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LABORATÓRIO GASPARZINHO

Um laboratório de análises clínicas de Itabuna está prestes a ser descredenciado pelo Planserv.
Motivo: cobrança por exames laboratoriais não realizados. A fraude foi tão sistemática que chamou a atenção dos auditores da Secretaria de Saúde da Bahia.
Esse blogueiro teve acesso ao relatório de um dos usuários do Planserv, que mostra cerca de 50 exames fantasmas entre os meses de fevereiro e agosto de 2008. Já está comprovado que nenhum desses exames foi realizado. Há, pelo menos, outros dez usuários do Planserv na mesma situação. Todos eles desconheciam que seus cadastros eram utilizados de forma fraudulenta.
O golpe incluía, obviamente, os exames mais caros. Como a apuração ainda não foi concluída, o nome do laboratório será omitido. Ao menos por enquanto.

Trambicágua

Leio no Pimenta na Muqueca que Isaias Lima, presidente da Emasa, saiu no tapa com Mané Cem, empresário com atuação marcante na administração municipal em Itabuna. O motivo da contenda teria sido o fato de que Isaias descobrira que Mané, que loca carros pipa para Emasa, estaria aproveitando a crise no abastecimento para vender água (da própria empresa) a preços superfaturados.

O pessoal do Pimenta está longe de fazer ficção. Ao contrário. Há cerca de dois meses, fiquei sem água em casa em pleno final de semana e ao ligar pra Emasa pra pedir um carro pipa, me informaram que o atendimento era só de segunda a sexta-feira. E, ora ora, me indicaram um sujeito que tinha um carro pipa e poderia me fornecer a tão desejada água.

Chegando ao local, fui informado que um carro pipa com 10 mil litros me custaria 200 reais. A mesma quantidade, se fornecida pela Emasa, me custaria 40 reais. Cinco vezes menos!

Dado que é impossível que o tal sujeito tivesse o seu próprio sistema de captação, não precisei ser nenhum Sherlok Holmes para concluir que a água vinha da própria Emasa e que, dessa “adutora”, rolava umas gotas legais pra muita gente.

Não aceitei ser duplamente roubado (como consumidor da Emasa, que pago minhas contas, e como cidadão, que pago meus impostos) e descartei o carro pipa.

Saia mais barato tomar banho de água mineral. Aliás, saiu, porque foi o que fiz.

QUASE HEXA

Alô alô, torcida do Flamengo:

aquele abraço!!!

EDUARDO LAVINSKY

O jornalismo perdeu Eduardo Lavinsky, sujeito correto e discreto. Ético, como deve ser um jornalista.

Nossa solidariedade à família, aos amigos e ao pessoal do jornal Agora e da comunicação da Ceplac, onde ele atuava.

Falta água, falta vergonha

A falta d´água em Itabuna tem criado situações que nos remetem aos mais profundos rincões do Nordeste miserável.

Em bairros como São Caetano, Fátima e Conceição é possível ver pessoas caminhando erraticamente pelas ruas, com latas na mão, a procura de um mínimo de água que seja.

Não é raro observar pessoas serrando canos de água da Emasa, para ver se encontra o “precioso líquido” (e, aqui, o velho e surrado chavão nunca foi tão apropriado).

Na noite de quinta-feira, com a chuva que cai, centenas de pessoas ficaram na porta de casa, tentando pegar a água que cai pelas bicas, como quem recebe um maná celestial.

À falta d´água, soma-se a falta de vergonha. Por parte das autoridades que não atentaram para um problema previsível e se prepararam para a enfrentar estiagem. E, é forçoso dizer, por parte de uma população acomodada, que sofre calada, sem protestar e exigir que se tomem providências que pelo menos amenizem a situação.

Porto Sul

Uma coisa é defender a conservação da natureza, garantir a exploração racional dos recursos naturais e evitar agressões ao meio-ambiente.
Outra coisa é usar uma causa aparentemente justa e midiaticamente simpática para evitar a implantação de um projeto que vai gerar milhares de empregos, dar um grande impulso a uma economia estagnada por conta de uma crise que já dura duas décadas e cujo impacto ambiental não é, nem de longe, o apocalipse apregoado pelos ambientalistas.
É o que vem ocorrendo em relação do Porto Sul, um complexo portuário interligado a uma ferrovia e que terá investimentos de R$ 6 bilhões de reais, certamente o maior volume de recursos já aplicado na região, quase o dobro do PAC do Cacau, outro programa de vital importância para a nossa combalida economia. O Porto Sul, que ainda terá um pólo industrial, vai gerar cerca de 10 mil empregos diretos número que pode ser multiplicado por quatro ou cinco quando computados os postos de trabalho indiretos.
Não é pouca coisa. Ao contrário, é muita coisa mesmo, com a vantagem de que não se trata de mera promessa, dessas tão comuns a governantes acostumados a ludibriar a população, mas de um empreendimento real, demonstração inequívoca do compromisso do presidente Lula e do governador Jaques Wagner com o Sul da Bahia.
Qual a região do Brasil que não gostaria de receber um empreendimento desse porte, o segundo maior complexo portuário do Norte-Nordeste?
Não é apenas Ilhéus quem ganha o Porto Sul, mas toda a região, a exemplo de Itabuna, distante cerca de 30 quilômetros e principal pólo comercial e prestador de serviços numa área que abrange cerca de 100 municípios.
Além disso, a realização da obra está sendo precedida de rigorosos estudos, de forma a garantir que os impactos ambientais sejam os menores possíveis.
A discussão sobre o Porto Sul é saudável e necessária, mas há que se evitar esse clima de quase histeria ecológica e fazer prevalecer o bom senso e o diálogo.
Que se preserve o que restou da Mata Atlântica no Sul da Bahia, a beleza de nossas praias e a sobrevivência de algumas espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, que não se esqueçam dos milhares e milhares de homens e mulheres desempregados ou subempregados, vivendo em bolsões de miséria, que terão no Porto Sul e empreendimentos paralelos a oportunidade de uma vida digna.
Enfim, que não se desperdice, em nome de posições radicais, a chance efetiva de melhorar a vida das pessoas, numa região que precisa mais de investimentos do que discursos bonitos, demagógicos e que, não raro, escondem interesses inconfessáveis.
O Porto Sul, e em conseqüência a Ferrovia Oeste-Leste e o pólo industrial, são daquelas oportunidades históricas de dar um salto à frente que não se encontram em qualquer esquina.
Nem em qualquer pedaço de praia.

Piada de Português

Se Cristiano Ronaldo é o melhor do mundo, então vamos exumar o que resta do cadáver de Garrincha, que ele ainda bate um bolão…

JABAZINHO APIMENTADO

É tamanha a falta de opções em termos de um barzinho legal em Itabuna que quando a gente encontra um tem divulgar pros amigos.

Dia desses, conheci o El Mariachi, na avenida Beira Rio, perto da sede do PT. É um bar mexicano, com uma comida exótica e deliciosa, com muita pimenta, que não pesa nem no estômago nem no bolso. Das bebidas, que é a parte que me interessa, além da tequila de lei, sugiro uma que não guardei o nome (novidade!), mas que é feita com cerveja, suco de tomate, gotas de limão e pimenta. Parece uma bomba, mas é pra se beber de joelhos.

O ambiente é simples e agradável e o atendimento decente. Vale a pena conferir. Quem quiser pagar mico, como eu paguei, pode até tirar a foto com o ´sombrero´.

Pancho Villa deve ter se revirado da cova…

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PS 1- Paguei a conta. Nestes tempos em que presidente de entidade acusa jornalista de filar bóia em regabofe e sair de fininho, é melhor deixar isso bem claro.

PS 2- Antes que o Zequinha bote chumbinho na minha Bohêmia, o Katiquero não conta, porque é hours concours.

TIO DINO RECOMENDA

Encontramos um grupo de estudantes de Comunicação Social da Uesc.
Um amigo pergunta a eles:
-Alguém de vocês ouviu falar em Chatô?
Nenhum deles sabe quem é o tal Chatô, o mitológico Assis Chatobriand, que poderia ser um chato, mas foi também o maior empresário de comunicações do Brasil até ser atropelado por um império chamado Rede Globo.
-E em Walter Clark?
Seria um ator de Hollywood? Um esforçado ponta-esquerda da Seleção da Escócia?
Igualmente, nenhum deles sabia dessa que é uma das maiores figuras da história da tevê brasileira.
Pra me sacanear, o amigo ainda perguntou:
-E Daniel Thame, vocês sabem quem é?
E não é que uma das estudantes sabia?
-É aquele cara do jornalismo TV Cabrália de antigamente…
Apesar do “antigamente”, ganhei a sexta-feira.
Estou melhor do que Chatô e Walter Clark.

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Brincadeiras à parte (tenho um profundo carinho e respeito por esses jovens que encaram a profissão com um certo romantismo, mas vão imprimir um sopro de renovação à imprensa regional), este quase ex-jornalista em atividade recomenda aos estudantes de comunicação da Uesc, FTC e Unime que leiam e depois releiam “Chatô, o Rei do Brasil”, de Fernando Morais; e “Um campeão de audiência”, autobiografia de Walter Clark, cuja autoria ele generosamente dividiu com Gabriel Priolli.
Os dois livros valem mais do que duzentas horas de aula.

PROFISSÃO REPÓRTER

Entre as várias reportagens que diz ao longo desses mais de 30 anos de estrada, nenhuma foi mais estressante do que a cobertura dos 500 anos do Brasil em Porto Seguro. O que seria uma comemoração, organizada a caráter para incensar Fernando Henrique Cardoso e ACM, se transformou num festival de pancadaria, perpetrada pela polícia baiana contra índios, sem-terras e estudantes.
Na véspera do fatídico 22 de abril, tive que optar entre ficar em Porto Seguro, onde a festa estava preparada, ou seguir para Coroa Vermelha, onde o clima estava pesado porque os movimentos sociais não se contentavam em fazer figuração no teatrinho armado pelo governo.
Não tive dúvidas: fui a Coroa Vermelha e ao lado da equipe da TV Cabrália, testemunhei uma demonstração de truculência e insanidade que repercutiu em todo mundo. Não perdi nenhuma festa, até porque festa não houve, para desalento do então Rei da Bahia, que ali viu desmoronar o seu sonho de se tornar o Rei do Brasil.
A reportagem foi publicada no jornal A Região. A foto é de Lula Marques.
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Polícia barra povo e FHC
faz festa vip dos 500 anos

Dois episódios ocorridos na tarde-noite de sexta-feira, dia 21, ajudam a entender o festival de selvageria em que se transformou a festa dos 500 anos do Brasil, exaustivamente preparada para coroar o Governo da Bahia e, principalmente, catapultar o senador Antonio Carlos Magalhães para a sucessão de Fernando Henrique Cardoso.
Por volta das 16 horas, policiais militares fortemente armados bloquearam a rodovia que liga Eunápolis a Porto Seguro. Eles alegavam cumprir ordens da Defesa Civil, já que a cidade não comportava mais ninguém. Tudo perfeito, à exceção de um mero detalhe: Porto Seguro não possui Defesa Civil. O objetivo era evitar que os sem-terra, acampados em Eunápolis, entrassem em Porto. O bloqueio foi estendido a turistas e até aos moradores das duas cidades. Um turista que veio de João Pessoa, na Paraíba, exibiu as reservas de hotel e afirmou que seu direito de ir e vir, garantido pela Constituição, estava sendo desrespeitado.
A resposta do policial merece entrar para os anais da história do Brasil:
-Aqui na Bahia quem manda é o Antonio Carlos Magalhães.
Ou seja, pega a Constituição e…
Por volta das 20 horas, é realizada em Coroa Vermelha a plenária de encerramento da Conferência dos Povos Indígenas, que reuniu cerca de 3 mil índios de 150 tribos de todo o País. Exaltadas, lideranças indígenas se referiam a FHC usando termos como “canalha”, “vagabundo”, “sem palavra”. O ultimo a falar foi o pataxó Luiz Tiliá. Coube a ele dar o tom da conferência:
-Amanhã nos vamos fazer uma caminhada até Porto Seguro e a polícia não vai deixar. Quero que cada tribo junte os dez guerreiros mais fortes. Eles vão na frente, porque nós vai passar de qualquer jeito.
Um vidente previu chuvas e trovoadas em Porto Seguro durante o 22 de abril. Acertou na previsão do tempo e na metáfora.
Chovia torrencialmente em Coroa Vermelha quando cerca de mil integrantes do movimento Outros 500, formado principalmente por estudantes mal saídos da adolescência, marchavam para a área onde foi realizada a conferência indígena. O objetivo era se juntar aos índios na caminhada até Porto Seguro.
Aí, surge a polícia militar. Um manifestante negro é agarrado pelos cabelos. Sua companheira tenta defendê-lo e é jogada ao chão. O tumulto estava formado. Policiais atiram para o alto, jogam bombas de gás lacrimogêneo e espancam quem aparece pela frente.
Assustados, os manifestantes correm para as casas dos pataxós e respondem às agressões com pedradas. Uma das pedras atinge o índio Crispim na cabeça.
Pronto. Estava dado o pretexto para que o comandante da operação, Wellington Muller, prendesse cerca de 140 integrantes do Outros 500. Alegou que estava agindo em defesa dos índios, embora os próprios indígenas alegassem que a pedrada em Crispim fora acidental e provocada pela truculência com que a polícia investiu contra os manifestantes.
Procuradores da República, a senadora Marina Silva, os deputados Haroldo Lima e José Dirceu e a deputada estadual Alice Portugal tentaram, em vão, argumentar que as prisões eram ilegais e que a violência dos PMs era injustificada. A todos, Muller respondia com um monocórdio “não reconheço sua autoridade.”
Armou-se o palco para um conflito de proporções maiores e ele evidentemente ocorreu. Por volta das 11 horas, índios marchavam para Porto Seguro quando encontraram uma barreira de PMs, incluindo o batalhão de choque. Antes mesmo que os índios se aproximassem os PMs, com o ensandecido Muller à frente, começaram atirar com balas de borracha e a jogar bombas de gás lacrimogêneo. Saldo: mais de 30 feridos, entre eles nenhum policial militar, prova maior de que não houve confronto e que apenas uma das partes bateu.
E como bateu! Jornalistas de todo o Brasil e da várias partes do mundo comentavam que a repressão aos índios, negros e sem-terras já era previsível. O que assustou a todos foi a violência com que a polícia militar agiu. Era como se não bastasse apenas impedir que os manifestantes chegassem a Porto Seguro mas, como disse a senadora Marina Silva, deixar bem claro a todos, que nesse país lugar de pobre é na senzala, enquanto a classe dominante goza os prazeres da casa grande.
Corta, então, para a casa grande. No estreladíssimo hotel Vela Branca, cercado por um forte aparato de segurança, Fernando Henrique e o presidente de Portugal Jorge Sampaio almoçam com convidados. A elite empresarial e política do País. Num pronunciamento insosso, FHC falou dos avanços sociais do país, alfinetou os sem-terra e, por fim, fez um brinde com a legítima cachaça brasileira.
Do lado de fora do banquete, uma cena insólita. Impedidos de trabalhar (desta vez a truculência ficou por conta dos seguranças e dos burocratas do Itamarati), jornalistas sentaram no chão e cantaram o Hino Nacional. Minutos depois, numa entrevista coletiva montada às pressas, FHC tentou ironizar os jornalistas e cantou também o Hino Nacional. Errou a letra duas vezes.
O que esperar de um presidente que, já no segundo mandato, não sabe o hino do País que governa?
Para que a visita, prevista para durar quatro dias e encurtada sucessivamente até se limitar a meras três horas, não se limitasse ao almoço, o presidente visitou a Cidade Histórica, reformada pelo Governo do Estado. Cumprimentou a simpática família Schürmann que voltava após uma viagem de dois anos pelo mundo, plantou uma muda de Pau Brasil, acendeu a Chama do Conhecimento, viu atores fantasiados de índios e posou para fotos abraçado a baianas do acarajé.
Os moradores da Cidade Histórica viram a festa da janela, impedidos que estavam de sair de casa.
Era visível o desconforto do senador ACM e do governador César Borges. O primeiro, perguntado sobre a repressão aos índios e sem-terras, respondeu que preferia não ver, porque era é um dia de festa, um dia para os brasileiros comemorarem. O segundo afirmou que apenas mantive a ordem, garantindo a segurança do presidente.
Sensato, o senador Paulo Souto condenou a maneira como o processo foi conduzido:
-O Governo do Estado fez grandes obras em Porto Seguro, urbanizou Coroa Vermelha, construiu um Centro de Convenções fantástico, mas o que vai repercutir no mundo todo são os tumultos.
Acertou na mosca. A imprensa brasileira (incluindo a Rede Globo, que em determinado momento tentou se apoderar da celebração dos 500 anos) deu amplo destaque à pancadaria e pouco falou da visita ao Centro Histórico. Jornais como o New York Times, dos EUA, o Libération, da França, e o Independent, da Inglaterra, falaram da violência contra os indígenas.
A foto do índio Gildo Terena, ajoelhado no asfalto e de braços abertos pedindo clemência aos policiais, saiu na capa dos principais jornais do planeta. A mesma imagem, com a sequência onde Terena é atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo e em seguida pisoteado pelos PMs foi veiculada em centenas de emissoras de televisão.
Fernando Henrique foi embora antes de assistir ao espetáculo “O dia em que o Brasil nasceu”, misto de teatro e cinema com luzes e fogos de artifício. Escapou de um derradeiro constrangimento.
Revoltados porque o show era apenas para convidados do governo e pela colocação de um tapume que impedia qualquer vista do espetáculo, turistas e moradores primeiro protestaram com xingamentos. Depois, jogaram pedras aleatoriamente. Antes que a revolta ganhasse proporções incontroláveis, a polícia chegou e, conhecedores do que havia ocorrido com os índios, estudantes e sem-terras, as pessoas preferiram optar por programas menos arriscados, como passear pela Passarela do Álcool.
Os relógios marcavam duas horas e trinta minutos do dia 23 de abril quando voltou a chover torrencialmente em Porto Seguro. Entre irônico e revoltado, um bêbado comentou:
-Depois de uma confusão dessas, na festa dos 1000 anos do Descobrimento eu não venho de jeito nenhum.
Provavelmente nem FHC, ainda que na remota hipótese de sucessivas reeleições e da imortalidade que só os que se julgam deuses costumam almejar. Nem FHC…

HOMÔNIMO

Já que na eleição pra prefeito de Itabuna ele ficou bem longe da linha de chegada, quem sabe agora não pinta pelo menos uma medalhinha de bronze…

SÓ JESUS SALVA


Durante audiência com o papa Bento 16, o presidente Lula pediu ao Sumo Pontífice que ajudasse a amenizar a crise que ameaça arrastar a economia mundial para o inferno.

Certamente Lula confia nos poderes divinos de Bento 16, que pelos dogmas do catolicismo é o legítimo representante de Deus, Jesus Cristo e do Espírito Santo na Terra.

O problema é que se a moda pega, vai ser uma -perdão- romaria a Roma.

É de se imaginar o prefeito eleito de Itabuna, capitão Azevedo, solicitando uma audiência ao Papa, para que ele ajude a chover no Sul da Bahia e acabe com o problema da falta d´água na cidade.

Ou torcedores do Vasco, apelando ao Papa para que o time não caia para a 2ª. Divisão.

Se bem que, neste caso, é mais fácil resolver a crise mundial ou a falta d´água em Itabuna

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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