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Archive for the ‘Notícias’ Category

Baixaria virtual no mundo real


Liberar o crack nas escolas!
Incentivar plantações de maconha na agricultura familiar!
Fechar as igrejas, templos, terreiros, etc.
Implantar a Bolsa-Maconha e a Bolsa-Cocaína para os universitários!
Permitir o aborto livre e pago pelo SUS!
Revogar a Lei Maria da Penha!
Acabar com a cesta básica!
Mudar a cor da bandeira nacional para o vermelho.
Desapropriar fazendas e residenciais alugadas para dar aos pobres.

As “ações” acima estão sendo atribuídas a candidata Dilma Roussef, caso vença as eleições para a presidência da república e espalhadas ad nauseum através da internet.

São coisas tão absurdas que não deveriam ser levadas a sério, mas repetidas à exaustão e espalhadas em milhares, talvez milhões de correios eletrônicos, algumas dessas aberrações acabam ganhando tons de verdade junto a um tipo de público suscetível a questões de ordem moral e/ou religiosa, como o aborto e a liberdade de culto.

A proporção que esse misto de baixaria e boataria atingiu mostra que não se tratam de iniciativas isoladas, frutos de mentes delirantes e lunáticos chegados a uma teoria conspiratória.

Na verdade, trata-se de uma tática planejada, orquestrada por profissionais, com um objetivo claro: minar a candidatura de Dilma Roussef e impedir a sua vitória, mesmo que à custa de impor à campanha eleitoral um lamaçal como raramente se viu na história do país.

Na impossibilidade de fazer um comparativo entre os oito anos de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB de Serra, e os oito anos de Lula, do PT de Dilma, posto que os avanços sociais e econômicos de Lula são infinitamente superiores ao de FHC, muda-se o eixo da campanha, partindo para a desconstrução de Dilma enquanto mulher e cidadã. Para o massacre.

Dilma deixa de se a candidata do Lula, com todos os ganhos que isso representa, para ser transformada na personificação do mal. Os nazi-fascistas de Hitler e Mussolini não fariam melhor, dando-se o desconto de não contarem com essa máquina de contaminação de mentiras que é a internet.

Goebbels, o mentor da máquina de propaganda de Hitler (aquele, da célebre frase “uma mentira repetida mil vezes se transforma em verdade”), deve estar dando pulos de satisfação, no inferno onde por justiça expia suas atrocidades.

A propagação de mentiras pela internet é um crime que quase nunca deixa impressões digitais, embora muita gente tida como séria se dê ao trabalho de repassar as baixarias que recebe, formando uma corrente de dimensões incalculáveis.

Mais do que a quebra dos sigilos fiscais e o caso Erenice Guerra, foram essas baixarias que geraram o efeito Marina e impediram a vitória de Dilma no 1º. turno.

Como deu certo, o esquema foi aprimorado e amplificado nesse 2º. turno e a cada dia surge uma nova revelação, como se de repente o país e o mundo descobrissem que por trás da mulher guerreira e decidida que lutou contra a ditadura (e que por isso mesmo foi torturada nos porões do regime militar) e que foi a coordenadora do Plano de Aceleração do Crescimento ao lado de Lula, é na verdade um monstro pronto a devorar criancinhas no minuto seguinte em que colocar a faixa presidencial no peito.

Monstros são os que, ignorando o espírito democrático pelo qual Dilma e tantos outros brasileiros lutaram e pelo qual alguns deles deram a própria vida, transformam a eleição nessa sujeira, sem ao menos se darem conta do que pode ocorrer caso a vontade popular seja solapada pela mentira, pela baixaria e pela torpeza.

Não é necessário ter bola de cristal para afirmar que a vitória a qualquer preço pode ter um preço impossível de se pagar.

As conseqüências disso não terão nada de virtuais.

LIÇÃO DE CASA


Durante o encontro em Salvador com senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores e líderes políticos de toda a Bahia, onde agradeceu pela sua reeleição e defendeu uma ampla mobilização pela eleição de Dilma, o governador Jaques Wagner disse uma frase que infelizmente, passou quase despercebida. Não deveria.

Dirigindo-se aos senadores e deputados eleitos, Wagner falou:
-Se vocês se elegeram foi porque, além dos votos que tiveram, existem vários candidatos que não se elegeram ou não se reelegeram. Os votos que eles tiveram não foram suficientes para que vencessem, mas foram fundamentais para vocês vencerem. Lembrem-se disso.

Traduzindo: o vencedor de hoje pode ser o perdedor de amanhã e vice versa, nessa gangorra que é a política.

Pena que muita gente, inebriada pela vitória, não se dê conta disso.

Para esses é de bom alvitre despirem-se do ´salto Luis XV´ e calçarem as sandálias da humildade.

COM QUE ROUPA EU VOU?


Registro aqui a mais do que justa entrega do Prêmio Bahia Recall Municípios, etapa Sul da Bahia, à RCM Propaganda, que ganhou o Gran Prix de “Melhor Comercial do Ano”, com o vetê “Com que roupa eu vou”, para o cliente Feijão Padim.

Com isso, a RCM disputa a fase estadual, com grandes chances de levar o prêmio.

A RCM é tocada por Rui Carvalho, que além de talentoso é um dos caras mais decentes que conheci nestes mais de duas décadas em Itabuna, e por seu filho Tiago, que vai pelo mesmo caminho nos dos quesitos.

Meus encômios (encômios é do tempo em que comercial se chamava ´recrame´) a ambos e a todo o pessoal da agência.

Tio Dani recomenda


Como os alemães estão descobrindo e se apaixonando por Canavieiras, nada melhor que uma cabana de praia que mistura Alemanha e Brasil.

É o caso da Canavieiras Praia Club, localizada na avenida Beira Mar. A começar pela decoração, repleta de artesanato, passando pela música no tom certo, e por um cardápio variado e uma Bohemia (ou várias bohemias) implorando pra ser bebida, ainda há o atendimento do casal de alemães Kathrin e Thomas, que já que consideram mais baianos do que germânicos.

O local ainda tem um deck com uma vista belíssima para o mar entrecortado pelos coqueirais, onde é possível degustar um puro habano refletindo sobre as grandes questões da humanidade ou jogando conversa fora com os amigos.

Vale a pena conferir.

PS- O cardápio não inclui caranguejo e guaiamum, o que pode parecer estranho em se tratando de Canavieiras. Mas caranguejo e guaiamum em Canavieiras a gente encontra até nas baianas do acarajé.

A esperança venceu o medo. A verdade vencerá a mentira?


Em 2002, quando estava ficando claro que Lula venceria a eleição para a presidência da república, após três tentativas frustradas, tentou se criar um clima de pânico, especialmente entre o eleitorado menos esclarecido.

Aquele tipo de eleitor que nas eleições de 1989 sucumbiu às baixarias que incluíram uma denuncia de sugestão de aborto feita por Lula a uma ex-namorada e uma edição criminosa de um debate na Rede Globo, perpetrada pelo Jornal Nacional.

Em 2002, sem ex-namorada vingativa e sem debate editado, surgiu a palavra “medo”. O medo de que Lula quebrasse o país, fechasse as igrejas, expropriasse fazendas e casas e até mudasse a cor da bandeira nacional. Até uma atriz famosa, hoje semi-anônima, apareceu no programa de José Serra, o adversário de Lula, com a célebre frase “tenho medo”.

Contra o medo, Lula ofereceu a esperança.

Esperança de um país mais justo, com distribuição de renda, redução da pobreza, combate à fome, geração de empregos, construção de moradias, resgate da auto-estima dos brasileiros.

Lula transformou a esperança em realidade, colocando o país num duradouro ciclo de desenvolvimento e tornando-se o mais popular e querido de todos os presidentes brasileiros.

Em 2010, sucumbindo à tentação de um terceiro mandato consecutivo (era fácil mudar a Constituição do alto de seus 80% de aprovação popular), Lula lançou Dilma Roussef candidata à presidência.

Parecia apenas um capricho, mas Dilma não era o truquezinho barato e de efeito nenhum que muitos esperavam.

Quando sua candidatura ganhou corpo, quando os brasileiros perceberam que ela continuaria e ampliaria o legado de Lula, Dilma conquistou o país e que poderia ganhar a eleição já no 1º. turno, veio o contragolpe, como em 2002.

Primeiro, as denuncias que tentam associar Dilma a todo tipo de ato ilícito, mesmo sem provas. Teve um efeito pequeno no eleitorado.

Apelou-se então, para a velha baixaria de outras eleições.

Desta vez, sai o medo, entra a mentira.

Um festival de mentiras, algumas repetidas, outras novas.

Dilma vai liberar o aborto (esse um tema caro num país onde a religião tem um apelo fortíssimo), Dilma vai fechar as igrejas (idem), Dilma vai incentivar o casamento homossexual (ibidem), Dilma vai censurar a imprensa, Dilma vai incluir criancinhas no cardápio (só dos petistas), e por ai vai.

Atribui-se, como verdade absoluta, uma frase que Dilma nunca disse, a de que nem Cristo tiraria sua vitória.

O absurdo é que para jogar o numeroso e influente eleitorado religioso nos braços de Serra, comete-se um dos maiores pecados para quem vive sob os preceitos da fé cristã: a mentira.

Em 2002, a esperança venceu o medo.

Em 2010, a verdade vencerá a mentira?

Tio Dani recomenda


De vez em quando cai nas mãos da gente (nesse caso me caiu nas mãos por obra e graça do meu amigo bon vivant Marival Guedes) um livro inesperado, daqueles que a gente lê num golpe só, de tão agradável.

É o caso do livro “A Vida Sexual da Mulher Feia”, da escritora gaúcha Claudia Tajes. Uma obra despretensiosa e cheia de sacadas que fazem você rir a cada página que devora.

O livro, como o próprio título diz, conta as aventuras e desventuras de uma mulher feia, que se vira como pode pra arrumar um companheiro de cama, porque já virou uma baleia de tanto se sublimar com a mesa farta.

Pra quem está por perto, desde que não siga meu péssimo hábito de não devolver os livros que pego, eu empresto, mesmo sem pedir licença ao dono da obra (e de um cartel de senhoritas e senhoras), o velho Marival.

O fator Marina

A chamada “Onda Verde” acabou mesmo se confirmando na reta final do 1º. turno, elevou Marina Silva à condição de protagonista e jogou a eleição presidencial para uma nova rodada.

Alvejada pelo caso Erenice Guerra quando a vitória parecia liquida e certa, Dilma Roussef perdeu uma fatia do eleitorado suscetível a denuncias de corrupção, mesmo que nada ficasse provado contra ela. Aí, entrou uma considerável parcela da mídia, que tratou de associar Dilma aos supostos esquemas na Casa Civil, com a sutileza de um elefante numa loja de cristais.

Um eleitorado que não migrou para José Serra e sim para Marina Silva, que até então mais parecia candidata a uma vaga de apresentadora de programa de ecologia na televisão. Seu espaço no horário eleitoral gratuito mais parecia uma versão do National Geographic.

Mas, eis que o desencanto com Dilma fez com que Marina catalisasse os votos que a petista perdia, sinalizando um até então improvável 2º. turno.

O improvável se tornou possível e depois se tornou realidade, porque instalado o ´efeito Marina´, ele ganhou proporções insuficientes para ultrapassar Serra, mas suficientes para frear Dilma.

E eis que, com seus quase 20 milhões de votos, Marina Silva se torna a estrela principal desse início de campanha no 2º. turno, disputando os holofotes com Dilma Roussef e Marina Silva.

A pergunta é: quem Marina Silva vai apoiar?

E mais: para quem irão os seus votos, capazes de decidir a eleição?

Em tese, por ser mulher e oriunda do PT de Lula, Marina deveria declarar apoio à Dilma. Além disso, historicamente o PV tem mais afinidades com o PT do que com o PSDB. Ponto para Dilma.

Na prática, Marina saiu do PT magoada e o PV já vem flertando com os tucanos. Ponto para Serra.

E de mais a mais, a conta não é tão simples assim, tipo Marina apóia Dilma, 20 milhões de votos para Dilma; Marina apóia Serra, 20 milhões de votos para Serra.

A conta certa, apesar do inquestionável peso eleitoral adquirido pela frágil Marina Silva, não é necessariamente quem Marina vai apoiar, mas a quem seus votos serão destinados.

São eles, os anônimos 20 milhões quem irão decidir a eleição presidencial.

Nesse momento, revestidos da imagem de Marina, eles são o objeto de desejo de Dilma e de Serra.

O destino que eles tomarem será o destino da eleição presidencial de 2010.

1+1=3


Como este blogueiro não anda bebendo além da conta (pelo contrário, pelo meu padrão ando bebendo abaixo da conta) parece que a mídia quer promover um inacreditável segundo turno com três candidatos.

Minha meia dúzia de quatro ou cinco leitores já deve ter notado que estão falando mais em Marina Silva do que em Dilma Roussef e José Serra, que ao que consta, disputam o segundo turno.

E agora que Marina disse que vai levar 15 dias pra definir com quem fica (e para ficar mais 15 dias sob os holofotes) poderemos ter uma eleição em que o derrotado aparece mais do que os potenciais vencedores.

A vitória do diálogo

4.101.270 milhões de votos, 63,83% dos votos válidos, dois senadores eleitos e uma bancada expressiva de deputados federais e estaduais.

Os números retumbantes chamam a atenção.

Mas não é isso que necessariamente reflete a reeleição de Jaques Wagner para o Governo da Bahia.

A reeleição de Wagner é fruto, acima de tudo, de um estilo que na maioria das vezes passa despercebido, porque não é uma grande obra nem um eficiente programa de inclusão social, ainda que essas ações tenham sido marcas deste seu primeiro mandato.

Um estilo de governo que atende pelo nome de diálogo e que também pode atender pelos nomes de respeito, parceria, espírito republicano, capacidade de articulação.

Para o cidadão comum, aquele que deu essa votação espetacular a Wagner, essas coisas podem parecer subjetivas.

Mas não são.

Wagner começou a sedimentar sua reeleição justamente por imprimir em seu governo essa mudança de paradigma, substituindo o velho estilo “o que não se compra com o dinheiro, se subjuga pela força do chicote”, por um governo transparente, que tratou políticos de todos os matizes com o mesmo respeito.

Foram embora os tempos de que aliado era sinônimo de submissão e que adversário político era o equivalente a inimigo.

E aí, nessa relação em que o governador deixou de ser o imperador para ser o parceiro de prefeitos, deputados e outras lideranças política, Wagner semeou a base de apoio que, na eleição, transformou-se numa frente suprapartidária.

Até mesmo prefeitos de partidos de oposição, como o DEM, se diziam constrangidos em negar apoio a um governador, que como eles mesmos diziam, os recebia com presteza.

Um governador que, neste seu primeiro mandato, esteve na quase totalidade dos municípios baianos e em todos eles plantou uma obra ou um programa de inclusão social, fosse o prefeito do PT, do DEM, do PMDB, do PP ou do PR.

O contraponto com o estilo dominador de antes foi inevitável.

Claro que isso nada teria adiantado se Wagner não estivesse fazendo um bom governo, mas é inegável que essa capacidade de dialogar e conviver com os opostos foi fundamental para que ele se apresentasse como aquilo que efetivamente é: um administrador que governa para todos.

Não são poucos os desafios que se apresentam nestes próximos quatro anos de mandato.

Mas o homem que mudou o jeito de governar a Bahia e que está mudando a Bahia tem condições de superá-lo.

Não apenas com o diálogo, mas com muito, muito trabalho.

É WAGNER DE NOVO

Feliz com a vitória de Jaques Wagner, confiante que Dilma leva no 2o. turno, cansado após um dia de jornalista-militante, correndo todos os pontos de votação em Itabuna.

Amanhã eu comento mais!

Por ora, dormirei o sono dos justos.

Deu sono, mas é bom votar acordado


O debate entre os candidatos a presidente da república, transmitido na noite de quinta-feira pela Rede Globo, era apontado como decisivo, diante da indefinição do quadro eleitoral, em que a vitória de Dilma no 1º. turno é uma incógnita.

Em sendo assim, era de se esperar que José Serra, o único em condições reais de ir ao 2º. turno, confrontasse Dilma, trazendo à ribalta temas como Erenice Guerra e a quebra de sigilo fiscal de alguns tucanos, que poderia causar algum tipo de embaraço da petista.

Ou que fosse mais incisivo em suas propostas, mesmo aquelas meramente eleitoreiras, como o salário mínimo de 600 reais ou o pagamento do 13º. salário para os beneficiários do Bolsa-Família.

Era o típico debate, faltando dois dias para as eleições, em que Serra teria, utilizando um jargão do boxe, que colocar Dilma nas cordas e se possível levá-la ao nocaute.
Não aconteceu nada.

Serra, com todo o seu preparo, com o know how adquirido nas inúmeras eleições e nos incontáveis debates de que participou, parecia completamente alheio à importância daquele momento, da chance de falar para uma platéia na casa dos milhões de telespectadores/eleitores.

Que Dilma evitasse, abertamente, um confronto com ele, tudo bem. E isso Dilma fez com maestria.

Mas Serra evitar o confronto com Dilma, como ele claramente evitou, beira o inacreditável.

Em alguns momentos do debate (insosso, sonolento e amarrado pelas regras da Rede Globo) parecia que Serra estava ali cumprindo uma obrigação de campanha, rezando para que tudo aquilo acabasse rápido.

Televisão é imagem e no debate que se prenunciava decisivo, Serra foi a imagem de um homem cansado, à espera de que a sorte (que nesse caso atende pelo nome de Marina Silva) lhe jogue no colo um 2º. turno.

Marina, que por sinal, foi a Marina de sempre. A mulher frágil e boazinha, de discurso messiânico e que tem solução para todos os males do mundo. A conciliadora, pregando um 2º. turno, que se houver, não será entre ela e Dilma, mas entre Dilma e Serra.

Cumpriu, bem, o seu papel de opção para quem não quer a petista e o tucano, mas sem o brilho de quem poderia entrar pra valer no jogo nessa reta final.

E. finalmente, Plínio de Arruda Sampaio, que em todos os debates foi um misto de franco atirador e humorista involuntário, dessa vez parece ter se assustado com o tamanho da audiência global. Esteve mais para o bom velhinho do que para metralhadora giratória.

Enfim, todos se comportaram com extrema educação, extremo respeito mútuo, ninguém ganhou, ninguém perdeu.

Se o debate deu sono, como efetivamente deu, domingo é dia de ficar bem acordado.

E votar certo, nos candidatos que você entende serem os melhores para a sua cidade, o seu estado e o seu país.

Viva a democracia!

Você decide

Trata-se de um momento único, especial, decisivo, determinante.

Um momento que pode mudar sua vida e a vida de milhões de pessoas para melhor ou para pior.

Um momento que é ao mesmo tempo solitário e coletivo.

Ali, sozinho, você está decidindo por você e ao mesmo tempo por uma coletividade.

E está chegando esse momento.

Dentro de algumas horas, porque esses dois dias podem ser contados em horas, diante da urna, você estará decidindo o futuro de sua cidade, de seu estado, de seu país.

Após meses de bombardeio de mensagens, de candidatos se apresentando como defensores do povo, salvadores da pátria e mesmo projetos consistentes, é chegado o momento em que cabe a você -e apenas a você- filtrar essas informações.

E optar por aqueles candidatos que, no seu entender, reúnem melhores condições de atender aos anseios de sua comunidade, que efetivamente irão trabalhar e não simplesmente virar as costas, para retornarem na próxima eleição.

Porque, nesse período, o que não falta é gente com projetos mirabolantes, sorriso sedutor ou mesmo propostas mal disfarçadas para que você transforme seu voto, de arma da democracia, em reles mercadoria. É rima, jamais é solução.

Daí que, nesses instantes decisivos, é preciso refletir sobre aquele ato do próximo domingo, que dura menos do que um minuto, mas valerá pelos próximos quatro anos.

Por mais que a política muitas vezes pareça uma atividade não recomendável para pessoas sérias, existe sim muita gente decente, que faz da política um instrumento de melhoria da vida das pessoas.

Na verdade, é até maioria, que acaba sendo ofuscada pela rapinagem que parece generalizada.

E são essas pessoas, independente do partido a que pertençam, que merecem serem eleitas, porque quando se entende que o melhor é o pior, o melhor acaba sendo o pior mesmo.

Não vai aqui se falar em nomes, posto que a escolha é livre e democrática, mas de compromisso.

E compromisso é que uma coisa que se assume com a gente mesmo, para depois assumir com os outros.

Talvez seja essa a palavra certa: na sagrada hora do voto, naquele momento em que ninguém manda em você nem na sua consciência, faça a escolha que você julgar certa.

Pode ser e certamente será a escolha de sua vida.

Não desperdice essa oportunidade.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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