EM BUSCA DO TITANIC OU DE ATLÂNTIDA? IPHAN ATRASA DRAGAGEM NO PORTO DE ILHEUS

na área de contenção, surgiu uma praia

Após um longo e tenebroso período de estagnação, o Porto Internacional do Malhado iniciou um processo de recuperação, ainda tímido mas constante, com o desembarque de cacau e de equipamentos para implantação de torres de energia eólica e o embarque de minérios da mina na Mirabela em Itagibá. Além disso, o fluxo de navios de turismo aumentou consideravelmente.

Um dos grandes problemas do porto, é a profundidade do cais de atracação, atualmente em 9,30 metros, o que compromete as operação dos navios e pode inviabilizar o funcionamento do terminal portuário.

o documento do Iphan que impede a dragagem

Há um ano, graças à mobilização da comunidade, a Codeba decidiu realizar a dragagem de manutenção. Liberou 4 milhões de reais e contratou uma draga para a retirada de sedimentos e a elevação da profundidade para 10,30 metros, o suficiente para receber navios de médio e grande porte.

Ocorre que até agora a obra, tão necessária, não começou. E nem se culpe a Codeba. Documento obtido por este blog revela o motivo prosaico da não realização da dragagem: um documento enviado pelo superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Bahia, Carlos Amorim, pedem “a realização de estudos que levem em consideração a  influência com sítios históricos, arqueológicos e/ou edificações de interesse cultural”.

bancos de areia podem comprometer navegação

É a velha burocracia atravancando o progresso, como diria o imortal Odorico Paraguassu.

Posto que o Porto do Malhado foi construído em mar aberto e dragagens anteriores nada retiraram do local além de sedimentos, é de se supor que o Iphan admite a hipótese de ali serem encontrados vestígios da mítica Atlântida, a civilização dourada submersa em algum ponto do Oceano Atlântico.

Ou quem sabe os restos do verdadeiro Titanic. Vai que aquele encontrado nas profundezas do Atlântico Norte seja uma farsa para promover o filme.

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6 Responses to “EM BUSCA DO TITANIC OU DE ATLÂNTIDA? IPHAN ATRASA DRAGAGEM NO PORTO DE ILHEUS”

  • Luis Felipe disse:

    Caro Daniel,

    Infelizmente a sua visão é considerada antiquada e considerada um risco na preservação da nossa história. O senhor conhece apenas dois exemplos míticos do que poderia ser esse patrimônio protegido pelo IPHAN.
    Como é de conhecimento de todos os interessados na história marítima, existem sítios arqueológicos submersos por todo o litoral brasileiro (principalmente na Bahia). Essa postura em sua cidade é louvável e vocês, enquanto membros da comunidade, devem colaborar com o desenvolvimento da pesquisa arqueológica na região. O resultado dessa pesquisa arqueológica subaquática pode resultar no desenvolvimento turístico, cultural e, por que não, econômico da área.
    Deste modo, o patrimônio cultural subaquático no Brasil é vítima de contantes depredações. Essa lamentável realidade, que faz com que desapareçam, paulatinamente, diferentes testemunhos únicos e não renováveis de atividades humanas pretéritas, representadas por uma enorme diversidade de cultura material submersa, deixa notória não só o descaso das autoridades brasileiras, mas também a não compreensão da importância desses sítios arqueológicos subaquáticos para a produção do conhecimento nacional e internacional.

    Aproveitem essa grande oportunidade para mostrar que progresso e desenvolvimento cultural podem caminhar juntos.

    Fico a disposição para eventuais esclarecimentos.

  • Bruno Silva disse:

    Concordo com Luis Felipe… Certamente a comunidade está insatisfeita com a paralisação das obras, mas é parte da política nacional de preservação do patrimônio histórico e arqueológico. O IPHAN não procura o Titanic, mas a costa brasileira, como país que vive colonização há mais de 500 anos vinda do Atlântico, está pipocada de naufrágios. Bem como possíveis sítios pré-históricos costeiros, cuja pesquisa insere o Brasil cada vez mais no cenário internacional de pesquisas sobre o passado humano.
    Certamente o atraso das obras é uma lastima para a comunidade, que lutou tanto para a verba e o andamento das obras. Mas, como Luis colocou, será que desenvolvimento cultural e econômico não podem caminhar de mãos dadas?
    O turismo arqueológico, hoje, é muito procurado… Especialmente se conbinado com o mergulho recreativo (esporte de vigor no litoral bahiano).
    Entrem em contato com a equipe do IPHAN que ficará a cargo das obras, talvez seja possível combinar seus interesses.

    Abraços,
    Bruno.

  • Glória disse:

    Caro Daniel:
    Concordo plenamente com os outros dois comentários acima e recomendo, ainda, que você procure saber mais do assunto em http://www.unesco.org/new/en/culture/themes/underwater-cultural-heritage/
    Leia, sobretudo, a Convenção da Unesco para proteção do Patrimônio Cultural Subaquático em http://www.unesco.org/new/en/culture/themes/underwater-cultural-heritage/2001-convention/

    Glória Tega
    Jornalista
    MTB 38.173 – SP

  • Dependente do Iphan disse:

    Nunca me sinti tao impotente sem nada poder fazer. Estou com todo meu licenciamento pronto dependendo unica e exclusivamente da ma vontade ou desorganizacao do Iphan para alocar 600 empregos em nova unidade fabril. Acabei por buscar na internet alternativas outras adotada por alguem. Ja falei com todos e a resposta e sempre a mesma. Estamos com poucos arqueologos, nosso superintendente esta e ferias, etc… Minha area ja foi aterrada a muitos anos e nenhum dinossauro esta no meu terreno. Apenas preciso de um ok e nada mais. Isso me faz cada vez menos crer nesses orgaos estatais. Prefiro ficar no anonimato para nao sofrer retalhacoes.

  • glória disse:

    Caro anônimo:
    Primeiro você precisa deixar de ser ignorante para aprender a escrever direito e aprender que a Arqueologia não estuda dinossauro. O seu problema começa daí.

  • glória disse:

    Talvez por isso o IPHAN não esteja conseguindo resolver seu problema.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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