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Archive for janeiro 30th, 2021

A Vida e Arte de Stanislaw Szukalski

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Oscar D’Ambrosio

O número de artistas é infinito, mas é menor o número daqueles que se tonam mitos enquanto vivos ou postumamente. Um exemplo é o escultor Stanis?aw Szukalski (1893 – 1987). Polonês radicado nos EUA, teve a maior parte de seu acervo destruído na devastação das forças nazistas de seu país natal, mas peças e fotos preservadas mostram uma linguagem peculiar.

Ele desenvolveu uma mescla de referências que incluem desde elementos eslavos a astecas, incluindo numerosas outras vertentes. Desenvolveu, ainda criança, um alfabeto próprio, e, após a Segunda Guerra, nos EUA, criou o Zermatismo, teoria pela qual concluiu que todas as culturas tinham apenas um berço: a Ilha de Páscoa.

O documentário “A Vida e Arte de Stanis?aw Szukalski!” (2018), disponível na plataforma Netflix, revela como artistas do underground ligados a HQs, em Los Angeles, descobriram por acaso aspectos insuspeitados daquele que, para a comunidade local, não passava de um anônimo idoso polonês. Começaram então a recuperar a sua história.

O talento dos projetos de Szukalski , a sua capacidade de conectar referências e de analisar esculturas era diretamente proporcional ao seu egocentrismo, a um nacionalismo que o levou a se associar a regimes com discursos extremamente nacionalistas e a ter posturas antissemitas, posteriormente revistas.

Controversos em suas opiniões, como o desprezo a Picasso e aos poloneses de modo geral, Szukalski teve horas de depoimentos filmados por um admirador que viria a ser o responsável pelo seu legado – e ele, junto com alguns amigos, lançou as cinzas do artista e da esposa na Ilha de Páscoa.

O documentário é uma excelente oportunidade de mergulhar no processo criativo de um artista ímpar em sua visão da arte e do mundo, mas, principalmente, permite um aprofundamento no universo mental de um discurso plástico e existencial exagerado, que inclui desde as peças bem realizadas até seus sonhos e pesadelos grandiloquentes.

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Oscar D’Ambrosio é graduado em Jornalismo pela USP, mestre em Artes Visuais pela UNESP e doutor e pós-doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.

 

 

A tendência da alimentação natural para pets

pets alimentação

Hannah Thame

htA tendência da alimentação natural, sem industrializados e artificiais, chegou ao mundo dos pets. Agora há quem ofereça apenas alimentos frescos, preparados e cozidos especialmente para seus cães. E nada de ração.

Um animal que segue a alimentação natural come basicamente o que nós, humanos, comemos, com algumas adaptações. É uma dieta rica em carnes, verduras, carboidratos e vísceras, preparada de maneira balanceada e própria para cães. As porções variam de acordo com o porte do animal e também podem ser preparadas previamente e congeladas.

Além do porte, várias coisas são analisadas. O cão pratica atividade física? Qual é a sua idade? Tem doenças preexistentes? Por isso, antes de desenvolver uma dieta é importante uma consulta ao veterinário, para que o animal passe por uma bateria de exames e a gente saiba as reais necessidades dele.

Uma refeição balanceada para cães, de acordo com os preceitos da alimentação natural, deve conter apenas carboidratos naturais, como grãos, batata doce ou batata salsa, por exemplo. Não entra no “potinho” nenhum tipo de farinha branca, processados ou macarrão.

Normalmente, o animal também tem que passar por uma complementação, principalmente de cálcio, que é um componente difícil de ser suprido com a alimentação natural. Por isso, o acompanhamento de um veterinário especializado em alimentação, no caso, um nutrólogo, é importante. Na ração, o cálcio é adicionado à fórmula de fabricação.

 

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A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz  e diretora do Centro de Especialidades Veterinários-CEV Vitória da Conquista.

Os remédios e a hospitalidade na “Farmácia” de Dortas

A Farmacinha de Dortas

Walmir Rosário

walmirBem na subida no Beco do Fuxico no cruzamento com o Calçadão da Rui Barbosa se estabelecia Dortas (José Lins Andrade) com seus serviços de beberagem e corretagem zoológica, mais conhecida como jogo do bicho. Em Dortas, o serviço era especializado em cachaça com folhas, todas com receituário e bula, a depender dos sintomas apresentados nos clientes, e cerveja bem gelada.A clientela era bem variada, eclética como em todo o botequim que se preza. Uma casa com três portas, duas abertas e uma fechada (até a altura de três quartos), onde se localizava a única mesa. Ao lado da mesa e em cima do balcão um pequeno caixote com quatro litros de cachaça, dispostos estrategicamente. Em cada um dos quatro lados se repetiam quatro tipos da mais legítima cachaça com folha.

No caixote medicinal, Angico, Pra Tudo, Milome e Jatobá. Esse local – uma espécie de reservado – era destinado aos clientes da casa, gente que não perdia um dia sequer uma passadinha ao meio-dia e no fim da tarde. Era um ritual, beber uma para abrir o apetite antes do almoço e outras sem conta no final da tarde, a depender da disponibilidade e disposição do cliente.

Pelas duas portas entrávamos até um balcão comum, cuja utilidade seria delimitar o espaço dos clientes mais novos, pois os fiéis, useiros e vezeiros, se acomodavam onde queriam e podiam. No velho balcão, nenhuma mercadoria à venda, mas tinha muita serventia, pois guardavam alguns pertences e sacolas dos clientes, além de apoio de cinturas e braços da chamada turma do pé de balcão.

Do lado de dentro do balcão, uma geladeira comum, dessas de residência, um grande cofre, que na falta de dinheiro guardava as pules e os prêmios do jogo de bicho, e uma escrivaninha. Circulando nesse pequeno espaço, Dortas servia os fregueses do bar e do jogo de bicho, ao mesmo tempo em que dizia ser filho de Deus e solicitava que o incluíssem na rodada de cachaça a ser servida, por conta dos clientes, é claro.

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Memórias de um Dinossauro

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Contigo estarei

Há quase três décadas, Itabuna ganhou repercussão nacional e internacional com o casamento de Ferreirinha, beirando os 70 anos, com a adolescente Yolanda, então em seus tenros 14 aninhos.

Ferreirinha posava de garanhão grapiúna e dava entrevistas para Deus e o mundo, mas Yolanda não abria a boca. Fotografias posadas ao lado de Ferreirinha, tipo casal feliz, então, nem pensar.

Como colocar a foto só de  Ferreirinha no jornal era assunto velho, eu e Manoel Leal decidimos que Yolanda faria a foto do casal, mesmo tendo que chutar a canela da ética. E lá fomos nós para a casa do velho garanhão.
Ferreirinha nos recebeu de braços e portas abertas, mas foi logo cortando qualquer esperança. Yolanda não falaria nem tiraria fotos.

Foi aí que veio a luz.

Virei pra Manuel Leal e falei: “vamos dizer que a reportagem é pra revista Contigo”.

A Contigo era uma espécie de Caras da época. Meu sotaque de paulista abriu as ´porrrrrrrrrrrrrrtas´ e, como era pra Contigo, Yolanda tirou fotos que davam para encher uma edição da revista e ainda falou de sua relação com Ferreirinha.

A proeza, primeira foto e entrevista do casal juntos, fez com que exemplares de A Região pousassem no SBT e despertassem a atenção do programa Jô Onze e Meia, então um sucesso monumental de audiência na emissora de Silvio Santos.

Ferreirinha deu uma entrevista impagável a Jô Soares, onde revelou suas proezas de conquistador, atribuiu sua potência sexual ao suco de cacau (na verdade, quem pediu pare ele dizer isso foi Manuel Leal) e levou a platéia que acompanhava a gravação ao delírio ao revelar que havia noites em que Yolanda, exausta, era quem pedia para ele parar…

Exausta Yolanda deve ter ficado mesmo foi de tanto esperar a tal reportagem na Contigo, com direito a foto de capa, já que se é pra prometer o impossível, a gente promete o impossível e mais um pouco.

 

Santa Casa de Itabuna encerra festa de 104 anos em noite de homenagens

Valdece, Eric Junior e João Leão (2)Em uma noite marcada por depoimentos emocionantes, lágrimas, apresentação do projeto do novo Hospital São Lucas e homenagens a três personalidades que receberam a Comenda Monsenhor Moysés Gonçalves do Couto, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna encerrou, na quinta-feira (28), as celebrações pelos seus 104 anos de fundação. O dia de festa começou com uma missa celebrada pelo bispo de Itabuna, Dom Carlos Alberto dos Santos, na Catedral São José, às 8h, e apresentação do coral da SCMI.

À noite, no Teatro Candinha Dória, ocorreu a entrega da comenda que leva o nome do idealizador da Santa Casa de Itabuna, mantenedora dos hospitais Calixto Midlej Filho e Manoel Novaes. A benção e os trabalhos foram abertos pelo padre Gilvan de Oliveira. Sétima inaugurada na Bahia, em 1917, a instituição tem sido fundamental nesse período de pandemia, com mais de 4 mil atendimentos e 1.300 internamentos de pacientes positivados para o novo coronavírus.

FÁBIO VILAS-BOAS

Valdece, José Saturnino e Fábio Vilas Boa_DSC4814_1LinearEntre as personalidades que receberam a Comenda Monsenhor Moysés Gonçalves do Couto está o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, que destacou a importância da estrutura da Santa Casa de Itabuna para a população do interior do estado, principalmente nessa pandemia, período em que a busca pelos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aumentou consideravelmente.

Ao agradecer pela homenagem, o secretário falou sobre a história do Comenda Monsenhor Moysés Gonçalves do Couto e recordou-se que conheceu os serviços da Santa Casa quando o sogro, que é de Ilhéus, infartou e precisou ser internado no Calixto Midlej Filho. “Isso há muito tempo, quando eu ainda era estudante de Medicina. O pai da minha esposa recebeu um atendimento adequado e do mesmo nível dos hospitais dos grandes centros, qualidade esta que fez diferença e salvou a vida dele”, relatou.

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Itabunense Sandry disputa final da Libertadores

sandryUma parte dos itabunenses pode terminar o sábado (30) em festa, principalmente os moradores da região do bairro Califórnia. É que chegou a hora da grande decisão da Taça Libertadores da América e o meio-campista Sandry Roberto, de 18 anos, pode tornar-se campeão pelo Santos.

O Santos decide o título da Libertadores de 2020 contra o Palmeiras no Maracanã, no Rio de Janeiro. A partida está prevista para começar às 17h. A equipe da Vila Belmiro busca o quarto título da competição. As outras conquistas foram em 1962, 1963 e 2011.

Para chegar a decisão deste sábado, o Santos deixou para trás, na fase do mata-mata, o time da Liga Deportiva de Quito, Grêmio e Boca Juniors. Caso vença o Palmeiras, a equipe da Vila Belmiro se tornará o time brasileiro com mais conquistas na Libertadores. Sandry tem feito boas partidas nesta competição. Foi inclusive um dos destaques nos dois jogos contra o Grêmio.

Já o Palmeiras, do treinador português Abel Ferreira, não conquista um título de Taça libertadores há 22 anos. O time ganhou o seu único título da competição em 1999. Caso vença o Santos, será o segundo título seguido de Libertadores conquistado por uma equipe dirigida por um treinador português. Em 2019, Jorge Jesus venceu com o Flamengo.

O Palmeiras chega à decisão do título depois de, na fase de mata-mata, passar por Delfín do Equador, Libertad e River Plate. Em Itabuna, boa parte da torcida será pelo Santos por causa do meio-campista Sandry. (Pimenta)

Colégio Batista de Itabuna oferece 71 bolsas de estudo

colégioA Associação de Beneficência e Cultura Teosópolis, mantenedora do Colégio Batista de Itabuna, está concedendo 71 bolsas de estudo para estudantes de baixa renda no ano letivo de 2021. Foi publicado hoje (29) o resultado do processo seletivo de concessão de 27 bolsas integrais e 44 bolsas parciais de estudo. A concessão da bolsa leva em consideração a renda familiar do aluno.

Gracileide Silva Guimarães Souza, diretora do Colégio Batista de Itabuna, diz que a instituição cumpre seu papel de responsabilidade com a educação inclusiva, inserido em projeto político pedagógico. “Nosso objetivo, com a concessão das bolsas de estudo, é contribuir com o desenvolvimento da sociedade”.

Gracileide afirma que a escola cumpre o seu papel social ao proporcionar educação de qualidade a quem não pode pagar e estarem nesses ambientes. “Os pais chegam para inscrever e dizem que sonhavam em matricular seus filhos na escola, mas que não tinham condições de pagar. Eles dizem que os filhos pensam em se qualificar buscando uma educação de qualidade. É a realização de um sonho. A educação dos sonhos”, ressaltou a educadora.

BOLSAS INTEGRAIS

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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