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"DEPROMA" GARANTIDO

DEU NA FOLHA


APROVAÇÃO DE LULA BATE NOVO RECORDE

Pesquisa Datafolha mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva é considerado ótimo ou bom por 70% dos brasileiros, maior aprovação de um presidente desde 1990, no período da redemocratização. O recorde anterior era do próprio Lula, avaliado positivamente por 64% em setembro. A margem de erro do levantamento, feito entre os dias 25 e 28 de novembro, é de dois pontos percentuais

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PS- É por essas e outras que tucanos, demos e quetais tremem a qualquer menção a um eventual terceiro mandato.

Lulinha é um fenômeno!

OLHOS ABERTOS

A fiscalização rigorosa da Secretaria de Saúde nas contas da saúde em Itabuna, incluindo a distribuição de guias para exames, está fazendo com que um vereador eleito só consiga dormir à base de remédios.

É o que dá querer aplicar a chamada ´lei de Gerson´, aquela do levar vantagem em tudo…

A SORTE NO LIXO

É o que se pode chamar de sortudo perfeito: encontrou 700 mil reais em meio a sacos de lixo jogados sob a marquise de um prédio público.

Região Eucalipteira

Uma das condições impostas pela multinacional sueca Stora Enzo, sócia da Aracruz Celulose na Veracel, para assumir o controle total do empreendimento seria a ampliação em mais de 70 mil hectares da área cultivada de eucalipto.

Se a proposta for adiante, o cultivo de eucalipto, que já domina o Extremo-Sul, vai atravessar o Rio Pardo e avançar sobre municípios como Camacan, Arataca, Santa Luzia, Jussari e Canavieiras; chegando às bordas de Buerarema.

É uma situação que justificaria trocar o nome da Região Cacaueira para Região Eucalipteira.

A proposta (ou seria, a ameaça?) é pra ser levada a sério, já que a Aracruz perdeu cerca de 2 bilhões de reais com a crise financeira mundial.

Como diria o amante dos trocadilhos (mesmo os mais infames!), não é “stora” pra boi dormir.

É pra boi e pra todo mundo ficar acordado e, principalmente, atento.

OS NOSSOS “CATARINENSES”

A tragédia de Santa Catarina, que deixou dezenas de vítimas fatais e milhares de desabrigados e está fazendo com que o Brasil se mobilize numa emocionante corrente de solidariedade, me fez lembrar de um pecadilho cometido duas décadas atrás.

O tempo, senhor da razão (e das dores nas costas, dos cabelos brancos e ralos e otras cositas mas) permite essas reminiscências. Até porque, o tal pecadilho que aqui vou revelar em nada altera uma eventual recusa ou um improvável passaporte para o Reino dos Céus.

TV Cabrália, 1992. Como ocorre agora, Santa Catarina enfrentava uma enchente apocalíptica e o Vale do Itajaí foi arrasado pela fúria das águas. A Rede Manchete, da qual a Cabrália era afiliada, fez uma campanha para arrecadar alimentos, remédios, roupas e cobertores para os flagelados.

A Cabrália entrou na campanha e em poucos dias arrecadou toneladas de donativos, que seriam enviados a Santa Catarina.

Uma noite, por volta das 20 horas, entro no estúdio abarrotado de solidariedade, onde mal havia espaço para as câmeras e a mesa do apresentador. De repente, me deu o estalo.

Naquele mesmo ano, moradores da Bananeira e do Gogó da Ema estavam sofrendo com as cheias do Rio Cachoeira. Nada que se comparasse à tragédia de Santa Catarina, mas centenas de famílias perderam seus parcos pertences e muitas estavam desabrigadas.

O raciocínio foi óbvio. Se a gente pedisse donativo pras vítimas das enchentes em Itabuna, é provável que o retorno seria nenhum. Já para os catarinenses, em função da comoção nacional que se criou, mal havia espaço para colocar tantas doações.

Não tive dúvidas. Com a cumplicidade do meu amigo Ramiro Aquino, então superintendente da emissora, uma parte dos donativos foi entregue para uma igreja e dali seguiu para as famílias da Bananeira e do Gogó da Ema.

A outra parte, é bom que se diga, foi entregue aos catarinenses, que sem saber e por linhas tortas, haviam proporcionado um gesto de solidariedade aos itabunenses, irmãos de pátria e de infortúnio.

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PS- Já naquele tempo, nossa gloriosa televisão, no que foi seguida pelo restante da imprensa, dava os primeiros sinais de afeição por números estratosféricos. Não se sabe de onde, tiramos um número de 10 mil desabrigados pelas enchentes em Itabuna e esse número pegou, embora fosse totalmente irreal. Eram, no máximo, mil desabrigados.

Das enchentes para os carnavais antecipados, foi um pulo. Desafiando as leis da física, as avenidas Mario Padre/Aziz Maron passaram a “receber” públicos de até 100 mil pessoas. Por noite!

E, como não poderia deixar de ser, a megalomania numérica foi exportada para as campanhas eleitorais. As caminhadas, especialmente de Geraldo Simões e Fernando Gomes, começavam com modestas 20 mil pessoas na avenida do Cinqüentenário e, à medida em que a campanha ia esquentando, esse número chegava a 50, 60, 70 mil pessoas.

O absurdo (ou o ridículo) só não era maior porque a eleição acontecia antes que os simpatizantes dos candidatos chegassem a 200 mil pessoas e fosse necessário “trazer” gente de Ilhéus e cidades vizinhas, tão estrambólicos eram os números que as assessorias empurravam e a mídia engolia.

LABORATÓRIO GASPARZINHO

Um laboratório de análises clínicas de Itabuna está prestes a ser descredenciado pelo Planserv.
Motivo: cobrança por exames laboratoriais não realizados. A fraude foi tão sistemática que chamou a atenção dos auditores da Secretaria de Saúde da Bahia.
Esse blogueiro teve acesso ao relatório de um dos usuários do Planserv, que mostra cerca de 50 exames fantasmas entre os meses de fevereiro e agosto de 2008. Já está comprovado que nenhum desses exames foi realizado. Há, pelo menos, outros dez usuários do Planserv na mesma situação. Todos eles desconheciam que seus cadastros eram utilizados de forma fraudulenta.
O golpe incluía, obviamente, os exames mais caros. Como a apuração ainda não foi concluída, o nome do laboratório será omitido. Ao menos por enquanto.

Trambicágua

Leio no Pimenta na Muqueca que Isaias Lima, presidente da Emasa, saiu no tapa com Mané Cem, empresário com atuação marcante na administração municipal em Itabuna. O motivo da contenda teria sido o fato de que Isaias descobrira que Mané, que loca carros pipa para Emasa, estaria aproveitando a crise no abastecimento para vender água (da própria empresa) a preços superfaturados.

O pessoal do Pimenta está longe de fazer ficção. Ao contrário. Há cerca de dois meses, fiquei sem água em casa em pleno final de semana e ao ligar pra Emasa pra pedir um carro pipa, me informaram que o atendimento era só de segunda a sexta-feira. E, ora ora, me indicaram um sujeito que tinha um carro pipa e poderia me fornecer a tão desejada água.

Chegando ao local, fui informado que um carro pipa com 10 mil litros me custaria 200 reais. A mesma quantidade, se fornecida pela Emasa, me custaria 40 reais. Cinco vezes menos!

Dado que é impossível que o tal sujeito tivesse o seu próprio sistema de captação, não precisei ser nenhum Sherlok Holmes para concluir que a água vinha da própria Emasa e que, dessa “adutora”, rolava umas gotas legais pra muita gente.

Não aceitei ser duplamente roubado (como consumidor da Emasa, que pago minhas contas, e como cidadão, que pago meus impostos) e descartei o carro pipa.

Saia mais barato tomar banho de água mineral. Aliás, saiu, porque foi o que fiz.

QUASE HEXA

Alô alô, torcida do Flamengo:

aquele abraço!!!

EDUARDO LAVINSKY

O jornalismo perdeu Eduardo Lavinsky, sujeito correto e discreto. Ético, como deve ser um jornalista.

Nossa solidariedade à família, aos amigos e ao pessoal do jornal Agora e da comunicação da Ceplac, onde ele atuava.

Falta água, falta vergonha

A falta d´água em Itabuna tem criado situações que nos remetem aos mais profundos rincões do Nordeste miserável.

Em bairros como São Caetano, Fátima e Conceição é possível ver pessoas caminhando erraticamente pelas ruas, com latas na mão, a procura de um mínimo de água que seja.

Não é raro observar pessoas serrando canos de água da Emasa, para ver se encontra o “precioso líquido” (e, aqui, o velho e surrado chavão nunca foi tão apropriado).

Na noite de quinta-feira, com a chuva que cai, centenas de pessoas ficaram na porta de casa, tentando pegar a água que cai pelas bicas, como quem recebe um maná celestial.

À falta d´água, soma-se a falta de vergonha. Por parte das autoridades que não atentaram para um problema previsível e se prepararam para a enfrentar estiagem. E, é forçoso dizer, por parte de uma população acomodada, que sofre calada, sem protestar e exigir que se tomem providências que pelo menos amenizem a situação.

Porto Sul

Uma coisa é defender a conservação da natureza, garantir a exploração racional dos recursos naturais e evitar agressões ao meio-ambiente.
Outra coisa é usar uma causa aparentemente justa e midiaticamente simpática para evitar a implantação de um projeto que vai gerar milhares de empregos, dar um grande impulso a uma economia estagnada por conta de uma crise que já dura duas décadas e cujo impacto ambiental não é, nem de longe, o apocalipse apregoado pelos ambientalistas.
É o que vem ocorrendo em relação do Porto Sul, um complexo portuário interligado a uma ferrovia e que terá investimentos de R$ 6 bilhões de reais, certamente o maior volume de recursos já aplicado na região, quase o dobro do PAC do Cacau, outro programa de vital importância para a nossa combalida economia. O Porto Sul, que ainda terá um pólo industrial, vai gerar cerca de 10 mil empregos diretos número que pode ser multiplicado por quatro ou cinco quando computados os postos de trabalho indiretos.
Não é pouca coisa. Ao contrário, é muita coisa mesmo, com a vantagem de que não se trata de mera promessa, dessas tão comuns a governantes acostumados a ludibriar a população, mas de um empreendimento real, demonstração inequívoca do compromisso do presidente Lula e do governador Jaques Wagner com o Sul da Bahia.
Qual a região do Brasil que não gostaria de receber um empreendimento desse porte, o segundo maior complexo portuário do Norte-Nordeste?
Não é apenas Ilhéus quem ganha o Porto Sul, mas toda a região, a exemplo de Itabuna, distante cerca de 30 quilômetros e principal pólo comercial e prestador de serviços numa área que abrange cerca de 100 municípios.
Além disso, a realização da obra está sendo precedida de rigorosos estudos, de forma a garantir que os impactos ambientais sejam os menores possíveis.
A discussão sobre o Porto Sul é saudável e necessária, mas há que se evitar esse clima de quase histeria ecológica e fazer prevalecer o bom senso e o diálogo.
Que se preserve o que restou da Mata Atlântica no Sul da Bahia, a beleza de nossas praias e a sobrevivência de algumas espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, que não se esqueçam dos milhares e milhares de homens e mulheres desempregados ou subempregados, vivendo em bolsões de miséria, que terão no Porto Sul e empreendimentos paralelos a oportunidade de uma vida digna.
Enfim, que não se desperdice, em nome de posições radicais, a chance efetiva de melhorar a vida das pessoas, numa região que precisa mais de investimentos do que discursos bonitos, demagógicos e que, não raro, escondem interesses inconfessáveis.
O Porto Sul, e em conseqüência a Ferrovia Oeste-Leste e o pólo industrial, são daquelas oportunidades históricas de dar um salto à frente que não se encontram em qualquer esquina.
Nem em qualquer pedaço de praia.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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