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Um corredor de investimento no Sul da Bahia?

Efson Lima

efson limaO Sul da Bahia após a crise da lavoura do cacau, que abateu as cidades da região e maltratou a principal divisa econômica da região no século XX, agora, ver-se sendo estruturado sob um modal com forte apelo econômico e de atração para outros investimentos: a implantação do Porto Sul, a ferrovia Oeste – Leste (FIOL), construção da rodovia que vai ligar Itabuna – Ilhéus por outra margem do Rio Cachoeira e a consolidação da Universidade Federal do Sul da Bahia são exemplos, mas todas essas ações exigem cautela.

 

 

 

 
Estamos diante de uma das faixas litorâneas mais promissoras para o turismo e a continuidade da indústria turística pressupõe um ambiente saudável e atraente aos olhos dos visitantes nacionais e estrangeiros. As cidades de Ilhéus, Itacaré, Canavieiras e algumas outras da região necessitam se preocupar com a implantação desses projetos e a sociedade civil precisa continuar a exigir a apresentação pública das intervenções que estão sendo viabilizadas.

 

 

 

 

Depreende-se das intervenções esforços conjugados de diferentes esferas de governo, especialmente, do governo estadual, mas os governos municipais e a iniciativa privada podem e devem manter vivos seus fóruns de acompanhamento das ações que estão em curso na região. O sul da Bahia possui problemas que não foram superados, mesmo com ações já adotadas. Por exemplo, tem-se um excelente manancial hídrico, mas a região sofre facilmente com estiagens prologadas quando ocorrem. Merece atenção também o Rio Cachoeira, que parece ter tido seu projeto de revitalização considerado inviável.

 

 

 

O novo aeroporto se impõe como uma necessidade urgente, o mal tempo não pode ser justificativa para não haver descidas e saídas de aeronaves na região. Há inúmeros investimentos sendo realizados pelo governo do Estado na região como nunca antes, mas há enormes desafios pela frente. Não é possível pensar um desenvolvimento regional sem tocar na necessidade da Região Metropolitana do Sul da Bahia. Trata-se de um imperativo urgente. Sabemos que esse tipo de zoneamento nunca foi levado à sério no Brasil, mas alguns dos problemas perpassam por esse instrumento de planejamento.

 

 

 

Por fim, é imprescindível não desconsiderar a agricultura familiar da região tão necessária para o abastecimento do estado e, principalmente, a produção do chocolate que tem se apresentado como uma significativa cadeia econômica no sul do Estado podendo ser implementado nos pequenos municípios. O sul da Bahia tem um legado histórico para a cultura do cacau e parte do imaginário nacional está atrelado a essa cultura. A cidade de Ilhéus pode ser a capital do chocolate de origem, certamente, vai oferecer bom gosto e beleza.

 

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Efson Lima – doutor e mestre em direito/UFBA. Membro da Academia de Letras de Ilhéus e da Agral. Professor universitário e advogado.
efsonlima@gmail.com

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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