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Archive for dezembro 2nd, 2017

Datafolha: Lula amplia vantagem e vence em todos os cenários

lula

Da Folha:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fortaleceu sua liderança e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está isolado em segundo lugar da corrida presidencial, segundo indica pesquisa do Datafolha.
A constatação coincide com o momento em que o PSDB tenta emplacar o nome do governador Geraldo Alckmin (SP) como o candidato das forças de centro no pleito de 2018, contrapondo-o aos extremos da esquerda e direita, personificados respectivamente em Lula e Bolsonaro.

Além disso, o apresentador Luciano Huck, alvo de especulações para a mesma tarefa, disse que não será candidato.

O instituto fez 2.765 entrevistas entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Como houve alterações em cenários, só é possível comparação com levantamentos anteriores nas simulações de intenção espontânea de voto no primeiro turno e estimuladas no segundo.

O tucano, hoje, está em quarto lugar na disputa em um cenário com a maior gama de candidatos colocada, empatado numericamente com o ex-governador Ciro Gomes (PDT, 6%) e tecnicamente com o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa (sem partido mas cortejado pelo PSB, 5%) e o senador Alvaro Dias (Podemos, 3%).

Aqui, Lula lidera com 34% e Bolsonaro o segue com 17%. Marina Silva (Rede) aparece numericamente acima do pelotão encabeçado por Alckmin e Ciro, mas tecnicamente empatada com ambos.

Na simulação em que o nome de Alckmin é substituído pelo do prefeito paulistano João Doria, que disputava a indicação tucana, o desempenho é semelhante.

Quando a intenção de voto é questionada sem apresentação de nomes, Lula surge com 17% das citações e Bolsonaro, com 11%. Todos os outros pontuam de 1% para baixo. O “ninguém” tem 19% e não sabem afirmar em que candidato votariam, 46%.

Lula ganha em todos os cenários de segundo turno. Ele ampliou em quatro pontos percentuais sua vantagem, em relação à pesquisa feita no fim de setembro, no confronto com Alckmin (52% a 30%), Marina (48% a 35%) e Bolsonaro (51% a 33%).

O tucano empata tecnicamente com Ciro (35% a 33%) e Marina ganharia de Bolsonaro (46% a 32%).

Chope de mel de cacau agrada o paladar dos visitantes do Bahia Rural Contemporânea

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O cacau, principal matéria-prima do produto queridinho dos brasileiros, o chocolate, ganhou nova roupagem nas mãos de agricultores familiares da Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar do Sul da Bahia (Coofasulba), de Ilhéus, que traz o Chopp de Mel de Cacau ao Bahia Rural Contemporânea, evento que segue até este domingo (03), no Parque de Exposição de Salvador, em paralelo à 30ª edição da Fenagro.

DSC_0620O chope, produzido artesanalmente, vem despertando a curiosidade dos visitantes como do aposentado Edilson de Oliveira, que conta que ficou muito curioso com a novidade: “A bebida é diferente, encorpada, gostosa. Com certeza, vou sair daqui com uma dica para indicar pra família e pros amigos”.

O publicitário João Ribeiro ficou encantado com o que saboreou: “A união perfeita entre um leve e saboroso chope com o acentuado sabor de cacau. Frutado na medida certa, favorecendo os amantes da cerveja e proporcionando uma experiência gustativa maravilhosa”.

De acordo com o representante da Coofasulba, Gildeon Farias, o mel de cacau é um resíduo ainda pouco utilizado, que antecede a fermentação das amêndoas para a produção do chocolate: “A maioria do mel de cacau é desperdiçada. Estamos aproveitando essa matéria-prima e agregando valor ao fruto com um produto diferenciado”.

 

Artes & Artistas

Juraci Masiero Pozzobon

 Humberto Espindola, bois e talantos

Humberto Spindola coluna JuraciHumberto Espindola, artista plástico desde 1964. Bacharel em jornalismo pela faculdade de Filosofia, ciência e letras da Universidade Católica de Curitiba PR, em 1965. Tem ateliê em Campo Grande, MS e Cuiabá, MT. Humberto tem desenvolvido grandes estudos do boi, seu tema é bovinocultura desde 1967, conquistou um destaque histórico no capitulo de descentralização da arte brasileira e tem seus trabalhos registrados em bibliográficas de referências e livros de arte contemporânea.

Sua produção do boi é visto como símbolo da riqueza de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul onde realiza um retrato sarcástico da sociedade do boi, que é a moeda e símbolo de poder.

Pintor desenhista e objetista, com um trabalho nascido ao meio turbilhão militar brasileira na década de 60, sem perder seu senso critico e provocativo as obras de Humberto, continuam nos envolvendo em reflexões existenciais. Mais de 50 anos depois da primeira critica do seu trabalho, ele traz consigo importantes exposições e prêmios nacionais e internacionais. Segunda a crítica de arte Aline Figueiredo em seu livro “A Propósito do Boi”, Humberto transmitiu, também, com a imagem do boi a capacidade dual que o homem lhe impõe, isto é o termo animal dos pastos também será besta satânica. Com as patas expressa o massacre, com os chifres a opressão e como corpo o poder humaniza o boi para traduzir a força sócio política  e econômica. Associa-o ao minotauro, símbolo da dualidade no qual o homem e o animal se confundem. Assim, minotauros de hoje, famélicos senhores bovinos transmitam engalanados de uniformes, estrela, dragonas e esporas, enquanto devoram uma sociedade marginalizada em seus mordazes labirintos.

juraci 3 Ainda diz Aline que vale ressaltar que Humberto ampliou o seu fazer artístico ate ao astista-ação. Aline e Humberto fundaram “AMA” Associação Mato-grossense de Artes, (1966), o MACP-Museu de Arte w Cultura Popular UFMT, (1973).

É de grande importância que haja interesse e sensibilidade por parte do expectador, para entender que a obra de Humberto vai mito além de o boi interagir através desse trabalho uma verdade geopolítica e econômica, desde os primórdios da civilização da humanidade.

Humberto, que geralmente trabalha com pintura sobre tela explica que teve que pensar de forma diferente para criar a escultura em homenagem ao aniversario de Cuiabá, um grande desafio. “Um boi ancestral, uma iconografia para deixar a arte da visualidade, de como vê a historia de Cuiabá dentro da minha vida”. Um brilhante mestre, sensível e atento as nossas necessidades sociais e intelectuais.

 

Juraci Masiero Pozzobon é artista plástica e ativista cultural

 

A destinação do patrimônio virtual em caso de morte ou incapacidade do usuário: herança digital

Debora Spagnol

debora 2No longa “Violação de Privacidade”, o magnífico Robin Williams interpreta um montador de filmes que são produzidos por chips inseridos no cérebro das pessoas antes de seu nascimento e que registram os fatos ocorridos durante toda a sua vida (emoções, situações, vivências). Após a morte, o mecanismo é retirado e o material nele existente é transformado em filme que, editado, retrata apenas os momentos positivos e marcantes do falecido, omitindo-se os fatos obscuros e absolvendo-o (virtualmente) dos pecados cometidos.  Em seguida, numa cerimônia especial as “rememórias” são exibidas a familiares e amigos do morto numa homenagem falsificada criada por terceiro para transmitir aos sobreviventes apenas o que preserva a imagem com a qual o “de cujus” gostaria de ser lembrado.

Se na ficção já é possível selecionar e preservar determinadas situações vividas por alguém após sua morte, divulgando apenas o que não interfere na imagem social (afinal, todos assumimos uma persona para sobreviver socialmente, segundo Carl Jung), na vida real e no que se refere aos aspectos virtuais isso também já se mostra possível. (1)

Vivemos a era da “digitalização das relações sociais”: as interações profissionais, familiares, amorosas e de amizade se tornam a cada dia mais virtuais, concentrando nas redes sociais e “nuvens” não apenas as lembranças, fotos, músicas, filmes e livros mas também documentos, e-mails, senhas e códigos bancários, contratos eletrônicos e sistemas.

Essa exposição diária gera uma infinidade de situações pessoais e profissionais, formando um gigantesco patrimônio digital, com ou sem valor econômico, mas que constitui propriedade do usuário e que resulta em direitos e deveres relativos a esse novo mundo que se estabelece.

A evolução e mudança nas relações sociais geradas pela internet necessitam do direito uma resposta ágil às suposições e questionamentos sobre os fatos, possibilitando assim antever possíveis conflitos originários dessas interações.

Se considerarmos que “a vida digital tem vida própria, ou seja, sua existência online irá sobreviver a você” (2), é possível prever problemas patrimoniais, criminais e relativos à sucessão quando ocorrer a morte ou incapacidade do usuário virtual. Especificamente com relação à sucessão patrimonial, surge então o seguinte questionamento: qual destino será dado ao seu patrimônio digital quando ocorrer a sua morte ?

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Gol do San Lorenzo

Daniel Thame

daniel-charge-cuba-zap23 de novembro de 2016. 23 horas e 35 minutos.  São 45 minutos do segundo tempo. A Chapecoense, time do interior de Santa Catarina que há sete anos disputava a Serie D do Campeonato Brasileiro, segura o 0x0 contra o poderoso San Lorenzo, da Argentina.

O resultado garante a inédita e surpreendente vaga na final da Copa Sul Americana, o segundo torneio mais importante do continente.  Falta na lateral da grande área a favor do time argentino. Na Arena Índio Condá milhares de corações batem no compasso da expectativa: glória ou tragédia.

Na Fox Sports, o narrador Deva Pascovicci eleva a emoção até a estratosfera: “que o índio Condá fique debaixo das traves. Que o espirito de Condá  esteja com todos os jogadores. Olha o lançamento, bola na pequena área, Bland chuta a queima roupa,  o goleiro Danilo tenta tirar com o pé direito,  mas a bola morre mansamente no fundo das redes”

1×0 San Lorenzo, fim de jogo.

chape-2A Chape como é chamada,  para nas semifinais. Deva, mais controlado, diz que o time caiu de pé. O comentarista Mario Sergio Paiva,  com seu estilo direto, afirma que faltou experiência pra segurar a bola, mas que serve como lição para um time novo no cenário do futebol internacional. “O time ainda está muito verde para chegar a uma decisão tão importante”, diz o também comentarista, Paulo Clement,  fazendo um trocadilho pouquinha coisa mais do que infame com as cores do clube.

Entrevistados pelo repórter Victorino Chermont os jogadores lamentam o gol sofrido no final do jogo, mas reconhecem que o time sai da competição de cabeça erguida. A torcida concorda, tanto que permanece no estádio após o fim do jogo e aplaude de pé  os jogadores e o técnico Caio Junior.

Apenas Danilo continua inconsolável: “eu poderia ter defendido aquela bola…”

30 de novembro de 2016. 22 horas e 15 minutos. Alético Nacional e San Lorenzo fazem em Medellin o primeiro jogo da decisão da Copa Sul Americana. O goleiro Danilo assiste em casa a partida, transmitida pela televisão. A cada lance, o mesmo pensamento: “eu poderia estar lá com a Chapecoense, se não fosse aquela bola no fim do jogo…”.

É despertado do estupor pelo  abraço do filho pequeno, vestido com a camisa da Chape, e pela voz da mulher: “vem dormir, porque que amanhã você tem treino pra pegar o Atlético Mineiro pelo Brasileirão”.

Na Fox Sports,  Deva Pascovicci narra e Mario Sergio comenta o jogo do estúdio. Em Medellin,  Vitorino Chermont, que seguiu para a Colômbia num voo de carreira, faz reportagens de campo já com cabeça na Copa Libertadores 2017 com Palmeiras, Flamengo, Santos e outros times de títulos, torcida e tradições mundiais.  A Chapecoense foi um breve sonho de primavera que o time do Papa tratou de interromper no derradeiro minuto de jogo. A  vida e o jogo não podem parar.

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E nem o Destino, esse trapaceiro, é capaz de voltar o tempo e fazer a desgraçada dessa bola que parou nos pés de Danilo entrar e abortar o voo para o vazio ainda da pista…

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texto publicado em 30 de novembro de 2016. Um ano depois, o vôo ainda não terminou.

 

 

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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