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Archive for maio 20th, 2017

Namoro ou união estável?

Débora Spagnol

debora 2Vinícius de Moraes romanticamente escreveu: “Se você quer ser minha namorada, ai, que linda namorada você poderia ser. (…) Porém, se mais do que minha namorada você quer ser minha amada, mas amada pra valer… aquela amada pelo amor predestinada sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer. Você tem que vir comigo em meu caminho. E talvez o meu caminho seja triste prá você”.

Os relacionamentos amorosos geralmente iniciam pela paixão, pelo fluir dos hormônios no corpo e pelo excesso de expectativas em relação ao parceiro. O tempo e a convivência se encarregam de “ditar” o destino da paixão: às vezes se transforma em amor, às vezes em ódio (segundo Chico Xavier, nada mais que o amor adoecido).

Quando as vidas continuam entrelaçadas e o relacionamento passa a ser duradouro, nasce o que normalmente definimos como “namoro”.

No judiciário, porém, tramitam inúmeras demandas nas quais um dos parceiros requer o reconhecimento da união estável mantida com parceiro que encarava o relacionamento como um “namoro”.

Ao contrário do namoro, que não gera qualquer efeito patrimonial, a união estável traz aos parceiros alguns benefícios: meação dos bens adquiridos durante a convivência, alimentos, assistência previdenciária e até direito de herança em certas situações.

O namoro não está conceituado em lei. Assim, a sua definição se dá apenas com base nos valores sociais e morais, de acordo com os costumes locais.  Pelas regras de nossa sociedade ocidental, para que um relacionamento possa ser considerado namoro deve preencher certos requisitos como constância da relação, fidelidade recíproca e conhecimento da relação pelos amigos e família.  Porém, nada impede que os casais considerem como namoro relacionamentos sem exigência de fidelidade (denominados “abertos”) ou relações eventuais.

A doutrina divide o namoro em “simples” – aquele às escondidas, com relações abertas, inexistência de fidelidade ou casual; já o namoro “qualificado” é aquele em que estão presentes a maioria dos requisitos da união estável, por isso é tão tênue a distinção entre um e outro.

Para caracterizar “união estável”, o relacionamento deve preencher os quesitos constantes do art. 1.723 do Código Civil: relação não eventual, pública e duradoura, com o objetivo de constituir família. Por força da jurisprudência, o STF suprimiu a omissão com relação às uniões homoafetivas, incluindo-as na previsão legal. O mesmo artigo, em seu parágrafo primeiro, prevê que as causas impeditivas da união estável, que são as mesmas ao casamento (1). Pessoas casadas poderão constituir união estável, se estiverem separadas de fato ou judicialmente.

Como não eventuais são definidos aqueles relacionamentos amorosos contínuos. Mesmo que o casal tenha suas brigas, idas e vindas, o importante é que a relação não seja vista como casual.

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Como será?

Gerson Marques

 gerson marquesComo queremos nossa região em dois mil e trinta, ou em trinta e quatro, quando Ilhéus completará cinco séculos de vida? Logo ali, daqui a dezessete anos…

Esta são boas perguntas para fazermos, no intuito de realizar um planejamento estratégico para a Região Sul da Bahia, em particular no entorno de Ilhéus e Itabuna e cidades vizinhas.

Respondendo primeiro onde queremos chegar, o que desejamos ser, para onde vamos, entendendo do geral ao específico, afunilando nos quantitativos, do tipo quantas e quais escolas, hospitais e serviços devem ser priorizados, em que local implantar,  para onde é como vamos expandir nossas cidades, como crescer e preservar ao mesmo tempo, como garantir a água, captar e tratar os esgotos… Sempre, tendo como objetivo principal a preservação e melhoria da qualidade de vida, a geração de emprego e riquezas através da sustentabilidade social, econômica e ambiental.

Os orientais, em particular os japoneses tem uma técnica excelente de planejamento físico de suas cidades, depois de elaborado os planos diretores e desenhado o plano diretor físico, eles fazem uma maquete da futura cidade ou região, está tudo ali, as futuras avenidas, os futuros parques, as futuras escolas e hospitais, aeroporto, cemitérios, etc… Colocam essa maquete em um espaço público, ali ela será um documento aberto, consolidado, uma visão do futuro, um instrumento de consultas,  aos poucos os cidadãos vão se apoderando daquela informação e podem organizar suas vidas, escolhendo o bairro onde morar, os meios de transporte que terão, as áreas de lazer próximo a suas casas, a oferta de escolas para os filhos etc, Já está tudo lá, um documento público como qualquer documento, com a vantagem de que não está em um armário da repartição pública,  na gaveta do secretário de planejamento, esta aberto, exposto e vivo.

Este é um bom conceito que deveríamos adotar, imaginem como seria importante ter projetado nossas cidades, sua áreas de expansão, suas avenidas, nossas futuras estradas, bairros, equipamentos públicos, e tudo visualizado em uma maquete, em escala, capaz de informar facilmente ao público como será sua cidade.

ilheus nazalIsso permitiría nos apoderar de uma visão física dos processo de conurbação urbana entre Ilhéus e Itabuna, evitando potenciais problemas, a exemplo do impacto no entorno do futuro aeroporto, porto e ferrovia, intervenções de logística que sempre trazem inúmeros problemas em seus entornos.

Entendo que o urbanismo, o desenho das cidades, poderá ser o principal instrumento de planejamento estratégico de nosso desenvolvimento urbano, agora mesmo esta para ser iniciada a duplicação da br 415, no trecho entre Ilhéus e Itabuna, acertadamente na margem direita do rio Cachoeira, mas como será a ocupação futura dessa área nova de expansão? Como preservar as margens e matas ciliares fundamental para saúde do rio e da população?

Na mesma br415, no trecho atual, temos uma concentração de equipamentos ligados a educação e pesquisa, além dos já implantados Uesc, Ceplac e If baiano, teremos a nova escola do Senai, e o novo hospital regional, prontos para inauguração, em futuro breve o Parque Tecnológico que será implantado em área da atual Ceplac. Se projeta para os próximos anos que somente nesta estrada, teremos mil e duzentos doutores trabalhando, uma das maiores concentrações de saberes do Brasil.

itabuna aereaIsso implica em um vertiginoso processo de crescimento da população regional, em particular de Itabuna e Ilhéus e entre as duas cidades, sem um plano adequado de expansão física, teremos uma área problema, sem esgoto, sem coleta de lixo adequado, sem oferta dimensionada de energia e Internet, sem transporte coletivo e sem infraestrutura urbana.

Está na hora de retomar o debate da criação da Região Metropolitana, de pensar um modelo de desenvolvimento e ocupação urbana, um desenho inteligente das áreas de expansão, conectados com conceitos modernos de urbanismo, arquitetura, mobilidade e qualidade ambiental.

As decisões de agora, ou a ausência delas terão impactos fundamentais no futuro de nossas vidas e de nossas cidades, as condições para isso estão colocadas, existe na região inteligência e capacidade para fazer um plano qualificado, capaz de potencializar as muitas possibilidades, e fazer a região dá certo.

O marco simbólico dos quinhentos anos de Ilhéus, a cidade mãe da região, pode ser o fator motivador e impulsionador deste novo tempo, as universidades e as comunidades, devem tomar para si essa iniciativa exercitando a criação coletiva e um olhar holístico sobre o desenvolvimento, cabendo aos governos o papel de  gerenciador e catalizador do processo, dando legalidade e operacionalidade aos rumos traçados.

 

Gerson Marques  é Diretor Presidente da Chocosul – Associação dos Produtores de Chocolates do Sul da Bahia

Tite e mais 11

Daniel Thame

daniel thame Flica Goleiros. Diego Alves (Valencia-ESP) Ederson (Benfica-POR) Weverton (Atlético-PR).

Laterais: Alex Sandro (Juventus-ITA) Fagner (Corinthians) Filipe Luis (Atlético de Madri-ESP) Rafinha (Bayern de Munique-ALE).

Zagueiros: David Luiz (Chelsea), Gil (Shandong Luneng), Jemerson (Monaco), Rodrigo Caio (São Paulo) e Thiago Silva (PSG).

Meio campistas. Fernandinho (Manchester City), Giuliano (Zenit), Lucas Lima (Santos), Paulinho (Guangzhou Evergrande), Philippe Coutinho (Liverpool), Renato Augusto (Beijing Guoan), Rodriguinho (Corinthians), Willian (Chelsea).

Atacantes. Diego Souza (Sport)
Douglas Costa (Bayern de Munique), Gabriel Jesus (Manchester City) e Taison (Shakhtar Donetsk).

Estes são os jogadores convocados para a Seleção Brasileira pelo técnico Tite para a disputa de dois amistosos contra Austrália e Argentina, em junho, ambos na Oceania, que para os nossos padrões geográficos fica um pouco além do fim do mundo.

titeLista conferida, reconferida e o torcedor já está se perguntando, num tom, digamos, aecista:

-Mas que c…, onde está Neymar? Será que foi esquecido pelo p… do Tite?

Faz até sentido nessas plagas onde nada atualmente faz sentido. Com Felipão e com Dunga, com quem quer que fosse, a Seleção era Neymar e mais dez.

A menos que estive machucado ou suspenso (incluindo providenciais cartões às vésperas de jogos desimportantes ou baladas importantes), Neymar era nome certo na Seleção, o dono do time.

Nome certo e obrigatório, posto que a Seleção era (e ainda é) uma mercadoria muito bem comercializada pela CBF, em acordos que nada ficam a dever a conversas e negócios dignos de Sodoma/Gomorra, perdão, de Brasília, o que aliás dá no mesmo.

Querendo ou não, Neymar tinha que ser convocado e jogar.Não tem mais. Tite peitou a CBF e, com a Seleção já devidamente classificada para a Copa da Russia, resolveu dar uma folga não convocar o jogador.

Assim, Neymar poderá aproveitar que estará de férias no Barcelona (a temporada europeia vai de agosto a maio) e curtir adoidado, porque tem todo o direito de fazer isso.

E Tite, com o cacife que tem, poderá testar a Seleção para jogar sem Neymar, que é imprescindível, mas não é insubstituível. Aliás, ninguém é. Daí as convocações de Rodriguinho e Taison, opções para o meio campo e o ataque.

Tite também fará experiências na defesa, testando novos nomes para as laterais e para a zaga.

Tudo dentro do script de uma seleção que não pode disputar a Copa da Rússia dependendo de um único jogador, ainda que este jogador seja excepcional.

Basta lembrar da Copa de 2014, do inesquecível 7×1 pra Alemanha.

Na Seleção que era Neymar e mais 10, agora é Tite e mais 11.

E segue o jogo.

-0-0-0

É gol- O Bahia largou no Brasileirão em ritmo de Alemanha. Mas devagar com o andor, que os quase todos os santos são de barro.

É pênalti- Não vai sobrar quase ninguém nessa máquina de moer carne. God save the Queen, mas que arrume um tempinho na agenda pra salvar o Brasil também. Estamos precisados.

Livre para Enxergar

Dra. Larissa Andrade

Dra LarissaO olho humano é um instrumento óptico altamente sofisticado. Podemos, didaticamente, fazer uma analogia do olho a uma câmera fotográfica, em que a pupila é o diafragma, a córnea e o cristalino são as lentes, e a retina seria o filme fotográfico em cores . É na retina, que   a imagem capturada pelo sistema de lentes se forma e, quando bem focada, temos uma condição normal de nitidez da visão chamada de emetropia.

As ametropias ou erros refrativos decorrem de alterações desse sistema de lentes, onde a imagem do objeto observado fica desfocada, levando a perda de nitidez visual. É o que acontece com a miopia , hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.

O uso de lentes corretoras (seja por meio de óculos ou lentes de contato) na grande maioria das vezes devolve a nitidez tanto almejada, mas, em contrapartida, leva a uma eterna relação de dependência.

A liberdade acordar e ver as horas no relógio, de conseguir se maquiar, dirigir ,ler o letreiro dos ônibus, as placas, o rosto das pessoas, sem precisar de um auxilio para isso, pode ser muitas vezes conseguida através de uma cirurgia chamada de refrativa.

A cirurgia refrativa é feita com aparelho chamado excimer laser. O excimer laser foi originalmente criado em 1970 , era utilizado em outras áreas como informática e indústria alimentícia, mas em 1985 começou ser utilizado no olho humano. Também é chamado de “laser frio” , pois não produz calor, nem queimaduras, simplesmente vaporiza a córnea, num processo chamado de ablação, permitindo esculpir a córnea e modelar sua curvatura para eliminar as dioptrias ou “graus” da miopia, hipermetropia ou astigmatismo.

O candidato a essa cirurgia deverá passar por uma triagem com o oftalmologista , onde serão avaliados idade, o tipo de grau, estabilidade refracional , as condições da córnea (formato, espessura) e afastadas outras comorbidades .

Essa é uma cirurgia muito rápida, eficaz e segura quando bem indicada e executada. Nem todos que usam óculos poderão realizá-la. Existem critérios e cuidados que devem ser rigorosamente seguidos para que tudo ocorra bem.

 

A Dra Larissa Andrade Kowalski é    Oftalmologista, responsável pelosetor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Centro Médico Beira Rio

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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