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Archive for janeiro 6th, 2018

Artes & Artistas

Juraci Masiero Pozzobon

 

Arte de Caçar

caca 1

Francisco Charneca é natural de Portugal, da cidade de Évora, em 1959. Depois de varias imigrações em 1996, já com sua primeira exposição em Mato Grosso e fixa residência e em especial, à paixão pela bela pantaneira Eva Helena, Charneca se encantou com bela morena e se casa e vive até hoje.

Charneca foi o primeiro artista de Mato Grosso a assumir uma cadeira da Academia Brasileira de Belas Artes. A linguagem adotada foi por parte do realismo e hiper-realismo e chega ao abstracionismo. Além de esculturas, em suas telas usa aquarelas, óleo/tela ou acrílica, retratando a natureza e o cotidiano do ser humano. Francisco Charneca é um artista raro, com uma delicadeza e precisão, seu trabalho tem a medida exata.

Charneca tem a arte da caça e retrata em seus trabalhos. Do ponto de vista ontológico, a caça é um conjunto de procedimento para obtenção de proteína animal, um processo de captura animal, geralmente, através da sua morte, para isso serve como caça substancial, caça esportiva… Por esses fatores é fundamental: o prazer da caça, e a necessidade da caça. É algo totalmente diferente de matadouros, de abates nos frigoríficos especializados.

Não são os animais que se parecem com os humanos… São os humanos que se parecem com os animais. Abordaremos a caça de um animal autóctone a perdiz brasileira Rhynchotus Rufescens (ou perdigão e outras sinonímias locais) em exótico o javali. Sus Scrofa. A perdiz é proibida a caça, mesmo que o Brasil não proibiu.

caça 2

Coloca-se a questão da ética da caça. È ético abater animal na caça? Responderemos com outra pergunta; é ético abater outro animal? È ético ser natural e sendo onívoro comer carne? Comer carne continua fazer parte da natureza humana. Mas hoje se coloca, mercê da argumentação anti-caça. Argumentam os ativistas, que se é para comer carne, que comam galinha.

caça 4

Vamos dispensar de falar da questão ética da caça do javali e fazer uma comparação com o porco de cativeiro para o abate.

Ai vem o trabalho de Charneca, além da caça é um mestre da pintura. Basta olharmos em um pedaço da pelagem da pintura desta obra, para perceber quantos milhares de pequenas pinceladas compõem uma obra do artista… Concentrando meia hora em um minuto, até parece fácil… Mas não.

caça 5

 

Qual será o segredo que transforma tintas em sonhos, telas no rugir das feras e no silêncio das matas?

– “O segredo está em saber olhar”, mas será só isso? Revela Charneca.

Então… Nesse momento vamos interagir nessas composições que resultam características de criação levando o observador a mergulhar nos detalhes de cada personagem que valoriza a poesia e a forma de criação do artista.

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 Juraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá, Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ. Doutoranda em Epistemologia e História da Ciência pela Instituição Iesla/UNTREF – Buenos Aires, Argentina.

 

 

Os desafios dos municípios para 2018

 Luciano Veiga

 

luciano veiga (2)Passado o período de um ano, alguns gestores veteranos e outros iniciando na gestão pública municipal, viveram momentos difíceis, porém de muito aprendizado.

O que esperar de 2018, em uma Estrutura Federativa agonizante? As pontas deste iceberg são percebidas, hoje, nacionalmente, nos Estados brasileiros em que as finanças agonizam com consequente desarranjo no seu escopo administrativo, gerando insegurança pública e declínio de setores fundamentais, como a saúde e a educação.

O município – ente federativo mais frágil desta estrutura – e a quem o cidadão recorre a todo o momento, vem sofrendo muito, pois desde a Constituição de 1988 assume as atribuições de outros entes federados, especialmente aquelas de competência da União.

São eles quem executam os Programas Federais, mas além de todos serem subfinanciados, grande parte ainda está sem a correção da inflação. Existe um grande problema: em vários casos os municípios gastam 2/3 a mais do que recebem de recursos para a execução desses programas. Atualmente existem 397 programas federais em atividade no país. No Programa de Saúde da Família – PSF, os municípios recebem, mensalmente, os valores de R$ 10.695,00 e R$4.680,00 (médico e equipe) e gastam o equivalente à R$ 32.156,60 e R$ 12.584,72, respectivamente, valores este destinados ao custeio com aos profissionais, o que altera o índice de pessoal, gerando Rejeições de Contas e ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, no seu artigo 22.

Os gestores que conseguiram pagar salários e fornecedores e não deixaram restos a pagar para o exercício seguinte, infelizmente são em número bem reduzido. Mesmo, assim, tiveram os seus índices de pessoal acima do limite estabelecido pela lei.

Enquadramento e gestão de pessoal será o grande desafio para 2018. Outros exercícios de redução de despesas terão que ser adotadas, bem como a geração de receita própria, para o equilíbrio das contas públicas. Como o tempo do mandato passa rápido é necessário observar alguns pontos de relevância: melhores práticas municipais, gestão financeira, administrativa, pessoal e política e a gestão associada e consorciadas das atividades em comum.

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O que saber na hora de escolher a ração do seu pet

Hannah Thame

hannah thameVocê sabe qual o tipo de ração adequada para seu cão ou gato ou tem dúvidas na hora de escolher? Então, veja aqui algumas informações sobre os tipos de rações existentes no mercado e quais as diferenças entre eles. Informações sobre a alimentação adequada interferem diretamente no desenvolvimento, crescimento, energia e disposição do seu animal, por isso, saber escolher a alimentação adequada é fundamental.

Atualmente, no mercado, existem diferentes tipos de ração, que incluem a ração comum, Premium e Super Premium, as quais diferem, principalmente, pelo tipo de composição. Muitas vezes, o consumidor fica confuso e tem dificuldade em entender os termos da embalagem e escolher a ração ideal, mas, vendo essas informações, você poderá escolher qual a que mais se adequa às necessidades do seu animal de estimação.

A ração comum normalmente é o tipo de ração mais barata que se encontra no mercado. É balanceada, porém, a quantidade de proteína utilizada é inferior. Os cães e gatos são carnívoros, portanto, precisam se alimentar de fontes de origem animal e nesse caso, as fontes utilizadas são, em sua maioria, de origem natural, como farelo de milho e de soja, ou seja, apesar do animal viver bem com esse tipo de ração, ele tem que ingerir um volume muito maior para adquirir os nutrientes na quantidade necessária. Essas rações também possuem uma quantidade de palatabilizantes muito grande, além de conservantes e corantes, que são prejudiciais ao organismo.

alimentosAs rações Premium são produtos de primeira qualidade, sendo então mais caras. Nesse caso, a fonte de composição da ração é de origem animal, baseada em carne de frango, ovelha, dentre outros. Além de ser rica em proteínas, também é mais digestível para seu animal, melhorando assim o funcionamento do organismo. Como o animal digere melhor, o consumo de ração é menor, pois com pouca quantidade de alimento já ocorre a saciedade, o que torna uma boa relação custo x benefício.

Já as rações Super Premium são 100% de origem animal, além de que, todos os conservantes utilizados nesta ração são de origem natural e não contêm corantes e palatabilizantes, substâncias que deixam o alimento com gosto mais apreciado pelos cães e gatos. Normalmente, os preços destas rações são mais altos, entretanto entra em questão a análise do custo-benefício, como abordado anteriormente.

Agora que já consegue distinguir os tipos de ração existentes no mercado, fique atento da próxima vez que for escolher, levando em consideração sempre o bem-estar e a qualidade de vida do seu filhote.

 

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Kauã e Iacina, uma encantada história de amor

Gerson Marques

gerson marquesQuando o português Pero  Magalhães Gândavo chegou a Lagoa de Itaípe em fevereiro de 1570, ficou completamente extasiado com a beleza do lugar, chamou de “mar de dentro” tamanha eram as águas da lagoa, sua  extensão e beleza.

Gândavo estava com Felisberto Lisboa, seu imediato auxiliar, oficial do exército português encarregado de lhe acompanhar, a viagem de Gândavo era uma missão de prospecção a serviço da Coroa de Sebastião I, o objetivo era registrar e relatar a vossa alteza, tudo sobre as terras de Santa Cruz, a mais nova e mais desconhecida descoberta lusitana, o Novo Mundo português.

A Vila de São Jorge dos Ilhéus já era habitada por duas dúzias de portugueses, uns oito padres e cinquenta e dois índios catequizados, foram eles que levaram Gandâvo e Felisberto até a Lagoa que os portugueses já chamavam de Encantada.

A viagem foi em parte a pé e depois em canoa, a lagoa era terra dos índios Tupinambás de comportamento imprevisível, no entanto, amigos dos padres jesuítas, que já andavam por aquelas paragens catequizando os ribeirinhos. Situada ao norte de Ilhéus umas três léguas, existiam na lagoa duas pequenas aldeias, uma com oito ocas e uns cem índios, contando as crianças, que se chamava  Patiti, e outra um pouco menor, chamada de Aldeia Pequena, viviam todos da pesca e caça, além dos roçados. Junto aos índios vivia também uma família mestiça, formada por um francês já idoso, que fora deportado e abandonado na costa por um navio corsário, trinta anos antes da chegada de Gândavo, casado com uma índia da nação Botocudo, tinham oito filhos entre eles um cego de nascença de nome Çaaci, moravam em uma choupana fora do núcleo da aldeia, também na margem da Lagoa, eram no entanto, integrados ao cotidiano dos demais índios da Aldeia Patiti.

A história que vou contar não está no livro “Tratado da Terra do Brasil, História da Província de Santa Cruz” que Pero Gândavo publicou depois que voltou a Portugal, trata-se do casamento da filha do Cacique da Aldeia Patiti com o filho do Cacique da Aldeia Pequena, me foi contada ao pé de ouvido por gente antiga que morou e morreu na Lagoa, que por sua vez ouviu de outros ainda mais antigos, uma história oral que será escrita pela primeira vez.

lagoa encantada (2)Desde criança o índio  Çaaci, já apresentava um comportamento diferente,  apesar de cego enxergava mais que qualquer um da aldeia, tinha a capacidade de saber onde estavam as pessoas e os bichos mesmo muito distante ou na escuridão da noite, dizia onde estavam os peixes no fundo da lagoa, conversava com as árvores de quem, dizia ele, recebia informações sobre o tempo e a saúde das pessoas, também falava com animais, que em sua presença tinha um comportamento dócil e manso, chamava qualquer ave do céu até sua mão, fui iniciado por um velho pajé ainda muito novo no complexo mundo espiritual dos Tupinambás, apesar de jovem era um curador reconhecido e procurado até pelos brancos, teria espantado os padres jesuítas ao curar um deles, em estado leproso que vivia isolado dos demais há muitos anos, usando somente água.

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A busca incessante da beleza

Claudia  Gregori

 

claudia gregoriEstamos num momento da sociedade em que as pessoas estão numa busca incessante da beleza. Seja em academias , cirurgias plásticas e, claro , um sorriso bonito . Temos que concordar que o sorriso bonito é um cartão de visitas ,  uma exigência da sociedade e está cada vez mais acessível.

Já não aceitamos mais sorrisos desalinhados, amarelados e desdentados . Além da estética pensamos logo em saúde. Uma aparência saudável, bonita e jovem tornou-se o desejo de muitas pessoas . Dentes brancos , bonitos e harmônicos sinalizam boa saúde .

Os recursos são inúmeros e a estética é uma das áreas mais abrangentes da odontologia , pois envolve diversas especialidades , tais como dentística restauradora, ortodontia , prótese ,implantodontia e outras

Técnicas restauradoras e protéticas  modernas visam além da reabilitação da função mastigatória , a recuperação da estética .

As antigas restaurações em amálgama  cumpriram sua função em uma época em que as resinas não apresentavam a qualidade que hoje possuem. As restaurações de amálgama além de trincarem os dentes pela alteração da temperatura intrabucal , necessitavam de grandes preparos , liberavam mercúrio e em inúmeros casos permitiam a infiltração marginal provocando cárie embaixo das mesmas. As resinas  são mais exigentes quanto à técnica , mas em tudo  superam o amálgama. O antigo desgaste superficial que as resinas possuíam , já não se justificam , pois são insignificantes e as possibilidades de reconstrução dental são inúmeras.

Os clareamentos dentais  provocavam grande sensibilidade na maioria dos casos , mas atualmente evoluíram e com o acréscimo de dessensibilizantes potentes , a sensibilidade quase não ocorre.

As coroas em cerâmica podem em áreas estéticas serem  confeccionadas totalmente em cerâmica , sem o metal subjacente , são as chamadas Corias de Metal Free e disso advieram as facetas em cerâmica, que recobrem apenas parte dos dentes anteriores e as lentes de contato . As lentes de contato  nada mais são do que laminados finíssimos de cerâmica, colados sobre os dentes .

Os implantes possuem a grande função  de repor dentes perdidos . As restrições são mínimas , devendo ser apenas avaliada  a  saúde geral do paciente . Não existe rejeição do implante , apenas a não osseointegração , que é a integração  do implante ao osso.

E inúmeros outros recursos como plastia gengival , ortodontia , cirurgia ortognática , botox…Cabe ao cirurgião dentista avaliar e planejar o melhor tratamento para chegar o mais próximo possível dos anseios do paciente , buscando o equilíbrio das necessidades estéticas  , os requisitos funcionais  e manter as características individuais de cada um  , a qualidade e garantia em todos os procedimentos .

A Dra. Cláudia Gregori   é cirurgiã dentista formada pela  UNICAMP, com especialização na Universidade de São Paulo

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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