chocoA implantação do curso de pós-graduação em Gestão de Negócios em Cacau e Chocolate – o segundo do país nesse segmento, oferecido na Faculdade de Ilhéus, acompanha o bom momento da produção de chocolate de origem no município e na região Sul da Bahia. A primeira turma vai concluir o curso em outubro do ano que vem. Um dos participantes, o produtor de cacau João Dias Tavares Bisneto, que produz amêndoas selecionadas para o chocolate fino, foi entrevistado pela jornalista Fátima Bernardes, no programa matinal “Encontro”, da Rede Globo de Televisão, na última quinta-feira, quando falou sobre o incremento da produção de chocolate de origem na região do cacau.

Em 2010, João Tavares recebeu o prêmio cacau de excelência “Cocoa of Excellence”, América do Sul, no Salon du Chocolat de Paris, repetindo o feito em 2011, tornando-se único no mundo a conquistar esse premio por duas vezes consecutivas. Ele também é fornecedor de amêndoas para as empresas brasileiras de chocolate, Harald, Amma e a Nugali, que acaba de ganhar uma medalha de prata, categoria chocolate em barra intenso, em um concurso promovido pelo International Chocolate Awards, em Detroit, nos Estados Unidos, entre participantes das Américas e da Ásia. Nugali é o primeiro chocolate brasileiro, feito com amêndoas brasileiras, a conquistar medalha no prestigiadíssimo concurso, com o tablete intenso Serra do Conduru (80% cacau).

Pio

Pio  Campregher

 

Tavares participou do módulo do curso realizado nos últimos dias 29 e 30 de julho, com o professor Pedro Pio Campregher Augusto, do ITAL – Instituto de Tecnologia de Alimentos do governo do estado de São Paulo. Pio ministrou um módulo de aulas teóricas sobre a aplicação de tecnologias no setor de derivados de chocolate, na semana passada. Nos próximos dias 18 e 19 de agosto, ele retorna para as aulas práticas que serão aplicadas no laboratório da Escola Chocolate da Floresta, do Instituto Cabruca, parceiro da Faculdade de Ilhéus na implantação do curso de pós-graduação.

Pio vê agora um momento muito importante para o chocolate, que volta a ser valorizado depois de muito tempo destinado a um produto de commodities. “Isso é muito importante, o trabalho nas fazendas, as etapas de processamento da amêndoa. Assim, a qualidade do cacau está voltando e ganha oportunidade de atingir um patamar mais elevado”, acrescenta. O professor afirma que a formação tecnológica na prática, “de como lidar com essas amêndoas, é uma iniciativa fundamental, pois existe matéria prima de alta qualidade, e a qualificação de profissionais elevam o nosso potencial para a produção de chocolate de padrão internacional.”