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A fantástica fábrica de chocolate


A inauguração de uma fábrica de chocolate neste sábado em Ibicaraí tem um simbolismo que transcende o espaço físico do empreendimento.

Trata-se da primeira fábrica do país operada por agricultores familiares, que engloba toda a cadeia produtiva, do cultivo de cacau sem agrotóxicos, a seleção das melhores amêndoas, produção e a comercialização do chocolate.

A fábrica vai produzir chocolates finos, com até 70% de cacau, agregando valor e atendendo a uma demanda cada vez mais crescente no Brasil e no Exterior.

Com isso, os pequenos produtores, que tocarão a fábrica através de uma cooperativa, ganharão mais tanto pelo cacau (cerca de 50% acima dos preços de mercado), quanto pelo chocolate, que pode atingir valores que chegam a 200 reais o quilo.

A fábrica rompe, em nível de agricultura familiar, um ciclo que durante mais de um século foi seguido pelos médios e grandes produtores de cacau: o fornecimento de matéria prima para que empresários de outros estados (e outros países) ficassem com o filé do negócio que é a produção de chocolate.

Óbvio que uma fábrica com capacidade de para produzir 600 quilos de chocolate fino por dia não vai reverter essa realidade, mas caso a experiência seja bem sucedida, ela irá servir de estímulo à implantação de outras fábricas, fazendo com que o Sul da Bahia tenha uma participação expressiva numa área em que sua presença é quase nula, a despeito de algumas iniciativas isoladas.

Maior produtora de cacau do Brasil, com amêndoas de uma qualidade rara no planeta, a nossa região tem condições de se firmar como um pólo chocolateiro, ainda mais levando-se em conta o apelo mercadológico e ambiental da preservação da Mata Atlântica por conta da necessidade de sombreamento dos cacaueiros.

O binômio qualidade/sustentabilidade, aliado a um eficiente sistema de comercialização, poderá levar o chocolate fino produzido no Sul da Bahia a mercados do Brasil e do Exterior.

É essa fábrica, fruto da parceria entre o poder público e os agricultores familiares, quem poderá sinalizar um novo caminho para uma região que não pode mais se dar ao luxo de desprezar as potencialidades de um fruto que já foi considerado de ouro, mas que só brilha e gera lucros quando transformado num dos alimentos mais apreciados (e valorizados) do mundo.

Em pleno Natal, o velho e bom Papai Noel abre espaço para o igualmente simpático Coelhinho da Páscoa.

Fantasias à parte, que se descortine uma nova realidade para o Sul a Bahia, a partir da fantástica fábrica de chocolate.

Do outro lado do rio


Os moradores que vivem do lado do Rio Cachoeira em Itabuna que compreende bairros como Maria Pinheiro, Fonseca e Novo Fonseca, Pedro Jerônimo, Daniel Gomes, Zizo, São Pedro, São Judas, São Caetano, Sarinha, Novo São Caetano, Jaçanã, Jardim Primavera, Novo Jaçanã, Banco Raso, Vila Anália, Santa Clara e Gogó da Ema; tem bons motivos para sentirem-se mais seguros.

Desde que foi implantado pelo Governo da Bahia, em agosto deste ano, o Programa Ronda nos Bairros promoveu expressiva redução da violência, especialmente no que concerne ao número de homicídios.

Nessas áreas, o índice de assassinatos caiu cerca de 70%, o que é bastante significativo, e já não se nota a força da criminalidade, que na ausência do poder público fazia prevalecer a lei do silêncio e do terror, a ponto de em alguns bairros ser imposto um mal disfarçado toque de recolher a partir de determinada hora.

Essa realidade mudou substancialmente com a chegada do Ronda nos Bairros, com a intensificação do policiamento ostensivo e preventivo 24 horas por dia, além de promover a aproximação da polícia com a comunidade.

Em Itabuna, o programa envolve 75 policiais militares e quatro viaturas padronizadas, que foram distribuídas em quatro áreas delimitadas, num sistema de patrulhamento que atinge cerca de 70 mil pessoas, quase 1/3 da população itabunense.

Se é elogiável a execução do programa numa parte da cidade, é absolutamente imperioso que ele seja estendido para o outro lado do Rio Cachoeira.

Nessa área onde o Ronda nos Bairros não chegou e a presença da polícia ainda é incipiente, trava-se uma verdadeira guerra, motivada pelo tráfico de drogas, em que a violência cotidiana transforma os cidadãos de bem em reféns dos bandidos.

Em bairros como Corbiniano Freire, São Lourenço, Novo Horizonte, Nova Califórnia, Jorge Amado e parte do Santo Antonio, traficantes disputam território à bala e a droga gera subprodutos como assaltos, roubos, arrombamentos e ameaças aos moradores.

Ações emergenciais, como as que tiram de circulação alguns bandidos, são importantes, mas o que essas áreas desassistidas necessitam mesmo é da presença freqüente da polícia para inibir a bandidagem e reduzir a violência, já que eliminá-la por completo é uma missão impossível.

Que ao levar o Ronda dos Bairros para os demais bairros de Itabuna, o que pode ser feito já em 2011, se estabeleça uma ponte que una a cidade em torno de uma única palavra: a paz, que também pode ser traduzida por esse direito básico do cidadão chamado segurança.

LULA SAI PELA PORTA DA FRENTE


Pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quinta-feira (16), em Brasília, mostra que o governo Lula encerra seu mandato com recorde de avaliação positiva: 80%. Na avaliação anterior, o percentual era de 77%.

A aprovação pessoal do presidente também apresentou recorde histórico, com 87% de aprovação – o maior desde 2003. Na pesquisa anterior, a avaliação pessoal positiva de Lula chegou a 85%.

Segundo a CNI/ Ibope, a avaliação positiva do presidente cresceu em todas as regiões do país: no Nordeste (de 92% para 95%), no Norte e Centro-Oeste (de 88% para 90%), Sudeste (de 81% para 85%) e Sul (de 78% para 80%).

Com relação à aprovação do governo, o Nordeste continua sendo a região com melhor avaliação: 86% da população considera o governo do petista como “bom” ou “ótimo”; seguido das regiões Norte e Centro-Oeste (81%); Sudeste (78%) e Sul (75%).

O índice de confiança na figura do presidente também teve elevação: de 81% contra 76% na pesquisa anterior de setembro.

Minha casa, minha vida

Pelo menos não se acuse Tiririca de falta de sinceridade.

Depois de visitar o Congresso Nacional, onde passará a dar expediente a partir de fevereiro como o deputado federal mais votado do país, um repórter lhe perguntou:

-Qual será seu primeiro projeto?

E Tiririca, sem pestanejar:

-Comprar um apartamento.

“E vai rolar a grana, vai rolar, que o deputado mandou desviar…”


Nem o chamado espírito natalino ou a mudança de governo, que não muda tanto assim, contém a volúpia com que uma significativa parcela dos nossos políticos avança sobre os cofres públicos.

Se a praxe comum de alguns deputados e senadores era destinar verbas do Orçamento da União para a construção de escolas, unidades de saúde, estradas e ginásio de esportes, ficando com um percentual do valor total dos recursos (entre 10% e 20% de acordo com cálculos conservadores); agora surge uma nova modalidade de tunga, aparentemente mais rentável e comprovadamente menos fiscalizável.

Trata-se da destinação de parte considerável da cota a que cada parlamentar tem direito no Orçamento da União para a realização de festas realizadas por entidades privadas, providencialmente registradas como instituições sem fins lucrativos.

As verbas são canalizadas através do Ministério do Turismo. Seria a manjada versão do ´pão e circo´, não fosse um pequeno detalhe: boa parte dessas entidades são de fachada e não raro escondem a digital de alguém ligado ao deputado ou senador que destinou o recurso.

Sutil como um trio elétrico numa orquestra sinfônica.

Desta forma, descobriu-se, por exemplo, que o deputado Gim Argelo destinou recursos para uma entidade, que repassou 550 mil reais para que uma tal Radio Nativa FM divulgasse a festa. A Nativa FM -só coincidência, claro- pertence ao filho de Gim Argelo, que até dias atrás era nada mais nada menos que o relator do Orçamento da União no Congresso Nacional.

E que uma deputada do Amapá mandou 5 milhões de reais para uma entidade que tem como sede uma casa sem placas…em São Paulo! E que um deputado do Distrito Federal destinou 3 milhões de reais para empresas fantasmas. E que um deputado de Goiás despachou 2 milhões e 700 mil reais para uma empresa de eventos em nome de um jardineiro. Seguem-se um monte de ´e ques´, visto que a lista é imensa e suprapartidária.

Como é mais difícil fiscalizar os gastos com festas do que com obras, lá vão os recursos para as micaretas (ou picaretas!), festas de São João (´cai cai milhão, aqui na minha mão´) e quetais, enquanto a patuléia se vira na fila da matrícula escolar e do pronto socorro e a juventude pena com a falta de espaços para esportes.

E lá vamos nós, cidadãos comuns, a fazer o nobre papel de palhaços nessa festança/gastança o para a qual somos involuntariamente convidados, já que é o dinheiro dos nossos impostos que financia essa gatunagem, quando deveria financiar serviços públicos de qualidade.

O CRACK JOGA EM TODAS


Um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) em 3.950 cidades brasileiras mostra o que é visível nas ruas e dispensa as estatísticas: 98% delas já enfrentam problemas relacionados com o uso de crack ou outras drogas.

Ou seja, as drogas, principalmente o crack, estão presentes em quase todas as cidades brasileiras, dos pequenos lugarejos perdidos no mapa às grandes metrópoles.

Surgido como um entorpecente alternativo a então inacessível (para a maior parte dos usuários) cocaína, o crack rapidamente rompeu os guetos e açambarcou todas as camadas sociais, dos pobres aos ricos.

O crack, pelas proporções que atingiu, se transformou numa epidemia que o poder público combate de forma incipiente. O estudo da CMN revela que apenas 14,78% dos municípios possuem centros de atenção a dependentes químicos e somente 8,43% campanhas de prevenção contra as drogas.

Trata-se de um problema social que, como não é devidamente tratado pelas autoridades, transformou-se num problema policial.

Em Itabuna, uma cidade onde o consumo de crack pode ser constatado à luz do dia, estatísticas da Polícia Civil revelam que cerca de 70% dos assassinatos ocorridos no município estão relacionados ao tráfico de drogas.

Levando-se em conta que foram registrados 161 homicídios entre 1º. de janeiro a 12 de dezembro de 2010, a droga (leia-se o crack) é responsável por 112 dessas mortes.

Mais de uma centena de vidas, adolescentes e jovens em sua esmagadora maioria, ceifadas pela droga e seu subproduto: a violência sem limites.

Um número alarmante, que dá a exata dimensão do estrago provocado pelo crack e da necessidade urgente de ações que combatam o tráfico e ajudem os dependentes a encontrarem o difícil caminho de volta.

Um caminho que se torna quase impossível justamente pela falta de políticas públicas eficazes, que passam guerra sem trégua ao tráfico, a prevenção e aos programas de inclusão social que impeçam que a droga se torne um atrativo ou às vezes uma opção, quando o consumo descamba para o tráfico para sustentar o vicio.

O crack está jogando em todas e em todos os lugares.

E, diante da omissão do poder público, está ganhando esse jogo de goleada.

UM AMOR DE 23 ANOS


Espetacular e ao mesmo tempo emocionante a festa dos 23 anos da TV Cabrália/Record News, realizada ontem (13).

Uma festa muito bem organizada, mas acima de tudo reforçando a imagem da Cabrália como uma emissora estreitamente vinculada ao Sul da Bahia.

Há 23 anos, vi nascer e ajudei a iniciar a história da TV Cabrália (sou o primeiro funcionário registrado pela emissora), ao lado de pessoas que sonharam o mesmo sonho, como o mestre Nestor Amazonas.

Hoje vejo a Cabrália de novo brilhando, pelas mãos do diretor Marcos Silva e de uma equipe unida e vibrante, em que todos, do apresentador Tom Ribeiro ao mais humilde do funcionário da limpeza, se sentem comprometidos com a emissora.

23 anos depois, a Cabralinha continua sendo o nosso primeiro amor.

Os Cavaleiros do Apocalipse


Engana-se quem acredita que a ordem de serviço para o início das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, assinada pelo presidente Lula e pelo governador Jaques Wagner, vai arrefecer o ânimo do grupo de ambientalistas e empresários que se opõe ao Complexo Intermodal, que além da Fiol, inclui o Porto Sul, um novo aeroporto e a Zona de Processamento de Exportações.

A licença ambiental que permite a construção da ferrovia já foi concedida e o mesmo deve acontecer em relação ao Porto Sul.

Com isso, o Sul da Bahia inicia 2011 com excelentes perspectivas, já que a ferrovia e o porto, duas das maiores obras de infra-estruturas do país, abrem caminho para que a região, açoitada por uma crise que dura duas décadas, entre enfim num novo e duradouro ciclo de desenvolvimento.

O Complexo Intermodal irá criar em torno de si um cinturão que envolve indústria, comércio, prestação de serviços e lazer, beneficiando diretamente Ilhéus, Itabuna e cidades vizinhas e gerando emprego e renda numa região praticamente estagnada.

Não é exagero dizer que desde a criação da Ceplac há mais de 50 anos (um Estado dentro do Estado, com recursos suficientes para alavancar o desenvolvimento regional), o Sul da Bahia não contava com investimentos de tamanha importância.

Ainda assim, o Complexo Intermodal, aprovado pela maioria da população, enfrenta feroz resistência por parte de ambientalistas e de empresários do Sul/Sudeste do País, que aqui mantém seus pequenos paraísos para férias e feriados prolongados.

A junção desses ambientalistas, nem todos necessariamente preocupados com o meio-ambiente, com empresários sem vínculos com a região, produz barulho suficiente para vender a imagem do que o Complexo Intermodal é uma espécie de apocalipse, capaz de provocar uma devastação imensurável na natureza.

O barulho torna-se ainda maior na medida em que um dos interessados em manter a versão de destruição ambiental é dono da maior rede de televisão do País e também dono de uma mansão luxuriante, localizada em meio à Mata Atlântica, num condomínio de alto luxo em Itacaré.

Desta forma, para contrapor a visita de Lula a Ilhéus para marcar o início das obras da ferrovia, levou-se ao ar uma “reportagem” mostrando praias paradisíacas, lagoas e mata nativa, passando a impressão de que elas serão destruídas pelas obras do Complexo Intermodal.

Não serão, pelo menos da maneira com que pregam os arautos do apocalipse. Eventuais impactos ambientais -e eles são inevitáveis até quando se constrói uma mansão à beira mar- terão a necessária compensação, já que a legislação atual é rígida nesse quesito.

Às trombetas contrárias ao Intermodal (e elas continuarão soando), responda-se com a mobilização dos segmentos comprometidos com desenvolvimento do Sul da Bahia para garantir que por conta de uma autoridade excessivamente diligente ou vidrada num brilhareco midiático essas obras não sejam atrasadas ou mesmo interrompidas .

A hora é agora.

O Sul da Bahia não pode esperar mais.

MEIA, CUECA E…

Do site “O Trombone”, com informações do Jornal Extra:

Mulher é surpreendida com R$ 9 mil na vagina em porta de presídio
Em: 12 de dezembro de 2010
Uma mulher foi parada por policiais na entrada da penitenciária Vicente Piragibe, do Complexo Penitenciário de Bangu, com R$ 9 mil dentro da vagina.

Os oficiais já haviam recebido denúncias anônimas, de que ela levava dinheiro para dentro da prisão.

A mulher passou por um raio-x, onde foi identificado um invólucro. De frente para uma inspetora, ela retirou o conteúdo. A suspeita foi encaminhada para a 33ª DP
Realengo), e já foi liberada.

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MELHOR COMENTÁRIO PARA ESTA NOTÍCIA

Enquanto algumas mulheres levam dinheiro na bolsa (e alguns políticos levam na meia e na cueca), essa mulher leva dinheiro na bols…

Deixa prá lá, que isso aqui é um blog relativamente familiar

PALMAS PARA VOCÊ, COMPANHEIRO

Foi emocionante a passagem de Lula por Ilhéus, onde assinou a ordem de serviço para o início das obras da ferrovia Oeste-Leste, um dos maiores investimentos em infra-estrutura do Brasil nas últimas décadas e um marco no processo de retomada do desenvolvimento do Sul da Bahia.

A visita, marcada por aplausos, lágrimas e descontração, não teve o tom de despedida, mas de um “até sempre”, como destacou o governador Jaques Wagner.

Lula, bem ao seu estilo, fez um pronunciamento onde mesclou ações de seus oito anos de governo, com aquele jeitão simples que o tornou o presidente mais querido da história do Brasil, com referências inclusive às cervejinhas que ele, como boa gente que, não dispensa.

Nem nós. Seguidores que somos de Lula e de seus bons conselhos, encerrada a visita, nos aboletamos diante de uma Bohêmia geladíssima (Nova Schin, não, que popular tem limite!) e saudamos o companheiro-presidente, merecedor de todos os aplausos e carinho dos brasileiros.

“É a cara do papai”


Dias atrás, questionado por um repórter se o ministério que está sendo e escolhido pela presidenta eleita Dilma Rousseff não tinha a cara de seu governo, o presidente Lula foi mais Lula do que nunca:
-Dilma fez parte do nosso governo e conviveu com esse pessoal. Você queria o que, que ela chamasse gente do DEM ou do PSDB?

Dilma ganhou a eleição, a despeito do massacre imposto pela mídia pistoleira e de um lamaçal fedorento espalhado pela internet, justamente porque a maioria do povo brasileiro optou pela continuidade do modelo de governo implantado pelo presidente Lula.

Governo do qual Dilma era uma das expoentes e de onde saiu para uma candidatura, apoiada pelo próprio Lula, que muitos apontavam como destino o lugar nenhum.

Portanto, é de se estranhar o estupor com que certos setores da mídia recebe -e reverbera- as escolhas de Dilma.

Tudo bem que nomes como Edison Lobão, Moreira Franco e Garibaldi Alves, que sempre estão no poder independente de quem esteja no comando da Nação, não são exatamente palatáveis num governo que se propõe de centro-esquerda, seja lá o que isso signifique nessa barafunda que é a política brasileira.

Mas, faz parte do jogo democrático.

Dilma, do PT, ganhou a eleição numa coligação com vários partidos, e esses partidos, o guloso e pragmático PMDB à frente, têm o direito de indicar os nomes que lhe convêm para os cargos que lhe cabem na divisão do bolo.

Foi assim com Lula e está sendo assim com Dilma.

No caso de Dilma, deve se levar em conta que ela se venceu o pleito logo em sua primeira disputa de uma eleição e era uma quase desconhecida até ser ungida por Lula como a sua candidata.

É óbvio, portanto, que Lula tenha influência na montagem do ministério.

Ou alguém acredita que Lula, animal político por excelência, vai sair de cena e virar um objetivo decorativo?

Decididamente não vai, ainda que jamais se proponha a ser uma espécie de feitor do governo Dilma, aí sim uma coisa inaceitável.

Mas terá que ser necessariamente uma referência, alguém a cuja experiência de pode recorrer.

Se não fosse assim, era o caso de buscar nomes nas hostes demo-tucanas.

Aí, quem sabe Dilma Roussef não convidasse José Serra para um hipotético Ministério da Fé e da Virtude…

Osasco/SP-Natal/RN (Itabuna/BA-Caruaru/PE)


Era noite de sábado para domingo, quando um ônibus da pertencente à empresa Transporte Central do Brasil seguia pela rodovia BR 101.

O trajeto da viagem indicava que o ônibus seguia de Osasco, cidade de quase um milhão de habitantes encravada na Grande São Paulo, para Natal, a tranqüila capital do Rio Grande do Norte.

Mas, no interior do ônibus, havia algo que indicava algo estranho nesse “trajeto oficial”: a maior parte dos passageiros não veio de Osasco nem se dirigia para Natal.

Eram sacoleiros de Itabuna e cidades vizinhas, que iam para Caruaru, em Pernambuco, meca do comércio popular do Nordeste.

Gente que ia fazer compras em quantidade, para revender e ganhar um dinheiro extra para complementar o orçamento e aproveitar as festas de Natal e Ano Novo.

A estranheza do trajeto apontado na parte frontal do ônibus, que leva a crer que a viagem, se não era clandestina, tinha um destino diferente do pretensamente autorizado, torna-se apenas um detalhe do que aconteceu com os passageiros.

E o que aconteceu com os passageiros, como já é do conhecimento de todos, foi mais um acidente em grande escala que cobre de sangue as rodovias brasileiras.

Numa curva nas proximidades do distrito de Itamarati, no Sul da Bahia, o motorista reserva do ônibus tentou desviar de um caminhão, perdeu a direção do veículo e, em vez do asfalto, encontrou o vazio.

O ônibus caiu numa ribanceira de cerca de 150 metros e capotou várias vezes. Em meio às ferragens, 8 mortos (seis mulheres e dois homens) e 40 feridos.

Estava consumada a tragédia, o sonho de Natal que virou.

40 feridos e 8 vitimas fatais, nessa brutalidade não raro gerada pela imprudência e por uma fiscalização que, a depender da generosidade do ´motorista-papai noel´ fecha os olhos para todo o tipo de irregularidade, a ponto de transformar uma viagem Itabuna-Caruaru numa viagem Osasco-Natal, espécie de “ônibus fantasma” que ceifou vidas preciosas.

Pode ter sido uma fatalidade, mas há no ar um forte cheiro de irresponsabilidade.

Que se apure em que condições esse ônibus circulava e que, se necessário, seja feita justiça.

Não traz os mortos de volta, mas pode impedir que veículos em situação irregular continuem espalhando vítimas pelas estradas, gerando um infeliz Natal e um 2011 repleto de tristezas para seus amigos e familiares.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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