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Archive for novembro 17th, 2018

Artes & Artistas

Edson  Castro, a imersão da arte na natureza

edson 1

 

Juraci Masiero Pozzobon

 

Natural de Corumbá, MS, Edson Castro, filho de pai Guarani e mãe Guato,  tem seu trabalho especificamente focado no abstracionismo, com influência da artista visual Wega Nery e o poeta Manoel de Barros,  seu amigo.

edson 4   Edson Castro começou sua carreira como autodidata com diversas técnicas, desenhos, pinturas, em aquarelas, óleo, acrílica e outros. Com um coração pantaneiro, Edson foi, além disso, sua imaginação beirava grandes águas. Em suas obras, Edson percorre uma dimensão por vereda que pode trazer surpresas a cada curva, cada linha, ambas apontam seus pontos diferenciados, com elementos profundos para a interação, com elementos críticos e o estético, seus olhos depuram a realidade e o rigor. Com cores homogêneas transmitem o caminho preciso.

Edson revela sua vivência pantaneira com cheiro de mato, o piar das aves, o rastejar das serpentes… sem esquecer de suas raízes, sai desse estado primitivo e vai para a “Cidade Luz” Paris, onde marca residência e desenvolve uma carreira de grandes realizações, com exposições fixas em renomadas galerias e exposições itinerantes.

edson 2O grande artista que decidiu mudar de ambiente para suas criações e pessoas diziam: que sua arte não iria ao além, que suas luzes não eram a gosto de europeus. Engano… suas obras obteve a honra de ser avaliada por Gerárd Xuriguerá, um dos mais respeitados críticos de artes europeus, que está preparando um livro sobre suas criações que chamou atenção dos amantes das artes, e colecionadores. Apresentou-se com uma performance no Carrousel do Louvre, ponto de partida para o mundo. Com todo esse resultado alcançado está ali o reconhecimento de seu trabalho e a visibilidade internacional.

Com sua carreira consagrada, Edson retorna à suas origens onde esbanja todo seu talento acumulado na terra européia para a sua brasilidade.

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juraci maziero Juraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá,

Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ.

Doutoranda em Epistemologia e História da Ciência pela Instituição Iesla/UNTREF – Buenos Aires, Argentina.

Direito ao esquecimento

Debora Spagnol

Debora SpagnolÉ justo permitir que um fato ocorrido em determinada fase da vida de uma pessoa seja indefinidamente exposto ao público ? A resposta para esse questionamento é o cerne da discussão sobre o “direito ao esquecimento”, que se traduz no conflito entre liberdade de expressão e direito à intimidade.

O processo no bojo do qual se requer o reconhecimento do direito ao esquecimento é o movido por familiares de Aída Curi, assassinada em 1958 sem que até a presente data houvesse certeza acerca da identidade de seus algozes. Passados mais de 50 anos dos fatos, uma famosa emissora de tv produziu um programa contendo imagens reais da menina, com cenas de violência, levando a família a ajuizar ação indenizatória pela exploração de imagem, alegando ter sido estigmatizada desde a época do crime e que a nova exposição causou intensas dores morais. Já a emissora argumenta em sua defesa que o conteúdo do programa apenas se limitou a fatos públicos retirados de arquivos e livros da época, sendo que os direitos de imagem não se sobrepõem ao direito coletivo da sociedade de ter acesso a fatos históricos. (1) O processo foi julgado improcedente no STJ e agora aguarda julgamento no STF, com possível efeito de repercussão geral.

O conceito de “direito ao esquecimento” foi importado da Europa, tendo se originado no contexto pós-guerra e com o objetivo de proteger o sujeito de uma projeção pública de forma desatual se comparada à sua situação atual. Ou seja: impedir que a memória opressiva de um fato desatual prejudique o saudável e integral exercício de sua dignidade.

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Memórias de um Dinossauro

dt

Itabuna, vésperas das eleições de 1996 em Itabuna. A Justiça  manda apreender a edição do jornal A Região, numa censura previa típica dos anos de chumbo da ditadura militar. Um caminhão da Polícia Militar, com policiais fortemente armados, para na entrada da gráfica numa atitude ameaçadora. Manuel Leal, calmamente, entrega alguns pacotes com jornais. Bons de truculência e ruins de conta, os  policiais não percebem que a quantidade de jornais entregue era mínima.

Durante a madrugada, milhares de exemplares da edição que deveria estar apreendida são distribuídos nos bairros e no centro de Itabuna.

Nas eleições de 2000, a ameaça de apreensão se repetiu, já que quase sempre há um magistrado zeloso à disposição dos poderosos de plantão. Como macaco velho olha o galho antes de se agarrar, na penúltima edição antes do pleito, foi publicada uma nota no alto da página, informando aos leitores que o jornal só voltaria a circular com o resultado do pleito, na segunda-feira.

A Justiça baixou a guarda e o jornal circulou normalmente, no sábado. Panfletário como sempre, antes de se ´endireitar` de vez uma década depois.

 

A destruição do Mais Médicos

Dilma Roussef

dilmaO fim do Convênio entre o governo de Cuba e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), sob o qual era garantida a participação dos médicos cubanos no “Programa Mais Médicos”, deve-se a declarações intempestivas do presidente eleito Jair Bolsonaro, que ignora a dimensão diplomática que cerca a relação entre países. Em especial, ofende a exigência de respeito aos convênios legalmente firmados, bem como à civilidade necessária aos acordos de cooperação entre nações.

O Convênio que está sendo extinto trata da cooperação tripartite – entre Brasil, OPAS e Cuba – na qual a OPAS garante ao Brasil, nos termos e nas condições previamente negociadas com Cuba, médicos com o objetivo de melhorar a cobertura da atenção básica de saúde à população brasileira. Para nossa gente mais humilde, a extinção do programa será uma perda irreparável a curto e médio prazos. Criado durante o meu governo, ofereceu até 2016 atendimento médico a 63 milhões de brasileiros e brasileiras, muitos dos quais jamais haviam tido acesso a um profissional de saúde. Na verdade, 700 munícipios do país não tinham um médico sequer para atender à população local.

As consequências do rompimento estabanado dos termos do convênio, em reiteradas manifestações pelo twitter do futuro presidente do País, são gravíssimas. Dezenas de milhões de brasileiros deverão ficar sem os cuidados básicos na área de saúde, em todo o território nacional.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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