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PIZZA PARAGUAIA


Itália 1×1 Paraguai. A Seleção da Itália, quatro vezes campeã do mundo, mais parecia uísque paraguaio, de tão ruim.

E o Paraguai parecia o Paraguai mesmo, com chutão pra todo lado e seja o que Deus quiser.

Como nem os deuses da bola, mais um joguinho meia boca, de dar sono no torcedor/sofredor.

SUSHI DE CAMARÕES


Japão 1×0 Camarões. Jogo duro. De assistir, bem entendido.

Camarões africanos + culinária japonesa = prato (jogo) indigesto.

Como estão maltratando a pobre da jabulani!

O futebol, por Deus, onde anda o futebol?

SUCO DE LARANJA PARA O GASTO


Holanda 2×0 Dinamarca.

Não foi a oitava maravilha do mundo, mas a Laranja Mecânica mostrou o futebol eficiente (e algumas vezes bonito) de sempre e ganhou com folga dos dinamarqueses.

Tem time pra ganhar a Copa?

Se for essa Copa que vimos até agora, tem.

COTAÇÃO DO CACAU


Alemanha 4×0 Austrália. Tudo bem que os germânicos jogaram contra ninguém, mas até que enfim apareceu algo alguma coisa parecida com futebol nesse Copa.

E, pelo menos no gramado, o Cacau brasileiro está valorizado, contribuindo com o chocolate dos alemães nos cangurus.

UM CANDIDATO À PROCURA DE UM DISCURSO


Não é só um candidato a vice que José Serra está procurando.

A julgar pela convenção do DEM/PSDB que homologou sua candidatura a presidência da República, Serra também está à procura de um discurso.

Uma hora, elogia Lula e os avanços do governo do PT.

Outra hora, detona Lula e o governo do PT, como fez no discurso em Salvador, onde havia mais demos do que tucanos na platéia.

Enquanto José Serra não encontra nem um vice nem um discurso, Dilma Roussef, amparada pela monumental popularidade de Lula, acelera.

A COPA COMEÇOU, MAS FUTEBOL QUE É BOM…


Tirando alguns lampejos de Messi na vitória da Argentina sobre a Nigéria por 1×0, o futebol ainda não deu as caras na Copa da África do Sul.

Tudo bem que de África do Sul x México e Coréia do Sul x Grécia não se esperava nada, mas França x Uruguai foi um show de horror e Inglaterra x Estados Unidos foi só correria, com direito a uma galinácea monumental do inglês Green.

Quanto a Eslovênia x Argélia bastaram 45 minutos para se perceber que mais parece um Colo Colo x Itabuna com camisas diferentes.

Se esses jogos forem um indicativo do que vem por aí teremos uma copinha bem mulambenta.

ALIANÇA PARA O PROGRESSO


Foram 10 mil pessoas, entre políticos, empresários, trabalhadores, sindicalistas, lideranças comunitárias, gente simples do povo.

Uma cidade inteira, ali representada, deixando bem claro o que deseja: desenvolvimento, emprego, oportunidades.

Gente que tem conhecimento de que está diante de uma chance histórica, daquelas que não podem nem devem ser desperdiçadas.

A manifestação dos ilheenses em favor do Complexo Intermodal, que inclui o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, o Aeroporto Internacional e a Zona de Processamento de Exportações, foi uma demonstração inequívoca de que a cidade deseja esses empreendimentos.

Foi uma dessas raras oportunidades em que políticos de diferentes posições, sindicatos de ideologias distintas e lideranças que disputam espaços se uniram em torno de um único objetivo, deixando de lado projetos pessoais em nome do interesse coletivo.

Era preciso que esse tipo de manifestação ocorresse, para que não paire qualquer dúvida do rumo que Ilhéus deseja tomar.

E o rumo de Ilhéus, o rumo do Sul da Bahia, é a retomada do desenvolvimento, após décadas de estagnação provocada pela vassoura-de-bruxa.

Um desenvolvimento que passa, sim, pela conservação ambiental, mas passa também pelo Complexo Intermodal, com suas múltiplas possibilidades de negócios e ganhos para o comércio, a industria, a prestação de serviços, o lazer/entretenimento.

Um desenvolvimento que não será apenas de Ilhéus, mas de todo o Sul da Bahia, capaz de experimentar um salto idêntico gerado pela Refinaria Landulfo Alves, o Pólo Petroquímico e o Distrito Industrial de Aratu, que impulsionar a Região Metropolitana de Salvador e fizeram da então acanhada capital baiana a 5ª. maior do país.

O que está em jogo é bem mais do que eventuais danos ao meio-ambiente, plenamente compensáveis com ações de reparação.

É o processo de recuperação de uma região sempre relegada ao abando e que agora se vê diante oportunidade real de receber obras como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, e o Aeroporto Internacional, como recentemente recebeu uma base de distribuição de gás natural, através do Gasene.

Esse é o caminho que a caminhada pelo progresso mostrou que os ilheenses e todos os sulbaianos querem seguir.

CONVOCA A ÁRVORE, DUNGA!!!


A Prefeitura de Itororó parece ter captado o espírito da coisa.

Em ano de Copa do Mundo, a Seleção Brasileira é tema da decoração do FestSol 2010, uma das melhores festas de São João da Bahia.

E já que o time de Dunga está repleto de pernas de pau, decorar as árvores com a camisa da Seleção tem tudo a ver.

Não é nada, não é nada e tem árvore aí que joga mais do que o Felipe Mello, o Kleberson e o Josué.

Luandson Passos Reis, 10 anos


-Filho, vai ali no mercadinho comprar um pacote de sal…
-Tô indo, mãe…

A frase é banal, repetida incontáveis vezes em lares Brasil afora, mundo afora.

O menino que atende ao pedido da mãe, vai ao mercadinho e se sobrar troco ainda compra uma bala, um doce, um chiclete.

E volta para casa, para quem sabe ganhar um ´obrigado filho´, um beijo carinhoso ou um ´agora pode ir brincar com seus amigos´.

Banalidades.

Não para Luandson, nem para sua mãe.

Banalidade no mundo em que Luandson vivia (sim, “vivia”) é a violência desenfreada, as pessoas de bem reféns dos bandidos, a morte transformada em rotina macabra.

O mundo de Luandson atende pelo nome de Pedro Jerônimo, bairro carente da abandonada periferia de Itabuna.

E Luandson, um menino de 10 anos, estudante do 4º ano do ensino fundamental numa escola pública em Itabuna, pode cumprir apenas metade do pedido da mãe.

O sal ficou pelo meio do caminho.

Pior, sua vida ficou pelo meio do caminho.

E no meio do caminho entre o mercadinho e a casa de Luandson havia não uma pedra, como no poema de Drummond, mas um tiro de escopeta. Dois tiros de escopeta, para ser mais exato.

Luandson foi executado por marginais a bordo de um carro que, na tentativa de atingir Alisson Santos de Oliveira, de 22 anos, que nem morador do bairro era, atiraram sem se importar em que acertariam.

Os tiros, que eram para Alisson, que foi ferido sem gravidade, acabaram tirando a vida de Luandson, o menino que saiu para comprar sal e não voltou para casa.

Melhor dizendo, não voltou para casa como o menino cheio de vida, com um imenso futuro pela frente, que acabara de atender ao pedido da mãe.

Voltou como um corpo inerte e sem vida.

Sem o sal, que agora, metaforicamente, arde em sua mãe como uma ferida que jamais irá cicatrizar, tamanha é a dor de perder um filho de maneira tão brutal.

E arde em todos aqueles que, indefesos, já não sabem a quem recorrer diante de uma violência que não poupa ninguém, que abate meninos no meio do caminho entra e casa e o mercadinho.

Arde em todos nós!

Chega!

Definitivamente, chega!

Vai começar a festa


A partir desta quinta-feira e pelos próximos trinta dias, os olhos do mundo estarão voltados para a África do Sul.

O país que se isolou do planeta por conta do vergonhoso “apartheid”, renascido para a igualdade racial graças ao mitológico Nelson Mandela, agora é o palco do maior espetáculo esportivo da Terra: a Copa do Mundo de Futebol.

Trata-se da primeira copa no continente africano, misto de pobreza, disputas tribais, ditadores de fancaria, mas de uma alegria contagiante.

A África do Sul é quase uma ilha em meio ao continente miserável. Ainda assim convive com graves problemas sociais, fruto de décadas de segregação racional.

Isso deixa de ter importância a partir do momento em que começa a festa de abertura da Copa e em seguida a bola comece a rolar.

São 32 seleções divididas em oito grupos. Em tese, o que há de melhor no mundo do futebol. Na prática nem tanto, já que a divisão de vagas por continentes, exclui equipes tradicionais e inclui times marca-bufa.

África do Sul, México, Uruguai e França.
Argentina, Nigéria, Coréia do Sul e Grécia.
Inglaterra, Estados Unidos, Argélia e Eslovênia.
Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana.
Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões.
Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia.
Brasil, Portugal, Costa do Marfim e Coréia do Norte.
Espanha, Suíça, Honduras e Chile.

Não precisa de bola de cristal para afirmar que algumas dessas seleções, como Brasil, Argentina, Alemanha e Espanha entram em campo na condição de favoritas.

Outras, como Nova Zelândia, Coréia do Norte, Austrália e Honduras serão meras coadjuvantes, candidatas a goleadas monumentais.

E há ainda candidatas a surpresa, como Itália, Holanda, França, Inglaterra e, talvez, Costa do Marfim e Gana.

No continente africano, talvez aja espaço para uma “zebra”, com uma seleção que rompa o seleto grupo de seleções que já ganharam a Copa, composto pelo Brasil (cinco), Itália (quatro), Alemanha (três), Argentina (duas), Uruguai (duas) Inglaterra (uma) e França (uma).

Ou talvez seja o ´mais do mesmo´ com a vitória de uma seleção tradicional, como o Brasil.

O que se espera, com tantas seleções em ação, é que tenhamos bom futebol, artigo raro em copas recentes.

Que os deuses da bola sejam generosos e que essa seja a copa do talento e não da correria.

Da arte e não da força.

Enfim, que esta seja uma festa do futebol!

Cacau & Chocolate


O espírito empreendedor é uma das marcas do Sul da Bahia. Desde os tempos imemoráveis, crises foram superadas com trabalho e espírito inovador.

É verdade que, durante muito tempo, o excesso de individualismo atrapalhou e retardou o desenvolvimento regional, mas é verdade também que os cidadãos grapiúnas, como são chamados os habitantes da Região Cacaueira, jamais deixaram de fazer da adversidade o trampolim para o salto adiante.

Tanto é que, a despeito de uma hiper-crise que já dura duas décadas, provocada pela vassoura-de-bruxa, o Sul da Bahia encontrou alternativas como o turismo, a prestação de serviços, o comércio, os pólos de informática, ensino superior e de saúde.

Uma região e uma gente capazes de se reinventar e encontrar novos caminhos pode olhar o futuro com otimismo.

Desde que, é claro, esse futuro comece a ser construído agora.

Nesse sentido, é necessário que se destaque uma iniciativa meio ousada/meio visionária, mas absolutamente consistente, como o Festival Nacional do Chocolate, que acaba de ter sua segunda edição encerrada em Ilhéus, coroada do mais absoluto êxito.

Ousada e visionária porque, ao ser pensada e colocada em prática pelo publicitário Marco Lessa, diretor da Costa do Cacau Convention Bureau, parecia algo irrealizável ou fadado ao fracasso pelas dimensões a que se propunha, não apenas um evento local e/ou regional, mas de caráter nacional.

Consistente porque é fruto de planejamento, de estratégia, com objetivos bem definidos. E com o firme propósito de contribuir para a retomada desse que ainda é o nosso principal produto, o cacau, que pode se converter num verdadeiro fruto de outro se transformado nessa maravilha chamada chocolate.

O festival, nesses seus dois anos de realização, através de workshops, palestras e exposição de iniciativas bem sucedidas, tem focado justamente nas imensas possibilidades econômicas que a industrialização proporciona, pegando uma matéria prima que custa menos de 10 reais o quilo para transformar num produto que pode chegar a 300 reais o quilo.

Mais que um espaço para lazer e entretenimento, o Festival Nacional do Chocolate se consolida como um espaço para a difusão de novas tecnologias, a troca de experiências e a realização de negócios.

É como a semente que, bem cultivada, dará bons frutos a uma região que busca novos caminhos, mas que não pode nem deve abrir mão de um produto que foi e ainda base ser não a única, mas uma das bases de um modelo de desenvolvimento sustentável, permanente e que gere riquezas para todos os seus habitantes.

TUDO AZUL PARA QUEM ESTÁ DURO
(OU MELHOR: NÃO ESTÁ!!!)


A Pfizer, fabricante do Viagra (citrato de sildenafila), anunciou que a partir desta semana irá reduzir o preço do medicamento em 50%. A decisão foi anunciada 12 dias antes de terminar o prazo da patente do produto e os genéricos começarem a chegar ao mercado. Com isso, o preço de um comprimido da pílula contra disfunção erétil cai de 25 para cerca de 15 reais

Além de cortar o preço pela metade, a Pfizer lança uma nova apresentação do Viagra, com apenas um comprimido, que irá custar aproximadamente R$ 15 (antes, as cartelas vinham com no mínimo dois, com preço máximo de R$ 66.76). Com isso, a empresa pretende fisgar os consumidores mais duros.

Ou mais moles, por mais que o trocadilho seja infame.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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