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Archive for janeiro 8th, 2022

Solidariedade

solidariedade (3)Anna Lívia Ribeiro

 

“É preciso amor

Pra poder pulsar

É preciso paz pra poder sorrir

É preciso a chuva para florir…”

A intensa chuva que desabou na região sul da Bahia fez florir vários atos de humanidade no poder de existir e agir. Vi uma onda gigantesca – daquelas que a gente só vê em Nazaré/Portugal – de solidariedade, de compaixão, de empatia, de comunhão por parte dos voluntários que se engajaram com instituições, organizações da sociedade civil, igrejas, dentre outros  que doaram seu tempo em benefício das comunidades afetadas, atendendo tanto às necessidades do próximo como às suas próprias motivações pessoais, sejam de caráter religioso, cultural, filosófico ou emocional.

A dedicação, a bondade, a entrega, a generosidade, o desapego e tantas outras palavras que eu escreva não conseguem descrever o quanto essas pessoas doaram, receberam e espalharam amor das mais diversas maneiras.

solidariedade (2)

Recordo agora de dois momentos que mexeram profundamente comigo: o depoimento emocionado de um dos militares do corpo de bombeiros de Sergipe ao resgatar 8 pessoas na região de Iguaí – que não abandonaram os doguinhos – e o idoso que teve sua casa inundada e foi resgatado por 3 homens em Itabuna, levando consigo sua vida e seus documentos.

E o que dizer do GRAD (Grupo de Resgate de Animais em Desastres), essas pessoas que desde 2011 lutam para que os animais não sejam vítimas invisíveis em desastres, do Planeta dos Bichos em Ilhéus, Bicharada em Itabuna e tantas outras que entendem que toda forma de vida importa.

solidariedade (1)

Essa capacidade humana fundamental de ajudar o outro, de doar – por mais clichê que pareça – contribui para que sejamos mais humanos, mais felizes. Quanto mais você ajuda, compartilha, conecta pessoas, mais amor você recebe da vida. Mas não pense que quando se fala em ajudar o próximo isso se resume a contribuições materiais. Muito além disso! Existem diversas ações simples, no dia a dia, que mudam o dia de muitas pessoas, inclusive a nossa!

“Cada um de nós compõe a sua história

E cada ser em si

Carrega o dom de ser capaz

De ser feliz” (Almir Sater)

Que tal você continuar a praticar ações de ajudar o próximo?

“Faça o seu pouco de bem onde você está; são esses pequenos pedaços de bem juntos que inundam o mundo”  (Desmond Tutu)

Anna Lívia Ribeiro é ilheense, Mãe, Avó, Pedagoga, Especialista em Educação Infantil, Mestra em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, Gestora em Turismo, Agente de Viagens @viadestinoilheus

 

As cores vibrantes de Regina Sganzerla

Regina 3

Luciane Yahweh

 

Regina Sganzerla  é uma  artista de Cafelândia-Paraná, dedicada a arte e minuciosa nos detalhes. Comprometida com sua missão, mesclada com sua paixão, faz do seu trabalho sua grande paixão.

Regina 4

Ela  traz como enredo condutor nas suas obras a temática  fé e espiritualidade. Entre seus objetivos está o de evangelizar através da arte em temas que nos remetem ao criador e as criaturas, a natureza, reflexão , posicionamento  e  responsabilidade do homem perante  ao planeta, ao ser humano.

Regina 2

A flora e fauna também se refletem em suas obras, além das relações humanas, família, resgate de valores, conflitos existenciais, educação cultural, valorização do papel da mulher  entre outros sentimentos, como o amor, a paz, a amizade, etc.

Regina 5

Suas obras caracterizam também nas cores vibrantes que destacam a técnica também utilizada por ela o pontilhismo policromático.

Regina 1

Regina  contextualiza e valoriza o dinamismo da vida contemporânea sem perder a leveza e suavidade que nos remetem ao divino.

Regina 6

A artista procura não fugir da essência, com imagens  recontextualizadas buscando conviver no campo da expressão artística, abrindo possibilidades e integrando novos significados pela arte

Conheçam um pouco mais de seus trabalhos acessando:

www.instagram.com/reginasaganzerlapires

www.facebook.com/reginaaparecida.sganzerlapires

lu

 

 

Memórias de um Dinossauro

dt

Dedé do Amendoim, vascaíno, petista. E insubstituível!

Após 46 anos percorrendo os bares de Itabuna com sua inseparável bicicleta, vendendo amendoim e ovo de codorna, Dorival Higino da Silva, também conhecido como Dedé do Amendoim ou, por motivos óbvios, Tesão, pendurou as chuteiras e os pedais em 2016.

Com oito filhos criados graças à sua labuta incansável, ele decidiu que era hora de parar, curtir a família e torcer/sofrer com o Vasco da Gama, seu time de coração.

dede do amendoimComo Pelé, deixou sucessores na labuta para ganhar honestamente o suado pão de cada dia, mas não substitutos, porque Dedé é dessas figuras que merecem o adjetivo “insubstituível”.

Dedé do Amendoim é, ao lado do Caboco Alencar, que teve que fechar o ABC da Noite por conta da pandemia mas ensaia uma reabertura gradual e segura, um dos personagens mais fascinantes da boemia itabunense, com histórias que dariam um livro.

Uma delas, ocorrida em meados dos anos 90, dá bem a dimensão do estilo Dedé. Vendia ele seus amendoins e seus ovos de codorna no Katiquero, vestindo com orgulho uma camisa do PT, quando um desses babacas que infelizmente poluem os bares perpetrou:

-Tira a essa camisa horrível que eu compro tudo…

Ao que Dedé respondeu na lata:

-Pois pra gente como você eu prefiro não vender nada…

E seguiu em frente, com sua bicicleta e sua dignidade.

Em tempo 1: Dedé recolheu-se em sua residência no bairro de Fátima.  Vítima de uma enfermidade, atualmente enfrenta dificuldades para se locomover.

Mesmo contra sua já manifestada vontade, é merecedor de todas as homenagens.

Em vida, como deve ser!

Em tempo  2: Zequinha, célebre dono do Katiquero, fechado desde março de 2019  por conta da pandemia, parece ter definitivamente desistido de reabrir o santuário dos caranguejos.

 

Bares não deveriam morrer, ainda mais quando não são apenas bares, mas simbolos de uma cidade.

 

O que é Janeiro Branco

Cleide Léria Rodrigues 

c leriaÉ uma campanha brasileira iniciada em 2014 que busca chamar a atenção para o tema da saúde mental na vida das pessoas.

Porque janeiro BRANCO?

Porque , no primeiro dia do mês do ano em termos simbólicos e culturais as pessoas estão mais propensas a pensarem em suas vidas, em suas relações sociais  , em suas condições de existência, em suas emoções e em seus sentidos existenciais.

E , como em “ folha ou uma tela em branco “, todas as pessoas podem ser inspiradas e escreverem e reescreverem as suas próprias histórias de vida.

Fonte : site janeiro branco.

Neste mês de janeiro as pessoas estão mais focadas em resoluções e metas para o ano…

E ter saúde mental é:

Estar bem consigo mesmo e com os outros;

Aceitar as exigências da vida; saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis , mas que fazem parte da vida .

Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário.

Então, bora aprender mais sobre Saúde Mental comigo?

Para um mundo melhor , com mais sentidos saudáveis e mais relações sociais saudáveis também.

Pense nisso!

Um grande abraço.

Cleide Léria Rodrigues  é Psicologia Clínica  – CRP03 18383

http://psicologacleiPsicologues.co

Paisagem, de Regina Silveira

15Oscar D’Ambrosio

oscar 2Labirintos são locais de experimentação visual, em que o seu percurso, assim como os caminhos do cérebro, é mais importante que a saída. Construídos para desorientar quem neles penetra, podem assumir diversas formas. Quem mantém o foco chega ao simbólico centro e deve encontrar a saída.

O mais célebre é o Labirinto de Creta, que teria sido construído pelo arquiteto Dédalo para alojar o Minotauro, monstro que, com seu corpo humano e cabeça de touro, recebia, como oferendas, jovens que devorava. Teseu o matou e conseguiu sair da complexa estrutura graças ao fio de um novelo que desenrolou ao longo do percurso.

À luz da psicanálise, o labirinto é uma metáfora do cérebro. Graças ao fio da consciência, que tem em uma de suas pontas a apaixonada Ariadne, em meio à inconsciência (o percurso complexo), o herói encontra a saída. Nesse sentido, a cabeça do Minotauro representaria a inconsciência (o lado animal) e o seu corpo humano, a capacidade de superação.

O labirinto de Regina Silveira (1939), chamado “Paisagem”, traz novas discussões. Trata-se de uma estrutura metálica com placas de vidro que, pela sua transparência, não apresenta dificuldades de encontrar a saída. As intervenções realizadas, que trazem a ideia de estilhaços, porém, evocam fragmentação e violência em suas múltiplas facetas.

Quebrar uma parede de vidro pode ser uma maneira de atingir a liberdade e de dialogar com o outro, tocando quem está do outro lado. Seja pela aproximação visual que a transparência permite ou pelo isolamento que o vidro gera, percorrer a “Paisagem” proposta por Regina Silveira é um vencer distâncias internas e externas.

Originalmente usados como armadilhas para maus espíritos e para realizar rituais religiosos, os labirintos, na Idade Média, eram um caminho de peregrinação para chegar a Deus, que ficaria no centro da jornada. Na contemporaneidade, a simbologia se perdeu. No entanto, a artista recupera esse estímulo ao entender o local como um espaço externo de reflexão interior.

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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