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Museu das Cadeiras Brasileiras é inaugurado em Belmonte

Fernando Mendes, 2010 - Morito Ebine, 2010 - Juliana Vasconcellos, 2018

A cidade de Belmonte,  no litoral sul da Bahia,  conhecida como a terra do cacau, acaba de ganhar o primeiro museu totalmente dedicado à cadeira. O Museu das Cadeiras Brasileiras é um projeto do designer Zanine de Zanine, filho de Zanini Caldas, artista belmontense e um dos principais representantes do modernismo brasileiro no design de móveis, do empresário do ramo da construção civil, Daniel Katz, e da Secretaria de Cultura e Turismo de Belmonte.

Museu das Cadeiras Brasileiras_fachadaO espaço traz a história desse móvel e seu papel social, além de ser inspiração para profissionais do design. “A cadeira tem um papel icônico na profissão do designer, especialmente por transitar com muita fluidez entre a usabilidade e a possibilidade de ser um ícone peculiar, transformando o ambiente em que está inserida”, comenta Zanini de Zanini.

O endereço para sediar o museu foi cedido pelo empresário mineiro Daniel Katz. No local, uma casa branca com arquitetura histórica, localizada no centro da cidade, funcionava o escritório comercial da Katz Construções, empresa do setor de construção civil de alto padrão, que possui empreendimentos em Belmonte e Santo André.

Museu das Cadeiras Brasileiras“O Zanini e eu começamos a idealizar um projeto que uniria a cultura de Belmonte à importância do design brasileiro. O Museu das Cadeiras é único e reúne um acervo de referência no ramo. Além de ser uma oportunidade para mostrar o quanto essa cidade é cheia de boas surpresas. A cada nova visita, uma descoberta de sua importância para a região”, conta Daniel.

O responsável pela organização do acervo de cadeiras, que estão expostas no Museu, é Christian Larsen, curador do The Metropolitan Museum of Art de Nova York. “Esse é outro ponto que reforça a importância e o reconhecimento do projeto para a valorização da cultura nacional e sua visibilidade, a nível internacional, especialmente para a rica herança cultural que Belmonte carrega”, explica Zanini.

Gustavo Bittencourt, 2017 - Sérgio Rodrigues, 1978No acervo, estão peças de artistas renomados, como: Irmãos Campana, Aida Boal, Joaquim Tenreiro, Carol Gay, Claudia Moreira Salles, Domingos Totora, Estevão Toledo, Etel Carmona, Fernando Mendes e Flávio Franco. Todos eles cederam móveis conceituais para o museu.

O museu está aberto para visitação de quarta-feira a sexta-feira, de 9h às 12h e 14h às 17h, e aos sábados e domingos com agendamento pelos telefones (73) 99811-4261 e 98107-1102.

Sobre a cidade

Com pouco mais de 20 mil habitantes, Belmonte fica na Costa do Descobrimento, onde se instalaram diversas fazendas de cultivo do cacau, durante o século 19, tornando a cidade uma das mais prósperas da região, na época. O nome do município é uma homenagem à terra onde nasceu o português e descobridor do Brasil Pedro Álvares Cabral.

Uma das propostas da cidade é permitir uma volta simbólica pelo passado, por meio dos costumes e do acesso à arquitetura, à literatura, além das belezas naturais e da gastronomia típica. Visitas às antigas fazendas de cacau também entram para a lista de atrativos de Belmonte.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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