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Archive for janeiro 25th, 2020

As presidências da Academia de Letras de Ilhéus

academia de letras ios

Efson Lima

 efson limaA Academia de Letras de Ilhéus nos seus quase sessenta e um anos de história teve treze presidentes, alguns ocupando mais de um exercício presidencial. Ao longo do ano de 2019 fomos trazendo fatos e personagens que compuseram a trajetória da ALI: narramos sobre os principais membros; sinalizamos sobre a literatura grapiúna; descrevemos alguns jovens que estão presentes na Academia; as mulheres; a presença dos juristas, que por sinal, merece outro texto. São muitos. Um só não deu a dimensão exata.

No futuro, precisamos abordar sobre os profissionais da saúde e do cuidado, assim como dos secretários-gerais que nos sodalícios das letras ocupam uma função destacada, assim como nos partidos comunistas.

Hoje, a nossa conversa é sobre alguns presidentes que lideraram a Academia de Letras de Ilhéus desde a sua fundação em março de 1959.  Maria Schaun, que compõe o quadro da Academia, registrou os seguintes presidentes, com base nas atas registradas e em suas anotações: Abel Pereira – 1959/1961/1963; Plínio de Almeida – 1963/1965/1967; Amilton Ignácio de Castro – 1975/1977/1979/1981/1983; Dorival de Freitas – 1993/1995; Ariston Cardoso – 1997/1999/2001/2003/2005; Francolino Neto – 2001/2003; João Hygino Filho – 2005/2007; Maria Luiza Heine – 2008/2009; Arléo Barbosa – 2009/2011/2013; Josevandro Nascimento – 2013/2015/2017; e André Rosa – que está ocupando o segundo mandato, iniciado em 2019.

O primeiro e um dos fundadores da ALI foi Abel Pereira, que comandou nos períodos de 1959/1961/1963. Foi também um dos percussores do haicai no Brasil. Nasceu em Ilhéus, precisamente, no ano de 1908 e faleceu em maio de 2006, com quase 100 anos de idade.  Esteve associado a tantos outros organismos literários.

Em seguida foi eleito presidente da ALI, Plínio de Almeida, que teve uma forte atuação política em Itabuna, contribuindo para o município ser considerada uma cidade integralista destacada no Brasil. Em seguida, tivemos uma série de presidentes: Amilton Ignácio de Castro – 1975/1977/1979/1981/1983; Dorival de Freitas – 1993/1995; Ariston Cardoso – 1997/1999/2001/2003/2005; Francolino Neto – 2001/2003, que será descrita em outra oportunidade.

Outro presidente da ALI foi João Hygino persistente acadêmico do sodalício, pertenceu à cadeira n.01.  O acadêmico foi autor de “Deus e os Deuses” (2008) e exaltou Porto Seguro, sua cidade natal.  Faleceu no ano passado, em 06 de março. Exerceu a presidência entre 2005/2007, quando adoeceu e foi sucedido pela professora Maria Luiza Heine na presidência.

A professora Maria Luiza Heine pertence ao quadro da Academia de Letras de Ilhéus e ocupa a cadeira n.º 20. Ela foi morar em Ilhéus nos anos 70. É doutora em Educação pela UNEB. Tem uma vasta obra de pesquisa sobre a história regional e tem atuado fortemente com pesquisa e extensão universitária. Atualmente atua em Aracajú. Exerceu a presidência da Academia entre 2008 e 2009.

 

Efson Lima  é Doutor em Direito/UFBA. Coordenador – geral da Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade 2 de Julho. Das terras grapiúnas de Itapé/Ilhéus.

Se o apego é a causa do sofrimento, precisamos desapegar?

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)Uma das grandes filosofias e religiões do este, o Budismo, tem como objetivo de liberar-nos do sofrimento. O caminho é pelo desapego porque de acordo com os antigos ensinamento o sofrimento surge quando nos apegamos a algo. Quando nos apegamos a outra pessoa e ela desaparece da nossa vida sofremos. Quando nos apegamos a alguma imagem e percebemos que não somos mais aqueles sofremos. Quando nos apegamos a alguma idéia e lutamos por ela muitas vezes acabamos sofrendo.

A sabedoria Budista nos fala que tudo muda. Este é um principio básico do universo. E se tudo muda significa que tudo ao que nos apegaremos um dia mudará, e terminaremos sofrendo.

Mas não é só o fato de ver o que gostamos terminar. Não é só a perda que gera o desconforto. O próprio apego, o agarramento em si imediatamente vem acompanhado do sofrimento. Se você prestar atenção vai perceber que agarrar e reter qualquer coisa requer uma certa tensão. Isso é obviamente certo quando se trata de prender coisas físicas, aonde os músculos precisam trabalhar, mas também enquanto ao emocional. Partes do seu corpo vão tensionar quando você agarrar emocionalmente algum sentimento. Quando você tensionar vai perder a liberdade e abertura. Não vai mais permitir a mudança acontecer. Em vez disso vai criar resistência. A resistência é uma forma de combater o presente, não aceitar o momento e sofrer por isso.

apegoSe aceitamos a perspectiva que o agarramento, o apego, é a fonte do sofrimento, como podemos nos desapegar?

Uma das técnicas é ficar sensível para reconhecer o apego e aprender a solta-lo. Para praticar este caminho normalmente se aconselha viver uma vida ética, por que a falta de ética nos deixa endurecidos e menos sensíveis. A meditação também ajuda tanto no aumento da sensibilidade quanto no desapego.

Mas existe alguma outra forma de não cair no sofrimento do apego? E se, em vez de aprender a soltar o apego a gente encontrar uma forma para se liberar do desejo do apego?

Imagine se você estivesse tão cheio/a, repleto/a de amor e felicidade que não sentisse nenhuma falta. Se toda sua felicidade fosse gerada por dentro não precisaria de nada exterior para ficar feliz. Não precisaria agarrar-se às coisa, pessoas, relacionamentos, acontecimentos. Sua felicidade seria incondicional.

Este é o caminho da filosofia de “começar por se sentir bem e fazer da inspiração”, em vez de fazer para preencher uma falta na esperança de depois ficar bem. Reconhecendo que somos sempre nos a gerarmos as nossas emoções abrimos para a possibilidade de aprender a faze-lo deliberadamente. É o caminho do mestre do foco, aonde o foco vira um superpoder e fica no que desejamos e não diverge pelo ruim. O que não gostamos fica um ponto apreciado de expansão que usamos como um trampolim que nos eleva claramente para cima, na direção da nossa aspiração.

Propositalmente escolhendo o melhor sentimento que conseguimos sentir no mome

Hérnia de disco em cães

 Hannah Thame

htA hérnia de disco é a afecção mais comum na coluna de cães e é uma doença ortopédica/neurológica que pode causar consequências sérias na qualidade de vida do animal. Quando os discos vertebrais deixam de agir da maneira ideal, por causa do comprometimento de sua estrutura, que pode ocorrer em função do envelhecimento do animal ou de algum trauma, é que surge a discopatia, conhecida popularmente como hérnia de disco.

Essa doença degenerativa pode acontecer em qualquer disco, desde as vértebras cervicais até as lombares e sacrais, sendo que ocorre com maior frequência na região tóraco-lombar. As hérnias de disco podem ser classificadas em dois tipos: Hansen Tipo I, quando ocorre a extrusão ou degeneração do núcleo pulposo e Hansen Tipo II, quando ocorre a protusão do disco. Algumas raças são mais acometidas pela hérnia de disco, como Dachshund, Beagle, Lhasa Apso, Shih Tzu, Poodle, Cocker Spaniel e Doberman e estima-se que essa afecção ocorre de forma mais comum em cães de meia idade, entre três e sete anos.

discoOs sinais clínicos mais evidentes são dor intensa, dificuldade em levantar, alterações dos reflexos, dificuldade em caminhar, podendo evoluir para paralisia e alguns animais podem apresentar retenção urinária. É importante que os sinais clínicos, assim que percebidos, sejam avaliados por um Médico Veterinário, o qual irá determinar qual o grau da doença apresentado pelo animal.

Como forma de diagnóstico, o Médico Veterinário pode solicitar exames como radiografia, tomografia, ressonância magnética, mielografia, dentre outros exames complementares, para posteriormente proceder com o tratamento mais adequado, que pode ser feito de diversas maneiras, incluindo desde medicações até cirurgias, sendo definido de acordo com o grau de evolução e a gravidade do problema no animal.

Além disso, há o tratamento conservativo, que é feito através da acupuntura e fisioterapia, que irão atuar no controle da dor e no reestabelecimento das funções ortopédicas e neurológicas perdidas. O uso dessas técnicas pode ser realizado antes e após o procedimento cirúrgico, tendo demonstrado total eficácia na recuperação dos pacientes.

 (*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz e diretora do Centro de Especialidades Veterinárias em Vitória da Conquista

Abandono Virtual

Débora Spagnol


Debora SpagnolO que significa “abandono virtual/digital” ?  Em termos simples, a expressão traduz a negligência manifesta por omissão dos pais que, descuidando da segurança dos filhos no ambiente digital, não atuam no sentido de evitar os efeitos nocivos das redes sociais diante das inúmeras situações de risco e vulnerabilidade a que os mesmos estão expostos. (1)

Quando, em primeiro momento, crianças e adolescentes são estimulados a uma imersão na realidade virtual, tecnologia e redes sociais os seduzem em substituição da presença dos pais, que, omissos às relações parentais mais qualificadas, outorgam-lhes a denominada “orfandade digital”. Eis que submetidos, então, aos modernos aparatos da virtualidade, seus instrumentos e redes, tornam aqueles ainda mais vulneráveis; vítimas, em segundo momento, pelo abandono digital dos pais, que, ausentes e com a convivência deteriorada, não fiscalizam nem supervisionam como transcorre a vida virtual dos filhos.

O “abandono digital” é a negligencia parental configurada por atos omissos dos genitores, que descuidam da segurança dos filhos no ambiente cibernético proporcionado pela internet e por redes sociais, não evitando os efeitos nocivos delas diante de inúmeras situações de risco e de vulnerabilidade.

O termo foi cunhado por Patrícia Peck Pinheiro, em artigo do tema, avaliando que “os pais têm responsabilidade civil de vigiar os filhos”, designadamente quando “a internet é a rua da sociedade atual”, implicando reconhecer que quanto maiores a interatividade da web e o acesso às novas tecnologias, “maior a necessidade de educação”[1].

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Artes & Artistas

Juraci Masiero Pozzobon

O mundo Naif

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Juraci Masiero Pozzobon

 A arte Naif é a arte mais antiga, pura, ingênua, anti naturalista é originada na Arte Plástica  Pré-História. Vindo a ser substituído pelas artes do estilo acadêmico, impressionismo, expressionismo, surrealismo e cubismo. A arte Naif veio para romper a estética da arte europeia.

n 1

Foi no século XX com a Renascença que Henri Rouseau, pintor francês que com 49 anos começou a pintar, depois de se aposentar como o coletor de impostos. Henri era um autodidata naif, mesmo sendo ironizado pelos críticos contemporâneos, mas ganhou o respeito de artistas modernos, revelando assim a sua simplicidade. Não se preocupava em representar fielmente a realidade. Assim, surgiram tantos outros artistas naifs.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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