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Archive for janeiro 2nd, 2021

Rejane Melo, a professora das artes

arte

luciana yahweh

Iniciando o ano  de 2021 , quero apresentar o incrível trabalho de Rejane Melo , professora do ensino fundamental  há 30 anos , teve que parar suas atividades em sala de aula no final de 2015 por um problema visual, como sempre gostou de desenhar e a arte sempre esteve em sua vida,  resolveu criar um ateliê de artes – AteliRê, em  Manaus, no Amazonas, onde tudo começou. Um novo desafio que  a motivou intensamente. Começou com 8 alunos e no ano seguinte teve que trocar a sua sala por um espaço maior.

 Hoje o AteliRÊ está numa hípica,  local inspirador,  onde tem em sua volta a natureza, as crianças experimentam criar no meio da natureza e os resultados são emocionantes.

A Arte  é uma importante ferramenta da educação, pois estimula o desenvolvimento das crianças é possível aprender, adquirir novas habilidades e enxergar diferentes perspectivas .

As crianças quando apresentadas ao mundo das cores desenvolvem integralmente os aspectos intelectuais, emocionais, sociais, perceptivos, físicos, estéticos e criativos.

 A Arte é um instrumento muito importante para a compreensão de si mesmo, da realidade, dos próprios sentimentos e das suas   emoções.

A expressão das emoções é uma parte inerente para a melhoria da vida social, principalmente na infância  , que é a fase na qual o ser humano começa a tomar conhecimento de suas próprias atitudes,  à medida que as crianças compreendem o funcionamento do mundo à sua volta, tornam-se capazes de vivenciar e interpretar o que sentem por meio do desenho e da pintura.

Hoje o AteliRê trabalha com crianças e jovens de todas as idades, uma turminha que temos muito carinho que são as crianças autistas , o ateliê na sua festa é a novidade,  onde levamos arte e entretenimento para as festinhas de aniversário, fazemos também duas vezes ao ano a colônia  de férias com muita diversão, mostrando as brincadeiras simples que são incríveis,   e uma vez ao ano o Camping , com direito a assar na fogueira milho .

O AteliRê no momento tem aulas online e presenciais , além do canal no YouTube com aulinhas bem fáceis para a garotada.

 São experiências  preparadas com muito amor que  deixamos para nossos pequenos, abrindo janelas capazes de construir e despertar um aprendizado importante no desenvolvimento intelectual e criativo das crianças.

Homenagem a Mirthes Bernardes

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Oscar D’Ambrosio

Falecida em 18 de dezembro último, a artista visual Mirthes Bernardes tinha uma forte ligação com árvores. Tinha fascinação pelo tema desde criança e via nelas, com a sua constituição em partes, como raízes, tronco, galhos, folhas, flores e frutos, como uma metáfora de trajetórias existenciais e de elevação pessoal e espiritual.

Uma das principais expoentes nacionais da arte de esmaltar sobre placas de cobre, a artista tem, como obra mais conhecida, mas poucas vezes creditada adequadamente, o calçamento padronizado da cidade de São Paulo, representado pela estilização do mapa estadual e escolhido para integrar a paisagem citadina por meio de concurso público.

Com ampla experiência na tapeçaria, escultura, desenho e pintura, Mirthes encontrou, no esmalte, um universo de possibilidades e, nas paisagens, com árvores como protagonistas, a sua linguagem poética. Estabeleceu, assim, atmosferas de encantamento em que as composições, com céus ao fundo, geram universos visuais que cativam o observador.

Arte que encontra antecedentes há mais de 3 mil anos, no Antigo Egito, a aplicação do esmalte sobre metais e outros materiais chegou ao Brasil em meados do século XX, trazida por imigrantes franceses e alemães.

Para Mirthes, essa linguagem funcionou como um campo de pesquisa de cores, formas e sensibilidades. Integrante do Nubrae (Núcleo Brasileiro da Arte do Esmalte) e com obras em países como França, Suíça, Estados Unidos e Alemanha, a artista oferece, com suas paisagens, uma criação de portais que possibilita a passagem para um mundo em que expressivas árvores, com todo seu simbolismo, e cores, cuidadosamente desenvolvidas, se integram e fascinam.

A sua partida deixa em todos nós a marca de uma bela árvore frondosa a nos tornar pessoas melhores.

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Oscar D’Ambrosio é graduado em Jornalismo pela USP, mestre em Artes Visuais pela UNESP e doutor e pós-doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.

 

O sonho das lâminas verticais em Itabuna

 Walmir Rosário

walmirNa década de 50 do século passado, os estudantes baianos tomaram conta – de cabo a rabo – da União Nacional dos Estudantes (UNE). Dentre eles, muitos itabunenses participavam da diretoria ou exerciam forte liderança entre a estudantada brasileira, a exemplo de Gutemberg Amazonas, Gervásio José dos Santos, Laércio Pinho Lima e Dagoberto Brandão.

Formados, com o canudo nas mãos, cada retornou a Itabuna para seguir sua profissão escolhida. Gervásio José dos Santos implantou uma forte banca de advogado; Gutemberg e Dagoberto suas empresas de engenharia civil; e Laércio Pinho um escritório de consultoria em economia, prestando serviços às empresas privadas e órgãos públicos, àquela época ainda uma novidade no interior.

Diplomado pela conceituada Faculdade de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, considerada um centro de excelência no ensino superior, Laércio chega a Itabuna resolvido a realizar profundas transformações na cidade, tirá-la de sua condição de cidade do interior (apesar de rica) e dotá-la de todos os requisitos de uma verdadeira metrópole. Um sonho ousado. Como ele.

Itabuna rival de ManhatannEm Itabuna cada um com sua profissão e a política fervendo nas veias, tal e qual acontecia nos tempos do Colégio Central, em Salvador, e nos cursos universitários, dirigindo grêmios estudantis, centros acadêmicos e diretórios centrais. E esse caminho trilhado por eles na academia e continuou fielmente após a formatura, cada um militando no seu partido político.

Em Itabuna, ao reencontrar o amigo Dagoberto Brandão, também recém-formado e disposto a aplicar todos os ensinamentos aprendidos na Escola Politécnica, Laércio foi enfático e decisivo ao propor a elaboração de um grande projeto. Monumental, seria a palavra mais adequada para adjetivar aquele calhamaço de papéis com textos e cálculos matemáticos e estatísticos. Sem delongas, propôs ao amigo:

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A Festa Literária de Ilhéus e o FLIOS- uma simbiose necessária

Efson Lima

 

efson limaO ano foi pandêmico, talvez, os termos “pandemia” e “COVID” sejam as palavras predominantes de 2020, cujo ano cuidou de oferecer contornos e traçado para a civilização humana. Apesar da triste circunstância deste ano, as instituições e/ou pessoas se mobilizaram em diferentes perspectivas para manterem as chamas acesas da esperança. As experiências ao longo deste ano foram as mais diversas e estiveram pautadas na solidariedade, na criatividade e no cuidado. Essas práticas foram se proliferando ao redor do planeta, consolidando um outro vocábulo entre nós: “ superação”.

 

No sul da Bahia e no campo da literatura,  quando parecia não mais ocorrer a Festa Literária e o Festival Literário de Ilhéus (FLIOS), forças da oportunidade se levantaram e concretizaram um evento espetacular pelas redes sociais da Editora da UESC (Editus) e da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), organizadoras centrais dos eventos.  A Festa que estava ocorrendo tradicionalmente em maio, dessa vez,  foi realizado neste mês de dezembro, de 07 a 12/12/20, permitindo que as distâncias fossem reduzidas mesmo na pandemia. O poético cuida de explicar.

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A Festa Literária de Ilhéus é a junção de dois eventos literários: a  Feira do Livro da Uesc e o FLIOS – Festival Literário de Ilhéus, respectivamente, na 8ª e 5ª edições,  cujo objetivo foi possibilitar uma programação diversificada e promover uma maior participação e envolvimento da comunidade regional. De fato, a contar pela quantidade de mesas, de tema e de participantes, tivemos uma vasta programação, que mesclaram o literário, às questões sociais, o contexto do ensino superior, a produção de livros e a crítica.

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A realização desses eventos no sul da Bahia consolida a região como um celeiro literário. Essas ações ajudam aproximar o leitor do escritor e colaboram para a externalização da produção literária originária desta região e que ganha o mundo seja pelas escritas de Jorge Amado, Adonias Filho, Hélio Pólvora, Cyro de Mattos e de tantos outros jovens que estão a compor o panteão literário. Ao longo do evento, algumas provocações sugiram entre as quais: literatura do cacau, literatura regional, literatura brasileira? Outras discussões necessárias foram colocadas à baila, tais como: direitos humanos, o acesso das pessoas com deficiência… a própria Festa Literária e o Flios são atos de resistência em face do contexto sanitário e político em face das circunstâncias dadas no Brasil atual e de ontem.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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