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ESPREME, ESPREME


Amanhã é dia de um suco de laranja holandesa. O Brasil passa pela Holanda e aí vai esperar Uruguai ou Gana pra traçar nas semifinais.

Mas, que é duro ficar discutindo ficar discutindo se Elano joga ou não joga isso é.

Dá pra ver o nível de uma Copa (e de uma Seleção) em que a escalação ou não de Elano é motivo de preocupação.

Faltam três jogos pro hexa.

Papai do Céu castiga

Depois do inconfundível “puta que pariu” captado pelas camêras de televisão no jogo
Brasil x Chile, Kaká, que faz pose de bom moço, ganhou uma versão bad boy no youtube.

Meio bobinha, mas vale conferir…

A dor de mãe, o filho morto e o cachorro que não pensa


Se uma imagem vale mais do que mil palavras, como diz o chavão, ainda que uma palavra possa também valer mais do que mil imagens, só há uma palavra que talvez traduza a foto de Oziel Aragão: dor.

A dor de uma mãe impotente diante da morte brutal do filho único, um jovem de apenas 18 anos, executado com 20 tiros, na porta de casa.

Quase um tiro para cada ano da breve vida do rapaz.

Como têm sido breves as vidas dos nossos adolescentes e dos nossos jovens, abatidos em pleno vôo pela brutalidade, empurrados pela falta de oportunidades para a estrada invariavelmente de mão única das drogas e da marginalidade.

Sim, o jovem assassinado tinha envolvimento com o tráfico de drogas e sua morte, pela forma como ocorreu, tem todas as características de vingança.

Mas, o que chama a atenção e nos remete a uma reflexão não é necessariamente o corpo ensangüentado e sem vida, estendido no chão.

É o desespero, indescritível, da mãe diante do filho que se foi precocemente.

Ela, na sua dor que dói em todos nós, reflete um pouco da dor de tantos pais e tantas mães que vêem, impotentes, seus filhos queridos se desviarem para o caminho errado, não raramente por falta de oportunidades de seguirem o caminho certo.

Reflete a dor de todos os que não caem na armadilha simplista de que se trata de um marginal a menos, porque poderia haver sim um marginal a menos se esse e tantos jovens não tivessem, primeiro no consumo de drogas e depois no tráfico e seus sub-produtos, a saída para a exclusão em que quase sempre vivem.

A dor da mãe, que a foto faz doer ainda mais, é daquelas coisas que desmontam qualquer teoria simplista, porque não se trata de um simples caso de polícia (ou da falta de polícia) e sim de algo mais amplo.

Que passa, necessariamente, pelo comprometimento das autoridades e de toda a sociedade, para que habitemos uma cidade, um estado, um país e um planeta onde a desigualdade não empurre tantos jovens para a carnificina.

Nem produza cenas como a dessa mãe diante do filho morto, em que um jovem tenta amparar a mulher e um cachorro, se inteligência tivesse, certamente estaria a conjeturar quem são os verdadeiros animais.

AH, MOLEZA!!!


O Brasil está a três jogos do hexa-campeonato mundial de futebol.

Simples assim?

Simples assim.

Mas, o Brasil está jogando um futebol que justifique tanto favoritismo?

Não está, mas o atalho obtido pela Seleção Brasileira a partir do primeiro lugar em seu grupo tornou mais simples a chegada à decisão do título. E, numa final, a camisa amarela pesa contra os adversários.

Enquanto Inglaterra, Alemanha, Argentina, Espanha e Portugal se engalfinharam e se mataram ou estão se matando no meio do caminho, o Brasil pegou um Chile que apenas confirmou a freguesia, pega a Holanda e terá Uruguai ou Gana nas semifinais, só para então enfrentar alguém que conta.

Ah, então a Holanda não conta?

A Holanda conta sim, será certamente o adversário mais difícil enfrentado até agora. Tem dois craques como Robbin e Schnneider, joga um futebol eficiente e trocou aquele jogo encantador de seus anos dourados pela eficiência e a busca do resultado.

Mas, pragmatismo por pragmatismo, não há nada mais pragmático do que o time de Dunga.

Um time com Kaká decisivo mesmo sem jogar metade do que pode, com Robinho vivendo de lampejos, com Luis Fabiano achando os gols providenciais e com uma defesa super-segura, está fazendo o suficiente para ganhar a Copa e tudo indica que vai ganhar.

Pode até se afirmar, com inteira justiça, que a Argentina de Maradona e de Messi tem mais time. E tem mesmo.
Ou que a Alemanha tem um jogo mais letal. E tem mesmo.

Mas se algum deles chegar à final, chegará carregando o peso de jogos de arrebentar o corpo e alma, enquanto o Brasil, passando pela Holanda, terá uma vidinha mais tranqüila para buscar o hexa.

Portanto, faltam só três jogos para o hexa.

AGATUNADOS


Calma, estamos falando de futebol.

Três dos oito jogos das oitavas de final foram decididos por erros de arbitragem.

O gol da Inglaterra contra a Alemanha que o mundo viu e o bandeirinha não, o gol impedido de Tevez que abriu a porteira do México e, nesta terça, para coroar, um gol em impedimento de Villa, que garantiu a vitória da Espanha.

Os gatos estão soltos.

BACALHAU À ESPANHOLA


Espanha 1×0 Portugal. Mais uma vez, Cristiano Ronaldo não entrou em campo e Portugal, que tanto dependia dele, empacou.

A Espanha pode não ser essa maravilha toda, mas tem time para disputar o título, até porque não tem nenhuma maravilha nessa copa.

Vai brigar pelo vice, porque o hexa já é nosso.

UM SHOW DE HORROR


Paraguai 0x0 Japão. O futebol passou a milhares de distância dessa pelada de 15ª. categoria. Paraguaios e japoneses fizeram um jogo horroroso, com 0x0 no tempo normal e 0x0 na prorrogação.

Com tanto 0x0, um jogo desses só poderia mesmo merecer nota zero, com louvor.

Como alguém tinha que avançar para as quartas de final, deu Paraguai nos pênaltis.

WAGNER RECEBE “VASSOURA”


Nessa correria de Copa e São João, quase passei batido, mas não posso deixar de registrar a entrega do meu livro, “Vassoura”, ao governador Jaques Wagner, durante as comemorações do Dia Internacional do Cacau.

Fiquei muito feliz quando, em vez de passar o livro ao primeiro assessor que aparecesse, como é praxe, Wagner ficou com o exemplar que lhe entreguei e, enquanto a solenidade rolava, aproveitou para dar uma folheada, com cara de quem estava gostando do que lia.

Wagner é uma pessoa que admiro há muito tempo e que está promovendo grandes transformações nessa Bahia maravilhosa, que durante décadas foi submetida ao coronelismo e a absurda concentração de riquezas nas mãos de poucos.

É inegável que com ele a Bahia avançou e está se tornando uma terra, verdadeiramente, de oportunidades para todos.

Conheço Wagner desde tempos de deputado, de ministro e das campanhas pra governador onde as chances de vitória eram poucas, mas ele sabia que a hora da vitória e mudança chegaria. E chegou.

Desnecessário dizer que não apenas torço como vou batalhar pela sua reeleição.

Quanto à “Vassoura”, as vendas vão bem, obrigado. Quem quiser adquirir seu exemplar, pelo módico preço de 15 reais, pode ligar para (73) 9981 7482 ou (73) 3212 6034.

E O FREGUÊS COMPARECEU DE NOVO


Brasil 3×0 Chile. Todo mundo dizia que o Chile era freguês. E como bom freguês do Brasil, o compareceu e foi de uma gentileza que até Dunga, o dono do boteco, sorriu agradecido.

Jogo fácil. Kaká ainda não é o Kaká mas jogou bem, Luis Fabiano deixou o dele e Robinho, acostumado a andar de Ferrari, BMW e Jaguar nas ´oropas´, finalmente pilotou seu golzinho.

A se lamentar apenas a suspensão de Ramirez, que não pega a Holanda.

E quando a gente lamenta a ausência de Ramirez é que se tem a noção do que significa agüentar um Felipe Melo com a camisa da seleção.

Enfim, faltam apenas três jogos para o hexa e para Dunga repetir a frase mãe dessa Copa:

-Cala a boca Galvão!

NEM PRECISOU DE BATMAN E ROBIN


Holanda 2×1 Eslováquia. Robben nem precisou de seu primo distante Robin (o amiguinho do Batman) e de seu tio-avô Robin Hood.

Resolveu o jogo sozinho e a Holanda ganhou mais uma, a quarta seguida, garantindo vaga para as quartas de final.

O 2×1 é engonoso. A Holanda fez 2×0 e só tomou um gol quando já estava cozinhando o jogo, pensando no Brasil.

De novo, uma Holanda mais eficiente do que mágica.

Como é mesmo que se diz “Era Dunga” em holandês.

UM VELHO FREGUÊS


O Brasil pega o Chile daqui a pouco.

Vai encarar um velho e bom freguês e tem tudo pra avançar às quarta de final.

3×0 ou 4×1 fica ao gosto do freguês

Quando o gol vira apenas um detalhe


A Alemanha vencia a Inglaterra por 2×0 e ensaiava uma goleada. Os ingleses diminuíram e, algo raro, os alemães se descontrolaram. Aí, Gerard acertou um chute de fora da área, a bola bateu no travessão e ultrapassou em cerca de meio metro a linha do gol: 2×2.

Que 2×2? O auxiliar não viu que a bola entrou, o jogo seguiu e no segundo tempo, diante da necessidade da Inglaterra partir para o ataque, a Alemanha voltou a ser a Alemanha e em dois contra-ataques mortíferos, enfim selou a goleada: 4×1.

É de se supor que, valido o gol de empate, a história do jogo e da Copa poderia ser outra, embora a Alemanha tenha muito mais time do que a Inglaterra.

O México jogava como gente grande diante da badalada Argentina, havia colocado uma bola na trave e perdido um gol inacreditável. Os argentinos, enfim, enfrentavam um time que não tremia diante deles.

Até que num lance mais de garra do que de talento, o goleiro mexicano rebateu um chute de Tevez. A bola caiu nos pés de Messi, que devolveu para o companheiro, que ainda olhou para o auxiliar do árbitro, antes de cabeçear para o gol. Um daqueles impedimentos escandalosos, que até cegos enxergam.

Então, o gol não valeu?

Valeu sim e, com os nervos mexicanos em frangalhos, a Argentina tratou logo de enfiar 3×0 e liquidar a fatura, restando ao México o chamado gol de hora: 3×1.

Igualmente, é de se supor que, mantido o 0x0, o México poderia ter vencido e também mudado a história do Mundial, ainda que a exemplo da Alemanha, a Argentina tenha muito mais time do que o México.

Dois jogos de oitavas de finais da Copa do Mundo, dois lances capitais, que poderiam ter sido evitados caso a FIFA, essa e entidade que se julga acima do bem e do mal, aderisse às tecnologias que permitem determinar se a bola entrou ou não no gol ou tirar a dúvida sobre impedimentos.

Afinal, para que servem às dezenas de câmeras espalhadas pelo gramado, que permitem identificar até o suor dos jogadores? No caso da bola entrar ou não, um reles chip resolveria o problema.

A FIFA alega que é essa emoção proporcionada pela possibilidade do erro humano é que torna o futebol mais atraente.

Errado.

O futebol se tornou o esporte mais popular do planeta porque é um jogo simples e acessível a todos. Basta uma bola, duas traves, um campinho improvisado e pronto.

E se tornou um esporte de massas, por conta do surgimento de craques com Freidenreich. Leônidas da Silva, Puskas, Di Stefano, Garrinha, Beckenbauer, Cruijff , Maradona e o maior deles, Pelé.

E, embora ainda apaixonante, perdeu a arte quando se transformou num monumental negócio.

Se a única emoção que resta é o erro grotesco que muda a história do principal evento esportivo do planeta, é melhor que se abram as portas para as novas tecnologias.

Não há emoção no erro. Principalmente para quem é vítima dele.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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