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Archive for junho 1st, 2019

Pôr do Sol a bordo no Catamarã

TAZiTANDO-VLOG

MATERNaIDADE

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneMe tornei mãe aos 28 anos e tive mais três gestações, sendo a última quase aos quarenta anos.  E, para mim, não há época melhor na vida da mulher do que cuidar de uma criança, seja ela gestada da barriga ou do coração.

Me via completamente envolvida. Eram dias de muita ternura onde aprendi a cuidar , a lidar com a fragilidade no tocar, no falar, a escutar, a dar limites, a dar colo, enfim uma dádiva.

A ligação materna por meio da amamentação, do o olho no olho, para mim era algo de que eu não abria mão.

É na maternidade que compreendemos a nossa mãe e percebemos quantas cobranças fazemos a ela, pelas ausências, por não fazer do jeito que gostaríamos, por dar limites, por dizer não na hora necessária. É quando percebemos o quanto desejávamos tê-la por perto e a realidade da vida a impedia de assim proceder.

materÉ na maternidade que intensificamos as nossas culpas e nos cobramos demais. E é na maturidade que compreendemos que fizemos e fazemos o que podemos pelos nossos filhos e que somos a mãe necessária para eles.

É na maternidade que aprendemos a negociar. Comigo pelo menos foi assim. Lembro de um fato muito interessante que aconteceu comigo e a minha filha mais velha. Eu estava chupando manga a noite. E ela, com os seus 4 anos de idade, veio me pedir para chupar manga. E eu com as minhas crenças limitantes e com um excesso de cuidado, disse que não daria pois a manga era muito indigesta.

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Uma questão de justiça e reconhecimento

Gerson Marques

gerson marquesO prefeito Mário Alexandre está começando a colher os frutos de uma estratégia eficiente e bem montada em relação a saúde pública de Ilhéus.

É sempre importante lembrar que Mário herdou um caus completo na saúde da cidade. Quase todos os postos de saúde estavam fechados, alguns destruídos para reformas que nunca aconteceram, o Hospital Regional acumulava as demandas de dor de barriga a pescoço quebrado, em um cenário de guerra.

O SAMU com uma ambulância aos pedaços, sofria uma deterioração de equipamentos e desmotivação do pessoal, nem o telefone de emergência funcionava.

A Secretaria de Saúde no governo passado simplesmente havia deixado de alimentar os dados do sistema de Intranet do Ministério da Saúde, e a maioria dos programas estavam com os recursos cortados ou em vias de corte.

A saúde municipal frequentava as páginas policiais, e a população falava abertamente que o melhor hospital de Ilhéus era o aeroporto.

Ao assumir ficou evidente que a saúde seria a prioridade do governo, foi está a principal bandeira de Mário na campanha, inclusive por ser médico.

Nestes dois anos e meio, uma série de providências foram tomadas, recursos captados, a parceria com o Governo do Estado gerou resultados concretos como a inauguração do Hospital Costa do Cacau, que propiciou uma nova situação com melhora imediata nos atendimentos emergências e nas cirurgias eletivas.

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rcm prensa

Habeas Corpus

 

 Debora Spagnol

 Debora SpagnolAntes da Carta Magna de 1988, nosso processo penal praticamente constituía-se num verdadeiro “sistema inquisitório”, com um mesmo órgão exercendo duas funções distintas – de acusação e de julgamento – de modo sigiloso e sem contraditório, prevalecendo a  culpabilidade. A nova Constituição instituiu um amplo sistema de garantias aos indivíduos, entre elas a ampla defesa, o contraditório, a presunção de inocência e a imparcialidade judicial, dividindo as funções de acusar e de julgar, que agora estão atreladas a órgãos distintos. Assim, o que antes era regra (prisão) agora se torna exceção, sendo que a ampla liberdade é a diretriz no verdadeiro “Estado Democrático de Direito”, talvez com pequena influência do pensamento de Rousseau, para quem todos os homens nascem livres, a liberdade lhes pertence e renunciar a ela é renunciar à própria qualidade de homem. (1)

Ora, a defesa da liberdade significa, antes de tudo, a defesa do Estado Democrático de Direito. E dentre todos os instrumentos existentes na legislação para a defesa da liberdade, há um que se destina a garantir ao cidadão a ferramenta mais efetiva e célere de contenção dos desrespeitos às garantias de liberdade estampadas em nossa Carta Magna: o “habeas corpus”.

Resultado da luta pela efetivação dos direitos humanos, alguns autores creditam ao direito romano clássico algumas nuances do “habeas corpus”, aproximando-o do “interdictum de libero homine exhibendo”: um instituto garantido exclusivamente aos homens livres que se viam privados dessa liberdade de forma arbitrária. O pedido era feito diante do Pretor, que analisava a condição de liberdade do homem e, após expô-lo em público, concedia ou não a soltura. Porém, devido ao caráter fortemente individualista-patrimonialista da sociedade romana, tal pedido não poderia ser atendido no caso de filhos em relação aos pais, das esposas em relação aos maridos, do devedor em relação ao credor e dos escravos em relação a seus proprietários. (2)

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Fisioterapia Veterinária

 

Hannah Thame

 htCom um número cada vez maior de animais de estimação fazendo parte das famílias, as novidades do mundo animal estão sempre avançando. Você já pensou, por exemplo, em fisioterapia para o seu cachorrinho? Pois é, ela existe e traz inúmeros benefícios.

Ganhando cada vez mais espaço no mundo dos pets, a fisioterapia veterinária têm se estabelecido no segmento como uma das mais eficazes formas de ajudar cães e gatos com problemas neurológicos e ortopédicos, além de que, atua como uma ótima ferramenta no combate à obesidade animal e na melhora do condicionamento físico. Também exerce um grande poder de auxílio na fase pós-operatória, favorecendo o processo de recuperação dos animais que passaram por intervenções cirúrgicas.

Ao longo dos últimos anos, essa modalidade de tratamento vem caindo no gosto dos profissionais, sendo que, cada vez mais veterinários encontram nesse tipo de terapia a solução para os mais diversos problemas enfrentados pelos seus pacientes. A fisioterapia para cães é indicada quando o veterinário constata que o cão possui algum problema ortopédico – que pode ser causado por um acidente ou até mesmo obesidade e velhice – ou neurológico, que é o caso de algumas doenças genéticas ou adquiridas
hannah-fisioPacientes com problemas ortopédicos, como artrites e artroses, rupturas de ligamento, displasia coxofemoral, luxação de patela e cirurgias ortopédicas podem ser beneficiados com a fisioterapia, que ajuda a diminuir o inchaço e dores nesses locais, diminuindo também quadros inflamatórios. Em casos neurológicos, a fisioterapia muitas vezes é essencial para que o animal possa voltar a andar, como nos casos de fraturas, traumas em coluna ou hérnias de disco que comprometem a locomoção, ajudando-o a se recuperar rapidamente e prevenindo sequelas.

A fisioterapia em animais é feita utilizado técnicas semelhantes às dos humanos, utilizando equipamentos adaptados para o tamanho e necessidades do pet. Algumas modalidades utilizadas são eletroterapia, cinesioterapia, laserterapia, magnetoterapia, ultrassom e hidroterapia. É importante ressaltar que apenas Médicos Veterinários podem realizar avaliação do animal e determinar quais técnicas devem ser utilizadas, sendo assim, é muito importante procurar profissionais especializados, além de saber que fisioterapeutas humanos não tem autorização para atuar com animais.

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(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

 

 

 

As mulheres nas Academias de Letras: uma presença iniciada na Brasileira, da Bahia e de Ilhéus

Efson Lima

 

efsonPoucos sabem, mas a Academia Brasileira de Letras teve a participação de uma mulher na sua concepção, contribuindo para o nascimento do sodalício. Trata-se de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934), ela foi indicada por Lúcio de Mendonça, um dos idealizadores da Academia Brasileira de Letras, para compor o quadro de fundadores. Entretanto, a sugestão não se confirmou. Era mulher e como mulher, entendia-se que não podia fazer parte do clube literário, então, decidiu-se pela participação do esposo.

 

A invisibilidade feminina parecia ser regra. Mas, em 06 de agosto de 1977, pela primeira vez, uma mulher foi eleita para pertencer ao quadro da Academia Brasileira de Letras, Rachel de Queiroz, projetando-a ainda mais no cenário nacional e possibilitando seus textos alcançarem um maior número de leitores.  Outras mulheres foram eleitas para o panteão da imortalidade literária brasileira: Dinah de Silveira de Queiroz; Nélida Piñon, que se tornou a primeira mulher a presidir a ABL, coincidentemente, no período do centenário; Lygia Fagundes Telles; Zélia Gattai; Ana Maria Machado; Cleonice Berardinelli; e a última a ser eleita para fazer parte do silogeu foi Rosiska Darcy de Oliveira em 2012. Portanto, até então, tivemos somente oito mulheres na ABL.

 

janeNa Bahia, a presença feminina foi registrada vinte um ano depois de fundada a Academia de Letras da Bahia, em 1938, com Edith Mendes da Gama Abreu. Muito tempo depois, marcando novo momento, a imortal Evelina Hoisel tomava posse, em 09 de abril de 2015, como primeira mulher presidente da Academia de Letras da Bahia, coincidentemente, como na Brasileira, na gestão de Hoisel foi comemorado o centenário da Casa de Arlindo Fragoso.  Em 2015, a Academia registrava oito mulheres. A presidência de Evelina chegou ao fim em março de 2019, quando a presidência do clube literário foi passada ao imortal Joaci Góes.

 

No interior da Bahia, precisamente, na Academia de Letras de Ilhéus, a presença feminina foi registrada pela primeira vez em 1984, naquele ano, Janete Badaró  (foto) foi eleita para a cadeira n.º 6. “Elas estão chegando”, Francolino Neto, um dos membros ativos da vida da Academia, assim prenunciava.  Foi essa advogada que mudou o curso da história do sodalício, tornando-se a primeira mulher a ingressar na ALI, demarcando novo momento no panorama literário da nação grapiúna. Em outro momento, tive a oportunidade de afirmar que Janete Badaró foi a nossa Rachel de Queiroz nas terras grapiúnas. Dois livros de sua autoria denotam a caminhada literária da mulher que ousou a ingressar em um espaço ocupado por homens.   É importante registrar a ativa atuação dela na fundação da “Ilhéus Revista” e os trabalhos desenvolvidos nesse periódico, consolidando assim a atuação literária da primeira imortal mulher na ALI.

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Pedra no caminho

Josias Gomes

 

josias gomesO poema No Meio do Caminho foi motivo de orgulho e consternação para o mestre da poesia brasileira Carlos Drummond de Andrade.

 

Primeiro, porque ao ser publicado, em 1928, na Revista de Antropofagia, o poema foi profundamente criticado pela sua simplicidade e repetição.

 

Depois, este verdadeiro rubi da poesia brasileira ganhou tanta notoriedade que incomodava o poeta mineiro.

 

Drummond costumava se resignar quando diziam que ele era o maior poeta brasileiro e, com doses de ironia, respondia que somente era lembrado pela

maioria das pessoas pelo bendito poema No Meio do Caminho.

 

No Brasil de hoje, podemos dizer que no meio do caminho existe Bolsonaro.

 

Só que entre Bolsonaro e uma pedra existe algo mais duramente concreto.

 

As pedras nos fazem tropeçar e, metaforicamente, são as dificuldades que todos os humanos enfrentam na vida.

 

Podemos dizer que Bolsonaro é mais do que uma pedra no meio no caminho dos brasileiros.

 

Bolsonaro e o seu mundo doidivana é uma montanha rochosa de minas na vida do Brasil.

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Memórias de um Dinossauro

dt

Homem Bomba

Diário de Osasco, final da década de 70. Eu e Cláudio Cruz, amigo-irmão que Deus levou prematuramente em 2017,  trabalhávamos como repórteres, recém iniciados no jornalismo e escalados para funções que os veteranos sempre consideravam coisa menor: a cobertura nos bairros e as sessões de esportes e de polícia. Na verdade, eram as grandes escolas para quem estava começando e onde a gente fazia de um limão, uma limonada.

Ou de um cachorro quente um banquete, naqueles tempos difíceis, mas, hoje reconheço, felizes.

dt e ccA nossa produção jornalística não deveria andar lá essas coisas (não que faltasse assunto: Osasco tinha problemas típicos de uma cidade industrial encravada na Grande São Paulo com bairros sem infraestrutura e a violência era assustadora), porque resolvemos diversificar as atividades e nos embrenhar por outras áreas.

Com a luta armada brasileira nos estertores e a Revolução Cubana distante demais, decidimos explodir latas de lixo do bairro Presidente Altino, onde ficava a sede do jornal, com aquelas bombas típicas de São João, ´tamanho GG´.

Não me perguntem o que uma coisa tem a ver com a outra, porque não tem nenhuma mesmo. É apenas pra dar um certo charme ao texto.

O plano (!) era esperar o fechamento do jornal, lá pelas onze da noite, e sair detonando as latas de lixo que encontrássemos pela frente.Como havia bombas suficientes para explodir Presidente Altino e adjacências, achei que uma bomba a mais, uma bomba a menos não faria diferença.

E então, sorrateiramente, enquanto Cláudio revisava compenetrado uma de suas matérias, coloquei uma das bombas embaixo da sua cadeira e… BUM!
Bota “BUM!” nisso. A desgraçada era muito mais potente do que a gente imaginava e ao barulho ensurdecedor seguiu-se uma fumaceira que tomou toda a redação.

Deu-se o pandemônio. O pessoal da oficina achou que a caldeira da linotipo (onde o chumbo derretido a uma temperatura mercurial servia para compor as páginas do jornal) havia explodido e saiu correndo pra rua. Vrejhi Sanazar, o dono do jornal, achou que seu patrimônio tão duramente conquistado tinha ido pelos ares e entrou feito um doido na redação.

E o advogado Achoute Sanazar, irmão do Vrejhi, que morava ao lado, quase teve um enfarto, imaginando que após invadir, destruir e ocupar a Armênia de seus ancestrais, os turcos tinham decidido eliminar também os descendentes espalhados pelo mundo.

Serenados os ânimos e esclarecidos os fatos, Vrejhi me xingou de filho da puta em português, armênio e em todos os  idiomas que um dia poderia aprender, Cláudio ficou quatro dias praticamente surdo e as latas de lixo e os moradores de Presidente Altino foram poupados da nossa sanha revolucionária.

Minha carreira de Homem Bomba acabou ali.

O Estado Islâmico já sabe o que não perdeu.

 

Frente Parlamentar dos Consórcios Públicos, um desafio, uma conquista

Luciano Robson Rodrigues Veiga

luciano veiga (2)Os Consórcios Públicos vem se consolidando como instrumento de concretização das políticas públicas, indispensáveis ao atendimento e execução das demandas dos entes federados, em especial dos municípios, mas também no relacionamento entre o Estado, objetivando atendimento a demandas comuns. Neste cenário, fica claro o atendimento aos princípios inerentes a administração pública, tais como: o princípio da eficiência, da economicidade, da continuidade, dentre outros.

A afirmação do conjunto destes elementos positivos e afirmativos, por si só, seria suficiente para afirmação da política de consórcios públicos, mas, infelizmente não é. As políticas inerentes aos consórcios públicos perpassam pelas searas dos poderes constituídos, executivo, legislativo e judiciário. Assim, é preciso formar uma Frente Parlamentar de Consórcios Públicos, que terá o papel de reunir parlamentares de diversos partidos em prol de uma causa comum, construindo pautas e propostas que sirvam de régua e compasso aos consórcios.

Apesar do marco legal do consórcio ser datada de 2005, e lá se vão 14 anos de muita luta e realizações, a política de consórcios ainda carecem de espaços políticos, capaz de incluí-lo nos planos e editais ministeriais e secretarias de Estado.

A Bahia vem se destacando na construção da pluralidade dos consórcios públicos, os multifinalitários, com a sua capilaridade de atuação, bem como dos consórcios de saúde. Destaca-se a Federação de Consórcios como elo entre as instituições, permitindo a troca de experiência, consolidação de cases através de melhores práticas, network, além de nós representar junto ao Estado, a União, entidades e instituições parceiras.

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Em dois anos, Arena Fonte Nova movimenta R$ 845 milhões

arenafontenova

O estudo do impacto econômico da Arena Fonte Nova para o estado da Bahia, realizado pelo Instituto Miguel Calmon (IMIC), foi apresentado no auditório da Associação Comercial da Bahia. A concessão do equipamento, viabilizada pela Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo do Estado e Arena, foi responsável pela movimentação de R$ 845 milhões, somente no biênio 2017/2018.

Foto_Yago Matheus_Setre (3)Presente no evento, o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães, destacou o acerto do Estado em fazer a parceria e o caráter transparente do acordo. “Salvador é uma cidade de serviços, e esse estudo demonstra que foi acertada a estratégia do governo baiano de ter aportado, via PPP, a instalação de um equipamento tão importante para as atividades de serviços e de turismo da capital, que têm reflexo para a economia de todo o estado”, afirmou.

No estudo, que foi iniciado em outubro de 2018 e finalizado em março de 2019, foram contabilizadas receitas diretamente relacionadas à Arena, tais como bilheteria, vendas de bebidas e alimentos e patrocínio, além de indiretas, geradas, por exemplo, por shows nacionais e internacionais, refletidas no setor hoteleiro, de bares e restaurantes, transportes, dentre outros.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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