hanna thame fisioterapia animal
coronavirus 155 livros do thame

Archive for janeiro 16th, 2021

A arte de Sérgio Teodoro Papa, o Ted

ted 2

Sérgio Teodoro Papa, o Ted, artista plástico independente, natural de Ribeirão Preto – SP, tem 33 anos, formado em Economia e a alguns anos viu na arte seu verdadeiro propósito.

Esse é mais um talentoso artista que tive o privilégio de conhecer e representá-lo em um dos meus projetos artísticos realizado no Centro Cultural Palace de Ribeirão Preto. Minha última exposição física devido a pandemia, realizada em março/2020 que chamava a atenção para “MULHER”. Ted, participou com um lindo trabalho

“A BOCA” (SÉRIE SONHOS E SENSAÇÕES)            1.20 X 0.80 ÓLEO SOB TELA 2019

“A BOCA”
(SÉRIE SONHOS E SENSAÇÕES)
1.20 X 0.80
ÓLEO SOB TELA
2019

“Descobri uma grande versatilidade na pintura, consigo atravessar diversos temas e estilos, pois as minhas obras refletem meu estado de espirito e todos sentimentos”, diz  Ted.

‘DESPERTAR’  (SÉRIE SONHOS E SENSAÇÕES) 1.20 X 0.80 ACRÍLICO E ÓLEO 2019

‘DESPERTAR’
(SÉRIE SONHOS E SENSAÇÕES)
1.20 X 0.80
ACRÍLICO E ÓLEO
2019

Nesses últimos anos vem se especializando e aprendendo. Participando de eventos artísticos onde teve suas  obras premiadas e continua na busca existencial de viver como um artista plástico.

“O ASTRONAUTA” (SÉRIE SONHOS E SENSAÇÕES) 1.20 X 0.80  ACRÍLICO

“O ASTRONAUTA”
(SÉRIE SONHOS E SENSAÇÕES)
1.20 X 0.80
ACRÍLICO

Em suas diversas séries de trabalhos destaco  a série “SONHOS E SENSAÇÕES”, em que o artista procura explorar as capacidades de interpretações, forçando o  observador a compreender o verdadeiro sentido das obras fora do âmbito racional. Assim como nos sonhos, o nosso anseio por explicações possíveis que acalme a inquietação por coisas incompreensíveis. Onde talvez a chave dessas interpretações esteja na intuição, no universo das sensações.

“GESTAÇÃO” (SÉRIE CONCEITOS) TECNICA: MISTA

“GESTAÇÃO”
(SÉRIE CONCEITOS)
TECNICA: MISTA

A série “CONCEITOS”, onde o artista procura  trazer o peso de conceitos fortes,  tanto na  própria obra como em sua conjuntura com a sociedade, o ser humano e a arte. Obras mais contemporâneas em seu estilo que fazem o observador refletir sobre diversos paradoxos e paralelos da vida.

Para conhecer mais sobre esses e outros trabalhos do artista segue contatos abaixo:

@ted.artes

tedribeiraopreto.wordpress.com

(16) 99718 5950

luciane art

Eu, Jaqueline, Advogada

jaqueline

Jaqueline Oliveira de Souza

Me chamo Jaqueline e minha história acadêmica teve ínicio em 2014, mais especificamente no 2º semestre de 2014 e foi por intermédio de um programa social. Havia finalizado o ensino médio há pouco tempo, e trabalhava como operadora de caixa em uma loja de departamentos no shopping. Surgiu à possibilidade de fazer a inscrição no vestibular de uma faculdade e solicitar o Fundo de financiamento ao estudante do ensino superior (Fies).

 

 
Logo, fui aprovada e adentrei na faculdade de Direito. Finalizei o curso no fim de 2019 e a colação de grau ocorreu em março de 2020. Prestei o Exame da Ordem (OAB) pela primeira vez durante esse período, e passei logo de “cara”. A segunda fase do Exame de ordem não alcancei por pouco, e acabei por me inscrever na repescagem apenas para 2ª fase. Infelizmente, veio o caos da pandemia e as provas ficaram suspensas por período indeterminado. Quando ocorreu o retorno, realizei a 2ª fase e por fim, fui APROVADA.

Meu depoimento é sim uma história de superação, contudo, é muito importante que não romantizemos às dificuldades. Não é fácil conciliar faculdade e trabalho. Principalmente, tratando-se de um curso elitista como Direito. No período desses 5 anos trabalhei comoo

operadora de caixa, operadora de cartão, operadora de telemarketing. As possibilidades de estágio remunerado nessa área são escassas quando não há “contatos”. Desse modo, era impossível abandonar um emprego cujo possuia carteira assinada e demais benefícios, para me dedicar integralmente em um estágio NÃO-remunerado. Logo, cumpri apenas o estágio obrigatório exigido pela faculdade.

Read the rest of this entry »

Híbrida Ancestral – Guardiã Brasileira

mural

Oscar D’Ambrosio

O mural “Híbrida Ancestral – Guardiã Brasileira”, da artista Criola, com 1.365 metros quadrados, realizada na lateral de uma parede do Condomínio Chiquito Lopes, no centro de BH, é o centro de uma polêmica que discute um possível apagamento, solicitado por um morador do local, que alega que ela tem “gosto duvidoso”.

O trabalho, que faz parte do projeto do Circuito Urbano de Arte (Cura), mostra uma mulher negra, com uma cobra atravessando o seu ventre e um útero do lado esquerdo. A artista, com obras em várias cidades brasileiras e no exterior, apresenta a sua obra como “uma lembrança da nossa ancestralidade brasileira, ancorada no povo preto e nos povos indígenas”.

A questão judicial existe desde 2018, mas só veio a público em novembro último, com a divulgação pelo Cura de um abaixo-assinado em defesa da pintura. Quanto ao valor artístico da obra em si mesma, as questões do negro e do feminino são expressivas e predominantes, colocando a figura como divindade capaz de, como apontam os triângulos realizados por Criola, conectar o mundo sagrado (superior, dos deuses) ao profano (inferior, dos seres humanos).

Quanto à presença da cobra, sua presença ocorre em diversas mitologias, indicando geralmente o contato com o corpo e a sexualidade. Por isso, nada mais natural que rasgue o ventre, abrindo os portais da percepção de mundo da figura central, ampliando sua função de protetora de um povo, como indica o nome da obra.

Ao lado esquerdo, a presença de uma vulva, de onde escorre uma gota de vida a ser recolhida pela Guardiã chocou alguns. A presença da genitália feminina pode ser encontrada, porém, na Vênus de Willendorf, há 25 mil anos a.C, provavelmente com fins ritualísticos de fecundidade; no quadro “A Origem do Mundo”, de 1866, pintado por Gustave Courbet a pedido de um colecionador de imagens eróticas; na série “Novena”, de Mara Martins, exposta em São Paulo, SP, em 1999, discutindo religiosidade e sexualidade da mulher, e, no final de 2020, na escultura “Diva”, instalada na Usina de Arte, em Água Preta (PE), que integra uma série da artista Juliana Notari sobre violências contra a mulher.

A discussão em torno da obra, portanto, não é um debate artístico, mas moralista. Os que afirmam os contestadores do trabalho não tratam de questões estéticas, mas estão incomodados com o moral enfocar a mulher negra e a sexualidade feminina.

A potência do trabalho enquanto obra de arte se demonstra no impacto visual que gera ao lidar com arquétipos femininos, que envolvem o posicionamento da mulher negra numa sociedade em que o machismo e o racismo se manifestam de maneira preconceituosa e inaceitável.

oscar 2

Oscar D’Ambrosio é graduado em Jornalismo pela USP, mestre em Artes Visuais pela UNESP e doutor e pós-doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.

 

Três maneiras de enfocar – três vidas diferentes

 

basia 1

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)Você provavelmente já ouviu que o que você foca você obtém mais. Se você se concentrar em coisas positivas, tenderá a encontrá-las ao seu redor. Se você se concentrar em eventos negativos, você os verá em todos os lugares. Mas há muito mais.

As palavras aparentemente semelhantes “objetivos, propósito ou significado” dão origem a três modos de vida bastante divergentes. Dois deles o manterão em uma vida de luta e competição, enquanto o terceiro abrirá o acesso à clareza, criatividade e um estilo de vida participativo e comemorativo onde todos vocês continuam vencendo.

basia 2Vamos começar com objetivos. A pessoa orientada para objetivos vê o mundo como sendo feito de coisas separadas. Existem eus separados e coisas separadas. Essas coisas e seres interagem por meio da força. Você precisa de força para mover as coisas. Esta é a física local e causal de empurrar e puxar as coisas. O reducionismo funciona bem. Com essa visão de mundo, todos precisamos competir uns com os outros pelos recursos finitos. Assim, a competição e as situações em que você ganha ou perde se tornam a norma. A pessoa orientada para uma meta estabelece uma meta e age para que a alcance. Isso é bem ilustrado em muitos tipos de esportes.

 

Read the rest of this entry »

5 dicas para aliviar o calor dos pets em dias quentes

Hannah Thame

htVerão é sinônimo de calorão, não é mesmo? E se nós já passamos por maus bocados quando esta época do ano chega, imagina os nossos bichinhos.

Com os termômetros atingindo fácil os 35ºC, são necessários alguns cuidados para que os pets não sofram tanto neste período que vai do finalzinho de dezembro até março do próximo ano.

Hoje, separamos cinco dicas para amenizar essa sensação nos animais.

dicas pets

A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz e diretora do Centro de Especialidades Veterinárias em Vitória da Conquista

Vida na Roça, Vida no Céu

odilon pinto

Daniel Thame (para Odilon Pinto)

dt chapeu“Querido Odilon, essa carta chega até você molhada pelas lágrimas de saudade, mas também de gratidão.

Ah, Odilon. Você nem imagina quantas e quantas vezes nós sentava em torno do rádio, tomando o café, pra ouvir seu programa e principalmente o quadro Vida na Roça.

Eram histórias de amor, de tristeza, da vida dura no campo, mas também de momentos felizes que só você sabia contar. Porque você era um de nós, Odilon.

Nós só ia pras roças de cacau depois que seu programa terminava e já ficava esperando o dia seguinte.

A vida na roça nunca foi fácil para o trabalhador, mas nós vivia com dignidade, fome ninguém passava. E tinha as festas, de Reis, de São João, de Natal, o povo todo das fazendas se reunia e era uma alegria de dar gosto…

Uma vez no Natal eu levei um leitãozinho pra você lá na Rádio Jornal, você me recebeu na maior simplicidade e ainda me agradeceu na rádio.

E todo mundo ouviu, Odilon, porque não tinha fazenda nesse mundão de Deus que não tivesse um rádio só pra ouvir você.

Ah Odilon, que saudade desse tempo.

Depois veio essa desgraçada da vassoura de bruxa e tudo mudou pra pior. O cacau praticamente acabou, nós ficou perdido porque pra nós o cacau nunca iria acabar.

Odilon, muitos companheiros perderam o emprego, famílias inteiras ficaram sem rumo. Teve até Tonho, pai de cinco filhos, trabalhador retado, que mergulhou na cachaça e um dia se atirou no Rio Pardo, pra nunca mais voltar.

Teve Zeca, que pegou a família e foi pra São Paulo com quase nenhum dinheiro e não mandou mais notícias. Teve Maria, que foi abandonada pelo marido, se trancou em casa com os três filhos pequenos e passou a viver do pouco que nós conseguia levar.

Tanta gente que partiu, Odilon.

Odilon, eu fiquei na roça. De teimoso, porque aqui é meu chão. Virei meeiro, trabalho muito e divido os ganhos com o dono da fazenda. Pra você eu posso contar; dois filhos meus foram pra Itabuna. Um trabalha no comércio, casou, leva uma vida simples, mas é uma pessoa de bem.

O outro, Odilon, se meteu com uma tal de droga, já foi preso, vive em confusão e só de falar dá um aperto no coração. Minha véia é só que chora e ora o tempo todo pra Deus tirar ele desse caminho.

Odilon, acho que tô me alongando demais.

Quero encerrar essa carta dizendo uma coisa do coração.

Você nos deixou, a vida na roça tá em silêncio, mas nós tem certeza de que a partir de agora os anjos, santos e até Deus vão parar todas as manhãs pra ouvir você contando causos da Vida no Céu.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

Busca por data
janeiro 2021
D S T Q Q S S
« dez   fev »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31