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Archive for agosto 12th, 2017

Kauã e Iacina uma encantada história de amor

Gerson Marques

gerson marquesQuando o português Pero  Magalhães Gândavo chegou a Lagoa de Itaípe em fevereiro de 1570, ficou completamente extasiado com a beleza do lugar, chamou de “mar de dentro” tamanha eram as águas da lagoa, sua  extensão e beleza.

Gândavo estava com Felisberto Lisboa, seu imediato auxiliar, oficial do exército português encarregado de lhe acompanhar, a viagem de Gândavo era uma missão de prospecção a serviço da Coroa de Sebastião I, o objetivo era registrar e relatar a vossa alteza, tudo sobre as terras de Santa Cruz, a mais nova e mais desconhecida descoberta lusitana, o Novo Mundo português.

A Vila de São Jorge dos Ilhéus já era habitada por duas dúzias de portugueses, uns oito padres e cinquenta e dois índios catequizados, foram eles que levaram Gandâvo e Felisberto até a Lagoa que os portugueses já chamavam de Encantada.

A viagem foi em parte a pé e depois em canoa, a lagoa era terra dos índios Tupinambás de comportamento imprevisível, no entanto, amigos dos padres jesuítas, que já andavam por aquelas paragens catequizando os ribeirinhos. Situada ao norte de Ilhéus umas três léguas, existiam na lagoa duas pequenas aldeias, uma com oito ocas e uns cem índios, contando as crianças, que se chamava  Patiti, e outra um pouco menor, chamada de Aldeia Pequena, viviam todos da pesca e caça, além dos roçados. Junto aos índios vivia também uma família mestiça, formada por um francês já idoso, que fora deportado e abandonado na costa por um navio corsário, trinta anos antes da chegada de Gândavo, casado com uma índia da nação Botocudo, tinham oito filhos entre eles um cego de nascença de nome Çaaci, moravam em uma choupana fora do núcleo da aldeia, também na margem da Lagoa, eram no entanto, integrados ao cotidiano dos demais índios da Aldeia Patiti.

A história que vou contar não está no livro “Tratado da Terra do Brasil, História da Província de Santa Cruz” que Pero Gândavo publicou depois que voltou a Portugal, trata-se do casamento da filha do Cacique da Aldeia Patiti com o filho do Cacique da Aldeia Pequena, me foi contada ao pé de ouvido por gente antiga que morou e morreu na Lagoa, que por sua vez ouviu de outros ainda mais antigos, uma história oral que será escrita pela primeira vez.

lagoa encantada (2)Desde criança o índio  Çaaci, já apresentava um comportamento diferente,  apesar de cego enxergava mais que qualquer um da aldeia, tinha a capacidade de saber onde estavam as pessoas e os bichos mesmo muito distante ou na escuridão da noite, dizia onde estavam os peixes no fundo da lagoa, conversava com as árvores de quem, dizia ele, recebia informações sobre o tempo e a saúde das pessoas, também falava com animais, que em sua presença tinha um comportamento dócil e manso, chamava qualquer ave do céu até sua mão, fui iniciado por um velho pajé ainda muito novo no complexo mundo espiritual dos Tupinambás, apesar de jovem era um curador reconhecido e procurado até pelos brancos, teria espantado os padres jesuítas ao curar um deles, em estado leproso que vivia isolado dos demais há muitos anos, usando somente água.

Alguns dias depois da chegada de Gândavo, uma grande festa de casamento estava marcada, a filha do Cacique Kaluanã da aldeia onde estava o português, Iacina, casaria em dois dias com o filho do Cacique Aruanã da Aldeia Pequena, um jovem guerreiro de nome Cauã.

Era tradição fazer o casamento na aldeia da noiva, uma comitiva com os irmãos da Iacina, buscaria Cauã em sua aldeia, Gândavo pediu para ir junto a eles na travessia de busca do noivo, no dia seguinte partiram logo cedo, a viagem durava meio dia de navegação a remo para ir e mais meio dia para voltar.

Foram recebidos com festa na Aldeia Pequena, comeram peixe e farinha de mandioca e tardaram mais que deveriam para fazer a jornada de volta, no fim da tarde juntaram cinco canoas com o noivo Cauã e seus parentes iniciando a travessia,  chegando o início da noite ainda estavam em alto lago quando foram surpreendidos pela mudança do vento, logo as ilhas flutuantes, fenômeno único nessa lagoa, por isso mesma batizada pelos portugueses de Encantada, fechou o caminho das canoas impedindo a viagem, caiu a noite e apesar de muito esforço, não houve como avançar.

Os índios das duas aldeias demostravam muito medo, falavam o tempo todo de um monstro chamado Arikonta que vivia nas ilhas flutuantes.

A noite escura sem lua, tornava tudo mais assustador, já tarde da noite um barulho tenebroso colocou todos em pavorosa situação, um segundo barulho ainda mais próximo revelou o monstro Arikonta com seus gigantescos  tentáculos como um povo marinho, uma enorme cabeça de touro com muitos chifres e uma boca pavorosa, avançou no escuro para cima da canoa onde estavam Gândavo e o jovem Cauã, arrancando o noivo de Iacina da canoa e desaparecendo com ele no matagal de ilhas flutuantes, tudo muito rápido e assustador como um trovão.

De sua choupana Çaaci acordou com a nítida imagem de tudo que estava acontecendo, correu para margem da lagoa, pós a mão direita sob à água e provocou uma enorme tempestade, ondas se fizeram do nada agitando toda lagoa, ventos em fúria soprou por todos os lados, as ilhas flutuantes imediatamente se abriram libertando as canoas prisioneiras, assustados puseram-se os remadores em tamanha velocidade a remar que em pouco tempo já chegaram a margem da Aldeia Patiti onde Çaaci os esperava sentado em uma pedra.

Toda a aldeia correu para o local, logo a notícia do desaparecimento de Cauã levado pelo monstro Arikonta chegou aos ouvidos de Iacina, que prostrou-se a chorar um pranto tão sentido que causou profunda comoção nos presentes, Çaaci foi até ela e disse que ele estava vendo seu jovem noivo na barriga do monstro, mas nada podia fazer, a noiva em desespero pediu então a Çaaci para ir ter com seu amado na barriga da fera, todos ficaram assustados e clamaram para que este pedido da jovem índia não fosse aceito, Iacina então implorou ao pai cacique  que mandasse Çaaci atender o seu pedido, Kaluanã não aceitou, Iacina então se jogou no lago e pois a nadar com tamanha fúria que logo se distanciou, todos puseram-se em desespero implorando que voltasse, Çaaci deu dois passos para dentro do lago apontou a mão em direção a Iacina que já ia longe e a transformou em uma sereia, que logo mergulhou desaparecendo no fundo da lagoa.

Ainda hoje, contasse na região que ela habita as profundezas daquela linda lagoa junto a pequena ilha de nome Arigoá, onde, ocasionalmente pode ser vista em noite de lua entoando antigos cantos de seu povo que também já desapareceu.

Gândavo e Felisberto ainda ficaram por ali alguns dias, em seu livro publicado em 1577 em Lisboa, o escritor português relata a existência de tubarões, peixe boi e outros monstros na Lagoa Encantada, mas nada diz sobre Çaaci, Iacina e Cauã.

 Gerson Marques  é presidente da Associação dos Produtores de Chocolate do Sul da Bahia

 

A Internet como ferramenta estratégica de comunicação

Gabriela Monteiro

gabriela bandeiraA Internet, a partir do ponto de vista midiático, transformou os panoramas dos setores sociais contemporâneos. Neste sentido, em contextualização dessa moderna plataforma, novos formatos de estratégias voltadas aos sistemas organizacionais de comunicação têm sido constantemente atualizados para melhor atender as transformações mercadológicas, e acima de tudo, o público.

Neste ínterim, diversos estudos que tratam da comunicação no âmbito digital propõem-se a abordá-la de maneira mais ampla, buscando níveis mais elevados por parte dos pesquisadores para se possuir o máximo de atributos com relação à compreensão a respeito desse fenômeno. Nasce, então, o conceito de Ciberespaço, que advém da necessidade de se explorar como as novas tecnologias têm sido utilizadas como meios midiáticos e também a Cibercultura, a qual representa o campo que estabelece o relacionamento do sujeito com as tecnologias.

Diante de tais preceitos, considera-se que a comunicação possibilita aos seres humanos o compartilhamento de diferentes informações entre si, tornando assim o ato de comunicar uma atividade essencial para a sociedade. Em meio à década de 70, com a introdução das novas tecnologias e informática, a comunicação atingiu uma espécie de globalização que consequentemente ocasionou transformações nos panoramas organizacionais.

Com base nesta perspectiva, é possível afirmar que a Internet proporcionou uma revolução na relação comunicacional entre consumidores e marcas. Na era digital, as pessoas estão exercendo cada vez mais poder sobre as empresas de modo a expor suas opiniões, críticas e elogios, criando assim uma relação consistente com as mesmas. Sendo assim, percebe-se que em meio a um público ainda mais ativo no processo de desenvolvimento da comunicação é de suma importância que os profissionais da área de comunicação empresarial saibam utilizar as novas plataformas midiáticas a seu favor.

Portanto, torna-se perceptível que as novas mídias exercem um poder de sobressair às empresas dentro de um mercado de competição elevada, de modo a fortalecer sua imagem perante seus públicos e solidificar sua marca no cenário cada vez mais repleto de observadores. Esse novo ambiente tem fornecido canais alternativos para trocas de informações, comunicações, distribuições de diferentes tipos de produtos e serviços.

 

Gabriela Monteiro é formada em Comunicação Social pela Unime/Itabuna

Artes & Artistas

Juraci Masiero Pozzobon

 

Jerci Maccari, a arte vem do campo

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Catarinense de Urussanga, SC, mas cresceu na cidade de Francisco Beltrão, PR. Jerci filho de agricultor trabalhou com a família nos afazeres no campo, como mostra suas obras.

Ainda com apenas 13 anos de idade foi estudar no seminário de Ibicaré, SC, mais tarde foi transferido para o seminário de Pirassununga, SP. Sempre que possível ao aconchego da família, onde até hoje faz suas criações artísticas rurais do convívio familiar.

jerci 3 Em 1970, vai para a casa religiosa de Valinhos, SP, onde vive até hoje. Sua vocação religiosa fica para trás , mas algo sempre o acompanha, faz parte da “ Orquestra Filarmônica de Valinhos”, fez sua estreia como presidente e Diretor artístico também compõe o naipe dos violinos, que é o instrumento que domina.

Ainda da aula, como professor de música e pintura. Administra diversas oficinas de pintura em entidades assistenciais e escolas para crianças carentes e especiais.

A pintura o leva enveredar-se pela arte moderna. Hoje, depois de muito estudo aderiu a influencia cubista seus temas da pintura são dados pelo elemento figurativo e pela estilização das paisagens.

Jerci Maccari tem como temática o homem do campo, sempre que vemos suas telas suas cores muito vivas, bem definidas e perspectivas homogêneas seus personagens bens distribuídos e sua marca de personagem sem definição facial. Registra o ambiente sócio-cultural do meio rural e suas consequências com simplicidade do lavrador como simbologia de vida.

jerci 4Jerci Maccari participou de várias exposições individuais, coletivas nacionais e internacionais, com especialistas, que publicam artigos sobre seus trabalhos.

Jerci também irá participar dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida na grande festa que acontecerá em outubro deste ano.

A iniciativa da TV Vanguarda de S.José dos Campos, é a idealizadora, organizadora e produtora com “Olhar de N.S Aparecida”. Jerci Maccari apresenta sua técnica e seu estilo. A obra será doada ao santuário de Nossa Senhora Aparecida.

Jerci é um grande mestre na música e artes visuais para Valinhos, SP.

 

Juraci Masiero Pozzobon é artista plástica e ativista cultural

Namoro ou união estável?

Débora Spagnol

debora 2Vinícius de Moraes romanticamente escreveu: “Se você quer ser minha namorada, ai, que linda namorada você poderia ser. (…) Porém, se mais do que minha namorada você quer ser minha amada, mas amada pra valer… aquela amada pelo amor predestinada sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer. Você tem que vir comigo em meu caminho. E talvez o meu caminho seja triste prá você”.

Os relacionamentos amorosos geralmente iniciam pela paixão, pelo fluir dos hormônios no corpo e pelo excesso de expectativas em relação ao parceiro. O tempo e a convivência se encarregam de “ditar” o destino da paixão: às vezes se transforma em amor, às vezes em ódio (segundo Chico Xavier, nada mais que o amor adoecido).

Quando as vidas continuam entrelaçadas e o relacionamento passa a ser duradouro, nasce o que normalmente definimos como “namoro”.

No judiciário, porém, tramitam inúmeras demandas nas quais um dos parceiros requer o reconhecimento da união estável mantida com parceiro que encarava o relacionamento como um “namoro”.

Ao contrário do namoro, que não gera qualquer efeito patrimonial, a união estável traz aos parceiros alguns benefícios: meação dos bens adquiridos durante a convivência, alimentos, assistência previdenciária e até direito de herança em certas situações.

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A lição de vida que dá o nordestino

Walmir Rosário

Walmir RosárioApós quase 50 anos venho rever a caatinga aqui para as bandas da divisa de Sergipe e Bahia e, dentre as novidades que vi, quase nada, a não ser o tamanho das cidades, num misto de crescimento e desenvolvimento. Ao invés das estradas carroçáveis e esburacadas, asfalto, um tanto cansado, é verdade, mas aceitável para os meios de transportes de hoje.

Nada mais de paus-de-arara, agora o sertanejo viaja em ônibus confortáveis, em pick-ups cabines duplas, carros modernos iguais aos que vemos nos grandes centros do Brasil. Pouca diferença no comércio, com supermercados oferecendo os melhores produtos das mais diversas regiões brasileiras e do exterior; lojas e boutiques acompanham os lançamentos mais recentes da Europa e Estados Unidos.

O sertanejo está com tudo, como sempre teve. Se antes não dispensava as notícias mais imediatas nos grandes aparelhos de rádio com seis, sete e até nove faixas, hoje dispõe da televisão a cabo e via satélite, além da internet que o conecta 24 horas com todo o mundo. Negocia sua safra com as cooperativas e empresas multinacionais via telefone celular, com equipados com os mais modernos apps.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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