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Archive for janeiro 4th, 2020

Artes & Artistas

Juraci Masiero Pozzobon

A Dama das Flores

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Já com maturidade, o desenho e a pintura afloraram em Lourdes de Deus. O meio em que vive, vejo então, o interesse maior pela arte. Seu estilo naif, Lourdes abraçou todo esse pensamento e colocou em prática sobre tela nua. Foi com total liberdade e rigor próprio, que vinha em sua mente toda a produção artística.

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Todo esse manifesto interior colorido surgiu em Goiânia em 1991, sua primeira participação foi em Piracicaba com uma obra na Bienal com Pierrôs, entrou como selecionada no grupo.

Lourdes começou a pintar sozinha com traçados curtos e finos, com geometrias desconsertadas, sem o óbvio.

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O brilho do observador, mesmo não tendo o formalismo dos personagens deixa a clareza de uma linda história, ele procura dominar a leitura desconhecida para o real.

Lourdes de Deus é autodidata e obedece aos olhos e o coração do espectador, dando cores, detalhes abundantes e total autonomia emocional.

Inspirada quase sempre em grupos, multidão é uma marca registrada nos trabalhos, como suas delicadas flores, levando o nome de “A Dama das Flores”.

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Os temas de Lourdes têm historia variadas, festas juninas, carnaval, futebol, procissões, danças regionais, política e crenças. Destaca também em suas criações, vilarejos, com casas, igrejas, vendinhas, animais para o trabalho do homem, o trem ou Maria – fumaça, ruas sinuosas repletas de personagens religiosos e ao mesmo tempo um colorido que faz as orações se vigorarem.

Quando pinta ela se entusiasma relembrando a menina lá do interior de Pernambuco, provando a sensibilidade que permanece dentro do coração, o seu delírio de infância e a vida campesina.

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Lourdes de Deus tem um currículo farto de exposições individuais, coletivas, nacionais, internacionais e participações em Bienais. Muitas de suas obras estão nas mãos de amigos colecionadores e editores para a didática educativa.

 

juraci mazieroJuraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá,

Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ.

Doutoranda em Epistemologia e História da Ciência pela Instituição Iesla/UNTREF – Buenos Aires, Argentina

Em 2020 cuida da sua vida! Com amor!

vidaEulina Lavigne

 

eulina lavigneCuide da sua vida é uma expressão popular que, muitas vezes, parece ser grosseira quando escutada e no fundo é um convite para nos responsabilizarmos por nós.

Acontece que este é um grande desafio e temos medo de encará-lo a sós.

Se responsabilizar pela nossa vida e tudo que acontece com ela, seja de bom ou de ruim,  é um grande presente. É o preço da nossa liberdade e nem todos estão dispostos a isto pois, o preço é alto.

É muito mais fácil querer tomar conta da vida do outro, dar palpites, falar mal, apontar o que está certo e o que está errado, do que nos assumirmos. Dizer para o mundo: Aqui estou eu por inteiro; com isto e com aquilo; com a consciência que será impossível agradar a todos e suprir todas as demandas, é  dizer: me belisca que eu sou HUMANO!

Cuidar da sua vida é abster-se de se apropriar de qualquer coisa que pertença ao outro. É não querer ter o carro, o trabalho, a mulher ou marido, a beleza, a juventude, qualquer coisa que não lhe pertença.

Cuidar da sua vida é, também, se responsabilizar pelo que acontece em seu entorno, pelas pessoas, a forma como vivem, pela natureza, cuidar bem do seu lixo, da sua alimentação.

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Memórias de um Dinossauro

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Radio Kardec

Rádio Difusora Oeste, Osasco (SP), início da década de 80. Nossa briosa equipe estava fazendo a cobertura da festa “Destaques do Esporte”, dessas que acontecem até hoje e que têm troféus pra todo mundo, do “Craque do Ano”, do futebol ao ´cuspe à distância`, até aquele empresário amigo que, coincidência é claro, patrocina o evento ou a equipe de esportes.

Ou as duas coisas.

 

 
O fato é que naquele dia tinha troféu demais e, pra todo mundo que era anunciado, eu dizia “daqui a pouco vamos ouvir o homenageado”.

E lá ia eu ouvir o homenageado, que invariavelmente dizia chavões do tipo “estou feliz por essa homenagem”, “vou guardar o troféu com carinho”, “não esperava esse prêmio” (se não esperava, aquele cheque de ontem foi o que? Contribuição para alguma obra social?) e outras frases feitas.

kardecEu estava achando aquilo tudo uma baboseira interminável, ainda mais que como o sujeito da antológica música Trem das Onze (“não posso ficar nem mais um minuto com você…”), tinha que pegar o ônibus das 11, ou encarar a pé o caminho para onde morava, num bairro distante da periferia.

Pobre, pero feliz e cumpridor.

De saco cheio ou preocupado com ônibus das 11, nem me toquei quando (glória a Deus nas alturas!) anunciaram o último homenageado:

-E agora o troféu Destaque do Esporte vai para Jair Ongaro.

 

Prontamente, eu perpetrei:

 

 

-Daqui a pouco vamos ouvir o homenageado…

 

Antonio Júlio  Baltazar, o Batata, chefe da equipe de esportes, que comandava a transmissão,  podia perder o amigo, mas não perderia a piada, dada de bandeja e ao vivo nos microfones da nossa Difusora.

-Ô garoto, só se for ouvi-lo no Centro Espírita. Jair Ongaro morreu há mais de 20 anos.

Era homenagem póstuma e eu não havia prestado atenção.

Desliguei o microfone e sai de fininho. No ônibus lotado e cheio de gente sonolenta, ninguém riu de mim. Aliás, ninguém me notou, “famoso quem?” que eu era.

E continuo sendo.

 

Apesar de minhas esporádicas incursões pelo espiritismo, doutrina que admiro e onde tenho amigos que prezo, nunca me atrevi a seguir o conselho do velho Batata.

Naquele lugar chamado eternidade e sem a necessidade terrena de fazer média, Jair Ongaro, sangue italiano, poderia dar uma resposta que chocasse até os ouvintes da Radio Difusora.

 

 

Imagina, então, os da Rádio Kardec.

Violência psicológica contra a mulher: a agressão invisível

Débora Spagnol

 

Debora SpagnolViolência é conceito abrangente que abarca todas as classes sociais, gêneros, etnias e faixas etárias. Ocorre tanto em espaços públicos como privados, entre classes sociais abastadas e miseráveis e não distingue vítimas: quase todos estamos sujeitos a ela, em determinadas fases de nossa vida.

Quando a vítima é mulher, a violência assume nuances distintas e geralmente se manifesta em diferentes graus de severidade, que podem evoluir para o crescente aumento da agressão e resultar no irremediável: o feminicídio.

O termo “violência contra a mulher” desmembra-se em vários tipos: de gênero (quando manifesta a desigualdade entre homens e mulheres), intrafamiliar, doméstica, física, sexual, patrimonial, institucional e psicológica.

Entendo ser a psicológica uma das piores formas de violência, já que muitas vezes deixa marcas graves (embora invisíveis) na mulher que é vítima de tal covardia, além de possibilitar o cometimento das demais violências e muitas vezes garantir a impunibilidde do agressor.

Por violência psicológica se define toda a ação ou omissão que tenha por objetivo causar danos à autoestima, à identidade e ao bom desenvolvimento psicológico de uma pessoa. Tais atitudes e comportamentos podem vestir a roupagem de insultos constantes, xingamentos, desvalorização, humilhações públicas, chantagem, ridicularização, ameaças, manipulação afetiva, críticas pelo desempenho sexual, omissão de carinho.

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Doenças típicas do verão. Previna-se!

verão

O verão é o período mais esperado do ano pelas pessoas que anseiam por férias, diversão e desejam curtir longos dias de sol, seja na praia ou na piscina. Mas é também uma estação que merece cuidados com a saúde, por conta de doenças típicas que costumam surgir nessa época.

Dra. Lívia Mendes - atualA diretora técnica da  Santa Casa de Itabuna, Dra Lívia Mendes, destaca algumas delas e dá dicas de como preveni-las.

Confira:

Desidratação: a perda excessiva de líquidos e sais minerais é comum no verão por causa do aumento da transpiração. Em alguns casos, a pessoa pode ter vômitos e diarreia, por conta de intoxicação alimentar, além de mal-estar e fraqueza. Para prevenir, recomenda-se ingerir muito líquido, consumir alimentos frescos e leves, usar roupas adequadas para a estação e permanecer em ambientes bem arejados.

Micose: são focos de infecção causadas pela proliferação de fungos em alguma parte do corpo. Os sintomas são: forte coceira, vermelhidão e ressecamento da pele. Para evitar a micose, procure manter o corpo seco, principalmente nas regiões da virilha, espaço entre os dedos e axilas. Use sandálias abertas e roupas leves. Em locais comunitários, como piscinas, banheiros e vestiários, a proliferação de fungos é maior.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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