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Archive for janeiro 27th, 2018

Abra a boca e feche os olhos!

eulina lavigne

 Esta semana me lembrei desse comando que, de vez em quando, ouvia na minha infância e que hoje me traz uma reflexão sobre o confiar. O quanto praticávamos brincadeiras que trabalhavam a nossa confiança, a nossa ligação com o próximo, a união, a resiliência e tantas coisas mais. E sinto um tanto quando percebo o distanciamento do modelo atual de brincadeiras tão solitárias e individuais ligadas ao computador e celular.

Enfim, retomemos a questão da confiança. Lembro que, quando alguém queria me dar algo que julgava gostoso, pedia para abrir a boca e fechar os olhos. E antes de fazer isso lembro que sempre me perguntava o que iria entrar na minha boca sem ter a certeza do que seria, pois, afinal de contas, tinha que fechar os olhos para receber. E isso exigia de mim uma extrema confiança naquele que estava me fazendo a proposta. Eu confiava e sempre recebi coisas boas, e isso foi reforçando em mim o confiar. Confiar na vida.

No entanto, havia crianças muito brincalhonas, que se sentiam livres para praticar a sua maldade e colocavam na boca de outras crianças capim e coisas desagradáveis, o que sinalizava, para quem recebia, que não devia confiar tanto assim. E assim construíam as suas crenças.

Hoje, percebo que, embora construamos crenças de forma distorcida, por exemplo, que não devemos confiar em nada e em ninguém, a vida tem me mostrado que o medo criado por nós nos impede de fazer esse movimento. Confiar está relacionado como movimento da entrega. Em perceber que o que acontecer comigo é para o meu aprendizado, para o meu crescimento e ampliar a percepção da minha Alma sobre a vida. Nada vem para me destruir e sim para me ensinar, me tornar mais resiliente, a buscar soluções e alternativas.

Digo sempre que se há um problema, deve haver uma solução para ele que nem sempre é a que queremos e sim a que é. Talvez a solução seja confiar e deixar como está para ver como é que fica. Digo também, que se o problema veio para mim é por que posso solucionar mesmo que precise pedir ajuda do outro e sou eu quem precisa fazer o movimento.

Experimente abrir a boca e fechar os olhos agora enquanto lê esse texto, e veja a sensação que lhe dá. E imagine que o que quer que entre em sua boca, você terá a opção de por para fora ou de engolir. Esse poder é nosso! E assim é na vida. Podemos confiar e nos entregar para a vida.

Podemos viver o que precisamos viver, e confiar que mesmo que seja sofrido. Precisamos viver e deixar o sofrimento passar, sem adiantarmos o passo. Pois tudo termina no seu tempo.

Abra a boca e feche os olhos, ore e se conecte com a Vida, pois ela é o nosso grande presente, mesmo que acredite  que a sua veio mal embrulhada. Rasque esse papel e embrulhe do jeitinho que quer recebê-la. Só você pode fazer isso! E se achar que não pode fazer sozinho, convide alguém em quem confie para lhe ajudar!

Boa sorte!

—–

Eulina Lavigne é mãe de três filhos, terapeuta clínica, Consteladora há 11 anos, Especialista em trauma, Mestra em Reiki Xamânico, Palestrante, Consultora em envolvimento humano e organizacional.

O descaso da República com os municípios

Luciano Veiga

 luciano veiga (2)Desde a proclamação da Constituição Federal de 1988, o nosso país é uma República Federativa constituída por quatro ordens de pessoas políticas ou entes federados: União, Estados, Distrito Federal e Municípios – todos independentes e autônomos nos termos constitucionais.

A independência e a autonomia ficaram restritas ao escopo constitucional, com base na concepção de que é no município que vive o cidadão, onde as suas demandas e necessidades são reais – e de fato o são – pois é ali que as pessoas nascem, vivem e morrem. Os outros entes federados, União e Estado, passaram a transferir as suas responsabilidades municipalizando as políticas públicas, em especial as da Saúde, Educação, Assistência Social e Segurança dentre outras. Porém, as atribuições de execução dessas ações não receberam recursos suficientes para fazer frente à demanda.

De cada R$ 1,00 que o cidadão paga de imposto, a União fica com R$ 0,50 centavos, o Estado com R$ 0,31, restando apenas, R$ 0,19 centavos para serem divididos entre todos os municípios do país. Como não bastasse uma divisão tributária perversa, os municípios assumiram programas que são subfinanciados, a exemplo do Programa “Saúde da Família”, cujo repasse mensal por parte da União é de R$ 10.695,00 por equipe básica, mas, o executivo local gasta não menos que R$ 42.500,00 mensais. Quem paga esta diferença são os municípios, com recursos próprios, que acabam comprometendo suas administrações.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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