hanna thame fisioterapia animal
livros do thame

Messilona


Que Robinho e Neymar que nada!

Se tem um time que faz lembrar aquele fantástico Santos dos anos 60, esse time é o Barcelona de Messi, Iniesta, Xabi Alonso, Daniel Alves e Cia.

Tudo bem que Messi não é nenhum Pelé, mas Pelé não conta, porque veio de outra galáxia.

Esse Barcelona nos faz lembrar os tempos em que futebol era arte e não força física.

Um timaço!

O vôo


Em 2004, quando um helicóptero da Petrobrás sobrevoou Itabuna, levando a bordo técnicos e diretores da empresa, prospectando um local ideal para a implantação do citygate do Gasoduto de Integração, a reação de parte da população foi da ironia ao descrédito total.

A implantação do citygate, base de distribuição do gás natural que trafega pelo gasoduto, foi uma reivindicação do então prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, ao presidente Lula.

No calor de uma disputa eleitoral acirrada e num período em que a crise provocada pela vassoura-de-bruxa minava a auto-estima da cidade, o projeto foi encarado por muitos como mera jogada de marketing para angariar votos.

Uma coisa que não iria sair no papel. Ou, a despeito do helicóptero, não iria cair do céu.

Seis anos depois, o gasoduto pode não ter caído do céu, visto que foi implantado sob a terra e é fruto de muito trabalho, mas aquilo que parecia uma promessa inconsistente não apenas está prestes a se tornar realidade; como também pode servir de ponto de partida para a transformação da economia regional.

Na próxima semana, quando entrar em operação a partir de um contrato entre a Petrobras e a Bahiagás, a base de distribuição de gás natural do gasoduto vai, literalmente, abrir a torneira para uma série de oportunidades de negócios.

O gás natural, uma fonte energética mais limpa e mais barata, vai possibilitar a atração de novas empresas, fazendo com que o processo de industrialização, ainda incipiente, seja acelerado. Além disso, a utilização de gás natural pelo comércio, prestadores de serviços e frota de veículos, certamente dará um novo impulso a esses segmentos.

Isso sem contar a utilização domiciliar do gás natural, a partir de uma rede de dutos que será implantada pela Bahiagás. A partir da Central de Distribuição, os dutos se estenderão por Itabuna e chegarão a Ilhéus, Itapetinga, Vitória da Conquista e quase uma centena de municípios das regiões Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia, num processo de integração e desenvolvimento conjunto.

E aqui já não está mais se tratando de conjecturas ou suposições e sim de algo plenamente viável, que obviamente não irá se tornar concretizar num passe de mágica, mas demanda trabalho, espírito empreendedor, capacitação profissional, senso de oportunidade e visão de futuro.

Uma oportunidade histórica dessas é para ser aproveitada, priorizando o desenvolvimento sustentável e a divisão justa das riquezas geradas por esse novo ciclo de desenvolvimento que surge no horizonte.

Que, impulsionado pelo gás natural, esse processo seja sólido e duradouro, numa região extremamente penalizada por uma crise que já dura duas décadas e que merece trilhar um novo caminho.

Lula nas alturas


Pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje mostra que a avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu recorde em março, chegando a 75% de aprovação dos brasileiros, contra 72% em novembro de 2009.

A aprovação pessoal de presidente Lula se manteve em 83%.Na comparação entre o primeiro e o segundo mandatos do presidente, 49% consideram que o segundo é melhor que o anterior. Outros 40% consideram igual, e 9% dizem que o segundo é pior que o primeiro.

DILMA PEDE PASSAGEM


Na corrida pela sucessão presidencial, José Serra caiu de 38% para 35% e Dilma Roussef subiu de 17% em novembro para 30% em março.

Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes, a chamada consulta espontânea, Dilma tem 14% contra 10% de Serra.

Já tem analista político fazendo mágica para explicar que Serra caiu mas não caiu e Dilma subiu mas não subiu.

Foi bom, mas foi ruim

Quem assistiu ao Jornal Nacional da última quinta-feira deve ter ficado sem entender o contorcionismo para tentar transformar uma notícia evidentemente boa, a retração do PIB brasileiro em apenas 0,21% em 2009, ocorrido em meio a maior crise do capitalismo em quase um século, em algo não tão bom assim.

Em meio a números expressivos no último trimestre de 2009, com a recuperação da indústria e da agricultura e a expansão do comércio, serviços e construção civil, foi feita exposição de percentuais negativos propositadamente fora de contexto. A um economista respeitado que previu crescimento robusto em 2010, contrapôs-se o inevitável senador José Agripino Maia, do DEM, que obviamente viu o apocalipse na economia brasileira.

Diante de números que apontam que o Brasil sentiu menos os impactos da crise do que potências econômicas como os EUA, Alemanha, Itália, Japão e França, que tiveram quedas expressivas, o JN forçou uma comparação quase hilária com republiquetas como Panamá e Honduras, onde a produção de alguns cachos de bananas a mais já provoca a elevação do PIB.

O malabarismo no principal telejornal da principal emissora de televisão do País, que literalmente brigou com a notícia, está longe de ser algo isolado, um deslize de um editor desatento.

Passado o “foi bom, mas foi ruim” do PIB, o Jornal Nacional daquele dia mostrou primeiro as críticas a Lula por conta de sua posição passiva diante da existência de presos políticos em Cuba e depois, num tom mais acima, o novo escândalo gerado pela revista Veja e prontamente repercutido pela TV Globo e os jornais O Globo, Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo, sobre o suposto desvio de recursos de uma cooperativa de crédito para campanhas eleitorais do PT.

Em meio às denuncias de desvio de recursos, noticiou-se que o presidente Lula comprou um triplex de cobertura à beira mar.

Epa, um ex-metalúrgico comprando triplex de cobertura na praia? Aí tem!

Aí tem e aí vai ter.

Os grandes veículos de comunicação vêm perdendo leitores e telespectadores, perdendo receita e influência sobre a chamada opinião pública.
A distribuição do bolo publicitário do Governo Federal, antes restrita às grandes corporações da mídia, possibilitou a expansão dos sites alternativos da internet e o fortalecimento dos jornais e emissoras de rádio das capitais fora do eixo Rio-São Paulo e das cidades do interior do país.

A mídia está menos hegemônica, menos concentrada. Não se transformam distorções em fatos consumados como ocorria uma década atrás.
Isso é bom para a democracia, mas péssimo para quem controlava a informações como um poder paralelo.

Vai daí que, diante daquilo que os barões da mídia passaram se tratar de ameaça concreta, a manutenção desse modelo por mais quatro anos, com a vitória de Dilma Roussef na eleição presidencial, eles resolveram, mandar às favas o prurido e ir ao ataque.

Alguém acredita que foi só coincidência o surgimento nova denuncia envolvendo o PT, num caso que vem sendo apurado há pelo menos dois anos pelo Ministério Público, ocorrer uma semana após uma pesquisa DataFolha apontar Dilma Roussef em situação de empate técnico com o tucano José Serra?

O que se tem visto são os primeiros foguetes de uma artilharia pesada, mas cuja capacidade de fazer efeito pode se equiparar a de um traque, a exemplo do que ocorreu na campanha presidencial de 2006, com o super dimensionamento de um dossiê idiota e fotos de uma montanha de dinheiro montadas para dar a impressão de que era uma cordilheira de dinheiro.

O problema de entrar dessa maneira numa ainda pré-campanha eleitoral para ajudar na vitória do candidato de sua preferência é perder não apenas a eleição, mas também a credibilidade.

Ou o que ainda resta dela.

Violência sem graça

O humor brasileiro perde um pouco a graça com a morte do cartunista Glauco, assassinado juntamente com o filho, durante uma tentativa de assalto em Osasco, na Grande São Paulo.

Glauco é autor de personagens impagáveis como Geraldão, dona Marta e Zé do Apocalipse, que brotaram na geração que conviveu com o apodrecimento da Ditadura Militar e o renascimento da Democracia

Morte a se lamentar, nessa violência insana que não poupa ninguém.


Engolidores de espadas


O técnico Dunga, da Seleção Brasileira, virou o ano com duas espadas sobre a cabeça.

A presença de Ronaldinho Gaúcho na Copa do Mundo se tornara uma espécie de clamor nacional.

O jogador, que já foi considerado o melhor do planeta e parecia ter perdido seu vistoso futebol nas noites calientes de Barcelona, recuperara parte do brilho no Milan. Estava marcando gols e dando muitas assistências, que nos tempos de antanho a gente chamava de passe.

O que Ronaldinho fazia mesmo era se exibir contra times meia-boca, que também existem lá pela Europa. Contra os grandes, sumia em campo, mas para a mídia brasileira tinha ocorrido a improvável ressurreição do craque.

Os dois jogos contra o Manchester United, pelas oitavas de finais da Copa dos Campões, com duas derrotas do Milan, mostraram um Ronaldinho apático, arriscando um ou outro lance de efeito. Um fantasma do fantástico Ronaldinho que encantou o mundo. O Ronaldinho real de 2010.

Outra espada atendia pelo nome de Ronaldo, que igualmente já foi o melhor do mundo, a ponto de se transformar, com justiça, no Ronaldo Fenômeno.

Semi-aposentado, sem mercado na Europa, voltou ao Brasil e contrariando a tese de que iria jogar apenas com o nome, ganhou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil pelo Corinthians, protagonista nas duas conquistas, com alguns lances e golaços que lembravam o Ronaldo do apogeu.

´Tem que ir para a Copa, é indispensável para a conquista do Hexa´, bradou-se pelos quatro cantos do Brasil.

Mas Ronaldo, brigando com a balança (e perdendo quase sempre), fez um Campeonato Brasileiro insosso e começou 2010 como coadjuvante de Dentinho, ora vejam!, que está carregando o Corinthians nas costas na Taça Libertadores, enquanto o astro-mor vagueia em campo.

As espadas se afastam da cabeça de Dunga, a mídia engole o artefato e os Ronaldos vão mesmo ver a Copa pela televisão.

Na mesma linha do festival de exagero que campeia o mundo do futebol, com sua necessidade extrema de criar mitos, vemos agora o endeusamento do time do Santos.

Bastou começar o ano bem, disparar na liderança do Campeonato Paulista e pular duas fases da Copa do Brasil, para que começassem as comparações, primeiro discretas, depois escandalosas, com o Santos do final dos anos 50 e início dos anos 60 do século passado, a maior a mais genial máquina de jogar futebol de todos os tempos.

De repente é como se Robinho, Neymar, André e Ganso fossem a reencarnação de Pelé, Coutinho, Pepe e Mengálvio. Só isso!

E depois dos 10×0 sobre o Naviraiense (quem?), com belos gols e jogadas bonitas, o frisson atingiu níveis que beiram a histeria.

Esse Santos pode até fazer história, mas ainda não ganhou absolutamente nada. E esse Naviraiense (quem?) certamente faria jogos duros com o Itabuna ou o Colo Colo.

Duros de assistir, obviamente.

Menos, gente, menos…

A Bahia não precisa de mártires


O assassinato do secretario de Economia Solidária de Camamu, Fabrício Matogrosso, exige uma posição rigorosa do governador Jaques Wagner no sentido de se promover uma apuração rápida e eficiente, que leve aos que atiraram e eventualmente aos que mandaram atirar.

Os cinco tiros que mataram Fabrício tem todas as características de um crime de mando, hipótese reforçada pela conhecida atuação dele em favor de assentados e agricultores familiares na região do Baixo Sul da Bahia; embora também se trabalhe com a possibilidade de uma reles briga de trânsito, o que torna o crime ainda mais tolo.

Uma atuação que certamente gerou descontentamento a muita gente, que ainda se julga nos tempos do coronelismo, da truculência e impunidade.

Um tipo de gente que acredita na violência como única alternativa para rebater eventuais interesses contrariados.

O dado preocupante é que Fabrício é a terceira liderança popular assassinada na Bahia nos últimos seis meses.

Em setembro de 2009, o presidente e o diretor do sindicato dos professores de Porto Seguro, Álvaro Henrique Santos e Elisney Pereira, foram mortos numa emboscada, em plena campanha salarial da categoria

Neste caso, a polícia e o Ministério Público agiram com eficiência e apontaram o envolvimento de policiais militares nos assassinatos e o secretario de governo de Porto Seguro como mandante. Todos tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Não pode ser diferente em relação a Fabrício Montenegro.

O Governo da Bahia precisa deixar claro que os tempos são outros e que não há crime sem punição.

É o único caminho para se evitar uma nova onda de sangue, a exemplo do que ocorreu nos anos 1990, em que 10 profissionais de imprensa foram assassinados, metade deles comprovadamente no exercício da profissão, sem que um único mandante fosse importunado.

No mais, além de apurar com rigor e punir assassinos e mandantes, é garantir a segurança do cidadão, incluindo aqueles que, por idealismo e convicção, arriscam suas vidas para melhorar a vida de pessoas mais humildes.

E que, se pudessem escolher antes que os tiros lhes tirassem a vida, certamente dispensariam a condição de mártires.

Pacto de sangue


Esqueçam a velha rivalidade, as brincadeiras do tipo Papa Jaca x Papa Caranguejo, deixem de lado qualquer tentativa de jogar bonito (se não o fizeram quando podiam sonhar com o céu, porque o farão agora, às portas do inferno), mandem às favas esquemas táticos milagrosos.

Agora, é guerra, garra e nada mais.

No mais do que apropriadamente denominado “Quadrangular da Morte”, que se inicia no próximo final de semana, Itabuna e Colo Colo, lanternas de seus respectivos grupos na primeira fase do Campeonato Baiano (em que seis times brigavam por quatro vagas em cada grupo), lutam apenas e tão somente para sobreviver e escapar da desonra do rebaixamento.

Foram (des)crendiciados para o tal quadrangular por conta de campanhas desastrosas, resultados vergonhosos e trocas insanas de treinadores e jogadores.

Irmanados na mediocridade, caminharam juntos rumo à beira do abismo, do qual tentam agora evitar o mergulho derradeiro.

Neste “Teatro dos Desesperados”, terão a companhia do Ipitanga e do Madre Deus, que também fizeram campanhas horrorosas, com um ou outro resultado expressivo e de resto uma balaiada de gols e derrotas.

Se estão irmanados nessa quase-tragédia, não é de todo equivocado desejar que também estejam irmanados para evitar a tragédia-total.

Daí que, é menos o caso dos ilheenses torcerem pela queda dos itabunenses e vice-versa, e mais o caso de ambos torcerem para que os dois times permaneçam na 1ª. Divisão em 2001, se possível aprendendo com as besteiras de 2010. Os alvos são o Ipitanga e o Madre de Deus.

Uma guerra fratricida entre Colo Colo e Itabuna, pode condenar os dois à degola.

Embora a lógica não seja o forte do futebol, é plenamente possível que Colo Colo e Itabuna vençam Ipitanga e Madre de Deus em seus estádios e consigam pelo menos um empate fora de casa.

Em sendo assim, empates entre ambos no Mario Pessoa e no Luiz Viana Filho podem ser mais do que convenientes para salvar a pele e a honra dos dois, sem que isso implique em qualquer imoralidade ou ausência de fair play.

É isso sim, um pacto de sangue, para evitar que Colo Colo e Itabuna chafurdem na lama da segunda em 2011.

Precisar não precisa, mas

Início da década de 1990, uma quarta-feira à noite, Itabuna e o extinto Serrano de Vitória da Conquista fariam um jogo no Estádio Luiz Viana Filho. O empate praticamente classificaria os dois times para a fase decisiva do Baianão.

Um emissário do Serrano procura o então presidente do Itabuna, João Xavier. A conversa se dá num canto discreto das arquibancadas.

A proposta era simples: os times jogariam à meia-trava, empatariam e ficaria bom para as partes.

Com a seriedade que lhe é peculiar, Xavier disse que não faria aquele tipo de acordo, que não precisava disso para se classificar.

Resumo da ópera: o Itabuna jogou mal, perdeu de 1×0 e na sequência não conseguiu a classificação.

Ou seja, precisar não precisa, mas…

IL SOLE MIO


Neste final de semana, o casal Kiko e Miralva, ele publicitário, ela gerente da Direc 7, inicia uma viagem que inclui um cruzeiro com escalas no Marrocos, Espanha e ilhas do Mediterrâneo e um passeio pela Itália, com visitas a Milão, Verona, Florença, Veneza e Roma.

Viagem mais do que merecida, uma lua de mel para a dupla de enamorados.

PS- Pronto, já garanti a garrafa de Jack Daniels e uma pataca de Cohibas legítimos, que no free shop navio saem baratinhos.

Brincadeira, gente. 20 ou 30 dólares dólares não chegam a abalar o combalido orçamento desse blogueiro. E o velho Jack é tão bom quanto uma cachacinha, vale o desembolso.

Vassoura no forno


Está saindo do forno o primeiro (e, espero, único) livro de autoria deste blogueiro e quase ex-jornalista em atividade.

Trata-se de “Vassoura”, uma série de contos e micro-contos, todos tendo como pano de fundo a vassoura-de-bruxa e seu impacto no cotidiano das pessoas, numa obra de ficção sobre uma tragédia de proporções bíblicas.

O livro deve ser lançado em abril e em breve começo a romaria aos amigos da imprensa, para a devida divulgação.

Nada que mude a história da literatura baiana e mundial, mas “Vassoura”, editado pela Via Litterarum, é um livro gostoso de se ler, disso não tenho dúvidas.

SÍNDROME DE GOEBBELS

Bastou Dilma encostar em Serra e a mídia golpista, sempre a postos, entrar em ação, com mais um escândslo envolvendo o PT.

O modus operandi não muda: a Veja denuncia em manchete de capa, a Globo repercute no Jornal Nacional; e a Folha, Estadão e o Globo requentam o assunto durante vários dias, sempre contando com a inestimável colaboração de um promotor louquinho pelos holofotes.

A propósito, o video sobre Veja, disponível no youtube, dispensa comentários.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

Busca por data
outubro 2017
D S T Q Q S S
« set    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031