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Archive for dezembro 14th, 2019

Memórias de um Dinossauro

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Henenilson Chaves, Manuel Leal e o franguinho de Natal

Dezembro de 1987. Ao lado de Manuel Leal, capo de A Região,  faço uma reportagem com Helenilson Chaves, em vias de receber o bastão do Grupo Chaves de seu pai, Manoel Chaves.

Matéria típica de final de ano, para intercalar com as dezenas de páginas de anuncio da edição de Natal, em tempos pré-vassoura de bruxa e pré-internet, dois golpes num só na então pujante imprensa grapiuna.

Conversa amena, Helenilson exibindo o otimismo que o caracterizou e que se materializaria tempos depois (já em pleno apocalipse  da bruxa vassourenta) no Shopping Jequitibá, e Leal estranhamente quieto.

Lá pelas tantas, rompe o silêncio e pergunta, como se não soubesse o que era:

franguinho-Helenilson, que cestas bonitas são essas?, referindo-se às bem fornidas Cestas de Natal que ocupavam parte da sala e da sede do grupo,  no Edifício Módulo Center.

-São para nossos funcionários, respondeu Helenilson, sem se dar conta do que viria.

E veio, Leal vira pra mim e diz:

-É Daniel, e lá no jornal vocês não terão nem um franguinho de Natal.

A vontade que me deu era entrar embaixo da mesa (inútil, porque a mesa era de vidro), ou pular pela janela, o que me renderia alguns arranhões, posto que a sala ficava no 10º. andar.

Naquele longuinquo Natal de 1987, recebemos cestas  dignas de barão, como se dizia na época, um gentil oferecimento do Grupo Chaves.

E,  Justiça seja feita: nos anos seguintes, com crise ou sem crise, Manuel Leal nunca deixou de nos regalar, não com o tal franguinho raquítico, mas com um peru, um panetone e um vinho no Natal.

 

Desta feita, desta vez um gentil oferecimento de A Região.

 

Confiança!

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneA palavra confiança vem do latim: com fides, com fé! Você sabia?

Falei em artigo recente sobre a fé e hoje quero incluir a confiança!

Gosto de brincar com as palavras. Se eu  confio, eu fio com. Fio junto, e qualquer desvio na costura a agulha pode machucar e então há um desalinho. Eu dou fiança. Eu garanto, pode confiar.

Se eu confio eu tenho fé de que tudo está certo da forma que for.

Eu costumo me relacionar com as pessoas com “os dois pés na frente”, o que  simbolicamente significa um sinal de confiança e, se percebo algo desalinhado durante a trajetória ponho um pé atrás, questiono e decido: ou vou para trás ou de novo ponho os pés na frente. No balanço é que não dá. Logo vem a tontice e o enjôo. rs

confUma relação só se sustenta com confiança, seja ela de trabalho, afetiva ou entre amigos. E digo sempre, se alguém desconfia de você é porque você, provavelmente, fez algo para que ela desconfiasse.

Na minha casa tudo é aberto. Não tenho cofre e nem tranco os meus armários, mesmo porque nada disso adianta quando um ladrão está disposto a lhe roubar.

Dizem que para confiar é um longo caminho e para se perder a confiança é num sopro. E ainda assim, acredito na capacidade de transformação das pessoas  e isso me faz, de novo, acreditar.

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Seja o arquiteto da sua vida

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)Aonde você mora? A resposta comum vai normalmente envolver um endereço, ou talvez uma descrição do lugar. “Moro na Sapetinga” ou “Moro num apartamento.” O lugar físico aonde moramos nos influencia. Isso está certo. Mas tem um outro lugar que nos influencia ainda mais. Esse é um lugar que carregamos por dentro. Esse lugar tem confins invisíveis e raramente conseguimos sair dele. Os confins estão feitos das nossas crenças. Moramos nos confins das nossas crenças.

Nossas crenças funcionam de uma forma parecida a uma casa. Elas criam um contexto para as escolhas sobre o que vamos fazer e como o vamos conseguir. Estando na cozinha podemos preparar comida. Mas se não houver um forno não vamos nunca fazer pão. Acreditando que temos talento para cantar vamos começar cantar. Mas se ao mesmo tempo formos muito tímidos não vamos compartilhar este dom com os outros e não vamos nos apresentar. As vezes as crenças podem gerar conflitos internos. Acreditando que todas a pessoas ricas são corruptas vamos talvez criticar os ricos. Mas no momento de ganhar dinheiro, mesmo conscientemente querendo, o nosso subconsciente vai sabotar as tentativas e não vamos conseguir muito dinheiro, para não ficarmos ricos porque o subconsciente relaciona os ricos com os corruptos.

arquitetoCrenças são pensamentos que foram pensados repetitivamente até estabelecer e re-enforçar novas vias neuronais. Como crenças, elas podem agir sem a influencia do consciente. Como os pensamentos cotidianos são os que acabam moldar-nos pode ser interessante investiga-los para ver que tipo de casa e vida estamos construindo. As vezes é interessante examinar nossas escolhas com um olhar distante, mais objetivo, para evidenciar a causalidade.

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Artigo mostra revisão da presença de camarões do gênero Palaemon no Brasil

Heleno Nazario

Uma das dificuldades permanentes na área da Carcinologia (ramo da Zoologia que estuda crustáceos, como camarões, caranguejos e lagostas, por exemplo) pode ter sido resolvida por pesquisadores brasileiros. O artigo A molecular and morphological approach on the taxonomic status of the Brazilian species of Palaemon (Decapoda, Palaemonidae), assinado pelos cientistas Fabrício Lopes Carvalho (UFSB), Célio Magalhães (INPA) e Fernando L. Mantelatto (USP) e publicado na revista Zoologica Scripta, da Norwegian Academy of Science and Letters e da Royal Swedish Academy of Sciences, apresenta uma proposta para facilitar a identificação de espécies de camarões do gênero Palaemon existentes no Brasil e confirma a existência de nove espécies, pertencentes a duas linhagens. O trabalho realizou uma abordagem interdisciplinar dentro da Biologia, integrando a análise morfológica dos animais à análise molecular de fragmentos do DNA de cada espécie.

Essa identificação e, em consequência disso, a localização geográfica dessas populações, são bastante complicadas quando o tema da pesquisa é o gênero Palaemon, um dos mais abundantes no país. As características morfológicas, isto é, a aparência de caracteres físicos nas espécies desse gênero, são tão variáveis que favorecem a identificação errada. Isso tem consequências na área de estudo e prejudica projetos de conservação e de aproveitamento comercial e sustentável.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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