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Você abriu mão do seu Plano de Saúde? E agora?

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneCerta vez quando estava em uma situação financeira muito delicada, fui orientada por um amigo a deixar de pagar o meu plano de saúde, que há 14 anos atrás custava em torno de R$650,00 mês. Se fosse fazer um plano hoje pagaria em torno de R$2.400,00 mês.

Como sempre fui uma pessoa saudável, que sempre me exercitei e nunca dei muita trela para a doença, graças a Deus, ela se distancia de mim. Adorei a ideia dele. E se fosse “podre de rica” confesso que ainda assim não teria.

Penso que, se todos nós compreendêssemos que a vida é nossa, que estamos aqui para “nos curar de nós” e somos nós que precisamos cuidar da nossa vida, talvez os postos de saúde, hospitais, públicos ou privados, não estariam superlotados, com pessoas em macas, pelos corredores e em enfermarias aguardando por vagas.

saudePor não ter plano de saúde e ter conhecimento de como funciona o nosso sistema de saúde, procurei mudar os meus hábitos alimentares, meditar, exercitar o corpo, a mente e o espírito para continuar saudável. Além de, duas vezes por ano, pagar por uma consulta médica com escuta apurada e realizar todos os exames solicitados. Com isto meu gasto com a minha saúde fica em torno de dois meses e meio do custo de um plano de saúde mensal.

Cuidar da sua vida é, primeiramente, deixar de cuidar da vida do outro para cuidar da sua. Com altruísmo. Desafiante cuidar do outro se deixo de cuidar de mim. Para cuidar do outro é preciso estar de bem com você.

Cuidar da sua vida é comer comida sem agrotóxico, é plantar as suas verduras, mesmo quem mora em apartamento. É fazer exercícios. É cuidar também do seu espírito, meditando,  frequentando um templo, mesmo que este seja um altar em sua casa onde pare um tempo para conversar com você e o divino que existe em você.

É escolher um médico que lhe escute e se ele entender que não tem tempo para lhe ouvir, fale. Fale para ele da sua vida, de como anda ela. Fique sentado na cadeira até que ele possa escutar a sua história e só assim entender qual é mesmo o seu problema.

Muito fácil eu falar. Sei. Sei que é muito desafiante agir. Sair do lugar. Fazer diferente, desafiar um sistema. Sei.

E saiba que é a sua vida que está em jogo. A sua, a da sua família e de todos que vivem ao seu redor. Saiba que é você quem sabe o que você tem. E quer que o outro diga o que é? Só você sabe as suas dores. O seu dia a dia. Se o médico não lhe escuta ele não tem como saber qual é o seu problema para poder lhe ajudar. Então, se escute.

O sistema está posto para alimentar a indústria farmacêutica que está muito interessada que você adoeça mesmo. Meu pai já dizia, veja a quantidade de farmácias que existe em um bairro, ou em uma cidade que terá uma ideia da quantidade de pessoas doentes ali. E tenho ficado muito assustada com a quantidade de farmácias que vem sendo abertas nas cidades que frequento.

Então qual a solução? Uma possível solução é desenvolvermos hábitos de vida saudáveis. Talvez assim desafogaremos o nosso sistema de saúde e deixamos com ele aquilo que de fato é grave. Deixarmos com ele os acidentes de carro, os tratamentos de câncer e todos os procedimentos que sabemos que serão desafiantes e até impossíveis de lidarmos com eles sozinhos.

Precisamos resgatar procedimentos simples de fazer em casa, como banhos de assento, geoterapia (procedimentos com a argila), o velho escalda-pés, chás, procedimentos usados por nossos ancestrais que traziam saúde sem necessidade de sairmos de casa. E embora sejam simples precisam ser feitos com responsabilidade pois, apesar de ser um procedimento natural, se feito em excesso poderá prejudicar a saúde também.

É claro que estes procedimentos precisam ser aprendidos e a tecnologia hoje facilita muito este aprendizado, desde que seja feito de forma responsável. Hoje médicos competentes disponibilizam no youtube curso completo de como ter uma vida saudável, trazendo orientações para mudança de hábitos.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, foi criada no Brasil em 2006, justamente para implementar tratamentos mais naturais e menos invasivos e para complementar a medicina tradicional. Você sabia disso? Não? Será que o SUS está oferecendo isto? Porque será?

O Ministério da Saude já incluiu 29 procedimentos ligados às Praticas Integrativas e Complementares (PICS).

Você que agora que deixou o seu plano de saúde e sabe que o SUS deve oferecer isto para o cidadão e não oferece, vai fazer o que? Qual a outra possibilidade para alterarmos isto?

Será que o SUS é uma doação do nosso governo? Quem paga? Eu sei que eu pago. E você?

Pense aí e depois me conta!

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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