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#RitmoSolidário, um ato de resistência

ato (3)Por Ivone Miranda

A  juventude e o feminismo popular organizados em Itabuna fizeram história mais uma vez, com as palavras de ordem da resistência e da solidariedade. A “Feira Cultural de Mulheres” e o “#RitmoSolidário” se construíram numa ação que mobilizou cerca de 500 pessoas em torno da arte, da cultura e da valorização do trabalho das mulheres.
ato (1)

A Beira Rio, assim como todo o espaço público ocupado majoritariamente por jovens pobres é historicamente marginalizado, mesmo com recentes políticas de valorização daquele espaço, como a liberação do trânsito para atividades esportivas no domingo, o Beira, por mais que seja um espaço aberto de socialização ainda é um ambiente secundarizado pelas políticas públicas que poderiam transformar esse lugar num verdadeiro centro cultural ao ar livre.

Foram cerca de 20 barracas  colocando  à venda o trabalho produtivo das mulheres grapiúnas e mais de de 20 apresentações culturais de jovens artistas da região, que mostraram toda a potencialidade que resultou em mais de 100 kg de alimentos doados para o Albergue Bezerra de Menezes, foco principal do “#RitmoSolidário”, ação realizada pela juventude organizada em Itabuna, que contou com o apoio da Rede Feminista Grapiúna que levantou a Feira e deixou os recados: “Parem de nos matar! Quantas mais deverão morrer para perceber que o feminícidio tem a ver com você?! Pela vida das mulheres somos todas Marielle!

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Esse grande ato fez parte da Jornada “Mulheres na Resistência: Pela Paz, Solidariedade e o Fim da Violência!”.

O movimento realiza desde o dia 8 de março  atos e aulas públicas, a partir de uma grande articulação que não pretende acabar por agora, mas ao contrário, promete colocar o feminismo popular em movimento promovendo ações que busquem organizar mulheres em torno da luta por uma vida digna e sem violência. Relembrando nossas vítimas como Maria Aparecida e Sandra, procurando mudar as estatísticas que colocam Itabuna como a 2º cidade mais perigosa para mulheres na Bahia.
A atividade, além de representar um passo considerável na organização dessa grande massa marginalizada no nosso município, vêm a público reivindicar 3 medidas URGENTES para que ações como essas se multipliquem: Iluminação, Banheiros e Lixeiras na praça do Beira Rio! Porque não queremos que as mulheres trabalhadoras sejam expulsas da praça pela escuridão, não queremos andar até o shopping para conseguir fazer um xixi e muito menos queremos que o espaço público que é nosso, acabe como um grande lixão por não termos onde depositar nossos resíduos.
Esse pedido será protocolado na Divisão da Juventude e esperamos que seja atendido o quanto antes, porque a sua não resolução não impedirá novas ações, ao contrário, só colocará mais lenha em uma juventude que é fogo no pavio e que com muita coragem caminha na construção de um projeto verdadeiramente popular para sua vida, sua região e sua nação!

 

 

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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