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Archive for julho 1st, 2017

Em Aurelino Leal, Rui entrega posto de saúde e ações para agricultura familiar

 

a leal 2

Finalizando uma intensa semana de viagens pelo interior do estado, o governador Rui Costa esteve na cidade de Aurelino Leal, no sul da Bahia, neste sábado (1º). No assentamento da Fazenda Cascata, ele inaugurou um posto de saúde da família e assinou convênio para readequação de uma unidade de beneficiamento de frutas.

Com investimento de R$ 265 mil, a unidade de saúde possui consultórios médico e odontológico, farmácia e salas de enfermagem e vacinação. “Estamos inaugurando um posto de saúde e quero parabenizar o município por chegar a 100% de cobertura na atenção básica. Fizemos aqui grandes investimentos na saúde e na agricultura, entregando, inclusive, 12 mil mudas de cacau para os agricultores replantarem, melhorando a produção e reestruturando a produção no assentamento”, afirmou Rui.

a leal 3A unidade de saúde beneficia cerca de 3 mil moradores, como a dona de casa Anelice Santos. “Quando alguém no assentamento ficava doente, era muito difícil. Tínhamos que buscar transporte e ir para outros lugares. Agora vai ser ótimo. É um privilégio ter o posto de saúde aqui”, comemorou a dona de casa.

O convênio para a requalificação da unidade de beneficiamento de frutas, celebrado com a Associação Brasil na Luta Procurando seus Direitos Agrícolas, prevê investimento de R$ 170 mil na construção e aquisição de equipamentos, beneficiando 40 famílias de pequenos agricultores.

Ainda em Aurelino Leal, o governador fez a entrega de 40 unidades sanitárias na Comunidade de Bela Vista, que receberam um investimento de R$ 340 mil. (Fotos: Mateus Pereira/GOVBA)

O Outeiro de São Sebastião: uma história de Ilhéus

Gerson Marques

 

gerson marquesO mar calmo do dia 20 de janeiro de 1536, permitiu a fácil navegação até o interior da baía, uma ancoragem tranquila marcou o fim de uma longa viagem que havia começado quatro meses antes em Portugal, era verão nos Ilhéus, já batizado de São Jorge, que recebia a primeira embarcação com colonos enviada pelo donatário da Capitania, Jorge Figueiredo Correia.

A exuberante colina tomada por uma densa floresta que dominava a entrada da baía, foi logo apontada como o ponto ideal para a construção das primeiras moradias e fortificações, a data deu o nome a colina, Outeiro de São Sebastião.

Nascido na cidade do Porto,  experiente em navegações pelos Açores e África, o marujo Manoel Antônio Gonzaga, foi encarregado de derrubar as primeiras árvores, abrir clareira e construir moradias, no dia seguinte acompanhado por mais três marujos subiu o Outeiro com grande dificuldade, trabalho duro, aberto a primeira clareira puderam se deslumbrar com a beleza da paisagem descortinada para o Atlântico, quando se preparavam para descer foram tomados de surpresa ao descobrirem uma família de macacos no alto de uma árvore, Manoel o único que possuía uma arma, não teve dúvidas,  apontou a velha besta carregada de pólvora e chumbo na direção dos bichos, notou que tratava-se de uma fêmea com filhote no colo e um macho forte pouco acima, com a mira feita em distância curta preparou para o disparo quando ouviu a macaca dizer em alto e bom som, “ou Inácio segura aqui Ignacio, vou ver se esse português é macho” descendo em balada carreira na direção ao português Manoel, assustado, tanto pela reação e mais ainda por ver bicho falar, fugiu em disparada desengonçado que escorregou na borda de um precipício e caiu de grande altura, falecendo imediatamente.

outeiro iosEm 1567, a Vila de São Jorge dos Ilhéus já se espalhava do Outeiro ao baixio plano e brejado que circundava o sopé do morro,  da beira mar até a enseada de dentro, onde o cais improvisado aportavam raras caravelas que bordeavam a costa, ligando os pequenos povoados a Salvador e Lisboa.

Por essa época, travava-se no Rio de Janeiro, ainda um povoamento, uma ranzinza batalha entre os franceses liderados por Nicolau Durand de Villegagnon, contra os portugueses, por sua vez liderados por Estácio de Sá. Com dificuldades para vencer a batalha e expulsar os franceses da Guanabara,          o governador Geral do Brasil,  Mem de Sá, resolve formar uma tropa, e ajudar seu sobrinho, recrutou em Ilhéus um exército mambembe formado por índios, caboclos e uns poucos portugueses, partiram por terra para o Rio de Janeiro em outubro de 1567, entre os Ilheenses logo se destacou Felisberto Duvivier, filho de um francês deportado, com uma Índia nativa de Olivença,  catequisada pelos Jesuítas, aceitou casar com o francês, tiveram vários filhos, o mais velho, Duvivier, nasceu no Outeiro de São Sebastião em maio de 1545, recebendo a reencarnação do espírito do finado Manuel, aquele dos macacos.

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Muito discurso e pouca leitura

João Palma

joão palmaNão há o que contestar quando tratamos da importância da leitura no processo de aprendizado e na formação de uma sociedade do conhecimento por meio da informação, condição básica para qualquer Nação tornar-se desenvolvida.

Parece óbvio o texto acima, mas vale repetir o alerta: cresce de maneira assombrosa o número de pessoas, jovens em sua maioria, que não tem qualquer constrangimento ao anunciar que não gostam de ler e, pior, não leem.

Não é possível imaginar candidato a emprego ou aluno disputando vaga na universidade, tendo que preencher formulário ou responder questionário sem conseguir compreender o que nele vai escrito. E estas são realidades de um país que imagina ter acordado o gigante adormecido. Com discursos eloquentes, mas práticas ridículas é que não o acordaremos mesmo.

Ninguém deu a mínima para a observação cruel mas verdadeira de Angel Gurriá sobre o fato de “o Brasil não ser um bom exemplo em educação”. Gurriá era o secretário geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, a OCDE, organismo que realiza um respeitado teste de avaliação de alunos, o PISA, em ciências, matemática e leitura. O Brasil sempre ocupa as últimas posições.

A Unesco, outro organismo das Nações Unidas, define como analfabeto funcional o individuo que sabe ler e escrever o próprio nome, assim como lê e escreve frases simples e efetua cálculos básicos, mas é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades do dia a dia.

Os índices, infelizmente, tendem a piorar anunciando um desastre social de consequências trágicas. Nenhuma Nação se fez grande e desenvolvida sem ter produzido (e continuar produzindo) leitores em larga escala. O Brasil precisa trilhar esse mesmo caminho caso queira alcançar algum estágio satisfatório de desenvolvimento, sem ser aquele arremedo de país rico de povo pobre.

Enquanto as autoridades se contentam em divulgar índices medíocres de desempenho na educação, vamos acreditando que está tudo bem com nossas crianças desde que recebam merenda e estejam em escolas com os muros bem altos. O conhecimento… ora o conhecimento! Educação, infelizmente, não frequenta a lista de preocupações do eleitor na hora de decidir o voto e, curiosamente, educação e saúde são os dois itens mais mencionados pelos candidatos a cargos eletivos. Pode reparar.

A leitura precede o aprender.

 

*João Palma é o idealizador da mobilização nacional pela leitura diadelertododia

 

 

 

Na alegria e na tristeza. Mas… e na pobreza?

Débora Spagnol

 debora 2Enquanto comunhão de vida, o casamento é composto por duas vertentes: pessoal, por livre opção das partes em compartilhar a vida comum e vincular-se aos deveres de coabitação, respeito, cooperação e assistência; e patrimonial, em que os cônjuges determinam a forma de administração dos bens comuns e a solidariedade pelas dívidas do casal.

O casamento por amor, da forma que hoje concebemos, é uma forma de união razoavelmente nova, já que durante muitos séculos o matrimônio acontecia tão somente para manter o nome da família, para aumentar o patrimônio do clã ou apenas para legitimar os filhos. E essa liberdade na escolha do parceiro estendeu-se também à livre disposição acerca do patrimônio do casal.

As relações econômicas entre os cônjuges devem seguir três princípios básicos: a irrevogabilidade (para garantir interesses dos parceiros e de terceiros) (1), a livre estipulação e a variedade de regimes (2).

Nosso Código Civil estabelece quatro regimes de bens: comunhão parcial, comunhão universal, separação convencional ou legal e participação final nos aquestos. A escolha do regime dá-se através do pacto antenupcial e, se este não for realizado, for nulo ou ineficaz, a lei estabelece que o regime a ser adotado será o de comunhão parcial de bens (também chamado legal ou supletivo). A exceção ocorre no caso de separação de bens.

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O cinegrafista e o pitú

 

Daniel Thame

daniel thame FlicaComeço da TV Cabrália. 1988. Tempo em que as equipes de reportagem corriam atrás da notícia sem preocupação em economizar na gasolina ou na diária do repórter, do cinegrafista, do auxiliar e do motorista.

Hoje, a equipe se limita ao repórter e ao cara que acumula as funções de motorista/cinegrafista/auxiliar. Não demora muito para se criar a “equipe de um só”.

Voltando à Cabrália. A equipe saiu para fazer uma matéria em Ubaitaba e aproveitou para fazer outra reportagem sobre a situação precária da rodovia Ubatã-Ipiaú. Duas boas reportagens, veiculadas nos telejornais da emissora.

Até aí, nada demais. Boas reportagens eram marca da Cabrália, uma espécie de pré-faculdade de comunicação no Sul da Bahia, tamanho o número de profissionais que formou. O problema foi a conta do almoço, que incluiu até pitú.

Nestor Amazonas, o mentor da TV Cabrália, hoje um dos mais completos profissionais de tevê do país, era um cara legal, mas não era dado a exageros, porque a emissora tinha dono e dono não costuma rasgar dinheiro.

Quando foi questionar a despesa, o cinegrafista esperneou:

-Ô Nestor, qualé? Eu to acostumado a comer bem na minha casa!

Nestor encerrou o assunto:

-Vou almoçar hoje na sua casa. Se tiver pitú, a tevê paga essa conta. Se não tiver, você paga.

Desnecessário dizer quem teve o salário desfalcado no final do mês.

Atavismo sobre rodas: por que Salvador ainda não entrou nos trilhos?

Ernesto Marques

 ernesto marquesExplicar as razões de o Brasil, muitas décadas atrás, ter escolhido transportar suas gentes e riquezas por rodovias, abandonando os trens, é tarefa por demais complexa para os limites deste escrevinhador e de um texto a ser compartilhado num ambiente onde se abominam os “textões”. Arriscaria buscar respostas no pensamento do sociólogo Jessé Souza, centrado na herança escravocrata, e não no patrimonialismo, para explicar o comportamento da nossa elite “rapineira”, predatória pela própria natureza, sem visão de futuro e sem compromisso com um projeto de nação. Mas o recorte aqui proposto é bem mais limitado, restrito ao transporte público em nossa caótica e apaixonante Salvador. Juntando cacos da história recente da cidade a partir dos laços de família entre o primeiro prefeito da ditadura e o atual, recorro à biologia para arriscar um diagnóstico: a repetida rejeição ao modal ferroviário é uma escolha atávica – hereditária mesmo, em claríssimo português.

A melhor experiência de planejamento urbano da primeira capital do Brasil data dos anos 1940, quando o santamarense Mário Leal Ferreira volta à Bahia, de onde partiu aos 19 anos, recém-formado engenheiro-geógrafo pela Escola Politécnica, para trabalhar na Viação Ferroviária do Rio Grande do Sul. Avançou nos estudos sobre sociologia, engenharia sanitária e urbanismo no Brasil e em outros países. Chegou cheio de conhecimento, prestígio e determinação para mudar as características urbanas de uma cidade então prestes a completar de 400 anos com cerca de 500 mil habitantes, ruas estreitas, habitações precárias e altíssima incidência de tuberculose. Foram longos anos de estudos minuciosos para desenvolver uma proposta absolutamente original, sem recorrer a modelos prontos e consagrados em cidades com características históricas e espaciais bem diversas. Não por acaso, uma das mais importantes avenidas de Salvador, mais conhecida como Bonocô, assim como a fundação municipal encarregada de pensar a cidade, homenageiam o engenheiro Mário Leal Ferreira.
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hobr curso

Secretários estaduais debatem desafios para a educação no Brasil

pin 1Os principais desafios para melhorar a qualidade na educação no País foram debatidos nesta sexta-feira (30), no último dia da 48ª Plenária Nacional do Fórum dos Conselhos Estaduais de Educação (FNCEE), em Salvador. Para o secretário da Educação da Bahia, Walter Pinheiro, a Educação Básica tem que ser o pilar principal para a construção de uma sociedade solidária, para exercitar a curiosidade intelectual e valorizar a diversidade artística.

“A escola tem que ser um espaço de compartilhamento das diversas linguagens culturais, como forma de conhecimento e aprendizagem, agregando o uso da tecnologia, como instrumento para o trabalhar o conteúdo pedagógico, e o incentivo à iniciação científica. Tudo isso com o objetivo de formar o estudante não apenas para o mundo do trabalho, mas também como projeto de vida”, destacou.

Pinheiro ainda ressaltou a importância das diversas parcerias dentro da área educacional, além da participação da comunidade escolar como motivadora de mudanças na educação. “O estudante tem que possuir uma progressão continuada na educação, por isso é fundamental a parceria com as universidades e prefeituras, que são responsáveis pelo Ensino Fundamental, para que ele tenha a oportunidade de opções que estejam de acordo com seus interesses e capacidades. Por isso as secretarias devem ‘ouvir’ as escolas sobre o que precisam e não impor pedagogias padronizadas a todas, sem considerar as distintas realidades regionais”, acrescentou.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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