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Archive for setembro 9th, 2017

Setembro Vermelho: Mês Internacional do Coração

Dra. Hannah Thame

 

hannah thameSetembro marca o início de um movimento de amor e conscientização junto ao coração do seu melhor amigo. As doenças do coração nos animais, na maioria das vezes, chegam de forma silenciosa, progressiva e fatal. Portanto o cuidado e a orientação para os problemas que mais afetam os cães e gatos ao longo da vida devem ser constantes.

As cardiopatias em animais são cada vez mais comuns, já que, assim como os humanos, eles estão vivendo mais. O problema se agrava porque o tutor não está acostumado a cuidar dos bichinhos idosos como cuida dos filhotes.  Estima-se que cerca de 35% dos cães serão acometidos por alguma cardiopatia ao atingir a fase idosa e que até aproximadamente 13 anos, cerca de 70% deles vão desenvolver a chamada Doença Valvar Crônica Mitral (DVCM), a principal cardiopatia que acomete os cães.

ethamDeve-se sempre estar atentos a quaisquer alterações observadas, afinal ninguém conhece melhor seu cão do que o próprio tutor. A qualquer mudança na rotina, é preciso consultar um Médico Veterinário para uma avaliação adequada e para realização de exames preventivos a tempo. Os principiais sintomas da doença cardíaca são: apatia e intolerância à exercícios físicos; cansaço frequente; perda de apetite, tosse, engasgos e dificuldade respiratória.

A doença cardíaca pode ser detectada por meio de um exame realizado durante a consulta, através da auscultação do coração com um estetoscópio. Porém, exames complementares podem ser necessários para confirmação de diagnóstico, como raio-x, eletrocardiograma ou ecocardiograma. O tratamento deve ser instituído o mais rápido possível, através do uso de medicações que ajudam a reduzir o trabalho e a carga do coração, proporcionando uma vida mais longa e saudável juntos. Além disso, pode ser feito uso de rações terapêuticas exclusivas para cardiopatas.

Com esses cuidados, seu pet pode viver bem e feliz por muito mais tempo. Se conscientize, quem ama, cuida!

 

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

A invasão dos Sapos

 Gerson Marques

gerson marquesQuando o castelhano Filipe de Guillem chegou aqui, fazia três anos que tinha começado a praga dos sapos, nestes tempos viviam em Ilhéus umas  oitenta almas, – índios e negros não contavam – em umas doze moradias quase todas no Outeiro de São Sebastião e em três engenhos de cana de açúcar, eram habitações muito rústicas feitas de madeira, pedra, barro e palhas. A pequena igreja de Nossa Senhora e a Casa dos padres eram as edificação mais importante da Vila, feitas em adobe ajuntados por uma espécie de cimento com areia, pó de conchas, e óleo de baleia, não existia nem um padre morando por aqui, já que não restou um vivo na cidade depois que começou a praga dos sapos, o ultimo, Manoel de Andrade, havia morrido queimado na Santa Fogueira da Inquisição, depois de enlouquecer atormentado com a invasão dos anfíbios batráquios, como explicou Tertulino Alvarenga o coroinha da Paróquia, que  naqueles tempos era única autoridade eclesial da comunidade.

Segundo o relatado na missiva mandada ou Rei D. João III em 1539  por Filipe Guillen, a Vila era o lugar mais parecido com o inferno que ele podia imaginar, se não fosse aqui o próprio Hades, Ilhéus nesta época vivia uma desolação completa, tomada por uma praga de sapos que invadiu todos os lugares, casas, ruas, igreja, plantações, e todo espaço possível, a perturbação era potencializada pelo enorme barulho do coaxar incessante dia e noite, capaz de enlouquecer até um monge tibetano, o único lugar da cidade que não tinha sapos era a praia.

Essa tragédia teria começado quando o fidalgo português João de Tiba aportou na Vila vindo de Portugal em uma nau muito avariada depois de quatros meses e doze dias de navegação errante pelo Atlântico, seu destino era a Capitania de Porto Seguro, onde o donatário Pedro Tourinho, teria lhe ofertado uma enorme sesmaria, trazia na bagagem entre as coisas que pode salvar, ( já que metade dos pertences foram jogados ao mar para aliviar o peso e evitar naufrágio certo), uma gaiola onde mantinha um rebanho de sapos, trinta fêmeas e seis machos, que, segundo João de Tiba, seria muito útil para comer besouros e todo tipo de inseto que infestavam as terras ainda virgens do Brasil.

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Artes & Artistas

Juraci Masiero Pozzobon

Amomm de Deus

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Amomm Hebrom de Deus, conhecido artisticamente como Amomm de Deus. Nascido em São Paulo mais precisamente em Osasco em 1978, ainda com 8 anos de idade começou a pintar e com 11 fez sua primeira exposição individual no Museu Dimitri Sensuad de Lavaud, em Osasco e aí em diante várias delas e participações em salões de artes e bienais. Sempre foi orientado pelo pai que a obra de um artista valoriza na parede do colecionador, por isso Amomm sempre vendia para o seu incentivo.

 

ammon 4Seria muito fácil dizer que Amomm de Deus tem tinta em vez de sangue nas veias. A influência é inegável por ser filho de um mega artista contemporâneo, Waldomiro de Deus e também da artista Lourdes de Deus. Porém a mistura de talentos em um só lar é caracterizada pela autenticidade e identidade única de cada um deles. As obras de Amomm são comprometidas com a vida sertaneja que se vê no campo na roça, nos carrosséis e parques que assim permitem uma poesia cheia de fantasias.

A lua muito presente em seus trabalhos manifestando os inconscientes, uma indagação constante a desafiar seja de noite ou de dia e faz lembrar independente de suas intenções claras… Embora Amomm seja naif, insere nas telas corpos esculturais clássicos que nos faz admirar e interagir numa bela releitura, com seus atributos particulares nos personagens surrealistas com harmonia em degrade no horizonte.

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Amomm casado com Kelen tem 4 filhos, mora em um aconchegante ranchinho na beira da serra do Japi em Cajamar, São Paulo. Ele é apaixonado pela vida, onde percebe que as coisas mais simples e verdadeiras encontra a felicidade. A  música é sua inspiração para suas obras.

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Amomm diz: “Quanto mais a vida fica corrida, individualista e cinzenta nas grandes metrópoles, a arte continuara sendo um momento de alegria, de  poesia e de felicidade através de minhas pinceladas sertanejas.”

 

                            Juraci Masiero Pozzobon é ativista cultural

O microfone é seu…

 Daniel Thame

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ITABUNA, OSASCO, NAS ONDAS DO RÁDIO

Informação relevante

1987, Radio Clube de Itabuna. A equipe de esportes comandada por Jota Hage, embora modesta, vinha dando um calor na Radio Difusora e na Radio Jornal. Recém chegado de Osasco, típica voz de caipira do interior, fui acolhido como comentarista, já que as vagas de repórter estavam devidamente preenchidas.

Se não chegava a ser um Iedo Nogueira, o bambambã da época, também não fazia feio, porque futebol é igual em qualquer lugar do mundo e eu já vinha de uma experiência de dez anos como repórter de campo.

Entre os integrantes da equipe, estava Adelson Pinheiro, ótimo repórter, mas que tinha o hábito de interromper os comentários do intervalo com informações desnecessárias, apenas para continuar no ar.

Novo no pedaço, ainda tateando o terreno, ia levando e encarando aquelas interrupções na boa.

No intervalo de um jogo entre Serrano e Itabuna, em Vitória da Conquista, pelas semifinais do 1º. turno do Campeonato Baiano, num frio de gelar os ossos,  não conseguia completar uma frase sem que o Adelson me interrompesse com alguma ´informação importante´.

Até que, na falta do que dizer, ele perpetrou: “quero informar aos ouvintes que os dois times estão nos vestiários”.

Tive que ir na canela: “valeu, Adelson, pela brilhante informação. Deve ser a primeira vez na história do futebol que os dois times descem para os vestiários no intervalo do jogo”.

O intrépido companheiro entendeu a sutileza do lance e pude concluir meus comentários até que, também certamente pela primeira vez na história do esporte bretão, os dois times voltassem para o campo após o intervalo.

-0-0-0

Antes que vire gol

Radio Difusora, Osasco, lá pelo início dos anos 80. Do século passado!

A gente cobria um jogo entre São Paulo e Náutico, pelo Campeonato Brasileiro. A partida não valia nada, porque os dois times já não tinham chances de classificação. Um desses jogos de entediar até torcedor fanático do São Paulo, como é o caso deste blogueiro.

Partidinha insossa, modorrenta, num Morumbi quase vazio.

Lá pelas tantas, o narrador Silva Netto (mais fanático ainda pelo São Paulo) narra um chute todo errado do atacante como se a bola tivesse “raspado” a trave.

Quando ele me acionou para contar como foi o lance, eu disse o que vi:

-A bola passou longe, sem nenhum perigo pro goleiro, segue o jogo…

Nem tinha notado que Silva Netto havia dito que a bola que passou longe tinha passado perto do gol.

Mas ele notou que eu o desmenti no ar, sem querer e sem perceber.

Em vez de seguir a narração do jogo, o que seria normal, ele decidiu me corrigir:

-A bola passou perto, um lance de perigo do São Paulo…

E eu, em vez de encerrar o assunto e pensar na morte da bezerra, insisti:

-Não, Silva, a bola passou longe. Estou ao lado do campo e vi…

Que nada!

Para o Silva Netto havia sido lance perigoso e não tinha jeito. Enquanto o jogo corria sem graça, os ouvintes da Difusora testemunhavam uma inacreditável discussão entre o narrador e o repórter, acerca de um lance banal.

Voltei a pensar na morte da bezerra e acabei concordando com Silva Netto, antes que ele transformasse uma bola que quase derrubou a bandeira de escanteio em gol do São Paulo.

Sem o “gol do Silva Netto” o jogo terminou mesmo em 0x0.

Implicações criminais no espaço virtual

Débora Spagnol

 

debora 2As relações interpessoais foram, ao longo do tempo, sofrendo as influências da tecnologia. Do inicial contato exclusivamente físico, evoluiu-se para as cartas, telegramas, telefonemas, fax, vídeos, redes sociais, teleconferências, entre outros.

Ao mesmo tempo em que aproxima virtualmente quem está fisicamente distante, possibilitando o conhecimento de pessoas, culturas e nações diferentes, a tecnologia pode afastar quem está próximo, ao alcance da palavra.

As redes sociais podem favorecer as relações interpessoais, uma vez que criam todo um universo de possibilidades ao permitir que mais pessoas se comuniquem com mais velocidade, favorecendo relações profissionais e mesmo afetivas. Além disso, pela natureza quase gratuita da maioria dos conteúdos, a internet proporciona uma inclusão digital e social sem precedentes.

Porém, ao mesmo tempo em que abre um leque de possibilidades de aquisição de conhecimento, aumento da rede de contatos pessoais e profissionais de forma barata, simples e rápida, as redes sociais podem levar a excessos – não são raros os casos de viciados em celulares e computadores, que abrem mão dos relacionamentos pessoais em favor dos virtuais.

Além disso, a vaidade e a necessidade de autoafirmação fazem com que as pessoas renunciem à própria privacidade em troca de ´likes´ e da ilusão de aceitação. A vida pessoal muitas vezes é exposta por desejo do protagonista, mas em muitos momentos pode também ser objeto de vários tipos de violação, que resultam nos chamados “crimes cibernéticos”.

Em 1981, o filósofo Jean Baudrillard já dizia que o mundo no espaço virtual é uma simulação de realidade, chegando, às vezes, a um simulacro. A reflexão do filósofo deu-se exatamente sobre a mudança do comportamento ético e moral na modernidade,que, sendo indispensáveis em qualquer forma de interação, foram reconstruídos por intermédio das relações pessoais. (1)

Mais recentemente, Zigmund Bauman fala da liquidez nos relacionamentos, discorrendo sobre o quanto a forma rasa e nada profunda de interação é o que permeia as interações pessoais, aí incluídas as virtuais (2).

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Rui entrega tratores e firma convênios para beneficiar pequenos agricultores no sudoeste da Bahia

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Em continuidade à agenda no município de Belo Campo, na região de Vitória da Conquista, o governador Rui Costa entregou 15 tratores para os pequenos agricultores do sudoeste da Bahia, nesta sexta-feira (7), e autorizou convênios da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) com associações locais, no valor de R$ 770 mil, por meio do programa Bahia Produtiva.

trat 2“O desenvolvimento da Bahia passa pela agricultura familiar. A Bahia é o estado que tem o maior numero de agricultores familiares do país, são 700 mil famílias, cerca de 3 milhões de pessoas. Para conseguir é preciso que as terras estejam legalizadas, que tenham esses certificados de cadastros ambientais. Por isso contratamos empresas e equipes para fazer o certificado para grupos de agricultores e já entregamos 120 mil certificados. Até o final do governo teremos entregue 400 mil títulos”, afirmou o governador Rui Costa

Gilson Carlos, do povoado das Melancias, município de Ituaçu, planta limão, maracujina, feijão, milho e outros produtos. Ele fala da melhora da produção com os novos tratores. “O trator vai atender cerca de 100 famílias na nossa região. Eu acredito que o que um animal faz em cinco dias, esse trator faz em duas horas. Agora, quem arava um hectare vai poder arar três”. Do mesmo povoado, Gilvan Barbosa fala de outros benefícios. “Quando a gente construía qualquer coisa era em carriola carregando areia, cimento. Com o trator, vamos transportar mais coisas e com mais rapidez. Também ajuda nas estradas. É muito bom o trator”, comemora.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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