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Em Bom Jesus da Lapa, Rui assina decreto que torna festa como bem cultural imaterial

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Os homens e mulheres de fé, que todos os anos enchem as ruas da cidade de Bom Jesus da Lapa, para participar dos festejos religiosos, agora têm mais motivos para comemorar. A Festa do Divino Espírito Santo, celebração centenária da igreja católica, se tornou, neste domingo (6), um Bem Cultural Imaterial do Estado da Bahia. Além disso, a Romaria do Senhor Bom Jesus recebeu o Registro Especial Provisório como Patrimônio Imaterial do Estado. A determinação foi aprovada pelo Conselho Estadual de Cultura da Bahia, e autorizada pelo governador Rui Costa, que, acompanhado da primeira-dama, Aline Peixoto, participou dos festejos com os fiéis.

Após chegar, logo cedo, à Casa Paroquial, Rui seguiu em procissão com o bispo D. João Santos Cardoso e padres até o altar da igreja, onde assistiu à missa de Ação de Graças. “Estou muito emocionado por poder professar a minha fé junto com tantas pessoas, e reafirmar a nossa caminhada e nossa fé em Deus. Esses registros abrem caminhos para que possamos utilizar fontes de recursos para valorizar esse importante evento da fé do povo, não só da Bahia, mas do Brasil inteiro. São dois atos de reconhecimento importantes que consagram essa festa, que já está na alma e no coração do povo brasileiro”, destacou o governador.

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A festa, que já contava com proteção provisória do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (Ipac), tem, agora, o compromisso do Governo do Estado em trabalhar pela permanência da tradição secular que todos os anos leva milhares de pessoas em romaria pela cidade de , e é parte integrante da memória cultural do estado, preservando a devoção que faz parte da identidade do povo dessa região.  De acordo com o secretário estadual da Cultura, Jorge Portugal, as celebrações religiosas em Bom Jesus da Lapa “representam a cultura popular da Bahia e revelam a alma mais profunda do estado, que é a fé desse povo”.

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Comemorada 50 dias após a Páscoa, a Festa do Divino Espírito Santo é marcada por missas, procissões, além de manifestações folclóricas e banquetes coletivos de doações religiosas, que todos os anos atraem fiéis do país inteiro. Somente durante a romaria, o Ipac estima que circulam pela cidade cerca de 500 mil fiéis, sendo que durante o ano inteiro, esse número chega a 2,5 milhões de pessoas. (fotos Mateus Pereira/SecomBA)

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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