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Juraci Masiero Pozzobon

 caça 13

O que é a caça

 

Do ponto de vista ontológico, latu sensu, caça é o conjunto de procedimentos para obtenção de proteína animal. Strictu sensu, a caça é o conjunto de processos de captura de animais, geralmente através da sua morte.

Na prática,  a caça é a perseguição e captura de animais. A finalidade da caça pode determinar qualificativos da atividade, como caça de subsistência, caça profissional, caça Amadora, caça esportiva… Etc.

Em todas elas dois fatores são fundamentais: o prazer da caça,  e a necessidade da caça.

caca 1Vista do ponto de vista do latu sensu, a caça inclui a pecuária como uma forma de caça ultra-artificializada, em que o local de caça e resume ao espaço da criação do gado, a perseguição à condição do gado ao matadouro, e o abate aos processos modernos de abate nos frigoríficos especializados. Do ponto de vista ético, fica fácil atacar a caça strictu sensu, em especial quando nos deixamos enredar na argumentação ambientalóide dos anti-caça, e da sua argumentação antropomorfizadora dos animais.

Essa falácia fácil de entrar os frágeis de raciocínio é facilmente rebatida se atentarmos à Ecologia Humana, onívora, e cuja evolução está intimamente ligada à caça como processo evolutivo da espécie, como se pode confirmar em inúmera literatura científica da Antropologia, nomeadamente no livro “OS SÍMIOS CAÇADORES” de Craig B. Lawrence. 

Não são os animais que se parecem com os humanos… São os Humanos que se parecem com os animais,  já que dotados, como estes, de inteligência reptiliana têm toda a panóplia básica de comportamento animal estudado na ETOLOGIA.

Criticar a caça é criticar a própria Natureza que criou animais carnívoros, que são e serão sempre insensíveis à argumentação animalista. Querer legislar sobre as regras prandiais da Criação, seja ela de origem divina ou de outra que se lhe queira atribuir, assumem o mesmo ridículo que querer alterar por decreto as leis da gravidade.

Neste contexto abordaremos a caça de um animal autóctone, a perdiz brasileira Rhynchotus rufescens (ou perdigão, e outras sinonímias locais) e um exótico – o javali – Sus scrofa.

No caso da primeira, a sua caça está “proibida”. Colocamos entre aspas, já que a caça na verdade não foi proibida no Brasil. Apenas ocorreu que a Lei de 1968 que rege a fauna do Brasil não foi REGULAMENTADA como exigido pelo documento em causa, exceto no Rio Grande do Sul. Mais tarde, um juiz do Supremo, se achou acima da Lei Nacional e por decisão monocrática proibiu toda a caça no Brasil, a pedido de um pequeno grupo de ambientalóides.

Vejamos então a caça da Perdiz Brasileira à luz da ética ambiental e da ética cinegética. Iniciamos dizendo que o conceito de Ética Ambiental foi inicialmente cunhado no Século XIX por Aldo Leopold na sua publicação “A Sand County Almanac”. Leopold era para além de ecologista, caçador, pescador e cientista, tendo sido o autor do primeiro tratado de gestão cinegética do mundo.

A ética ambiental não é, portanto o domínio da não caça, mas da GESTÃO ÉTICA do AMBIENTE.

Aí coloca-se a questão da ética da Caça: – É ético abater um animal na Caça? – responderemos com outra pergunta: – é ético abater outro animal? É ético ser natural, e sendo onívoro comer carne?

Até ao século XX a questão não se punha. Comer carne, fazia e continua a fazer, parte da natureza humana. Mas hoje se coloca, mercê da argumentação anti-caça. Em última instância, argumentam os ativistas, que se é para comer carne, que comam galinha… (aqui entramos em outros domínios da ética animal) – é legítimo determinar a preservação de uma espécie  e a condenação de outra? – um dos argumentos dos ativistas diz que não – referimo-nos ao ESPECISMO, que contaria o conceito algo NAZISTA de escolher os que morrem e os que se salvam com base na espécie, tacando um paralelo com “a Solução Final” de Hitler.

Analisemos  então, o ponto de vista das aves, considerando por princípio que não somos obrigados a recusar a nossa natureza onívora:

– Um frango nasce e vive sempre em cativeiro, é abatido aos dois meses de idade, condenado à morte desde o dia do seu nascimento, comeu sempre ração artificial, bebeu água de uma pipeta, não se reproduziu e nunca conheceu a liberdade. É encaixotado, transportado para uma unidade de abate, e “humanamente” sacrificado;

– a perdiz nasce em liberdade, come tudo o que a natureza lhe pode dar, cumpre os ciclos vitais naturais da espécie, e já adultas, corre o risco de se encontrar com um caçador que a abate com o mínimo de sofrimento e estresse (não é encaixotada e transportada para um abatedouro distante); viveu em liberdade e poderás viver muitos anos, procriar e até morrer de velha, coisa quase impossível, pois na natureza, excetuando os predadores de topo, todos os animais ou morrem de doença ou vítimas de predação.

Resumindo faríamos a pergunta: que preferíamos nós ser – um frango politicamente correto, ou uma perdiz sujeita ao processo de caça?

Falemos agora do javali. Vamo-nos eximir de falar da questão ética da caça, e fazer um paralelo com o porco de cativeiro (também com pena de morte garantida desde o dia de nascimento), falem,os apenas da questão AMBIENTAL de um animal de grande porte que prejudica os ecossistemas onde existe em excesso, lembrando que onde ele é exótico, um indivíduo já é excesso. Além dos danos sanitários potenciais, de disseminação de doenças comuns a todos os ungulados de casco bipartido (aftosa, brucelose… etc…) além dos danos aos mananciais aqüíferos de superfície, que destroem fuçando, existem danos econômicos substanciais. Estima-se em pelo menos 10% a perda financeira de produção de milho em locais onde existe esta infestação de javalis… – significa isso que o milho aumenta de preço pela redução de oferta, e significa que alimentos produzidos com base no milho, como são a criação de aves e suínos tem preços mais altos pelo efeito do custo aumentado das rações.

Mas há outro dano ambiental a considerar – a destruição de ninhos de aves que nidificam no solo, com,o os Tinamídeos, como a nossa perdiz, os macucos, as codornas… as emas, que inexoravelmente desaparecerão se não controlarmos os javalis.

Sobre o javali poderíamos aqui escrever uma tese de dezenas de páginas, já que é mister de nosso estudo científico. Mas ficamo-nos por aqui… Mas não sem CRITICAR ABERTAMENTE os ambientalóides que pretendem defender a não caça ao javali, propondo a sua captura com jaulas, a castração e libertação na natureza… Esta insanidade, propagada até por “cientistas” através da mídia leva a uma esbelta e simples pergunta com a qual terminamos:

– SÃO OS TESTÍCULOS E OS OVÁRIOS DE JAVALIS E JAVALINAS QUE SÃO O PROBLEMA ECOLÓGICO TRAZIDO PELA ESPÉCIE? SEM CAPACIDADE REPRODUTIVA DEIXAM DE SER PROBLEMA ECOLÓGICO? – que me respondam os “sábios verdes”… ou então, SEM UM ARGUMENTO CIENTÍFICO CONVINCENTE, serei obrigado a concluir que o problema NÃO É A CAÇA, mas o combate à DETENÇÃO DE ARMAS pela população, cujo DESARMAMENTO é sempre o primeiro passo para a instalação de uma ditadura, como foi na Alemanha de Hitler e na Venezuela de Chavez /Maduro (Francisco Charneca).

Francisco Charneca é mestre da caça e da pintura!

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Juraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá, Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ. Doutoranda em Epistemologia e História da Ciência pela Instituição Iesla/UNTREF – Buenos Aires, Argentina.

 

 

 

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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