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Viajar: conhecer o mundo para além dos muros da escola

Ilhéus ( foto Fabiola Paes Leme)

Baia do Pontal,  Ilhéus ( foto Fabiola Paes Leme)

Anna Lívia Ribeiro

liviaDesde o início dos tempos, o ser humano teve diferentes motivos para se deslocar. Mesmo antes de nós nos entendermos por humanidade, desde a época pré-histórica, há registro de deslocamentos dos nossos ancestrais humanos, isso é algo natural: várias espécies animais também realizam essas mudanças de lugar esporadicamente, de acordo com o clima, com a disponibilidade de alimentos, etc.

 

O que nem todos sabem é que o turismo já nasceu pedagógico. Sabe-se que no século XVII ganha força o costume de mandar, apenas, os jovens aristocratas ingleses para fazerem um Grand Tour, pela Europa, ao final de seus estudos. O objetivo das viagens dos cavalheiros de então era complementar sua formação, adquirir certas experiências, educar e refinar os seus costumes sociais.

 

Turismo e Educação são duas áreas semelhantes que estabelecem correlação espaço/cultura e a prática turística constitui-se processo essencialmente pedagógico de aprendizagem constante, englobando diversas áreas do conhecimento.

 

Como atividade educativa,  o turismo é uma valiosa oportunidade de promover o aprendizado para além dos muros das escolas, permitindo que os estudantes levantem hipóteses, descubram novos conhecimentos e vivenciem na prática o que aprenderam nesses espaços.

 

Permite que eles entrem em contato com certas dimensões da realidade que não estão nos livros. In loco, buscam significado para o que observaram e o relacionam com fatos já estudados desenvolvendo habilidades importantes para a sua formação integral.

 

Quando digo escolas, estou dizendo que qualquer instituição de ensino pode realizar as viagens pedagógicas, inclusive o ensino superior. Turismo e Educação constituem-se em uma fonte de enriquecimento cultural e pedagógico que proporciona aos estudantes uma vivência única aonde poderão construir e reconstruir as imagens e percepções que têm da paisagem local, conscientizando-se de seus vínculos afetivos e de identidade com o lugar no qual se encontram inseridos.

 

Há sempre o que se aprender em uma viagem. E, quanto mais curioso for o viajante, mais conhecimento ele traz das suas andanças, mesmo aquelas que sejam feitas nas ruas do seu bairro.

 

É importante dizer que as viagens pedagógicas devem fazer parte de um projeto de turismo educacional sistematizado e estratégico da escola.

 

Você sente que está na hora de vivenciar novas experiências para ampliar o olhar e interagir com outras formas de educar?

—————

Anna Lívia Ribeiro é  Ilheense, Mãe, Avó, Pedagoga, Especialista em Educação Infantil, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, Graduanda em Gestão em Turismo, Agente de Viagens.

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One Response to “Viajar: conhecer o mundo para além dos muros da escola”

  • José Leitão disse:

    Parabéns Ana Lívia

    Palavras exatas sobre as possibilidade do turismo pedagógico. O planeta é vasto e belo com infinitos arranjos culturais.
    Também quero ir.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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