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ITABUNA FARÁ PROPOSTA PARA CONTRATAR ADRIANO

Caso o Flamengo desista oficialmente de contratar Adriano, a diretoria do Itabuna fará uma proposta para que o jogador defenda o time no Campeonato Baiano da 2ª. Divisão.

A intenção é oferecer a Adriano 10 mil reais por partida disputada, 5 mil reais por gol marcado e um bônus caso o time suba para a 1ª. Divisão. Além disso, o craque receberia de ´luvas´ uma fazenda de cacau e cota livre no bar do clube.

Para viabilizar o negócio, o projeto de marketing inclui uma parceria com a Caninha 51, que bancaria o jogador em troca da publicidade nas camisas e nas placas do estádio Luiz Viana Filho.

Há também a proposta de trazer dois atacantes para motivar Adriano: Alan Bique, um promissor jogador de Itarantim, e Johnnie Walker, que se apresenta como escocês, mas muita gente acha que é paraguaio.

Para evitar que a contratação de Adriano se transforme numa novela, o Itabuna dará um prazo ao empresário do jogador, Gilmar Rinaldi, para decidir se aceita ou não: 1º. de abril.

OBAMA BATE UM BOLÃO


Em visita ao Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu de presente da presidenta do Flamengo, Patrícia Amorim, uma camisa 10 do clube mais popular do país, com seu nome às costas.

Não fosse a agenda apertada e a segurança ultra-rígida, Obama poderia ter dado uma esticada até Macaé, onde os jogadores de Flamengo e Cabofriense mereciam ser enquadrados na Lei Maria da Pena, de tanto que maltrataram a pobre da bola.

Nesse show de horror dos campeonatos regionais, Obama, que é da terra da bola oval, não faria feio.

“Ão ão ão, Obama no Mengão”.

Tá certo, é só uma rima, não uma solução.

Vem aí Adriano, o Imperador que nem Freud explica.

Atrás do trio elétrico só não vai quem não pode pagar


Nem bem os últimos acordes dos trios elétricos haviam silenciado e já brotavam discussões sobre o Carnaval de Salvador, considerado por muitos a maior festa popular do planeta.

Há um consenso de que, apesar dos números grandiosos de público e de recursos movimentados, o carnaval da capital baiana não teve a devida exposição na mídia nacional, leia-se Rede Globo de Televisão, que é o que efetivamente o que interessa aos patrocinadores, que investem milhões de reais nos blocos e camarotes e não o fazem nem por caridade nem por espírito festeiro.

Não precisa ser sociólogo, turismólogo, futurólogo ou “axeólogo” (esses ´gênios´ da música), para perceber que o Carnaval de Salvador precisa encontrar um novo modelo, reciclar-se, dar uma repaginada.

O modelo atual, que já atravessa duas décadas, definitivamente cansou. É a repetição da repetição, da repetição, da repetição.

O que começou como lazer e entretenimento e depois virou negócio, inverteu-se a passou a priorizar o negócio, deixando o lazer e o entretenimento como subprodutos caros, pra quem pode pagar.

Esse talvez tenha sido o primeiro e maior equívoco.

A propalada maior festa popular do planeta aos poucos foi se transformando num evento onde a exclusão social salta aos olhos.

Os blocos, transformados em empresas altamente rentáveis, fizeram a seleção natural, não pela cor, mas pelo poder aquisitivo. Para quem tem dinheiro, abadás e uma relativa segurança, com a proteção dos cordeiros, muros de berlim humanos, a separar a elite dos sem fantasia.

Do lado de fora, espremidos num espaço exíguo, a patuléia denominada pipoca, sorvendo as sobras da festa, numa versão carnavalesca da Casa Grande e Senzala.

Como os blocos se tornaram um espaço de turistas e nativos dispostos a pagar caro pelos abadás, perdeu-se aquela espontaneidade típica do baiano. Produz-se um clima de alegria, mas é uma alegria artificial.

Blocos e trios se repetem na mesmice, com as coreografias idênticas e reverberando os sucessos instantâneos.

Tudo se resume Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Claudia Leitte e a banda e/ou o cantor do momento, cuja fama mal ultrapassa de um ano a outro, e uma mistura de dinossauros do axé com bandas que nunca passaram do patamar mediano. Uma coisa mecânica, sem contar que a qualidade das músicas é sofrível, mas isso é uma questão de gosto. E gosto não se discute.

O que tem que se discutir é a fórmula do Carnaval Baiano e encontrar alternativas para que ele volte a ser menos negócio e mais lazer e entretenimento.

O exemplo pode ser dado pelo Rio de Janeiro, que faz seu carnaval para turista ver (e pagar bem por isso) na Marques de Sapucaí, mas nos últimos anos redescobriu os blocos que surgem espontaneamente em toda a cidade. Festa popular na acepção da palavra, reunindo milhões de pessoas, cada qual fantasiado à sua maneira.

Até mesmo Pernambuco, com seu frevo meio mecanizado, é um exemplo de que dá pra manter a festa como negócio, mas sem escancarar na exclusão social, como na Bahia.

É preciso voltar aos tempos em que atrás do trio elétrico só não ia que já havia morrido.

Hoje, ao menos nos grandes trios e atrás nos grandes artistas, só vai quem pode pagar.

Ou tem vocação para pipoca, segregado pela corda e pelo muro.

Definitivamente, esse é o tipo de carnaval que não combina com essa terra que aos poucos vai sendo de todos nós.

O Tigre alerta: abre o olho Dragão


A crise do Colo Colo, um tigre abatido pelo risco de rebaixamento, com salários atrasados, brigas que viram caso de policia e ameaça de perder jogos por WO deve servir de alerta ao Itabuna, o (nem tão) glorioso Dragão do Sul.

Vale mesmo a pena disputar o pântano da 2ª. Divisão, tentar subir de novo e encarar esse Baianão sem graça, com a torcida virando as costas até para Bahia e Vitória?

Na opinião desse blogueiro, não vale.

CERVEJA DE CACAU. FEITA NA ITÁLIA!!!


Uma empresa da Sicília, na Itália, lançou uma cerveja produzida com amêndoas de cacau. A composição da “birra” (cerveja em italiano) leva ainda aveia e sementes adocicadas de alfarroba.

A Grado Plato Chocarrubica tem produção sazonal e está à venda no Brasil através do site www.cervejagourmet.com.br (o site é uma tentadora bíblia das melhores cervejas do planeta).

A cerveja tem o gosto doce do chocolate, mas o preço é salgado: 68 reais a garrafa. Pra quem pode, vale a pena o sacrifício, porque o fabricante, Sergio Omea, diz que é bebida pra se degustar de joelhos.

E nós aqui na Região Cacaueira só produzindo matéria prima!

Que porre!!!

PINTADOS PARA A GUERRA


Ilhéus e Itabuna travam amanhã (17) mais uma batalha pela posse da área onde estão localizados o Makro e o Atacadão.

Técnicos da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia estarão no local para esclarecer quem qual cidade é dona da área.

Os prefeitos Newton Lima e Nilton Azevedo estarão presentes à refrega, como se dizia nos tempos de antigamente.

Espera-se que os respectivos assessores e puxaquistas em geral não levem carangueijos e jacas, sob risco de iniciar uma guerra.

Ah, e ainda tem as baronesas…

Lona? Cerca?

As duas coisas.

“FOGE”, MAS COM CAMISINHA


O carnaval acabou há quase uma semana mas a Mulher Maravilha ainda “foge” (ô, sutileza!) com o Super Homem.

E como “foge”, já que a música(?) continua sendo tocada à exaustão.

De tanto que a Mulher Maravilha “foge” com o Super Homem, é de se presumir que o nosso herói use uma ulta-hiper resistente camisinha.

Senão, periga o carnaval baiano de 2012 emplacar o hit “o bebê do Super Homem e da Mulher Maravilha”.

Kriptonita neles, pelo amor dos nossos ouvidos…

A natureza e as mãos do homem

O mundo assiste, impressionado e ao mesmo tempo preocupado, as conseqüências de um terremoto devastador, seguido de um tsunami ainda mais violento; que devastou parte do Japão e cujas conseqüências são ainda imprevisíveis.

Terremotos não chegam a ser propriamente uma novidade no Japão, um dos países mais desenvolvidos no planeta, cujas construções já são executadas de maneira a suportar abalos sísmicos de grande intensidade. Tome por exemplo o que ocorre no Japão e o que ocorreu no miserável Haiti, um terremoto destruiu o país e deixou mais de 200 mil mortos.

O problema do Japão não foi o terremoto em si, embora os estragos tenham sido consideráveis. O problema foi outra força da natureza, o tsunami, formação de ondas gigantes impulsionadas por uma energia alucinante, que em questão de horas alcançou o território japonês e destruiu tudo o que encontrou pela frente.

Para o tsunami, não há tecnologia que contenha seu poder de devastação. O máximo que se pode fazer é poupar vidas humanas, através de alertas à população. De resto, a onda gigante engole tudo, como uma mão poderosa sobre estruturas frágeis.

As imagens, captadas numa profusão nunca vista antes, espécie de Big Brother da tragédia, registram as ondas gigantes engolindo cidades inteiras, portos, aeroportos, rodovias. Parece um desses filmes-catrástrofe, que tanto sucesso fazem no cinema e na televisão. Mas não reais.

Como se tragédia pouca fosse bobagem, a junção terromoto-tsunami provocou aquele que é um dos maiores temores da humanidade: a ameaça de um desastre nuclear. Embora as informações ainda sejam desencontradas, sabe-se com certeza que usinas nucleares foram afetadas e que houve vazamento de material radioativo.

Só não se sabe ainda, a quantidade de material, daí ser impossível medir as conseqüências do desastre, que nos traz a lembrança da tragédia de Chernobyl, na Ucrânia (então parte de esfarelada União Soviética), que na década de 80 faz milhares de vítimas numa parte considerável do continente europeu.

Embora os japoneses descartem, categoricamente, o risco de uma “nova Chernobyl” (a retirada preventiva da população que mora próxima à usina nuclear foi imediata), os efeitos do vazamento de material radiativo são impossíveis de se avaliar imediatamente.

Houve um tempo em que no imaginário popular, o Japão ficava do outro lado do mundo e que se poderia chegar até lá cavando um hipotético e imenso buraco cruzando a terra.

No mundo globalizado, o Japão é aqui ao lado e sua tragédia é a tragédia de todo o planeta.

Terremotos e tsunamis são tragédias naturais.

Acidentes nucleares, não.

São uma espécie de tsunami invisível, criado pelas mãos humanas. E que tem como vítimas, seres humanos.

PLIM PLIM

Quem é esse blogueiro, ex-jornalista em atividade, para se imiscuir em assuntos televisivos?

Mas não deixa de causar estranheza que na terça feira de carnaval, a TV Santa Cruz, afiliada da Rede Globo ignorou uma manifestação que reuniu cerca de 600 pessoas em defesa do Complexo Intermodal (Porto Sul e Ferrovia Oeste-Leste) e na quarta-feira deu destaque em seus telejornais a um protesto contra o Intermodal, que reuniu exatas 63 pessoas, a maioria moradores de Itabuna que mantém casas de veraneio em Ilhéus.

Seria o povo bobo, Rede Globo?

BLOCO DA VIOLÊNCIA


Como Itabuna não teve carnaval, parte do policiamento foi deslocada para cidades como Salvador, Ilhéus, Itacaré e Porto Seguro, onde a folia reuniu milhares de pessoas.

Em Itabuna, quem deitou, rolou e matou foi o Bloco da Violência.

Foram 10 assassinatos na cidade no período de carnaval.

O verdadeiro samba da vergonha.

Ou da falta dela.

E O SALÁRIO, ÓÓÓÓÓÓ…

Carnaval e Cerveja, tudo a ver. Mas sem chutar o copo…


O carnaval está chegando -no caso da Bahia já chegou- e a propaganda principalmente na televisão incentiva o consumo de um produto que está diretamente associado à folia: a cerveja.

Assim como cerveja e verão parecem indissociáveis, cerveja e carnaval são irmãos siameses.

O sujeito pensa em carnaval e vem à mente a folia mais popular do país e uma cerveja estupidamente gelada. Melhor, várias cervejas estupidamente gelada.

O marketing, óbvio, aproveita e superdimensiona essa relação entre carnaval e cerveja.

Aí, é só ligar a televisão que nos intervalos do futebol, da novela, do filme, do telejornal e do intragável Big Brother lá estão os comerciais de cerveja, cada uma se apresentando mais apetecível do que a outra.

Uma cerveja se arvora de símbolo dos guerreiros, os batalhadores que dão um duro na vida e merecem como prêmio a tal cerveja. No carnaval, então, os guerreiros dão uma pausa e caem na folia. Tomando muita cerveja, obviamente.

Outra espalha aos quatro ventos que desce redonda e conclama “todos por uma”. Ou melhor, todos por “umas”, no plural mesmo. Sem ela, o carnaval fica quadrado, seja lá o que isso significa.

Aí, vem a terceira marca e não se contenta em ser apenas uma cerveja. Se anuncia como cervejão, assim mesmo no aumentativo. Para isso, usa até uma cantora que tem um corpão e um vozeirão para que o folião não abra mão do cervejão.

A rima, como se denota, é pobre e ruim de doer, mas quem está preocupado com isso, quando o negócio é vender cerveja?

Entre guerreiros, redondos e cervejões, o folião elava o consumo às alturas, faz a sua festa e a festa dos fabricantes.

Até ai, nada demais.

Carnaval e cerveja fazem mesmo uma tabelinha prefeita e não há nada demais em tomar uma cervejinha, ops, um cervejão.

A questão é que se carnaval e cerveja combinam entre si, ambos não combinam com direção de veículos, sejam eles caminhões, ônibus, carro ou motos.

É aqui que se quer chegar. Para evitar que a alegria da folia se transforme nas cinzas da tristeza pede-se encarecidamente a quem vai dirigir que evite o consumo de bebidas alcoólicas, a velha e boa cerveja inclusive.

Portanto, senhores guerreiros, no volante, o cervejão não desce redondo. Nunca.

No mais, é desejar que o carnaval seja isso mesmo: alegria e celebração com os amigos.

Sejam eles guerreiros, adeptos do cervejão ou daquela que desce redondo.

Ou, como este que ora vos escreve, de uma legítima cachacinha de alambique, por ora compulsoriamente substituída por uma Líber, que desce, porque a gravidade faz descer.

E só por isso mesmo.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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