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Deram um pincel ao menino. E nasceu o gênio-menino Waldomiro de Deus

Fazia um frio intenso nas madrugadas paulistanas e Waldomiro de Deus era mais um migrante nordestino naquela metrópole imensa, que prometia o Eldorado,  mas que na maioria das vezes só entregava trabalho duro e uma sobrevivência sofrida na sua periferia distante e abandonada. O frio ainda era pior para quem passava essas noites quase ao relento no Viaduto de Chá, no então  centro financeiro da capital, hoje deslocado para a avenida Paulista e seus arranha céus suntuosos.

         Waldomiro de Deus era sério candidato a ser apenas mais um entre  milhões de nordestinos que só conseguem fazer o caminho de ida. No caso dele, o caminho de ida foi um pau de arara, que partiu da pequena Itagibá, no Sul da Bahia, sacolejou por alguns milhares de quilômetros, até chegar a São Paulo, onde passou fome e, muito, muito frio, para quem estava acostumado ao calor (humano, inclusive) dos baianos.

         Até que, um pincel e pedaços de papel catados no chão, começam a pintar um novo destino, ou a reinventar o destino daquele retirante…

         O relógio do tempo avança meio século. Estamos no Espaço de Artes da  Bolsa de Valores de São Paulo, templo e termômetro da economia brasileira. A nata da elite e do empresariado paulista está ali reunida, para festejar os 50 anos de arte daquele que é considerado um dos maiores pintores primitivistas do Brasil, em 22 obras que se espalham pelo espaço amplo, iluminado. Obras que retratam uma trajetória vitoriosa, de um estilo único, com uso de cores alegres, traços leves e  temática popular.  O nome desse artista é Waldomiro de Deus.

OS PINCÉIS DE DEUS

        O relógio do tempo volta ao Viaduto do Chá. Waldomiro havia conseguido um emprego de jardineiro, mas já estava fascinado por aquele mundo mágico que suas mãos faziam brotar do papel. “Eu pintava na hora em que deveria estar dormindo e dormia quando deveria estar cuidando do jardim”, lembra. De novo na rua, resolveu expor seus desenhos na calçada do viaduto. No melhor estilo naif (ingênuo em francês), apareceu um marquês  italiano,  chamado Terry Della Stuffa, que feito um anjo lhe deu  casa,  comida e, melhor, tempo de sobra e material de sobra para pintar.

         Pelas graças do marquês e pelas suas mãos e pelo seu talento, Waldomiro de Deus ganhou o mundo. E se tornou cidadão do mundo. Na década de 70 do século passado, foi para a Europa e morou na França, Itália e  Alemanha. Também viveu num kibtuz em Israel. Por lá e por outros países, espalhou seus quadros e firmou-se como um dos grandes artistas brasileiros. Quando voltou ao Brasil, foi morar em Osasco, cidade da Grande São Paulo, onde sua casa, repleta de quadros e esculturas e com um quarto cheio de bonecas e com um caixão de defunto no lugar da cama, era ponto de encontro de para artistas, colecionadores, empresários, jornalistas, socialites e afins.

         A casa, localizada na periferia de Osasco, viu nascer inúmeros artistas, que tiverem em Waldomiro um grande incentivador. Hoje, ele divide seu tempo entre o bairro de Pinheiros, em São Paulo, e Goiânia.

MENINO GRAPIUNA

O lírismo de suas primeiras décadas de pintura deu lugar a uma arte mais contestadora, com viés de protesto. Temas como desemprego, violência, guerras e exclusão social passaram a compor obras de traços definidos, cores fortes. Pinturas que falam. “Waldomiro tem uma sensibilidade muito grande, vê o mundo com a alma e sua obra é sempre atual. É um artista em vários, um camaleão, que está sempre mudando, sem perder a essência primitivista”, destaca o crítico Oscar D´Ambrósio, autor do livro `Os pincéis de Deus- Vida e obra do pintor naif Waldomiro de Deus`.

No final deste ano, Waldomiro realiza uma exposição na China, um novo mercado que se abre para um artista que resiste ao tempo, porque sua arte não é datada nem estanque. Feito um mutante, ele se renova e se cria, sem deixar de ser o menino grapiuna que nunca deixou de habitar sua alma.

Menino grapiuna?

Pois esse gênio da pintura brasileira ainda está por merecer o devido reconhecimento na terra em que nasceu e que serviu de fonte de inspiração para grande parte de suas obras. “Eu sonho em fazer uma exposição em Itabuna, Ilhéus, em mostrar meu trabalho em Itagibá, porque minhas raízes estão no Sul da Bahia”, afirma Waldomiro, no corre-corre entre produzir novas obras e participar de homenagens pelos seus 50 anos Brasil afora.

E a Bahia fora!

Não estaria na hora do santo de casa fazer milagres? No caso, um milagre em forma da mais legítima arte brasileira. A arte desse menino-gênio baiano chamado Waldomiro de Deus.

PALAVRAS DE WALDOMIRO

 A minha arte não é só para decorar, mas para trazer alguma mensagem. Às vezes traz um alerta, como a violência que acontece no Brasil. Hoje eu vejo que as pessoas não deram crédito às mensagens do meu trabalho e não se preocuparam em trazer educação, cultura e lazer para esse povo.

Eu me sentia muito triste quando ia a uma faculdade e via ali umas poucas pessoas privilegiadas, enquanto uma enorme quantidade de gente neste país não tinha acesso à educação, ao estudo. O que plantamos, colhemos. Se esse nosso povo, tão bonito, tão criativo, tão gentil, tivesse educação desde a infância, seríamos a nação mais realizada do mundo.

Em  todas as áreas. Não vivenciaríamos uma violência tão grande, Essa violência nasce do ressentimento contra a desigualdade, a injustiça e a falta de oportunidades. Esse povo não merece isso”.

 

UM TIME DO OUTRO MUNDO

Final da Liga dos Campeões. Barcelona 3×1 Manchester United.

Uma aula de futebol de um timaço que parece de outro planeta.

E que tem um craque estelar, Lionel Messi, que parece de outra galáxia.

Termômetro da Educação

Colégio da Policia Militar 3.4, 4.2, 5,1  Escola Lions Clube 3.7, 3.4, 4.1; Escola Estadual Amélia Amado 3.8, 3.4, 4.0; Colégio Estadual Inácio Tosta Filho 2.4, 2.3, 3.4; Colégio Estadual Felix Mendonça 3.2, 2.2, 2,1; Ciomf 3.2, 3.1, 2.9; Ciso 2.5, 2.6, 2.8; Colégio Eraldo Tinoco 2.5, 2.9, 2.7; Colégio Estadual Presidente Médice 2.2, 2.4, 2.6; Colégio Armando Freire 2.2, 2.7, 2.5; Colégio General Osório 2.4, -, 2.4; Colégio ACM -, 1.7, 2.4; Escola Rotary Itabuna 3.5, 1.3, 2.4; Escola Padre Carlos Salério -, 2.2, 2.3; Colégio Polivalente 1.8, 1.6, 2.1; Colégio Estadual Josué Brandão 2.3. 1.8, 2.0; Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães 2.1, 1,6, 2.0; Colégio Estadual de Itabuna  2,2, 1.6, 1.6.

         Esses números, relativos respectivamente aos anos de 2005, 2007 e 2009  não revelam a temperatura média nas escolas de ensino básico de Itabuna.

         Trata-se, isso sim, de um termômetro da qualidade do ensino nas escolas, ou para ser para preciso, da falta de qualidade.

         Os números foram extraídos dos dados da avaliação do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico, do Ministério da Educação.

O IDEB, ainda que possa conter algumas distorções, é o reflexo da situação das escolas no ensino básico, aquele momento especial e decisivo, em  que nossas crianças estão dando os primeiros passos no caminho da educação, ferramenta fundamental para o desenvolvimento de um estado e um país e para a inclusão social de seus cidadãos.

A frieza dos números mostra aquilo que já é do conhecimento geral e que não se limita à Itabuna e à Bahia, mas é um problema de dimensões nacionais: décadas e décadas de descaso para com a Educação.

Um quadro  negro que mistura escolas sem a mínima estrutura de funcionamento, professores desmotivados por baixos salários e ausência de projetos de capacitação, didática ultrapassada e falta perspectivas dos alunos, que encaram o ensino como uma obrigação enfadonha, não  como um estágio importante para a vida pessoal e profissional.

Impera, na maioria das escolas, o “eu finjo que ensino, eles fingem que aprendem”. E a gente finge que esse vai ser o país do futuro.

Futuro que não chegará nunca, caso não haja uma mudança de paradigma, em que a Educação passe a ser tratada não apenas como uma questão de estado prioritária, mas como uma questão nacional prioritária para toda a sociedade.

No caso específico do Sul da Bahia, que dentro de uma década passará por profundas transformações econômicas e sociais por conta de investimentos como o Porto Sul e a Ferrovia Oeste-Leste (que para cá atrairão uma gama de empresas e serviços), de nada adiantará ter infraestrutura e equipamentos  para o desenvolvimento, se não tivermos mão de obra qualificada e pessoas preparadas para assumir os destinos de uma região que precisa sepultar uma crise que já fez estragos demais.

O caminho, o único caminho para isso é a Educação.

O amanhã a gente constrói hoje. Ou, talvez nem haja amanhã.

É uma frase de efeito, mas é acima de tudo uma solução.

  ________

 FORÇA, AMIGO!

 Dedico esse texto a Helenilson Chaves, mais que um empresário, um empreendedor e visionário, que como poucos compreendem a importância da Educação para a construção de uma cidade com que todos nós sonhamos e que temos o dever de transformar em realidade.

GASTRÔNOMOS REALIZAM FORMATURA SOLIDÁRIA

Os formandos de Gastronomia da  Faculdade Jorge Amado, de Salvador, decidiram transformar a conclusão do curso num gesto de solidariedade. Em vez da tradicional festa de formatura, o grupo está realizando um jantar beneficente, com renda revertida para o Lar Irmã Maria Luiza, uma instituição que abriga idosos que foram abandonados pelas famílias e muitos nem possuem renda para ajudar nas despesas diárias. O local corre o risco de fechar as portas por falta de recursos.

Integrantes da Confraria do Bem, os formandos promovem no próximo dia 1º. de junho, às 19 horas, no  Clube Alphaville, em Salvador, um jantar  gourmet harmonizado com vinhos especiais, selecionados pelo especialista português José Carlos Santana. O  menu, preparado pelos novos gastrônomos da UniJorge, inclui açorda de bacalhau, creme de jerimum com carne seca, risoto de camarão e maracujá, cordeiro ao perfume de frutas vermelhas e casquinha de chocolate com cupuaçu e sablet.

Entre as organizadoras da Confraria do Bem está a formanda Sarah Thame, itabunense e filha deste blogueiro babão e coruja.

UMA JUSTA HOMENAGEM AO MÉDICO GUERRILHEIRO

O médico gaúcho João Carlos Haas Sobrinho, que participou da Guerrilha do Araguaia e foi assassinado pela ditadura militar, será homenageado pela Prefeitura de Porto Franco,  o Maranhão, dando seu nome ao complexo esportivo da cidade.

         Dr. Juca, como era conhecido, foi integrante do PC do B. Médico e guerrilheiro, integrou-se à comunidade do Araguaia. Além de combater a ditadura, trabalhou para melhorar as  condições de saúde da população, carente de tudo naquele início dos anos 70.

         Serão três dias de atividades e homenagens ao médico, que neste ano, completaria 70 anos de vida.  No sábado (28) haverá homenagens no Ponto de Cultura que leva seu nome e no domingo, (29) ocorrerá à solenidade de inauguração do Complexo Esportivo  e na segunda-feira (30) será entregue aos familiares, o título de Cidadão Portofranquino Pós-morte.

      Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde foi presidente do centro acadêmico da Faculdade de Medicina, Haas chegou ao nordeste em 1967 – após fazer treinamento militar em Pequim, para onde havia sido enviado pelo PCdoB junto com mais uma dezena de militantes, após o golpe militar de 1964 – quando se instalou no sul do Maranhão, na cidade de Porto Franco, abrindo um consultório para atendimento à população pobre da cidade e a moradores de cidades vizinhas.

 Com ele, moraram na pequena cidade maranhense outros integrantes do PCdoB, como Maurício Grabois, o líder da guerrilha, seu filho André e Gilberto, seu genro, que se instalaram no local como pequenos comerciantes.

 “No próximo final de semana, estarei recebendo homenagens em nome de nossa família, todas ao saudoso João Carlos, que neste ano completaria 70 anos de vida. O povo da cidade tem um carinho enorme por ele e sempre que podem, evidenciam isso em eventos e homenagens. Será mais uma vez, uma grande honra para mim, poder compartilhar de momentos especiais como esses e ver o nome do nosso irmão ser reconhecido com dignidade e respeito por onde passou”, relata Sônia Maria Hass, irmã do Dr. Juca, hoje radicada  na Bahia.

NUESTRO FIDELITO

O ceplaqueano aposentado Renan Brandão foi eleito há cerca de seis meses para a presidência da Fundação dos Deficientes da Bahia.

 Renan vem realizando um bom trabalho em defesa dos portadores de necessidades especiais, que enfrentam todo tipo de barreira e preconceito.

 E não é que Iacilton  Queiroz, que ocupou a presidência da Fundesb desde os tempos em que Fidel Castro jogava beisebol com os coleguinhas de jardim da infância em Havana, ainda se apresenta nas solenidades como titular do cargo?

Olha que até o Fidel original já se aposentou…

O ADEUS AO JEQUITIBÁ-REI

A Prefeitura de Camacan perpetrou uma barbaridade ao derrubar, sem dó  nem piedade, um jequitibá-rei de mais de 500 anos.

A alegação para a derrubada foi que as raízes da árvore estavam comprometendo a estrutura das casas vizinhas.

Tudo muito bom, tudo muito bem, não fosse o detalhe de que a árvore já estava lá quando as residências foram construídas, na típica falta de planejamento urbano.

O jequitibá é a árvore símbolo da região e sob suas copas generosas, brotaram milhões de cacaueiros que fizeram a história e movimentaram a economia do Sul da Bahia.

O produtor rural Euvaldo Maia Filho fez o que pode para evitar a derrubada do Jequitibá, mas sua luta foi em vão. “A ignorância não permitiu enxergar, que não estavam protegendo pessoas mais sim dificultando o desenvolvimento sustentável, e pior, dando um péssimo exemplo de descaso ambiental a população”, lamentou Euvaldo.

 Como não ia sair na Rede Globo nem afeta os negócios de uma empresa de perfumes e cosméticos, o jequitibá-rei não teve direito a um abraço de ambientalistas. Com isso, vai-se um pouco da nossa floresta viva.

Triste.

NEGÓCIO DA CHINA, MAS SÓ PARA OS CHINESES

Tem que ir além do tradicional blá blá blá a discussão em torno da crise que afeta o Polo Calçadista da região de Itapetinga, no Sul da Bahia.

 A concorrência desleal de calçados fabricados na China pode fazer com que a Azeléia diminua ou suspenda sua produção na região.

 Para se ter uma idéia do impacto que isso significaria, Itapetinga tem 70 mil habitantes e a fábrica da Azaléia lá gera 12 mil empregos. A Azaléia também mantém unidades em Itororó, Firmino Alves e Potiraguá, onde também é a principal empregadora.

Políticos, empresários, trabalhadores e a sociedade organizada têm que promover uma ampla mobilização para manter a Azaléia em pleno funcionamento.

Fechar fábricas na região sudoeste e transferir a produção para a Ásia, como se ventila, pode ser um negócio da China, mas só para os chineses.

Para nós seria simplesmente uma sapatada catasfrófica.

Bahia atinge safra recorde de grãos

A Bahia bate novo recorde na produção de grãos, atingindo à marca de 7,3 milhões de toneladas na safra 2010/11. Esse volume supera em 7,21% a safra passada, de 6,8 milhões de toneladas. A safra nacional de grãos alcançou a marca de 159,5 milhões de toneladas, com aumento de 6,9%, em relação à safra 2009/10, ou seja, 0,4% menor do que o crescimento registrado na Bahia, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento, Conab.

 O crescimento alcançado na última safra deve-se a excelente produtividade dos grãos, ampliação das áreas de cultivo que passou de 2.917 milhões de hectares em 2009/10 para 3.013 milhões de hectares 2010/11, condições favoráveis de clima, e adoção de novas tecnologias. Entre as principais culturas agrícolas na Bahia estão à soja com 3,6 milhões de toneladas, o milho com 2,1 milhões de toneladas e o algodão em caroço com 1,5 milhões de toneladas.

NÃO É NADA DISSO DO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO

Ministro garante a Wagner a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, recebeu, nessa terça-feira (24/05), o governador da Bahia, Jaques Wagner, ocasião em que autorizou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a iniciar o processo de contratação dos projetos de duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna e  do trecho da BR-101, entre a divisa do Espírito Santo e a cidade de Eunápolis.

O DNIT fará uma recuperação emergencial do trecho da BR-101, que liga Eunápolis à divisa com o Estado do Espírito Santo, com 209 quilômetros, serviço que antecederá às obras de duplicação.

Com a medida, o governo federal atende a reivindicação da população das cidades que margeiam a extremidade Sul dessa rodovia, com cerca de mil quilômetros de extensão, em território baiano.

Em outra decisão, o ministro dos Transportes atendeu reivindicação da região turística de Ilhéus, garantindo a adequação da BR-415, recentemente federalizada, e que terá pista dupla, em seus cerca de 40 quilômetros. Nascimento autorizou o uso do projeto elaborado pelo Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba) para que seja acelerado o processo de licitação da obra. Esse trecho tem cerca de 40 quilômetros de extensão, entre Ilhéus e Itabuna.

MUNDO DO ESPORTE

  

 

 O  holandês Clarence Seedorf renovou contrato com o Milan e com isso frustrou o sonho do Corinthians, que queria o holandês jogando com Adriano.

O Imperador, que se recupera de uma contusão, deu uma sugestão para a diretoria do Timão:

– Já que o Seedorf não vem, podem trazer o Smirnoff que eu não reclamo…

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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