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Archive for junho 16th, 2012

Parece ficção, mas é dolorosamente real

(e, apesar da pedra no meio do caminho, também não é poesia)


 

Fosse a vida de Ana Paula Conceição, 32 anos, conhecida como Kelly,   apresentada como um filme e o espectador diria ao final da exibição: “ora, mas isso só acontece no cinema!”.

Mas, a história de Ana Paula, ou Kelly, embora rendesse um filme, não tem nada de ficção.

É a história, sem rodeios, da vida real de Ana Paula e de milhares, talvez milhões, de pessoas que desceram ao mais baixo degrau da degradação humana por conta de uma pedra que momentaneamente oferece o céu, mas que passado o prazer fortuito, entrega o inferno.

No meio do caminho de Ana Paula havia uma pedra. Se não é filme, a história de Ana Paula também não é um poema de Drummond de Andrade.

A pedra que cruzou o meio do caminho de Ana Paula atende pelo nome de crack. E aqui se tropeça no mundo dolorosamente real, sem películas edulcoradas, sem poemas adocicados.

Ana Paula, Kelly vá lá que seja, foi apresentada ao crack pelo marido, que havia sido apresentado ao crack pela irmã caçula de Ana Paula/Kelly. Estabeleceu-se aí um circulo vicioso que levou junto quatro dos oito filhos do casal. Dois deles foram presos por furto, sofreram ameaças de traficantes e incendiaram a modesta casa da família, na também modesta Itapitanga, no Sul da Bahia.

O crack, como se sabe, há muito rompeu o miserável centro velho da capital paulista e rasgou o Brasil, espalhando-se para as grandes metrópoles e por cidadezinhas perdidas no mapa. Há muito, também, deixou de ser caso de polícia, para ser caso de saúde pública.

Deixemos as perorações e voltemos a Ana Paula. De pedra em pedra, perdeu o marido (igualmente fulminado pela droga), perdeu os filhos, perdeu a casa. De tropeço em tropeço, chegou à prostituição.

Não dessas prostitutas de luxo, que habitam  sites na internet e vez por outra fisgam um empresário bilionário e vivem um conto de fadas até produzirem uma tragédia midiática, mas uma prostituta de míseros dez reais a trepada, dinheiro suado e prontamente “queimado” na pedra.

Aos 32 anos, aparência de 40 ou mais, Ana Paula, menina grapiuna das terras do cacau, que por azar ou destino nasceu num tempo em que o ouro do cacau se revelou uma pedra barata (conceda-se a desculpa, a tentação do trocadilho falou mais alto), é um retrato em preto e branco, com tons de tragédia, do abismo que é o mergulho na droga.

Tragédia. Talvez não seja esse o epitáfio  adequado a Ana Paula. Primeiro porque ela é uma sobrevivente numa estrada em que, colocados os pés, boa parte dos caminhantes não sobrevive.

Segundo, porque, Ana Paula está lutando para encontrar o caminho de volta. Internou-se voluntariamente num centro de recuperação mantido por uma igreja evangélica em Itabuna.

Há um mês está “limpa”. Parece pouco, mas é uma eternidade, em se tratando de uma droga que pede sempre mais, mais, mais e mais.

Ana Paula alimenta sonhos simples: uma casinha, a família reunida, um trabalho modesto e decente. E distância da droga que a mergulhou no abismo do qual tenta sair.

É, nesse ponto, que a história de Ana Paula pode e deve ser observada.  Se tiver apoio, se encontrar forças, se não tiver a clássica e fatal recaída, Ana Paula reescreverá uma história que estava fadada a um final  breve e  infeliz.

Reescreverá a história de sua própria vida.

Talvez não renda um filme.

Mas, até como exemplo para tantos otários que se afundam na droga, bem que merecia.

Trezentos quilos de maconha apreendidos em Feira de Santana

Mais de 300 quilos de maconha prensada foram apreendidos, nesta sexta-feira (15), em Feira de Santana, por investigadores da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Feira), na residência da funcionária pública Jamile Souza Barbosa, de 22 anos. Distribuída em 351 tabletes, a droga estava armazenada em um quarto no fundo do imóvel, situado no bairro Parque Getúlio Vargas.

 Interrogada pelo delegado Alexandre Narita, titular da DTE/Feira, que a autuou em flagrante por tráfico, Jamile declarou que guardava a droga para um traficante já identificado pela polícia e que está sendo procurado. No momento da abordagem policial, ela estava sozinha na residência.

  Ainda sem antecedentes criminais, Jamile Souza Barbosa, funcionária de uma escola local, está custodiada na DTE/Feira e será encaminhada ao presídio regional. A grande quantidade de maconha encontrada no imóvel vai ser periciada e ficará apreendida para destruição, mediante autorização judicial.

Segundo o delegado Narita, a operação que resultou na apreensão dos 300 quilos de maconha foi desdobramento de uma investigação conduzida pela equipe da DTE que, na quarta-feira (14), prendeu no viaduto de acesso a Feira de Santana, Guilherme Barbosa Santos, 35 anos. O traficante transportava 13 tabletes de maconha prensada num veículo Fiat Uno que colidiu com uma viatura da DTE, durante perseguição policial.

CAIXA TEM NOVO SUPERINTENDENTE NO SUL DA BAHIA

 

Luiz e Marcos, na transferência de cargo

Em encontro com empresários, autoridades e imprensa, o superintendente Luiz Antonio de Souza se despediu e apresentou seu sucessor.  Luiz Antonio assumiu a superintendência Sul da Bahia em abril de 2011, período em que contribuiu significativamente para os resultados da regional e a expansão da rede. Desde sua chegada 4 novas agências foram inauguradas. Marcus Vinícius dos Santos Nascimento, gerente regional de pessoa física da Caixa, desde 2009, foi convidado pela direção da empresa e ocupará oficialmente a função nesta segunda (18). No mesmo dia, Luiz Antonio assumirá a SR Salvador no lugar de Aristóteles Menezes, que foi indicado pelo governador Jaques Wagner para a presidência do Desenbahia.

Luiz Antonio agradeceu pela parceria de todos no trabalho “pelo bem do cidadão. Penso que nossas ações visam o cidadão ao final de tudo”, afirmou. Os executivos também receberam homenagens do empresário e Secretário de Indústria e Comércio de Itabuna Carlos Leahy, do vice prefeito de Jequié e da Gerente Geral Ana Cleude.

Marcus Vinícius é formado em administração, com especialização em Recursos Humanos. Tem 28 anos na empresa, dentre os quais 10 como gerente geral e 3 como gerente regional. Sua expectativa é grande, pois acredita que, como itabunense, além do compromisso e responsabilidade com a empresa, também deverá contribuir para o desenvolvimento da comunidade de sua região.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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