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Sic transit gloria mundi


Em 2005, e lá se vão apenas seis anos, o Colo Colo sacudiu a poeira do futebol baiano, ao quebrar uma hegemonia de mais de três décadas da dupla Bahia e Vitória e conquistar o campeonato estadual, vencendo os dois turnos.

Fechou a campanha com um inquestionável triunfo sobre o Vitória, em estádio Barradão, em Salvador.

Parecia estar nascendo ali uma força capaz de rivalizar com os clubes da capital, rompendo a monotonia interminável.
O time voltou a Ilhéus coberto de glórias, desfilou em carro aberto, provocou frisson em toda a cidade até o prefeito de então tirou uma lasquinha da conquista.

“Prefeito pé quente”, bradavam os áulicos, sem se darem conta da fria em que a população havia se metido ao elegê-lo.

Voltemos ao ludopédio, que da política e da politicagem outros escribas se incumbem com maior zelo, pompa e circunstância.

O que parecia ser a porta da glória eterna transformou-se numa espécie de maldição.

O título de campeão baiano de 2005, que parecia o passaporte com visto permanente para a elite do futebol, tornou-se um peso maior do que o Colo Colo poderia suportar.

Difícil não é chegar ao topo, difícil é manter-se no topo, diz a arte da guerra e da vida.

A obrigação de manter-se no topo pesou como uma adaga sobre a cabeça do Leão do Sul, pomposo nome dado ao esquadrão ilheeense.

E entre crises, explosões de egos inflados, contratações equivocadas, falta de recursos, veio a tormenta , o mar bravio.

De candidato ao título em 2006, o Colo Colo passou a coadjuvante em 2007 e 2008 e a partir de 2009 passou a lutar, não pela glória, mas contra o escárnio do rebaixamento para a 2ª. Divisão.

Que, finalmente, se consumou de forma inexorável em 2011, após uma campanha medíocre, em que conseguiu a proeza de ficar atrás de timecos marca bufa, num campeonato que, salvo um ou outro jogo, tem se revelado um pântano de mediocridade.

Passageira, quão passageira foi a glória do efemeramente glorioso Colo Colo, mergulhado na cova dos leões desterrados, condenado que está a disputar a ainda mais pantanosa e medíocre 2ª. Divisão em 2012, essa terra de ninguém do futebol.

Que sirva de lição.

Não apenas no futebol, é de bom alvitre que se escreva.

FOI MESMO?


Já rebaixado para a 2ª. Divisão, o Colo Colo se despediu do Baianão vencendo o Ipitanga por 1×0.

Estreando na 2ª. Divisão e sonhando em voltar à 1ª. o Itabuna empatou em 0x0 com o Jequié.

Sabem o que isso significa? Absolutamente nada!

Várias andorinhas fazem uma cidade melhor


É clássica a história da andorinha, que em meio a um infernal incêndio na floresta vai seguidas vezes ao rio, enche o bico de água e tenta apagar o fogaréu.
Ao notar a cena inusitada, a raposa faz troça da pobre andorinha:
-Você acredita mesmo que pode apagar o incêndio com esse pinguinho de água?
E a andorinha responde, despejando gotas de sabedoria:
-Pelo menos estou fazendo a minha parte.

Fazer a nossa parte. Talvez esteja faltando à maioria dos nossos cidadãos o chamado “espírito de andorinha”.

Somos useiros e vezeiros em reclamar, sem uma boa dose de razão, da ineficiência do poder público, do descaso com a saúde, do abandono dos bairros, da falta de projetos para os jovens, do transporte coletivo capenga e caro e do inchaço da máquina administrativa por conta dessa praga que é o apadrinhamento político.

Essas mazelas fazem parte da realidade da cidade e não podem nem devem ser mascaradas. Itabuna esta longe de ser a cidade com a qual todos nós sonhamos.

Mas, que tal se além das reclamações justas e habituais, começássemos a fazer a nossa parte.

E a parte que nos toca nessa floresta em chamas é simples, mas de efeitos práticos caso não se resuma a uma ou duas pessoas, mas faça parte de um envolvimento coletivo.

Reclamamos da coleta de lixo, mas quantas vezes não depositamos o lixo em horários diferentes do que o carro passa ou simplesmente jogamos o lixo na rua, terrenos baldios e, pior, às margens do já castigado Rio Cachoeira?

Deixamos o entulho se acumular em vias públicas, transformamos a nossa principal via comercial, a avenida do Cinqüentenário em depósito de lixo e nem nos damos ao trabalho de retirar o mato que eventualmente cresce em nossas calçadas.

Gastamos milhares de litros de água lavando o carro e a calçada, enquanto o produto falta nos bairros mais carentes.

E o que dizer da dengue? Por mais que existam campanhas educativas e por mais riscos de morte que a doença ofereça, deixamos de lado cuidados básicos como tampar as caixas dágua, esvaziar garrafas e outros recipientes, descartar pneus velhos que acumulam água e usar areia nos bairros.

A dengue é o exemplo clássico dessa mania de jogar nas costas do poder público todas as responsabilidades, quando nós, ainda que modestamente, podemos fazer a nossa parte.

Uma andorinha só não faz verão nem apaga o incêndio na floresta.

Várias andorinhas cidadãs podem fazer uma cidade melhor.

CHORO DE UM PAÍS


O assassinato de 12 crianças no Rio de Janeiro, cometidos por um misto de fanático e desiquilibrado, nos enche de dor, tristeza, indigação.

O choro de um país é também o lamento pela facilidade com que qualquer pessoa pode
adquirir uma arma, seja de forma legal ou ilegal.

Tragédia, uma grande tragédia.

CHORO DE MÃE


Dona Veridiana Gomes dos Santos, 57 anos. Evangélica.

Mãe de Jederson Santos Souza, 29 anos. Desempregado. Assassinado com vários tiros
na cabeça por volta das 7 horas da manhã, na movimentada entrada do Pontalzinho.

A foto traduz o desespero da mãe que perde o filho.

O choro e as palavras de dor indescritível, que a foto apenas sugere, ainda ressoam
nos ouvidos desse blogueiro.

Até quando, senhores, até quando?

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros”. Che Guevara

O que você faria se num final de tarde sombria, naquela imensidão de solidão coletiva que é a capital paulista, durante a visita ao túmulo de um parente num cemitério praticamente vazio, presenciasse dois policiais militares assassinando friamente uma pessoa algemada e sem condições de sem defender?

Conhecendo o modus operandi da polícia brasileira e sua clássica versão ´o marginal foi baleado e veio à óbito após reagir à ordem de prisão e trocar tiros com os homens da lei´, é bem provável que você tratasse de deixar o local o mais rápido possível, rezando para não ser visto e fazer companhia ao recém-assassinado e ao parente ora visitado e pranteado.

Fez o certo, diriam os amigos, ao tomar conhecimento da aventura quase transformada em desventura.

Fez o certo dirão todos aqueles que sabem que diante da violência extrema e do rompimento freqüente dessa linha cada vez mais tênue que separa uma parcela (pequena é verdade) da polícia da bandidagem, o melhor a fazer é se omitir.

Se possível, apagar da mente o testemunho daquele assassinato, como se ele não fosse real, mas uma aparição fantasmagórica, num cemitério de almas penadas e vidas friamente penalizadas.

Há, entretando, os que, desafiando a lógica e o bom senso, são capazes de tremer de indignação quando presenciam o que consideram uma injustiça.

Foi o que fez uma moradora de Ferraz de Vasconcelos, na periferia da Grande São Paulo, que ao presenciar o assassinato de um jovem dentro de um cemitério, ligou para o telefone de emergência da PM, o 190, e narrou, ao vivo, a execução:

– A Polícia Militar acabou de entrar com uma viatura aqui dentro do cemitério, com uma pessoa dentro do carro, tirou essa pessoa do carro e deu um tiro. Eu estou aqui próximo à sepultura do meu pai.

Em seguida, passa o prefixo da viatura policial e, ainda com o fone ligado, num gesto temerário aborda um dos policiais, que diz que apenas está prestando socorro. “É mentira. É mentira, senhor. É mentira. Eu sei bem o que ele fez”, diz a mulher ao atendente do 190. Além da extrema coragem, a ligação provavelmente evitou que a mulher se tornasse aquilo que no jargão marginal se convencionou chamar de queima de arquivo.

De acordo com o que apurou o comando da PM, o rapaz assassinado tinha passagens pela polícia e trocou tiros com os soldados, sendo atingido na perna e capturado. O procedimento padrão seria levar o bandido a um pronto socorro para receber atendimento e sem seguida ele que pagasse por seus crimes, como determina a lei.

Pelo menos quando se trata da lei que vale para pobres coitados…

Mas, no meio do caminho havia um cemitério, havia a lei não escrita de que bandido bom é bandido morto. E mortos, à exceção do que acreditam os adeptos do espiritismo, não falam.

No meio do caminho havia, também, uma mulher, que está sob proteção e que se tornou um exemplo de anônima coragem, que ao se indignar, não pensou no bandido, mas o ser humano que estava sendo vítima de uma atrocidade.

Lapidar, nesse caso, é a frase do comandante da PM ao se referir ao, digamos, azar dos policiais-assassinos:

-Talvez eles tenham acreditado que não tivesse ninguém. Mas num cemitério, num sábado à tarde, sempre tem alguém chorando por alguém.
Não apenas chorando por alguém, mas reagindo por alguém, como se uma simples ligação telefônica fosse possível tornar o mundo menos brutal e animalesco.

OLHA O MERCHAN AÍ, GENTE!

Aconteceu num programa popular no Mato Grosso. O sujeito tinha 1 minuto pra tomar
uma garrafa pet de um refrigerante mulambento. Tomou, ganhou 150 reais, mas veja no que deu:

Refrigerante de jabá no bucho alheio é refresco!

MUNDO VASTO MUNDO

Acho que vou ter que parar com essa história de “meia dúzia de quatro ou cinco leitores”.

Esse modesto e despretensioso blog cruzou a barreira dos 110 mil acessos nessa segunda-feira (4) e, de acordo com o levantamento do próprio Google, é acessado por internautas do Brasil, Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Angola, Holanda, Rússia, Reino Unido, Itália e Espanha, para ficar apenas nos países com maior número de acessos.

Já dá pra dizer que tenho uma dúzia de dez ou onze leitores….

O ladrão perdeu a piada do Piaba, mas riu por último…


Tem aquela piada do ladrão que apontou o revólver para o português de disse:

-Pare…
Ao que o patrício respondeu:
-Ímpare…
E o ladrão:
-Rapaz, eu tô te roubando…
O portuga, então, rebate:
Então eu não brinco mais com você de pare ou impare!!!

-0-0-0-0-

Certo, a piada é terrivelmente sem graça e além de tudo politicamente incorreta com os portugueses que pouco mais de cinco séculos atrás aportaram nesse chão e aqui encontraram um porto seguro, descobriram que em se plantando tudo dava e no final deu no que deu.

Mais sem graça ainda é a criminalidade, que além dos assassinatos em larga escala, com 46 homicídios somente em 2011 em Itabuna, se revela nas coisas mais comezinhas.

Nem o sujeito que, não satisfeito com as palhaçadas cometidas por nossa brava classe política, ainda se dispõe a assistir a um show de humor está a salvo da bandidagem.

Programinha bobo, simples.

Pois quem se deu ao trabalho de desopilar o fígado (essa é do tempo em que ´dar um tapinha´ era bater em bumbum de bebê) e assistir ao show do humorista Renato Piaba no Centro Cultural de Itabuna foi surpreendido pela presença de bandidos, que chegaram ao local enquanto as piadas rolavam soltas, mas não estavam afim de graça.

Simplesmente se dirigiram ao guichê e limparam o borderô do show, cerca de 2.300 reais que eram a parte do Centro Cultural, já que os produtores de Renata Piaba já haviam retirado a cota do artista. Perderam as piadas, mas não perderam a viagem e aproveitaram para saquear as pessoas que se encontravam no foyer (aquele espaço em que no tempo que o Brasil falava português a gente chamava de saguão), levando celulares, cartões de crédito e dinheiro.

Esses, coitados, perderam as piadas e os pertences.

Os marginais podem não ter senso de humor, mas tem senso de oportunidade.

Eles sabem que, dada a extrema falta de segurança que nos assola, cometer assaltos em espaço culturais, lojas, restaurantes e ruas, mesmo em plena luz do dia, é mais fácil do que tomar o pirulito de uma criança indefesa.

O otário da piada pode ser o português, mas nessa onda de violência que torna arriscada a mais banal das atividades, na vida real os palhaços somos nós.

A TERRA COMO ELA É

Feinha, tortinha, cheia de imperfeições.

Mas é a nossa casa e a gente precisa cuidar bem dela.

Até porque, ainda não encontramos outro lugar melhor pra morar.

A chave que abre a porta do futuro


Nos últimos anos, o eixo Ilhéus-Itabuna, que já é um referencial na área de saúde, se consolidou como um dos principais pólos de ensino superior do Norte/Nordeste do Brasil.

Após a implantação bem sucedida da Universidade Estadual de Santa Cruz, atualmente com quase sete mil estudantes e mais de vinte cursos de graduação, surgiram faculdades como a Madre Thais, Faculdade de Ilhéus, FTC, Unime e mais as unidades avançadas da Ulbra, Unopar, Unitins, Ibec, Fatec, Unisa, Uniaselvi e Uniube, dedicadas à modalidade de Educação a Distância.

O pólo de ensino superior não tem reflexos apenas na formação de massa crítica e na qualificação profissional, fundamentais para que uma região mergulhada numa crise que já dura quase duas décadas, provocada pela decadência da lavoura cacaueira, encontre a saída para a retomada do desenvolvimento. A educação é ferramenta imprescindível para a construção de uma sociedade mais justa e a universalização do ensino superior, proporcionada pelas faculdades sulbaianas, permite que milhares de jovens ganhem novas oportunidades de acesso a um mercado de trabalho cada vez mais disputado e exigente.

Além disso, a existência da Uesc e de um grupo de faculdades que compõem o pólo educacional tem um impacto muito grande na economia de Itabuna e Ilhéus, alimentando toda uma cadeia que inclui o setor imobiliário, bares e restaurantes, lojas, transportes, equipamentos de lazer e profissionais absorvidos pela própria estrutura de ensino, como professores e pessoal de apoio.

Não é exagero dizer que, ao lado do comércio e da prestação de serviços (que inclui a saúde), o ensino superior é um dos principais componentes da economia, numa área que só tende a crescer, impulsionada pelas facilidades oferecidas pelo Governo Federal, como o ProUni e a própria ascensão social de milhões de brasileiros, engordando a chamada classe C, que inclui a educação como uma de suas prioridades.

O pólo de ensino superior é o fio condutor nessa nova arrancada para a retomada do desenvolvimento regional, a partir de projetos como o Gasoduto da Petrobrás, a Ferrovia Oeste-Leste, o Porto Sul e a Zona de Processamento de Exportações (ZPE).

É, também, a chave que abrirá as portas para um futuro com desenvolvimento sustentável e qualidade de vida atende pelo nome de cidadania.

HELENILSON CHAVES NA CONTUDO


O empresário Helenilson Chaves é dos destaques da edição deste final de semana na revista Contudo.

Helenilson fala, entre outras coisas, dos investimentos na ampliação do Shopping Jequitibá, de política (“eu sonhei sem ser candidato a prefeito um dia, mas meu tempo já passou”) e acima de tudo de seu imenso amor por Itabuna.

Helenilson Chaves é uma das grandes figuras humanas deste chão grapiuna. Vale a pena conferir a entrevista que ele concedeu à Contudo.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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