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Archive for setembro 7th, 2019

A literatura de cordel – o reino da cultura popular. Uma prática pedagógica

Efson Lima

 efson lima                A literatura de cordel pode ser meio para a síntese da oralidade, da escrita e da xilogravura. A rima é consequência da realidade. É prova viva do encontro entre o real e o imaginário, do presente com o futuro; do ontem com a esperança. Fatos que, a depender da ótica, são registrados como histórias, estórias, causos, orientações, mitos, adivinhações… Sejam desígnios da natureza, do sobrenatural, dos fatos sociais todos vão ou foram sendo narrados. É assim que as nossas cabeças são povoadas, fertilizadas e aradas para a plantação da cultura.

Recorro a minha pobre memória de menino, que, quando criança, caminhava do povoado de Entroncamento, às margens da BR 4015, ao local da feira na cidade de Itapé, quatro quilômetros de distância. Todos os sábados eram motivo de festa – parte de meu lazer. Tão logo alcançasse às 5 horas da matina, eu levado por minha mãe com outras mulheres partíamos em direção ao centro da cidade.

 

Janete Lainha

Janete Lainha

Podemos dizer que a feira é um não-lugar. As pessoas chegam, colocam o que pretendem vender e dão o expediente de acordo com a tradição local. São diversos produtos comercializados: carnes, frutas, roupas, utensílios, mingaus… É uma diversidade enorme. Cabem também as diversas expressões humanas: a dança, a capoeira, os jogos, a cachaça, o lazer e, claro, a literatura de cordel.

Foi nesse ambiente que conheci a literatura de cordel.  Não fui tocado primeiro pela literatura escrita, mas pela literatura cordelista, que mediou meu interesse pela leitura, pois, a escrita esbarrava na minha alfabetização tardia. Podemos extrair que em um país agrário e com uma alta densidade de analfabetos, certa medida, a literatura cordelista foi cumprindo com seu papel.

 

Joselito Martins

Joselito Martins

Assim sendo, a literatura de cordel encontrou nas feiras um espaço privilegiado para se popularizar no nordeste. Entretanto, costumes e hábitos são reinventados, logo, as feiras sofreriam com a concorrência de hipermercados, supermercados, mercados… Mas a capacidade humana é virtuosa ao possibilitar mudanças e cuidar das readaptações.  Nesse processo, certa vez, pelas praias de Ilhéus encontrei a mestra Janete Lainha.  Ela já havia me encantado ainda quando eu morava em Ilhéus com a representação da personagem Gabriela. Mas, a curiosidade estava na capacidade dela apresentar um novo processo de comercialização do cordel, assim como as feiras, certamente, não faltam praias exuberantes e povoadas de pessoas no nordeste brasileiro.  É também um não-lugar. Lá estava essa mulher apresentando um design thinking.

A mestra Janete Lainha possui mais de 800 cordéis. Isto mesmo!  São textos que versam sobre diferentes temas, abordam o meio ambiente, registram fatos históricos, embates e debates sociais, personagens, situam os nossos sítios históricos cumprem com a função social.  A mestra Janete Lainha está em diversos lugares. É uma ativista cultural. Ela está na defesa da cultura e das nossas tradições. É compromissada com o presente sem deixar de recorrer às tradições para sonhar com um futuro promissor.  Ela dispensa adjetivos, substantivos e apresentações, mas não podemos deixar de considerar que estamos a dialogar sobre uma cordelista, xilogravurista, atriz, poetisa, artista plástica, produtora cultural e uma exímia militante social. Por qual razão não dizer que é nossa embaixadora ilheense? Encontro-a nas feiras literárias da Bahia.

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Inovações para as eleições de 2020

Allah Góes

alah goesMesmo que num clima meio morno de um ano pré-eleitoral, vinha sendo conduzida no Congresso Nacional, a pedido do TSE, discussão sobre uma proposta para mudar o sistema eleitoral já para a escolha, em 2020, dos vereadores nos municípios com mais de 200 mil habitantes.

Seria uma espécie de teste para a implantação definitiva do sistema distrital misto, semelhante ao que é adotado na Alemanha e em outros países, que teria o condão de tanto baratear a eleição como aproximar o eleitor do eleito, vez que seriam eleitos os candidatos com mais votos em cada Distrito Eleitoral.

A proposta que se discute no Brasil é uma combinação do voto proporcional e do voto majoritário, onde os eleitores teriam dois votos: um para candidatos no distrito e outro para as legendas (partidos).

Os votos em legenda (sistema proporcional) são computados em todo o município, conforme o quociente eleitoral (total de vagas colocadas em disputa divididas pelo total de votos válidos). Já os votos majoritários são destinados a candidatos do distrito, escolhidos pelos partidos políticos, vencendo o mais votado.

Assim, as cidades seriam divididas em distritos, cabendo esta divisão à Justiça Eleitoral, que deve usar como critério as seções eleitorais. O número de distritos será igual à metade do número de cadeiras.

Em Itabuna, que hoje tem 21 vereadores, teríamos 11 distritos. Em cada um deles, o candidato a vereador que receber mais votos será eleito. Restam então 10 vagas, que serão ocupadas de acordo com o desempenho dos partidos naquela eleição.

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Fazer escolhas é abrir mão

Eulina Lavigne

eulina lavigneQuando você era criança ouviu alguém lhe pedir para ficar quieto senão o bicho papão iria lhe comer? Ou lhe dizer que se fizesse isso ou aquilo a bruxa malvada lhe levaria para a casa dela e lhe prenderia na gaiola tal qual fez com o Joãozinho e Maria? E o lobo mau?

E você fez o quê? Desafiou a bruxa, o lobo mau e o bicho papão? Ou se apegou ao medo?

Pois é, a grande maioria de nós desde cedo aprende a cercear os desejos e ações e ficar imobilizado e acomodado em função do medo. Diante de uma ameaça de vida ou morte você vai fazer o quê? Obedecer! E o pior é que é uma ameaça de morte que não existe!

escolhasQuando cerceamos as nossas ideias e desejos somos levados a controlar os nossos impulsos e as nossas ações, e quando isto é feito por meio de uma ameaça tudo fica pior, pois, uma hora “a vaca vai para o brejo e torce o rabo”.

Se os nossos desejos e ideias são tolhidas de forma autoritária em algum momento entraremos em um embate e, buscaremos o controle ou com uma passividade dissimulada, ou com agressividade, ou com pirraça, seja de que forma for vamos buscar.

Embate de lá e embate de cá implica que alguém terá que ceder se desejam uma solução. E penso que essa concessão se torna mais saudável por meio do diálogo. Por meio da escuta, da reflexão e da percepção de que muitas vezes aquilo que acreditamos ser o certo nem sempre é. Da clareza de que os padrões sobre os quais fomos educados já não cabem mais no momento atual.

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Câncer em cães- o que devemos saber sobre essa doença

 Hannah Thame

ht Doença bastante conhecida entre os seres humanos, o câncer está sendo cada vez mais diagnosticado no meio animal, afetando cães e gatos de maneira agressiva e frequente nos dias atuais. Assim como outras enfermidades, o câncer também mostra alguns sinais, os quais devem ser observados pelos proprietários para que seja possível definir o quanto antes um diagnóstico preciso, aumentando as chances de tratamento e cura.

Embora nem sempre os cães demonstrem os sinais desta terrível doença, vale lembrar que os avanços feitos no ramo da oncologia veterinária têm sido muitos ao longo dos últimos anos e, por isso, hoje o câncer em animais já é uma enfermidade que pode ser tratada por meio de uma série de formas e técnicas.

É comum em muitos casos o animal afetado pelo câncer não demonstrar algum tipo de sintoma da doença até que o seu desenvolvimento já seja muito grande, por isso se faz necessário que os tutores tenham o hábito de levar seu animalzinho de estimação periodicamente ao Médico Veterinário para consultas de check-up, já que  uma doença desse tipo pode acabar sendo descoberta em um exame rotineiro, possibilitando que, no surgimento da doença, um tratamento seja iniciado de forma imediata.

caoAlguns sinais que podem ser observados em cães com a doença são: dor, mudança ou dificuldade em urinar ou defecar, desânimo ou depressão, dificuldade para respirar, tosses frequentes, mudança ou perda de apetite, perda de peso, diarreia, vômitos ou sangramentos, odores atípicos em regiões do corpo, inchaços em determinadas regiões, aparecimento de nódulos, episódios de rigidez ou paralisia.

Os fatores que podem levar ao câncer são diversos, no entanto, algumas condições podem aumentar a chance do animal desenvolver a doença, como idade avançada, pele despigmentada, exposição ao sol, algumas doenças virais, entre outros. Animais de qualquer idade e raça podem ser acometidos, embora relata-se que algumas raças podem estar mais predispostas que outras.

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Movimento de passageiros aumenta 76% no Aeroporto Glauber Rocha

aeroCerca de um mês após a inauguração, o aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, já apresenta um aumento de aproximadamente 76% na movimentação total de passageiros em comparação ao Pedro Otacílio. O número é referente à quantidade de usuários que embarcaram e desembarcaram no equipamento aeroviário do sudoeste baiano durante o primeiro mês de operação, entre 25 de julho e 25 de agosto de 2019, em relação ao ano passado.

No período analisado em 2018, o número total de usuários que passaram pelo Pedro Otacílio foi de 18.422. O início da operação do novo aeroporto de Vitória da Conquista, com aeronaves de grande porte, permitiu o aumento na quantidade de pessoas que utilizam o local para chegar ao seu destino. Neste ano, foram 32.551 pessoas que usaram o equipamento aeroviário.

Outro número que apresentou crescimento com o início das atividades do Glauber Rocha foi o de pousos e decolagens. Entre 25 de julho e 25 de agosto do ano passado, foi registrado um total de 421 voos no Pedro Otacílio. Em 2019, no novo aeroporto, a quantidade aumentou para 450 no mesmo período. Atualmente, o local recebe aviões vindos de Salvador, Guarulhos, Confins e Viracopos.

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Bahia Cacau ministra oficina em seminário do Museu da Gastronomia Baiana

Bahia_Cacau_Osana_XIII_Festival_Gastronomia_05_09_2019Em Salvador a Bahia Cacau foi responsável pelas instruções em Oficina durante o XIII Seminário “Cacau & Chocolate: patrimônio alimentar da Bahia” promovido pelo Senac.  A iniciativa foi realizada em parceria com a Slow Food Brasil.

A história da produção do chocolate como processo – da origem na roça de cacau na região Sul do Estado até a criação da Agroindústria no município de Ibicaraí através da organização dos micros e pequenos produtores com a cooperativa – fez parte da contextualização do evento.

O diretor-presidente da Coopfesba Osaná Crisóstomo do Nascimento responsável pela Bahia Cacau, apresentou ao público formado por estudantes e profissionais da área de gastronomia, as variedades de produtos da culinária e degustação derivados do cacau-chocolate na Oficina denominada de “Descobrindo os múltiplos sabores do Cacau e Chocolate”.

“Podemos fazer além das barras o bombom, nibs, licores, mel de cacau, bolos, dentre outras delícias com o chocolate que na nossa fábrica a matéria prima do cacau é produzida por trabalhadores da agricultura familiar”, afirmou Osaná, enquanto os participantes experimentavam o mel de cacau e o nibs adicionado a quatro essências diferentes.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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