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Archive for setembro 22nd, 2018

Artes & Artistas

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A imaginação das máquinas de Godá

Juraci Masiero Pozzobon

 

Rodrigo Godá, nascido em Goiânia, leva guardada sua adolescência, suas lembranças do artesanato brasileiro, desde a arte indígena, as festas populares, folia de reis, as cavalgadas e também não sai de sua mente os tecidos coloridos pela sua mãe.

Em toda essa passagem mora com ele todos seus trabalhos, no hábito observador por onde passar vê máquinas engenhosas, plantas e animais… “Requer que seja visto em conjunto, tudo ali reunido. A natureza, a vida urbana, todos com seus dilemas, suas angústias e vem também a esperança que permeia meu trabalho”. Também “posso dizer que labuto em cima dessa busca de identidade desde os primeiros experimentos gráficos, o que permite meu processo criativo”. Rodrigo Godá.

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Rodrigo Godá é um artista dedicado a arte, com vasta imaginação do lúdico da sua maneira de brincar configurando o mundo da arte, e com o lírico com a poesia é o modo de falar mais comum, que são duas coisas: a arte que ensina e a obra feita com arte onde deixa o apreciador entrar na sua vida cotidiana.

Também o desenho um pouco despojado na sua pratica artística de liberdade.

Godá tem trabalhos diversificados, como pintura, desenhos feitos com uso de canetas de tinta preta sobre tela os desenhos de maneira chapada. Seus traços ora fina, ora espessa, que a espessura e o espaço irão dar o sombreamento no colorido ou na cor preta, ele faz seus trabalhos de uma maneira peculiar.

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O artista quer na verdade, é trazer o domínio do invisível, com a intervenção de uma máquina maluca que prova a imaginação da arte contemporânea, onde o homem enfrentou a industrialização que está incomodando o mundo.

A ironia aparece nos desenhos de Godá, que demonstra insatisfação, como exemplo “A máquina que produz floresta”. “A máquina que produz nuvens coloridas”, a que produz árvore, entendendo que ele busca um sentido de recuperar com esses aparelhos mundanos inundados por natureza.

“Diz Rodrigo Godá” “ Na composição das cenas, todo esse conjunto, fica semelhante as rendas e bordados”. Também diz, “A pintura dá uma possibilidade maior de vibração das cores, mais gosto do desenho, pois tenho maior domínio sobre o trabalho”.

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juraci mazieroJuraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá,

Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ.

Doutoranda em Epistemologia e História da Ciência pela Instituição Iesla/UNTREF –

Buenos Aires, Argentina.

 

 

 

Democracia, eleições e votos nulos/brancos

 

Debora Spagnol

Debora SpagnolA ideia de um governo na qual o povo (demos) governe (cracia) ou execute diretamente as tarefas administrativas e legislativas do Estado surgiu na Grécia antiga. Nela, os cidadãos governavam a “polis” reunindo-se em assembleia na ágora (praça pública) e votando a favor ou contra determinada lei ou ação.

Contudo, mesmo na Grécia antiga, que mais perto chegou de um governo democrático, não havia a participação integral de todos os membros do Estado porque as mulheres, crianças, escravos e estrangeiros não eram considerados cidadãos. E participar das decisões políticas era privilégio dos cidadãos. A palavra “democracia” inclusive, muitas vezes foi aplicada de forma depreciativa, pois a aristocracia (nela incluídos filósofos importantes, como Platão e Aristóteles) era contrária a um governo de iniciativa popular. (1)

Na transição da antiguidade para a modernidade, o termo “Democracia” teve alteração de seu significado: de um sistema de governo no qual o povo participa diretamente do poder executivo, passou a ser definida como um sistema “representativo” de governo, cujos poderes Executivo e Legislativo são exercidos por representantes eleitos através do sufrágio popular: o voto.

No Brasil, a primeira eleição ocorreu em 23 de janeiro de 1532 e deu-se de forma indireta: os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa – São Vicente, em São Paulo – elegeram seis representantes que escolheram os oficiais do Conselho Municipal, orientadas por uma legislação de além-mar: o Livro das Ordenações português, elaborado em 1603.

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Memórias de um Dinossauro

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Porto Seguro, 22 de abril de 2000. 500 anos do Descobrimento do Brasil. Enquanto autoridades e convidados vips participam de uma celebração no Hotel Vela Branca, o povaréu é isolado por barreiras e um forte contingente policial nas ruas.

Festa correndo solta no hotel e ao mesmo tempo a polícia militar baixando o cacete em índios, sem-terras, negros e quem mais se atrevesse a protestar contra o que consideravam uma invasão/exploração e não um descobrimento.

Uma violência policial tão desmedida que no dia seguinte ganharia as manchetes da imprensa mundial.

Gravador em punho, aproximo-me de Antônio Carlos Magalhães, então o Rei da Bahia e fiador daquela festança toda e, per supuesto, também daquela pancadaria toda.

Certo de que vai receber uma pergunta elogiosa, ACM exibe o melhor dos sorrisos,  exala simpatia.

-Como o senhor avalia o fato de que enquanto as autoridades festejam aqui no hotel, pessoas simples estão sendo agredidas pela polícia e impedidas de protestar pacificamente?

 

O sorriso some, mas ACM permanece impassível, olha para o crachá para ver em qual veículo de comunicação eu trabalhava (na época, a TV Cabrália), uma atitude típica dele, e quando providencialmente começa a tocar o Hino Nacional, responde entre os dentes:

-Você não vê que estou ouvindo o Hino Nacional?

E completou baixinho, antes de me dar as costas com o desprezo de quem se achava acima do bem e do mal:

-Seu moleque, filho da puta…

A resposta que ACM não me deu, o povo baiano, força indomável da liberdade, lhe daria seis anos depois e continua dando até hoje…

Quando nos sentimos indefesos

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneQuando pequenos sempre que sentíamos medo ou ameaçados por algo, seja em função das nossas fantasias relacionadas ao bicho papão, bruxas, o homem da caverna dentre outros, ou em função de situações vivenciadas de ameaças concretas, corríamos para aquele(a) que tinha autoridade para nos defender. Um adulto forte, que pudesse usar da sua força e determinação e resolvesse a nossa situação. Os nossos heróis! Ou, com raras exceções, íamos lá e resolvíamos a parada no tapa.

Esses movimentos eram reforçados por consignas que repreendiam o desejo de enfrentar corajosamente aquilo que nos ameaçava ou que nos impulsionava para a agressividade. O diálogo era algo ainda muito ameaçador também.

medoTipo assim: “Nem vá lá pois o bicho papão lhe come!” “Ou se chegar aqui apanhado, vai apanhar!” Ou até: “Fale com a professora que ela resolve.”

No meu entendimento,estamos vivenciando com as eleições algo parecido. O medo vem sendo o motivador para votar neste ou naquele candidato e vamos em busca de heróis e mitos para nos salvar.  Pelo menos é o que ouço e leio nos lugares por onde círculo.

De um lado sinto pessoas com receio de perderem as suas conquistas votando em um candidato que julgam ser forte e corajoso o suficiente para enfrentar os seus medos. Do outro, pessoas com medo de que a violência e agressividade se espalhe e inviabilize a possibilidade do diálogo. Outras que atacam com uma facada. E aquelas que, para não vivenciarem nem uma dessas possibilidades, votam em quem acreditam e até em quem não acreditam. E assim, cada pessoa busca o candidato que entende ser o melhor para si e para todos.

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Foto: José Nazal

Povoado do Rio do Engenho, antigo lugar da "Capitania dos Ilhéos", com destaque para a Capela de Senhora Sant'Ana, dedicada a mãe de Maria, Nossa Senhora, erroneamente é é denominada por muitos como 'Nossa Senhora de Sant'Ana'. Santa Anna foi a Mãe de Maria e avó de Jesus. É o único bem do nosso patrimônio histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), cujo registro transcrevo: _“A capela de Nossa Senhora de Santana é o monumento mais antigo subsistente em Ilhéus. A capela, pertencente ao antigo Engenho de Santana na propriedade dos frades de Santo Antão, foi construída no séc. XVII. A capela pertenceu à família de Mem de Sá e trata-se de importante imóvel, tanto no que diz respeito ao valor histórico quanto às suas características arquitetônicas. Capela rural, construída em alvenaria de pedra e cal, apresentando partido em ‘T’ incompleto. Sua planta é formada por nave única, capela-mor e pequena sacristia, além do alpendre que dá acesso à Capela. Possui torre sineira com espadanã'. A fachada muito singela apresenta um predomínio dos cheios sobre o vazio. Seu interior é pobre, sem forro ou decoração.

Povoado do Rio do Engenho, antigo lugar da “Capitania dos Ilhéos”, com destaque para a Capela de Senhora Sant’Ana, dedicada a mãe de Maria, Nossa Senhora, erroneamente é é denominada por muitos como ‘Nossa Senhora de Sant’Ana’.
É o único bem do nosso patrimônio histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), cujo registro transcrevo: _“A capela de Nossa Senhora de Santana é o monumento mais antigo subsistente em Ilhéus. A capela, pertencente ao antigo Engenho de Santana na propriedade dos frades de Santo Antão, foi construída no séc. XVII. A capela pertenceu à família de Mem de Sá e trata-se de importante imóvel, tanto no que diz respeito ao valor histórico quanto às suas características arquitetônicas. Capela rural, construída em alvenaria de pedra e cal, apresentando partido em ‘T’ incompleto. Sua planta é formada por nave única, capela-mor e pequena sacristia, além do alpendre que dá acesso à Capela. Possui torre sineira com espadanã’. A fachada muito singela apresenta um predomínio dos cheios sobre o vazio. Seu interior é pobre, sem forro ou decoração.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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