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O Festival Literário Sul da Bahia – um resposta ao contexto da pandemia e a afirmação da cidadania cultural

Efson Lima

 

efson lima Algumas pessoas desde o dia 31 de julho de 2020, cuja ligação é o nascimento ou ter morado no sul da Bahia, estão articulando a organização do Festival Literário Sul -Bahia ( FLISBA). O FLISBA surge como uma reposta ao contexto da pandemia, mas não só isto, ele nasce com um espírito de ser uma “ Primavera Literária”.  O evento vai ocorrer de forma virtual, com transmissão pelas redes sociais, especialmente, pelo Youtube e Facebook, nos dias 24, 25 e 26 de setembro de 2020.

Os organizadores advertem  que o  Flisba “surge com o cunho literário, mas não se fecha nesse campo, pelo contrário, é espaço que visa congregar as diferentes expressões artísticas sob uma perspectiva inclusiva. É uma primavera literária que possibilita o encontro do passado com o presente e projeta futuro. As gerações se encontraram para fazer a simbiose do bem viver literário, artístico. Idosos e jovens, homens e mulheres sob diferentes orientações e perspectivas veem nas artes a possibilidade de reconfigurar as caminhadas, sendo um espaço para a solidariedade e um fazer coletivo”.

O Festival presta uma homenagem a João Cabral de Melo Neto e a Clarice Lispector, ambos completam 100 anos de  nascimento em 2020, respectivamente, janeiro e novembro. O primeiro com sua produção cuja matriz é o nordeste, a segunda tem na instrospectividade uma característica perene. Clarice não é brasileira da gema, mas a acolhemos como se brasileira nata fosse. Ela sempre foi grata, pois, quando perguntada  sobre a origem, prontamente respondia: brasileira. O Festival também marca uma reflexão sobre as contribuições de Jorge Amado e Adonias Filho para a literatura. Sabemos que a região tem tantos outros escritores de gabarito elevado. Acreditamos que outros Festivais virão para homenagear nossos imortais conterrâneos.

O Festival será um espaço de intercâmbio para a promoção da literatura e dos processos criativos dos escritores regionais da região sul da Bahia, inclusive, dos novos. O FLISBA visa estimular a leitura e aproximar os agentes culturais, promovendo atividades que exercitem reflexões sobre a cultura, questões ambientais, questões ligadas à diversidade de gênero, uso das redes sociais e tecnologias. Temas que se tornaram emergentes seja pelo contexto da pandemia, seja pelo fenômeno político atual.

Pensar  em inclusão é também buscar caminhos para inserir  os jovens e as crianças.  Nesse sentido, foi pensado o Slam, que ocorrerá com características de poesia falada durante o FLISBA. Foram programadas oficinas e momentos de contações de histórias infantis para o público infantojuvenil. Sem dúvida, se desejamos ter uma primavera literária, precisamos inovar nos fazeres. Precisamos cultivar o hábito da leitura. Precisamos empoderar os jovens para a escrita. Nada melhor que propor isto em uma região fértil de escritores, que além de cacau permite brotar escritores, como  já advertiu Adonias Filho. A  desestruturação das políticas públicas na área cultural e o perverso contexto da pandemia não podem ser instrumentos de aniquilar as experiências literárias. O FLISBA é uma resposta.

 

Efson Lima –  Advogado. Doutor em direito/UFBA. Coordenador-geral da Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade 2 de Julho e do Laboratório em Empreendedorismo, Criatividade e Inovação (LABECI). Das terras do sul da Bahia – Itapé/Ilhéus.

efsonlima@gmail.com

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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