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Archive for janeiro 13th, 2018

Artes & Artistas

Juraci Masiero Pozzobon

 caça 13

O que é a caça

 

Do ponto de vista ontológico, latu sensu, caça é o conjunto de procedimentos para obtenção de proteína animal. Strictu sensu, a caça é o conjunto de processos de captura de animais, geralmente através da sua morte.

Na prática,  a caça é a perseguição e captura de animais. A finalidade da caça pode determinar qualificativos da atividade, como caça de subsistência, caça profissional, caça Amadora, caça esportiva… Etc.

Em todas elas dois fatores são fundamentais: o prazer da caça,  e a necessidade da caça.

caca 1Vista do ponto de vista do latu sensu, a caça inclui a pecuária como uma forma de caça ultra-artificializada, em que o local de caça e resume ao espaço da criação do gado, a perseguição à condição do gado ao matadouro, e o abate aos processos modernos de abate nos frigoríficos especializados. Do ponto de vista ético, fica fácil atacar a caça strictu sensu, em especial quando nos deixamos enredar na argumentação ambientalóide dos anti-caça, e da sua argumentação antropomorfizadora dos animais.

Essa falácia fácil de entrar os frágeis de raciocínio é facilmente rebatida se atentarmos à Ecologia Humana, onívora, e cuja evolução está intimamente ligada à caça como processo evolutivo da espécie, como se pode confirmar em inúmera literatura científica da Antropologia, nomeadamente no livro “OS SÍMIOS CAÇADORES” de Craig B. Lawrence. 

Não são os animais que se parecem com os humanos… São os Humanos que se parecem com os animais,  já que dotados, como estes, de inteligência reptiliana têm toda a panóplia básica de comportamento animal estudado na ETOLOGIA.

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Até que a morte nos separe!

Eulina Lavigne

eulina lavigne A cada suspiro meu, eu morro. A cada sorriso meu, eu morro. E até que a morte nos separe eu já morri tantas vezes, infinitamente incontáveis. Como saber que você irá me suportar, e um suportar que estará longe de me aturar, se nem sei se terás suporte para te suportares.

Eu morri tantas vezes ao longo dos meus 57 anos, que foi preciso me separar de mim para poder aprender e novamente conviver comigo. E qual vem ser o real significado do “até que a morte nos separe”?

Para mim, vem da intenção de um homem e uma mulher de constituírem uma família. E quando constituem uma família deixam de ser apenas um homem e uma mulher e passam a ser um pai e uma mãe! E ninguém separa um pai e uma mãe, pois assim sendo assim, sempre serão.

Não sei falar sobre viver uma relação que durou uma vida inteira, pois a minha vida vem sendo feita de tantas partes e são essas partes que fazem de mim inteira.

Quando eu matei aquela que desejavam que fosse eu morri pela primeira vez. Então, a morte me separou de mim mesma e a minha relação de 16 anos se findou. E quando pude novamente renascer, pude compreender que família constituída não se separa nunca! Pois o pai, a mãe e os filhos serão eternos, e nem sei se a morte os separa! Quem garante isso? Quem disse que o amor morre, se é energia? Para mim, ele pode se transformar e até se fingir de ódio e raiva só para não se revelar. Ele sempre permanecerá.

Penso que essa tal promessa de até que a morte nos separe para aqueles que são rígidos e perfeccionistas deve se um peso e tanto. Principalmente para a minha geração, que não tinha a liberdade de conviver mais com o outro, onde muitos casamentos eram objeto de fuga e significavam a tal da (falsa) liberdade. Fico a refletir se o sofrimento e doença fazem parte dessa balança em desequilíbrio.

Penso ser possível viver bem em família, estando junto ou separado. É opção de cada um. Com certeza, se a convivência é prazerosa o melhor é viver junto. E se não for, podemos viver juntos, bem e separados. Será que confundi o meu leitor?

O fato é que quando me casei no religioso, eu de pronto escolhi um padre que não me fizesse essa pergunta, pois não queria iniciar uma relação mentindo. Pois viver a dois é sempre um desafio e quando esse desafio fica de fato por um fio e não tem agulha que costure, não dá para viver uma relação remendada. Ou costura direito ou é melhor seguir fluindo, morrendo e renascendo a cada dia até…..

Que uma nova vida nos separe, ou nos una!

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Eulina Lavigne é mãe de três filhos, terapeuta clínica, Consteladora há 11 anos, Especialista em trauma, Mestra em Reiki Xamânico, Palestrante, Consultora em envolvimento humano e organizacional.

 

 

A incrível historia de Che Guevara em Ilhéus

Gerson Marques

 gerson marquesO navio da Costeira havia chegado na madrugada, jogou âncora nas proximidades da entrada da barra, esperou o dia amanhecer, soltou cinco apitos longos e graves entrou na baía do Pontal  com a elegância de um cisne negro, ancorou pouco tempo depois no cais da companhia, o movimento frenético do desembarque começou imediatamente, uma multidão logo se formou na balbúrdia do cais, estivadores, marinheiros, passageiros, pessoas que esperavam parentes, vendedores de pastel, picolé e jornal, carregadores de bagagens oferecendo seus serviços em carrinhos de mãos, e toda fauna humana que habita beiras de cais em qualquer lugar do mundo, pescadores, marujos, prostitutas, meliantes amadores e profissionais. O ar estava tomado por um cheiro nauseante de maresia, misturado a peixes, perfumes caros e baratos, suor e charutos, inebriava os mais sensíveis e gerava reclamações dos mal humorados em geral, isso tudo debaixo de uma chuva fina e um calor abafado.

Passou sem ser notado, carregando uma pequena maleta de couro  marrom, vestido em um surrado terno de linho branco, apesar de alto e jovem, caminhou a passos lentos em direção ao Hotel Coelho, duas quadras de distância do porto, lá escreveu na ficha de hospedagem o nome de Ernesto G. de La Serna, natural da Argentina, 30 anos, médico de profissão.

Do mesmo navio, desembarcou com idêntica  discrição, o cidadão americano Porter J. Goss, nome que colocou na ficha de hospedagem do mesmo hotel, preenchida dezessete minutos após o argentino Ernesto.

A Ilhéus de 1956, era uma pequena mas cosmopolitana cidade, com grande presença de estrangeiros, tanto em sua população fixa como de visitantes, muitos deles atraídos pelos milhões gerados no próspero negócio do cacau.

Os hóspedes estrangeiros do Hotel Coelho, juntaram-se a outros tantos que iam e vinham nas ruas próximas ao cais, a cidade fervilhava logo cedo, o movimento dos poucos automóveis disputava o espaços das ruas com as tropas de mulas e burros carregando cacau para o cais, a estudantada passava fazendo algazarras, e as lojas começavam a abrir suas portas, já era quente e abafado o dia, com sol matinal e chuvas eventuais de verão, nesta época os libaneses e sírios dominavam o comércio, algumas firmas exportadoras de cacau eram de suíços e outras pertenciam a grandes empresários de Salvador, os ingleses eram os homens da ferrovia, e os sergipanos vindo de todo nordeste inclusive do sertão baiano, tocavam as bodegas, mercearias, vendas e o negocio de quinquilharias em geral, aos negros cabia o trabalho pesado da estiva e os serviços gerais das roças de cacau nas matas húmidas da região, tudo girava em torno do fruto dourado e do movimento de navios no cais do porto.

DOSSIER MATHIL COMMANDANTE CHE GUEVARA RAOUL CORRALESO argentino Ernesto, sempre muito discreto era por vezes visto em conversas sisudas com alguns conhecidos da cidade, diziam que eles conversavam sobre política e sindicatos, também se falava que o doutor argentino,  eventualmente fazia exames e aviava receitas de remédios manipulados na botica do sergipano Aldaségio. Já o americano Porter ou Mister Porter, como exigia ser chamado era sempre visto em mesas de bares, solitário e beberrão, mas tinha um olhar astuto, sabia observar a paisagem humana e tirar conclusões sociológica do universo em seu arredor, particularmente parecia ter interesse por tudo que o médico argentino fazia, apesar de sua descrição quase invisível.

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Namoro ou união estável?

Débora Spagnol

debora 2Vinícius de Moraes romanticamente escreveu: “Se você quer ser minha namorada, ai, que linda namorada você poderia ser. (…) Porém, se mais do que minha namorada você quer ser minha amada, mas amada pra valer… aquela amada pelo amor predestinada sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer. Você tem que vir comigo em meu caminho. E talvez o meu caminho seja triste prá você”.

Os relacionamentos amorosos geralmente iniciam pela paixão, pelo fluir dos hormônios no corpo e pelo excesso de expectativas em relação ao parceiro. O tempo e a convivência se encarregam de “ditar” o destino da paixão: às vezes se transforma em amor, às vezes em ódio (segundo Chico Xavier, nada mais que o amor adoecido).

Quando as vidas continuam entrelaçadas e o relacionamento passa a ser duradouro, nasce o que normalmente definimos como “namoro”.

No judiciário, porém, tramitam inúmeras demandas nas quais um dos parceiros requer o reconhecimento da união estável mantida com parceiro que encarava o relacionamento como um “namoro”.

Ao contrário do namoro, que não gera qualquer efeito patrimonial, a união estável traz aos parceiros alguns benefícios: meação dos bens adquiridos durante a convivência, alimentos, assistência previdenciária e até direito de herança em certas situações.

O namoro não está conceituado em lei. Assim, a sua definição se dá apenas com base nos valores sociais e morais, de acordo com os costumes locais.  Pelas regras de nossa sociedade ocidental, para que um relacionamento possa ser considerado namoro deve preencher certos requisitos como constância da relação, fidelidade recíproca e conhecimento da relação pelos amigos e família.  Porém, nada impede que os casais considerem como namoro relacionamentos sem exigência de fidelidade (denominados “abertos”) ou relações eventuais.

A doutrina divide o namoro em “simples” – aquele às escondidas, com relações abertas, inexistência de fidelidade ou casual; já o namoro “qualificado” é aquele em que estão presentes a maioria dos requisitos da união estável, por isso é tão tênue a distinção entre um e outro.

Para caracterizar “união estável”, o relacionamento deve preencher os quesitos constantes do art. 1.723 do Código Civil: relação não eventual, pública e duradoura, com o objetivo de constituir família. Por força da jurisprudência, o STF suprimiu a omissão com relação às uniões homoafetivas, incluindo-as na previsão legal. O mesmo artigo, em seu parágrafo primeiro, prevê que as causas impeditivas da união estável, que são as mesmas ao casamento (1). Pessoas casadas poderão constituir união estável, se estiverem separadas de fato ou judicialmente.

Como não eventuais são definidos aqueles relacionamentos amorosos contínuos. Mesmo que o casal tenha suas brigas, idas e vindas, o importante é que a relação não seja vista como casual.

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Idade não é desculpa! Conheça dicas de lazer para idosos e saia da rotina

Foto Pixabay Idade-nao-e-desculpa-confira-dicas-de-lazer-para-idosos-01

Já faz muitos anos que a ideia de que a terceira idade se resume a tricô e TV está ultrapassada. Com o aumento progressivo da expectativa de vida do brasileiro, as pessoas com mais de 60 anos estão preocupadas com a qualidade de vida e não abrem mão de se divertir. Existem muitas opções de lazer para idosos, o importante é manter a vitalidade e cuidar do corpo e da mente. Com isso, é só se preparar para curtir a vida sem pensar nos anos que já passaram e continuar colecionando lembranças.

O lazer pode ser encontrado em qualquer lugar e sem a necessidade de gastos mirabolantes. São parques, cursos, espaços culturais, cinemas e bares que não devem ser deixados de lado só porque a idade chegou. A boa notícia é que, além de os próprios idosos estarem em busca de uma vida recheada de amigos, risadas e saúde, existem muitos empreendimentos que também se adaptaram a essa nova realidade e se esforçam para receber com todo o preparo esses novos consumidores. Em geral, são pessoas com sede de viver, poder aquisitivo e ansiosas por novidades. Por isso, não há desculpas: o mundo está cheio de opções! Ficou interessado? Quer dicas de lazer para idosos para aproveitar tudo o que a vida oferece? Confira o nosso post!

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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