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A ignorância

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneTenho uma amiga querida que me diz que a ignorância é o que há de mais democrático nesse país. E pensando um pouco sobre essa frase, estudando e observando no meu dia a dia as relações humanas quero trazer uma outra possibilidade de pensar sobre a ignorância.

A palavra “ignorante” tem a sua origem no latim, IGNORANTIA,  derivada de IGNORARE que significa “não saber”.

O não saber, para mim, reforça a crença de que não possuímos o livre arbítrio, pois nos aprisiona e distancia da responsabilidade sobre os nossos atos. Principalmente quando o não saber é decorrente de atos que impedem o livre acesso ao conhecimento.

O não saber me faz acreditar que não sou livre, que Não posso, que Não tenho condições para. Seria isso uma democracia ou uma ditadura disfarçada de democracia? Não sei. Fica aqui o livre pensar.

Na visão esotérica a ignorância é a causa de todos os outros obstáculos. Quando a Alma humana se identifica com os pensamentos e desejos que cria, impossibilita a ampliação da sua consciência pois, não conhece nada melhor do que aquilo a que se prende e que supostamente sabe.

Quando ficamos presos ao nosso Ego, que é a estrutura que construímos ao longo da nossa vida, por acreditar que ele é quem vai sustentar permanentemente a nossa existência na terra, nos distanciamos da nossa Alma. Nos distanciamos do que é puro e permanente nessa nossa existência.

O Ego é formado por nossas crenças e valores, principalmente durante a nossa a infância, com os mandatos que recebemos, ouvindo por exemplo: “esse país não tem jeito” ou vivenciando experiências domésticas. Por exemplo, uma experiência onde o pai sempre suborna para conseguir o que quer, a criança pode construir a crença de que só se consegue algo subornando.

E quando esse Ego é dominado por um complexo então fica mais complexo ainda. Todos temos complexos principalmente parientais (mãe e pai) e outros construídos na infância. Posso ter um complexo de inferioridade o que me impede de me colocar em situações que preciso dizer que não sei ou questionar algo que no meu entendimento não está correto.

Quando nos permitirmos a nos desvencilhar das nossas crenças limitantes e acreditar que PODEMOS pensar, PODEMOS sentir, PODEMOS saber, PODEMOS fazer e  transformar algo, nos sentiremos cada vez mais livres. Nos sentiremos mais distantes da síndrome da Gabriela de que eu nasci assim e serei sempre assim.

Livres no querer, pensar, sentir e agir,  ampliando a cada dia a nossa consciência sobre nós, sobre quem somos, o que queremos, onde estou e para onde quero ir.

Quem sabe assim, teremos uma democracia, um governo com a força popular, uma família com a força do amor, onde a inclusão e  respeito pelo pensar diferente se fará presente.

 

 

 

 

 

 

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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