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Archive for abril 14th, 2018

Artes & Artistas

Juraci Masiero Pozzobon

Toninho de Souza e o  “Melantucanarismo”

toninho 1

O artista Antônio Alves de Souza saiu de Riachão das Neves, Bahia, radicado em Sobradinho, Distrito Federal. Conhecido como Toninho de Souza, um artista autodidata. Sua primeira exposição foi em 1969, em Sobradinho.

Em 2000 recebeu a Comenda Cultural do DF pela Secretaria de Cultura e também recebe no auditório no setor gráfico em Brasília numa cerimônia Honrosa Medalha Victor Brescheret, da Abrasci, da Arte Contemporânea Brasileira. O artista apresentou suas amostras coletivas e individuais em diversos lugares no Brasil e no Exterior. Toninho tem livros publicados com suas obras por grandes editoras.

toninho 2

Toninho criou a linguagem “Melantucanarismo” abstraindo elementos compostos por melancia, tucanos e araras, com pinceladas em forma de bumerangue. Assim virou pincelada em forma de buramengue de várias obras.  A melancia é muito conhecida numa pedra esculpida, em homenagem a sua esposa que na época estava grávida e com carinho e pelo desejo esculpiu e pintou a melancia. Toninho um mestre multimídia, além de telas, trabalha com escultura e vídeos.

Toninho 3

Toninho de Souza um artista que vai onde o povo está sua arte é vista nos pontos de ônibus e nos muros para levar um pouco mais de crescimento cultural para quem passa por perto ou fica hora à espera da condução e no olhar interage com a cultura/arte da sua própria cidade. A arte de Toninho propõe que as pessoas imaginem possíveis sequências de suas histórias, isso não quer dizer que seja a mesma interpretação do artista, esse é o objetivo, um conto na íntegra para o seu livro mental.

Toninho 4

Toninho de Souza leva sua arte com muito zelo para a cidade de sobradinho – DF, que o acolheu com carinho.

A criança olha para o colorido e expressa seus sentimentos, desejos e emoções. Através do olhar vem a brincadeira de “Desenhar significa fazer”!

“Pichar a arte é apagar a cultura, pichar a cultura é desrespeitar o povo”!

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Juraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá, Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ. Doutoranda em Epistemologia e História da Ciência pela Instituição Iesla/UNTREF – Buenos Aires, Argentina.

“Fake News”: a mentira como protagonista

Débora Spagnol

debora 2Notícias falsas, chamadas “fake news”, se espalham pelas redes sociais de forma mais rápida, fácil e ampla do que as notícias reais. A conclusão é de uma pesquisa publicada na revista Science e organizada pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos EUA, em que foram analisadas 126 mil notícias que circularam no Twitter no período de 2006 a 2017. Analisadas por seis organizações independentes que checaram uma a uma a veracidade dos fatos constatou-se que as notícias falsas têm 70% mais chances de serem repassadas do que as verdadeiras. (1) E as falsas notícias políticas se espalham três vezes mais do que os outros assuntos.

Mas qual o fascínio que as “fake news” exercem sobre as pessoas ? Estudiosos dizem que as notícias falsas são desenhadas para atingir o coração dos sentimentos fortes: medo, rejeição, surpresa ou amor. Assim, os criadores sabem que notícias falsas que tocam diretamente no sentimento da sociedade serão mais compartilhadas do que as verdadeiras, mas desprovidas do apelo sentimental. Para ilustrar, basta ressaltar a enxurrada de “fake news” espalhadas pelas redes sociais no nosso país, atualmente polarizado politicamente em razão do julgamento do ex-Presidente Lula. Nem mesmo as grandes redes de comunicação são imunes à propagação de falsas notícias. (2)

Embora criadas com o objetivo específico de espalhar dúvidas, “enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou políticos” (3) as notícias falsas não são novidade. Segundo consta, as informações falsas se originaram ainda na antiguidade, sendo que o mais famoso propagador delas foi o faraó egípcio Ramsés II, que governou o Egito durante 66 anos (de 1279 a 1213 a.C). Embora tenha construído monumentos a ressaltar sua perícia nas armas, visando assim ressaltar seus dotes como guerreiro e estrategista, modernas descobertas arqueológicas comprovaram que ele era um soldado limitado e os monumentos haviam sido erguidos a outros guerreiros, tendo o faraó se apropriado dos mesmos, como se fosse ele o representado. Um autêntico propagador, portanto, de “fake news”. (4)

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A idade que chega para todos…

Hannah Thame

htVocês certamente já ouviram falar em Alzheimer, problema que acomete grande parte da população idosa no mundo. Mas já ouviram falar sobre a disfunção cognitiva em cães? Pois é, é uma doença semelhante ao Alzheimer, que pode acometer animais idosos. Vamos entender um pouco sobre essa enfermidade e quais as alterações que ela pode causar na vida do seu companheiro, caso ele venha a desenvolvê-la.

A cognição pode ser definida como a capacidade de percepção, consciência, memória e tomada de decisão frente aos estímulos do meio ambiente, sendo que a capacidade cognitiva pode ser modificada ao longo da vida. A síndrome da disfunção cognitiva canina  é causada por uma perda do funcionamento ou da estrutura dos neurônios, o que pode causar mudança de comportamento repentina, como dificuldades de percepção e de exercer funções rotineiras simples.

A causa da síndrome da disfunção cognitiva em cães ainda é de origem desconhecida, porém, acredita-se que mudanças ocorram no cérebro conforme o animal vai envelhecendo. Alguns animais desenvolvem quadros mais graves, se tornando totalmente dependentes dos seus proprietários para exercerem suas atividades, enquanto outros podem apresentar a doença de forma mais branda, com sintomatologias leves.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs sinais clínicos mais comuns em cães que apresentam a síndrome são: alteração no padrão do sono, desorientação, olhar vago, dificuldade em reconhecer pessoas conhecidas, urinar e defecar em locais inapropriados, falta de apetite e agressividade. É importante que os proprietários estejam atentos às alterações de comportamentos dos seus animais, pois dessa forma, um diagnóstico precoce da doença pode ajudar na sua recuperação.

Infelizmente, não existe cura para a síndrome da disfunção cognitiva, no entanto, o uso de algumas medicações pode auxiliar no alívio dos sinais clínicos que os animais apresentam. É preciso procurar ajuda de um profissional capacitado para fornecer todas as informações necessárias sobre o tratamento. Vale ressaltar que o proprietário deve ter paciência para lidar com um animal que apresenta a síndrome, tendo em vista que ele precisa de cuidados especiais nessa condição.

 

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

O Outeiro de São Sebastião: uma história de Ilhéus

Gerson Marques

 

gerson marquesO mar calmo do dia 20 de janeiro de 1536, permitiu a fácil navegação até o interior da baía, uma ancoragem tranquila marcou o fim de uma longa viagem que havia começado quatro meses antes em Portugal, era verão nos Ilhéus, já batizado de São Jorge, que recebia a primeira embarcação com colonos enviada pelo donatário da Capitania, Jorge Figueiredo Correia.

A exuberante colina tomada por uma densa floresta que dominava a entrada da baía, foi logo apontada como o ponto ideal para a construção das primeiras moradias e fortificações, a data deu o nome a colina, Outeiro de São Sebastião.

Nascido na cidade do Porto,  experiente em navegações pelos Açores e África, o marujo Manoel Antônio Gonzaga, foi encarregado de derrubar as primeiras árvores, abrir clareira e construir moradias, no dia seguinte acompanhado por mais três marujos subiu o Outeiro com grande dificuldade, trabalho duro, aberto a primeira clareira puderam se deslumbrar com a beleza da paisagem descortinada para o Atlântico, quando se preparavam para descer foram tomados de surpresa ao descobrirem uma família de macacos no alto de uma árvore, Manoel o único que possuía uma arma, não teve dúvidas,  apontou a velha besta carregada de pólvora e chumbo na direção dos bichos, notou que tratava-se de uma fêmea com filhote no colo e um macho forte pouco acima, com a mira feita em distância curta preparou para o disparo quando ouviu a macaca dizer em alto e bom som, “ou Inácio segura aqui Ignacio, vou ver se esse português é macho” descendo em balada carreira na direção ao português Manoel, assustado, tanto pela reação e mais ainda por ver bicho falar, fugiu em disparada desengonçado que escorregou na borda de um precipício e caiu de grande altura, falecendo imediatamente.

outeiro iosEm 1567, a Vila de São Jorge dos Ilhéus já se espalhava do Outeiro ao baixio plano e brejado que circundava o sopé do morro,  da beira mar até a enseada de dentro, onde o cais improvisado aportavam raras caravelas que bordeavam a costa, ligando os pequenos povoados a Salvador e Lisboa.

Por essa época, travava-se no Rio de Janeiro, ainda um povoamento, uma ranzinza batalha entre os franceses liderados por Nicolau Durand de Villegagnon, contra os portugueses, por sua vez liderados por Estácio de Sá. Com dificuldades para vencer a batalha e expulsar os franceses da Guanabara,          o governador Geral do Brasil,  Mem de Sá, resolve formar uma tropa, e ajudar seu sobrinho, recrutou em Ilhéus um exército mambembe formado por índios, caboclos e uns poucos portugueses, partiram por terra para o Rio de Janeiro em outubro de 1567, entre os Ilheenses logo se destacou Felisberto Duvivier, filho de um francês deportado, com uma Índia nativa de Olivença,  catequisada pelos Jesuítas, aceitou casar com o francês, tiveram vários filhos, o mais velho, Duvivier, nasceu no Outeiro de São Sebastião em maio de 1545, recebendo a reencarnação do espírito do finado Manuel, aquele dos macacos.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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