vencesse, levava o título.
Colado na televisão, assisti a um dos jogos mais eletrizantes da minha vida. O Guarani fez 1×0, o São Paulo empatou e o jogo foi para a prorrogação. O São Paulo fez 2×1, mas o Guarani virou para 3×2. No último minuto, a zaga tricolor deu um chutão para frente e Careca empatou.
A decisão foi para os pênaltis e Vagner Ribeiro acertou a ultima cobrança, a bola entrando chorada. São Paulo Campeão Brasileiro.
Já com a camisa do São Paulo, peguei a bandeira tricolor e sai pelas ruas da Mangabinha (bairro em que residia), imaginando encontrar uma legião de torcedores.
Nem cheguei à primeira esquina e me dei conta do ridículo. Não havia um único torcedor do São Paulo comemorando, além de mim. Me senti uma espécie de ET, numa terra onde aquela gloriosa camisa tricolor parecia vestimenta de outro planeta.
Só então percebi que a paixão dos grapiúnas era devotada ao Flamengo, ao Vasco e, em menor escala, ao Botafogo e Fluminense. A Região Cacaueira, com suas riquezas que pareciam não ter fim (mas que o tempo e a vassoura de bruxa trataram de mostrar que tinham) era uma espécie de enclave do Rio em plena Bahia.
Hoje, três Libertadores, três Mundiais e seis Brasileiros depois nem é preciso ligar a televisão quando o São Paulo ganha um título, tamanho o foguetório na cidade. Os torcedores do São Paulo, se ainda não rivalizam com os do Vasco e Flamengo, podem ser contados aos milhares.
Itabunense, com direito a cidadania concedida pela Câmara de Vereadores (por extrema generosidade de Ramiro Aquino) já não me sinto mais um ET tricolor.
Muito menos um forasteiro, nesta que também é minha terra.

THE DREAM IS OVER

28 anos sem John Lennon.
O sonho acabou.
Ou não?
Perder a capacidade de sonhar é o mesmo que renunciar à vida.
E viver, como navegar, é preciso.

"DEPROMA" GARANTIDO

"DEPROMA" GARANTIDO

DEU NA FOLHA


APROVAÇÃO DE LULA BATE NOVO RECORDE

Pesquisa Datafolha mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva é considerado ótimo ou bom por 70% dos brasileiros, maior aprovação de um presidente desde 1990, no período da redemocratização. O recorde anterior era do próprio Lula, avaliado positivamente por 64% em setembro. A margem de erro do levantamento, feito entre os dias 25 e 28 de novembro, é de dois pontos percentuais

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PS- É por essas e outras que tucanos, demos e quetais tremem a qualquer menção a um eventual terceiro mandato.

Lulinha é um fenômeno!

OLHOS ABERTOS

A fiscalização rigorosa da Secretaria de Saúde nas contas da saúde em Itabuna, incluindo a distribuição de guias para exames, está fazendo com que um vereador eleito só consiga dormir à base de remédios.

É o que dá querer aplicar a chamada ´lei de Gerson´, aquela do levar vantagem em tudo…

A SORTE NO LIXO

É o que se pode chamar de sortudo perfeito: encontrou 700 mil reais em meio a sacos de lixo jogados sob a marquise de um prédio público.

Região Eucalipteira

Uma das condições impostas pela multinacional sueca Stora Enzo, sócia da Aracruz Celulose na Veracel, para assumir o controle total do empreendimento seria a ampliação em mais de 70 mil hectares da área cultivada de eucalipto.

Se a proposta for adiante, o cultivo de eucalipto, que já domina o Extremo-Sul, vai atravessar o Rio Pardo e avançar sobre municípios como Camacan, Arataca, Santa Luzia, Jussari e Canavieiras; chegando às bordas de Buerarema.

É uma situação que justificaria trocar o nome da Região Cacaueira para Região Eucalipteira.

A proposta (ou seria, a ameaça?) é pra ser levada a sério, já que a Aracruz perdeu cerca de 2 bilhões de reais com a crise financeira mundial.

Como diria o amante dos trocadilhos (mesmo os mais infames!), não é “stora” pra boi dormir.

É pra boi e pra todo mundo ficar acordado e, principalmente, atento.

OS NOSSOS “CATARINENSES”

A tragédia de Santa Catarina, que deixou dezenas de vítimas fatais e milhares de desabrigados e está fazendo com que o Brasil se mobilize numa emocionante corrente de solidariedade, me fez lembrar de um pecadilho cometido duas décadas atrás.

O tempo, senhor da razão (e das dores nas costas, dos cabelos brancos e ralos e otras cositas mas) permite essas reminiscências. Até porque, o tal pecadilho que aqui vou revelar em nada altera uma eventual recusa ou um improvável passaporte para o Reino dos Céus.

TV Cabrália, 1992. Como ocorre agora, Santa Catarina enfrentava uma enchente apocalíptica e o Vale do Itajaí foi arrasado pela fúria das águas. A Rede Manchete, da qual a Cabrália era afiliada, fez uma campanha para arrecadar alimentos, remédios, roupas e cobertores para os flagelados.

A Cabrália entrou na campanha e em poucos dias arrecadou toneladas de donativos, que seriam enviados a Santa Catarina.

Uma noite, por volta das 20 horas, entro no estúdio abarrotado de solidariedade, onde mal havia espaço para as câmeras e a mesa do apresentador. De repente, me deu o estalo.

Naquele mesmo ano, moradores da Bananeira e do Gogó da Ema estavam sofrendo com as cheias do Rio Cachoeira. Nada que se comparasse à tragédia de Santa Catarina, mas centenas de famílias perderam seus parcos pertences e muitas estavam desabrigadas.

O raciocínio foi óbvio. Se a gente pedisse donativo pras vítimas das enchentes em Itabuna, é provável que o retorno seria nenhum. Já para os catarinenses, em função da comoção nacional que se criou, mal havia espaço para colocar tantas doações.

Não tive dúvidas. Com a cumplicidade do meu amigo Ramiro Aquino, então superintendente da emissora, uma parte dos donativos foi entregue para uma igreja e dali seguiu para as famílias da Bananeira e do Gogó da Ema.

A outra parte, é bom que se diga, foi entregue aos catarinenses, que sem saber e por linhas tortas, haviam proporcionado um gesto de solidariedade aos itabunenses, irmãos de pátria e de infortúnio.

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PS- Já naquele tempo, nossa gloriosa televisão, no que foi seguida pelo restante da imprensa, dava os primeiros sinais de afeição por números estratosféricos. Não se sabe de onde, tiramos um número de 10 mil desabrigados pelas enchentes em Itabuna e esse número pegou, embora fosse totalmente irreal. Eram, no máximo, mil desabrigados.

Das enchentes para os carnavais antecipados, foi um pulo. Desafiando as leis da física, as avenidas Mario Padre/Aziz Maron passaram a “receber” públicos de até 100 mil pessoas. Por noite!

E, como não poderia deixar de ser, a megalomania numérica foi exportada para as campanhas eleitorais. As caminhadas, especialmente de Geraldo Simões e Fernando Gomes, começavam com modestas 20 mil pessoas na avenida do Cinqüentenário e, à medida em que a campanha ia esquentando, esse número chegava a 50, 60, 70 mil pessoas.

O absurdo (ou o ridículo) só não era maior porque a eleição acontecia antes que os simpatizantes dos candidatos chegassem a 200 mil pessoas e fosse necessário “trazer” gente de Ilhéus e cidades vizinhas, tão estrambólicos eram os números que as assessorias empurravam e a mídia engolia.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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