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Archive for abril 5th, 2014

Francesco Guccini, Canzone per il Che

DataFolha ou DataGolpe? Como se manipula uma pesquisa…

datagolpeDo Brasil 247- Questionário do instituto  DataFolha do Grupo Folha, de Otávio Frias Filho, traz uma série de perguntas sobre insegurança, Pasadena e risco de apagão. A estrutura das perguntas tende a criar um certo mal-estar no entrevistado e, por isso, deve apontar índices menores da presidente Dilma Rousseff e maiores dos oposicionistas Aécio Neves e Eduardo Campos. O resultado sai neste  sábado, dia 5, mas a especulação já correu solta na Bovespa, onde as estatais registraram fortes altas.

A pesquisa  deve apontar queda da presidente Dilma Rousseff e alta dos oposicionistas Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB. O motivo para isso é a própria estrutura do questionário preparado pelo Datafolha, que foi obtido pelo 247. Uma análise linguística demonstra que o questionário gera uma percepção de mal-estar nos entrevistados, segundo análise do site Mudamais.com.

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Produtores criam Frente Cidadã Juraci Santana

A Associação dos Pequenos Agricultores de Ilhéus, Una e Buerarema-ASPAIUB, realiza uma assembleia neste domingo, dia 6, em Buerarema. No encontro, os produtores vão avaliar o andamento do processo judicial que pede a anulação do processo de demarcação de terras  no Sul da Bahia e criar a ´Frente Cidadã Juraci Santana de Combate às Demarcações Fraudulentas da Funai`.

Juraci Santana foi assassinado há quase dois meses no Assentamento Ipiranga, zona rural de Buerarema, e até agora o crime continua sem solução.

Governo baiano apóia implantação de primeira indústria de carne de fumeiro

fumeiroTendo como prioridade a descentralização do desenvolvimento para o interior da Bahia e fortalecimento da agroindústria, deverá ser implantada em Maragogipe uma agroindústria destinada à produção de carne de fumeiro, em bases técnicas, segundo exigências da legislação federal e estadual, beneficiando mais de 30 agricultores familiares da região, em regime de cooperativa.

Com este investimento, que deverá envolver a parceria entre a Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), a Associação dos Produtores de Carne de Fumeiro de Maragogipe, a prefeitura do município, o Estaleiro do Paraguassu (EEP), o Sebrae e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão responsável pela elaboração do projeto, segundo o diretor de inspeção da Adab, Adriano Bouzas, cerca de 200 postos de trabalho diretos e aproximadamente 600 indiretos serão gerados. “A implantação dessa indústria vai fortalecer e estruturar a produção de iguarias peculiares da região, como é o caso da carne de fumeiro e da lingüiça defumada. Com a otimização da produção, a carne de fumeiro, referência em todo o Brasil, poderá ser até exportada”, enfatizou o secretário estadual da Agricultura, Jairo Carneiro.

Em reunião realizada esta semana na Seagri, com a participação dos segmentos envolvidos no projeto, ficou acordado que a decisão de implantação das etapas deverá ser firmada no prazo de 60 dias.

O projeto contará com o assessoramento do Sebrae na orientação da gestão, na construção de um plano de negócios e na capacitação dos produtores. Está prevista, também, a instalação de pontos de vendas dos defumados na frente da unidade de beneficiamento, que será contemplada pela localização estratégica, de grande movimento, visibilidade e fluxo de veículos. “Existe a possibilidade de certificação geográfica, por conta da tradição centenária desta iguaria tradicional de Maragogipe, o que valorizará ainda mais e diferenciará o produto de qualquer outro existente no mercado”, ressaltou o analista-técnico de Agronegócio do Sebrae na Bahia, Edirlan Miranda.

A Seagri, segundo o secretário Jairo Carneiro, além do projeto técnico elaborado pela Adab, prestará a assistência técnica e participação também nos custos de implantação, juntamente com os demais parceiros, seguindo a orientação do governo baiano em defesa dos pequenos agricultores e criadores.

Democratizando as comunicações

 

Robinson Almeida

robinson aEstes sete anos e três meses de gestão do governador Jaques Wagner, período em que fui responsável pela comunicação social, foram de aprendizado e realizações. À frente, vejo novos desafios. Porém, é o olhar para trás que me mostra qual caminho seguir.                             

A tarefa do governador era e continua sendo imensa: de um lado, mudar a cultura política, democratizar a Bahia; do outro, atender ao clamor das urnas e desenvolver o estado com inclusão social.  E, assim como ele tinha que implantar uma nova forma de governar, minha missão, parte integrante da dele, foi desenvolver uma nova forma de comunicar. Nos dois casos, os paradigmas existentes não serviam aos nossos propósitos.

Tudo tinha que ser criado, inventado. A nova hegemonia precisava se estabelecer com a afirmação dos valores e signos da nova gestão, com suas prioridades econômicas e sociais, com sua vinculação orgânica ao projeto nacional. A decisão estratégica que conceituou o projeto continua atual até hoje: Bahia, Terra de Todos Nós.

A produção das notícias de governo deve atender sempre ao imperativo legal e ético de prestação de contas à sociedade. A relação com os meios de comunicação, indispensáveis para as informações chegarem a todos, foi estabelecida na absoluta defesa da liberdade de imprensa. Nesse ambiente, a busca do contraditório, do equilíbrio na cobertura das pautas do governo, se tornou um desafio permanente.

Tendo sempre como matéria prima a verdade, foram produzidas ações publicitárias de grande repercussão. O “agora tem, tem, tem” embalou as realizações do governo. A campanha de depoimentos espontâneos de gente do povo consolidou a marca social de um governo que faz mais para quem mais precisa. Quem não se lembra de Dona Enedina, alfabetizada aos 100 anos? Nesse caso, a publicidade baiana foi premiada nacionalmente.

Para democratizar a Bahia, teríamos que inovar e produzir uma comunicação democrática. Sob esse novo olhar, a comunicação não podia ser tratada apenas nas dimensões de notícia, publicidade e propaganda. O povo, assim como tem direito aos serviços de educação e saúde, também tem direito à informação. Era preciso, para mudar de verdade, produzir políticas públicas voltadas para o setor.

 

A Bahia foi o primeiro estado brasileiro a realizar uma Conferência Estadual de Comunicação em 2008. Do diálogo com empresários, radialistas, jornalistas e movimentos sociais, nós extraímos as reivindicações básicas do segmento. Duas despontaram de imediato: transformar a então Assessoria Geral de Comunicação (Agecom) em secretaria e implantar o Conselho de Comunicação Social da Bahia.

Assim, em 2011, após a reeleição do governador Wagner, foi criada a Secretaria de Comunicação Social (Secom) e dessa organização administrativa foi possível falar e realizar políticas públicas de comunicação. Apoio aos segmentos comunitários, parcerias com setor do audiovisual, formação e capacitação profissional passaram a fazer parte da agenda da Secom. Nessa mudança, o Irdeb passou a ser ligado à Secretaria de Comunicação, dando integração a áreas comuns de governo. Destaco, nesse último período, os investimentos significativos, que colocaram a TVE na era digital.

Superando tabus, em 2012, foi instalado o primeiro Conselho de Comunicação Social do Brasil. Para a implantação do conselho, nós enfrentamos o preconceito de que o órgão teria o objetivo de censurar a imprensa. Nós, defensores da liberdade de expressão, éramos taxados de sensores. Eu tenho certeza de que a participação do empresariado, dos trabalhadores e da sociedade civil foi decisiva para desmitificar o debate e construir o conselho, que completou dois anos e renovou recentemente o seu colegiado.

Voltando ao presente, carrego os sentimentos de dever cumprido e de gratidão a todos com quem me relacionei.  Para os novos desafios que vou trilhar, recorro a Paulo Freire: “ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar”. Meu sonho é uma Bahia de todos nós!

Robinson Almeida é ex-secretário de Comunicação Social da Bahia

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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