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Archive for fevereiro 2nd, 2019

Itabuna do Bem

Ser do Bem, faz bem

Nadja Alves expõe no Teatro Municipal de Ilhéus

nadjaComeça na próxima segunda (4) a exposição de 11 telas da artista plástica itabunense Nadja Alves no Teatro Municipal de Ilhéus. As peças estarão expostas no foyer, até o final de fevereiro, das 8h às 18h, com entrada gratuita. São pinturas que trazem um colorido especial e remetem a lugares, afazeres e sentimentos, em um mix de cultura, tradição e realidade.

Nadja Alves descobriu a pintura em 2011, e desde então vem mostrando seus trabalhos em várias cidades do interior e na capital. Em Ilhéus, já expôs duas vezes consecutivas no Cana Brava Resort e quatro no TMI. “São pinturas que representam a região cacaueira, a simplicidade e o cotidiano de seu povo”, diz a artista.

Segundo a chefe municipal dos Espaços Culturais, Jeniffer Horrana, a programação do TMI está suspensa até março, devido às intervenções necessárias feitas no local desde o mês passado.

Projetos produtivos da Bahia recebem visita de dirigentes do Banco Mundial

cacau terravistaUm grupo formado por representantes do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD/Banco Mundial) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), realiza, de segunda-feira (04) a quarta-feira (06), a Missão de Supervisão do projeto Bahia Produtiva.

O objetivo é apresentar os avanços nos três anos de projeto, em especial com a questão ao acesso de mercado, além de aprimorar os instrumentos de controle e avaliação sobre os impactos na renda e na qualidade de vida das famílias beneficiadas.

A programação conta com visita ao Assentamento Terra Vista, no município de Arataca (foto), área reflorestada com espécies nativas da Mata Atlântica com a tecnologia do plantio a partir do método Cabruca, à Fábrica de Chocolate da Agricultura Familiar, em Ibicaraí, e ao Instituto Biofábrica do Cacau, em Ilhéus, que tem como objetivo o cultivo e disseminação de mudas de frutas de espécies subtropicais. O grupo visita também a comunidade Quilombola de Tererê e a Cooperativa de Pesca Repescar, em Itaparica.

 

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

Todos mostram seu perfil, também vou mostrar o meu. Chamo-me Marcos Aparício Lins Machado de Guimarães Rosa, e, logo se percebe, não sou propriamente uma pessoa, mas uma homenagem: cada um desses nomes tem um significado para mim, mas não vou tirar de ninguém – se não o prazer, ao menos o exercício de identificá-los.

Atendo também por Visconde de Pau d´Alho (e isto tem a ver com o cheiro de minha terra – aí uma pista para pesquisadores ociosos). Sou um jornalista modesto, se é que isto existe, pois escolhi esse título honorífico de menor impacto, quando bem me poderia autoproclamar Marquês da Cocada Preta, Conde de Macuco ou Duque Sei-Lá-do-Quê.  A propósito, os títulos de nobreza (tiremos daí os reis e príncipes, gente de outra classe) são, em ordem decrescente de importância, duque, marquês, conde, visconde e barão, caso não me engana e a história – e ao dizer isto já denuncio este como um espaço dedicado à informação…

Apesar do velho adágio “nobreza obriga”, não sou muito de frequentar as ditas rodas sociais, muitas vezes parecidas com rodas da malandragem: vivo um tanto isolado do lufa-lufa da cidade, envolvido com meus livros, um tabuleiro de xadrez e uns discos de jazz e MPB. Quando acometido da fadiga do tédio, ou se quero sofrer um pouco, ligo a tevê, assisto a um noticiário, registro um monte de agressões à língua portuguesa, me canso e retorno à  rotina. Novela, não vejo nunca, pois meu masoquismo ainda não chegou a tais extremos. Nada de telefone nem zap-zap, não sei bem o que é rede social, para  mim rede é aquela coisa que os pobres do Nordeste usam em substituição à cama, e que os ricos têm nas casas de praia.

Procuramos fazer aqui, semanalmente, uma coluna, erguida com  as coisas que nos derem na telha, deixando a eventuais leitores espaço para os devidos xingamentos, pois vivemos, formalmente, em regime democrático. Diga-se ainda que, por se tratar de um espaço politico-ecológico, escolhi para musa da coluna aquela moça chegada a encontros religiosos em altos de goiabeiras – e de cujo nome, graças a Deus, já esqueci.

                                                                                              (BdePD)

A Lama que quebra as nossas barreiras

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneNão são as águas de março fechando o verão e é o fim do caminho em muitos corações.  É um projeto de casa, é o corpo na lama. É a lama é a lama é a lama!

São as barreiras construídas para impedir o contato com aquilo que não serve. Tudo que é rejeitado e é irresponsavelmente despejado no colo da Mãe Natureza. E agindo assim acreditamos que a Mãe Terra aceitaria desrespeito e se calaria em seu leito. Não! Jamais ficaria por isto mesmo.

A prática da terapia Constelação Familiar vem me ensinando isto e é extensiva à nossa grande família: o UNIVERSO. E se a Grande Mãe é desrespeitada e desonrada, todos nós sofremos. Voltamos para a terra de onde viemos até aprendermos. E quando pessoas morrem por um movimento desrespeitoso e de descuido, morre também, um pedaço de mim e de você.

Dam Collapses in BrazilFicamos na lama, juntos, até aprendermos. Com muita dor. E se somos UM não basta saber quem foi que fez. Não basta saber quantas vidas se foram e quantas ficaram no sofrimento pelas que foram. Não há resposta que baste.

Todos nós respondemos. Respondemos pela lama de corrupção, respondemos pela lama de aceitação, de acomodação, de lamentação. Respondemos pela falta de ação e, muitas vezes, respondemos por ficarmos na arquibancada esperando o alarme tocar. Então viramos a vítima. Desculpem-me por estar sendo tão dura. E é preciso falar e é preciso escutar.

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A Lavagem do Beco do Fuxico

 Nerope Martinelli

 

neropeEm um final de tarde, na década de 1980, Bel,(ex jogador profissional de futebol) que tinha o seu escritório de despachante no Beco do Fuxico, recebeu a visita do amigo, Eng Roberto Carlos Godygrover Bezerra (Malaca) morador de Salvador e participante da lavagem do Beco Maria da Paz, o papo rolou solto e o amigo sugeriu criação da nossa lavagem do Beco do Fuxico.

 
Malaca viajou e Bel como integrante do Bloco Casados I…Responsáveis, me procurou (na época estava na presidência do bloco) para viabilizarmos a nossa lavagem.

 

 

Proposta aceita, partimos para a execução. Fomos a PMI conversar com Fernando Barreto, secretário de esportes e turismo e Claudio Macedo secretário de administração, que também aprovaram. Marcamos então a data e já ficou acordado o fechamento do Beco, vassouras, carro pipa e a cal para picharmos a rua.

casadosComo era uma novidade, tínhamos que fazer a convocação do povo, mas primeiro chamamos alguns frequentadores assíduos do beco para uma reunião no bar do Batuta e pedir a todos que divulgassem o evento. Participaram da reunião:Cambão, Dudu,Giru,Pinguim, Peru pintor,Claudir,Manoel Estia,Alemão, Geraldo Caçolinha(Maria Rosa) , Nérope Martinelli e Nilton Ramos ambos do Casados I…Responsáveis.A primeira rodada de cerveja foi paga por Nelito Carvalho e Caboclo Alencar, além do incentivo a ideia, contribuiu com um litro de batida.

No dia da Lavagem, fechamos a rua e com a cal pintamos palavras que deveriam ser lavadas e extintas do Brasil: Corrupção, inflação, analfabetismo, violência, desempregados…

Participaram no dia da lavagem os integrantes do Bloco Casados I…Responsáveis, sua bateria comandada por Orlando Lemos e os blocos Maria Rosa e os Cachaçocratas, muitos foliões, moradores de Itabuna curiosos, que foram ver a novidade. O prefeito Ubaldo Dantas de vassoura na mão, juntamente com sua equipe fizeram a abertura e muitos participantes lavaram literalmente o Beco do Fuxico.

Com o sucesso da primeira Lavagem do Beco do Fuxico,o evento passou a fazer parte do calendário oficial das festas momescas em Itabuna.

Agradecemos a FICC a homenagem a nosso folião mor Nilton Ramos (Jega Preta) justamente no ano do cinquentenário de fundação do bloco Casados I…Responsáveis.

Boa Lavagem do  Beco a todos.

Mariana presente! Brumadinho presente!

 Luciano Veiga

 

luciano veiga (2)A tragédia de Mariana que ocorreu em 05 de novembro de 2015 foi a maior tragédia ambiental da história do Brasil e seu aprendizado foi zero. Em regra, quando ocorre um desastre se faz necessário tirarmos deste momento de sofrimento e pesar, ensinamentos que nos leve a melhoria da gestão, legislação, papel e responsabilidade dos atores público e privado. Por analogia, os acidentes aéreos, a busca pela caixa preta se dá, especialmente para saber os motivos que levou a aeronave ao sinistro, se foi erro humano e/ou falha mecânica dentre outros. O mais importante é que a partir destes diagnósticos, novos procedimentos são apresentados e possíveis problemas mecânicos e técnicos são corrigidos, gerando, assim, segurança do transporte aéreo.

lama 2A tragédia de Brumadinho ocorrido no dia 25 de janeiro de 2019 poderá ser considerado como o segundo maior desastre industrial do século e o maior acidente de trabalho do Brasil.

Portanto, não houve por parte da empresa Vale S.A., controladora da Samarco Mineração S.A., nenhum aprendizado, ao contrário, imperou o princípio da negligência. Não é admissível que na jusante da barragem estejam localizadas as estruturas da sede administrativas, refeitórios e as sirenes de alerta na rota dos rejeitos. Ou seja, a falta de atentar para uma provável fatalidade era zero, mesmo que relatórios tenham apontado o risco, não houve por parte dos Diretores e do Governo, atitude em desmontar essa “roleta-russa” – (operação que consiste em deixar uma só bala no tambor de um revólver, fazê-lo girar, apontar o cano da arma para si próprio ou para outrem, sem conhecer a posição exata da bala, e apertar o gatilho).

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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