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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 9/jul/2022 . 15:30

Nota de Pesar

8139B4A1-63CA-4001-8386-26FC50C2BD90O Partido dos Trabalhadores/Itabuna lamenta profundamente a morte de Dorival Higino da Silva, conhecido como Dedé do Amendoim.

Um dos mais importantes personagens da história recente de Itabuna, Dedé deixa um exemplo de luta, superação e dignidade para as gerações futuras.

Jackson Moreira-Presidente.

Memórias de um Dinossauro

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Dedé do Amendoim, vascaíno, petista. E insubstituível!

Após 46 anos percorrendo os bares de Itabuna com sua inseparável bicicleta, vendendo amendoim e ovo de codorna, Dorival Higino da Silva, também conhecido como Dedé do Amendoim ou, por motivos óbvios, Tesão, pendurou as chuteiras e os pedais em 2016.

Com oito filhos criados graças à sua labuta incansável, ele decidiu que era hora de parar, curtir a família e torcer/sofrer com o Vasco da Gama, seu time de coração.

dede do amendoimComo Pelé, deixou sucessores na labuta para ganhar honestamente o suado pão de cada dia, mas não substitutos, porque Dedé é dessas figuras que merecem o adjetivo “insubstituível”.

Dedé do Amendoim é, ao lado do Caboco Alencar, que teve que fechar o ABC da Noite por conta da pandemia mas ensaia uma reabertura gradual e segura, um dos personagens mais fascinantes da boemia itabunense, com histórias que dariam um livro.

Uma delas, ocorrida em meados dos anos 90, dá bem a dimensão do estilo Dedé. Vendia ele seus amendoins e seus ovos de codorna no Katiquero, vestindo com orgulho uma camisa do PT, quando um desses babacas que infelizmente poluem os bares perpetrou:

-Tira a essa camisa horrível que eu compro tudo…

Ao que Dedé respondeu na lata:

-Pois pra gente como você eu prefiro não vender nada…

E seguiu em frente, com sua bicicleta e sua dignidade.

Em tempo 1: Dedé recolheu-se em sua residência no bairro de Fátima, vitimado por grave enfermidade.  Com as complicações clínicas agravadas, Dedé do Amendoim, faleceu na madrugada deste sábado.

 

Dedé foi vender seus ovos de codorna e seus amendois lá no céu (fico aqui imaginando uma orgia angelical dados os efeitos propagados do amendoim).

 

Tomara que tenha deixado seu exemplo de dignidade aqui na Terra mesmo. Estamos precisando muito.

 

 

Em tempo  2: O Katiquero reabriu com outro nome e outro proprietário . Ou seja, não reabriu…

 

 

Ansiedade x Síndrome do pânico

Cleide Léria Rodrigues

 

cleideHoje em dia a ansiedade, depressão e síndrome do pânico possuem verdadeira origem e experiências disfuncionais que causam grandes males a humanidade. Todos nós conhecemos alguém que vive ou já viveu dificuldades em relação a esta oscilação de humor. Sendo que o preconceito em relação a doenças é instigante e causadora de grande polêmica acerca de suas causas e tratamento.

Mas uma coisa é certa, a gente só sabe a dimensão de um sofrimento quando é nosso. Nem sempre é fácil falar que tem depressão ,ansiedade, pânico. Sendo que as pessoas portadoras de transtornos de ansiedade, depressão, sentem uma enorme Culpa por estarem nessa condição. O medo de um julgamento e de uma rejeição são diários e geram intenso sofrimento nessas pessoas.

Ansiedade e Depressão juntas, quando há uma crise deve ser observada. E quando se trata da ansiedade e pânico que são os maiores de comodidade dentro do transtorno depressivo é bom observadas as diferenças que há entre transtorno de ansiedade e síndrome do pânico. Porque as pessoas acham que as crises de ansiedade/pânico só acontecem quando estamos tristes ou nervosos, mas infelizmente elas acontecem até quando estamos felizes

É muito difícil explicar isso sem ouvir aquela frase: “Ah, mas  você estava tão feliz, Porque está assim? “ .Pois é, crises de ansiedade é isso!

Portanto  a diferença entre ansiedade e pânico é a Emoção. Na ansiedade a emoção é natural que é antecipação de ameaça futura, emoções naturais e saudáveis, responsáveis pela proteção e manutenção da vida. Mas quando ela é elevada e passa a atrapalhar a sua vida, o seu dia a dia , deixa de ser natural e passa a ser uma ansiedade patológica.

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Gabriel Nunes, o comandante do Itabuna de 1970

Gabriel Nunes (presidente), Ailton, Betinho, Americano, Caxinguelê, Chuvisco, Reizinho, Ivo Hoffmann (técnico), Zé Rodrigues (roupeiro) e Ramirez Silvane (representante em Salvador). Agachados: Miltinho, Luizinho, Carlão, Ronaldo, Romualdo, Tombinho (massagista) e Antônio da Silva Júnior (gerente da Casa do Atleta). O mascote é o ex-jogador Gilberto (filho do lendário Santinho).

Gabriel Nunes (presidente), Ailton, Betinho, Americano, Caxinguelê, Chuvisco, Reizinho, Ivo Hoffmann (técnico), Zé Rodrigues (roupeiro) e Ramirez Silvane (representante em Salvador).
Agachados: Miltinho, Luizinho, Carlão, Ronaldo, Romualdo, Tombinho (massagista) e Antônio da Silva Júnior (gerente da Casa do Atleta). O mascote é o ex-jogador Gilberto (filho do lendário Santinho).

Walmir Rosário

walmirEm 1970, tudo indicava que o Itabuna Esporte Clube pretendia se tornar tema de peça teatral do jornalista e dramaturgo Nélson Rodrigues, com direito ao personagem Sobrenatural de Almeida mandando na trama. Pois é, disso não duvidem, jamais. Neste ano, o Azulão, o Meu Time de Fé, esteve no inferno, passou pelo purgatório, aterrissou no céu e novamente desceu ao fogo do inferno.

E não era pra menos, no início do ano era um time insolvente, falido, sem diretoria, largado ao Deus Dará, quando em fevereiro de 1970 o advogado Gabriel Nunes reúne uma diretoria para assumir o clube. Mesmo sem experiência alguma na administração de clubes de futebol, a diretoria arregaça as mangas e inicia um trabalho para tirar o Itabuna do enorme atoleiro que se encontrava.

O único saldo positivo eram 22 jogadores, na grande maioria amadores, e alguns profissionais remanescentes do time de craques que contratara. E assim começaram a disputar o Campeonato Baiano de 1970. O que a diretoria não contava era a concorrência da Copa do Mundo, na qual o Brasil se sagrou tricampeão no México, e o inverno rigoroso que afastavam a torcida dos estádios.

Neste ano, o certame baiano era visto pela Federação Bahiana de Futebol, além de Bahia e Vitória, apenas um compromisso de segundo plano, pois esses dois times pretendiam mesmo era jogar o Campeonato Brasileiro. Em Itabuna, os planos de Gabriel Nunes eram bem mais modestos, como recolocar o Itabuna no cenário futebolístico que pertencia. O grande entrave era a falta de dinheiro para honrar as dívidas e formar um bom time.

Grande parte dos atletas do Itabuna exercia outra profissão, como Carlão, taxista em Ilhéus; os goleiros Luiz Carlos, bancário; Galalau, segurança bancário; e por aí afora. Diante do caos reinante, o presidente Gabriel Nunes encontrava dificuldades em contratar ônibus para o transporte dos atletas e da torcida, além de honrar com o pagamento de salários e bichos nas vitórias.

 

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