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Artes & Artistas

A natureza viva de Tânia Pardo

A CASA DO PARQUE (2)(1)

 

Juraci Masiero Pozzobon

 

Tânia Pardo nasceu em Arco Iris, São Paulo. A artista é bacharel em letras pela Universidade de Marília, hoje com uma carreira traçada no Brasil e no exterior.

Tânia conta que no início da carreira artista, criava especialmente como hobby para a família, era assim mesmo que gostaria para a vida…

Até que um dia despertou num estalar de dedo e foi fazer um curso, na época em Bauru/SP (onde residia) visitando exposições observava as técnicas e admirava a forma rebuscada, despojado, assim Tânia buscou a técnica certa quando foi numa exposição da artista Ludmila Machado e realizou seu sonho criando algo dela, ela mesma descobriu seu potencial.

A casa Tania(1)

Mudou-se para Cuiabá/MT por quatro anos. Lá também trabalhou com artesanato, mas que não era muito sua praia, porém queria fazer algo e transmitir o que sabia para as crianças. Com seu talento aflorado foi para Sinop lá permanecendo por 10 anos. Estudou, pesquisou e trabalhou, quando marca residência até hoje em Rondonópolis/MT (tudo novo, tudo desconhecido) sentiu-se presa, ela resolveu colocar a mão na massa…

A partir dali então, tudo mudou tudo livre, tudo fluiu, com nova identidade na arte com estilo próprio e se viu solta na natureza e na flora, sua fonte de inspiração onde estava presa e não sabia, disse: ali brotou meus dedos.

A casa Tania2

Tânia usa as mãos, como instrumento de pintura e com o auxilio de pincel borracha para dar a luz arrebatando a tinta, assim consegue atingir efeitos visuais incríveis em seus trabalhos.

Com as mãos esparrama as tintas acrílicas, criando efeitos naturais, resalta que: “É fantástica a sensação. Tenho que ser perspicaz é rápida, pois executo com essa tinta que seca muito rápido”.

Como todo artista tem seus sonhos o dela era também era pintar uma performance…em tempo hábil, sem saber o certo, simplesmente interagindo com o personagem ou musical.

Sua primeira performance foi na exposição da riqueza mato grossense com seus três biomas, o cerrado, a Floresta Amazônica e o Pantanal.

Com essa técnica Tânia expôs em diversas cidades do mundo, como Roma, Paris, Dubai e Londres, uma premiação com medalha de bronze. Diz ela que: “O mais importante dessa experiência é o intercâmbio cultural, com a oportunidade de levar as belezas do Mato Grosso, para pessoas de outros países”. Destaca ainda que seu trabalho tem um forte apelo para a preservação ambiental. As nuances dos Ipês que trás a poesia interior do artista.

Foi com os Ipês amarelo e rosa que Tânia expôs na Amostra Internacional de Arte em Rotterdam, Holanda.

Tânia Pardo, uma artista com um caminho vazio em sua frente e de repente se depara com uma floresta cheia de percalços e emoções com tudo brotando do nada, com suas tintas coloridas, suas pontas de dedo e um único pincel de borracha para a subtração de efeitos.

—–

juraci maziero Juraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá,

Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ.

Doutora em Epistemologia e História da Ciência pela Instituição Iesla/UNTREF – Buenos Aires, Argentina.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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