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Archive for maio 11th, 2019

Artes & Artistas

 Rimaro e a simplicidade da vida no campo

Rimaro

 

Juraci Masiero Pozzobon

 

Maria das Dores Vidal seu nome artístico Rimaro, Mineira de Cajuri/MG, iniciou sua carreira no inicio de sua adolescência. Há anos ficou residência em Cuiabá/MT, onde construiu sua carreira já tem o “Titulo de Cidadã Mato Grossense”.

Rimaro artista Naif autodidata, suas criações são trabalhadas com tinta acrílica/tela, sem formação acadêmica, porém recebeu orientação do mestre Nilson Pimenta.

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Hoje Rimaro mostra seus trabalhos ingênuo com o cotidiano simples do povo rural, suas pescarias, colheitas, carro de bois, as festas juninas e suas crenças religiosas.

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A artista participou de varia exposições e Bienais, coletivas e individuais. Tem recebido medalhas de prata, ouro e Menção Honrosa nacional e internacional de Artes Plásticas, participou de Congadas em Socorro, SP.

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Ilustrou os livros de contos e lendas de Mato Grosso, de Maria Antônia – Ambientando Diamantino e o Perfumista.

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Rimaro tem em suas recordações de cores vibrantes e fundamenta uma estética em seus traços e com personagens de forma harmoniosa. Há ingenuidade pura na vivencia que a cerca, onde faz o público interagir nas fantasias visual e mental.

Rimari escolhe o caminho a seguir depois de tantas datas…. mostrando sua sensibilidade e delicadeza.

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juraci mazieroJuraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá,

Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ.

Doutora em Epistemologia e História da Ciência pela Instituição Iesla/UNTREF – Buenos Aires, Argentina.

Mãe é mãe, au au e miau

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Dia das Mães é o dia da Vida

Eulina Lavigne

 

eulina lavignePenso que no dia das mães comemoramos também o dia da Vida. A vida é o maior presente que recebemos dos nossos pais, independentemente da existência de  amor entre eles.  Este é um fato e o mais importante é a vida que foi gerada. Esta sim precisa ser reverenciada e honrada.

Normalmente só compreendemos a nossa mãe, quando nos tornamos mãe ou pai. Quando percebemos a responsabilidade de cuidar de um  ser tão pequeno e ainda indefeso. E muitas vezes, os pais, deixam de assumir esta responsabilidade por medo. Por medo de não dar conta, de errar, de machucar este ser. E muitas vezes, a mãe abri mão deste ser, com muita dor, acreditando que está fazendo o melhor para ele. Para que ele encontre melhores oportunidades. E tenha certeza, jamais o retira do seu coração, vibrando para que ele seja feliz.

O ventre da nossa mãe foi o nosso primeiro abrigo e onde começamos a aventura de ir em busca da nossa luz! Quando a mulher pari ela dar a luz. Ela entrega para o mundo um ser de luz!

A mãe além de ser o nosso primeiro abrigo é a fonte do nosso primeiro alimento e por meio do seu leite tomamos a vida fora dela.

Bert Hellinger nos ensina com o  movimento das constelações familiares, uma terapia sistêmica,  que quando tomamos a nossa mãe como fonte de nossa vida e tudo aquilo que flui dela para nós, nos tornamos plenos de sucesso e nos preparamos para o sucesso posterior na nossa vida e na nossa profissão. Tomamos a vida como um todo na medida em que tomamos nossa mãe.

As mães e os pais sempre dão mais do que recebem dos filhos. E só recebem de volta dos filhos quando estes se tornam pais e que devolvem para o mundo tudo que deles receberam.

Independente da sua mãe ter atendido ou não as suas expectativas, honre a vida que recebeu dela, reverencie e faça o melhor que pode. Sinta todas as responsabilidades e desafios vivenciados por sua mãe, deixe-os com ela, e siga o seu destino com alegria.

A nossa mãe é a mãe certa para nós e a melhor mãe. Assim como cada filho é o melhor filho para ela e o filho certo.

Muitos filhos cobram das suas mães aquilo que elas não podem dar, pois elas também não receberam. E se observarmos este movimento, faz parte de uma linhagem de mulheres que se empenharam para dar o melhor de si. O melhor que puderam em cada momento das suas vidas.

Portanto, os filhos devem ser eternamente gratos a todas as mulheres que fazem parte da sua história, reverenciá-las e se alegrar com tudo o que delas receberam. Devem olhar para tudo o que  consideram ruim ou bom e perceber que este aprendizado permitiu ser quem eles são hoje.

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Pelas mãos da literatura – o ficcional e o real

Efson Lima

efsonÉ pelas mãos da literatura que transformamos a realidade em ficção ou possibilitamos a ficção adentrar em nosso universo e, assim sendo, cuidamos de mesclá-la para o real, configurando o imaginário em “verdade” até onde for possível.  Os mitos povoam nossas cabeças, assim como os cabelos, neste caso até quando a calvície chega e começa a cair cabelo a cabelo, assim também acontecem com os mitos, vamos crescendo e eles vão desaparecendo. No passado, os mitos insistiam em permanecer conosco. Eram nossas formas primeiras de conceber a literatura.  Agora, desaparecem logo com o avançar da idade. O cotidiano cuidou de ceifar o imaginário, impondo à dura realidade, vamos matando a ficção ou corremos à ficção para nos refugiar. Acho que estou seguindo essa última assertiva.

Os mitos parecem que perderam densidade. Refiro-me aos mitos de cunho literário. Quanto aos mitos que estão em voga no Brasil, a estes prefiro dispensar comentário. Não estou à altura. Gosto mesmo é das crônicas que são publicadas no Blog do Thame, especialmente, as do Barão de Pau –d` Alho, uma obra prima, que  nos faz sair do lugar e refletir sobre onde chegamos. Pessoas assim nos elevam, orientam-nos. É bússola para nos guiar. Dois sulbaianos, que se conheceram na posse de Marcus Vinicius Rodrigues na Academia de Letras da Bahia. Eu que há anos já era leitor dele, cronista de melhor qualidade na região, fiquei surpreso pela simplicidade humana e pela generosidade, fui conduzido pelo professor e imortal Aleilton Fonseca, membro das Casas de Fragoso e de Abel. Neste mesmo dia, conhecia também André Rosa, presidente da Academia de Letras de Ilhéus, que tão bem sintetizou sobre a nação grapiúna em “Memória e Literatura: a invenção dos grapiúnas” no artigo publicado em Especiaria – Cadernos de Ciências Humanas. A literatura aproxima seus filhos. Tem a capacidade de abrir caminhos, superar distâncias e inventar sentido.

efsonNão sei exatamente quando os mitos deixaram de povoar minha cabeça. Informo que ainda não estou careca, por enquanto, a calvície não me atingiu. Espero que ela continue distante.  Assim, não perco tempo com ela e sobra tempo para tratar de questões do mundo literário.

Pergunto-me até hoje qual é a finalidade da literatura?  Respondo vagamente que a literatura permite refrigerar a alma, contar estórias e histórias. Possibilita registrar fatos, acontecimentos. É meio de juntar textos e criar relatos… Literatura é meio de contar o mundo de coisas, fatos, animais, pessoas, de inventar o inventável. É instrumento de criação e de inovação. É terapia de oferecer sentido ao que parece não ter sentido. É assim que posso dizer que se a infância foi cruel comigo, pois, passei quase toda ela sem saber ler, foi na adolescência que a leitura me fez surgir como sujeito e a palavra jarra foi a minha libertação.  Eis que lia minha primeira palavra. Ufa! Foi tarde. Agora não só lia o mundo com os olhos, a leitura possibilitava melhorar a leitura do mundo. Foi nas terras de Entroncamento de Itapé que me fiz menino e aos 11 anos partia como se partem tantas famílias à procura de viver bem. Isto é verdade? Pode ser, pode ser não. A literatura tem essa capacidade de transformar o imaginado em fato e o fato em imaginação. Emancipa-nos.

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O que significa Bolsonaro no poder

 Jessé Souza, no GGN

jesse de souzaA eleição de Jair Bolsonaro foi um protesto da população brasileira. Um protesto financiado e produzido pela elite colonizada e sua imprensa venal, mas, ainda assim, um “protesto”. Uma sociedade empobrecida – cheia de desempregados, de miseráveis e violência endêmica, cujas causas, segundo a elite e a grande imprensa que a mantém, é apenas a “corrupção política” – elege o mais nefasto político que os 500 anos de história brasileira já produziu. Segundo a imprensa comprada, a corrupção é, inclusive, culpa do PT e de Lula manipulando a informação e criando uma guerra entre os pobres. Sem compreender o que acontece, a sociedade como um todo é manipulada e passa a agir contra seus melhores interesses.

A única classe social que entra no jogo sabendo o que quer é a elite de proprietários. Para a elite, o que conta é a captura do orçamento público via “dívida pública” e juros extorsivos, e ter o Estado como seu “banco particular” para encher o próprio bolso. A reforma da previdência é apenas a última máscara desta compulsão à repetição. Mas as outras classes sociais, manipuladas pela elite e sua imprensa, também participaram do esquema, sempre “contra” seus melhores interesses.

 A classe média real entrou em peso no jogo, como sempre, contra os pobres para mantê-los servis, humilhados e sem chances de concorrer aos privilégios educacionais de que desfruta. Os pobres entraram no jogo parcialmente, o que se revelou decisivo do ponto de vista eleitoral, pela manipulação de sua fragilidade e pela sua divisão proposital entre pobres decentes e pobres “delinquentes”. Esses dois fatores juntos, a guerra social contra os pobres e entre os pobres, elegeram Bolsonaro e sua claque.

Foi um protesto contra o progresso material e moral da sociedade brasileira desde 1988 e que foi aprofundado a partir de 2002. Estava em curso um processo de aprendizado coletivo raro na história da sociedade brasileira. Como ninguém em sã consciência pode ser contra o progresso material e moral de todos, o pretexto construído, para produzir o atraso e mascará-lo como avanço, foi o pretexto, já velho de cem anos, da suposta luta contra a corrupção. Sérgio Moro incorporou esta farsa canalha como ninguém.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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