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Archive for outubro 11th, 2011

QUEBRA DA VERTI E DA FM CONSTRUTORA PARALISA VENDA DE IMÓVEIS EM ITABUNA

Lindo, pena que é só no papel

A quebra da Construtora Verti, que construía a Torre da Primavera, e da FM Construtora, responsável pela construção do Residencial Parque das Flores, criaram um clima de desconfiança que provocou um grande impacto na venda de imóveis na planta em Itabuna.

      A Verti paralisou as obras das Torres da Primavera há dois anos e a FM Construtora não coloca um tijolo em seus apartamentos há três meses. O empreendimento chegou a ser oferecido a outra construtora, que recusou a proposta.

      “As vendas caíram drasticamente, porque esse é um negócio que funciona na base da confiança, já que a pessoa adquire um imóvel que só existe em projeto”, disse a esse blog o diretor de uma construtora que atua em Itabuna. Ele também cobra uma postura mais efetiva da Caixa, que avaliza os empreendimentos, mas não está garantindo  a continuidade da construção dos imóveis, embora exista um seguro para casos de quebra da construtora.

       Em ambos os casos, quem pagou o pato é o mutuário, que vê o sonho da casa própria se transformar em pesadelo.

Gal Costa faz show em Ilhéus

Um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira (MPB), a cantora Gal Costa vai se apresentar no Centro de Convenções de Ilhéus, dia 3 de dezembro, em mais uma superprodução da MVU Eventos, do grupo M21, os mesmos produtores de Nana Caymmi e O Mágico de Oz. A cantora retorna a Ilhéus quase 30 anos depois de um show histórico realizado na cidade durante a extinta “Festa do Cacau” para, na opinião do diretor da M21, Marco Lessa, “fazer mais que o show do ano; para fazer o show dos sonhos”.

            Com uma discografia que ultrapassa a casa de 35 lançamentos, Gal já teve também participações especiais em álbuns históricos de outros artistas nacionais, como Maria Bethânia, Tom Jobin, Joice, Luiz Gonzaga, Rita Lee, Caetano Veloso, Milton Nascimento, entre outros. Na TV, além de participar de Especiais Musicais, produziu trilhas sonoras para novelas miniséries e seriados, dentre elas, a Modinha para Gabriela, tema musical da novela “Gabriela, Cravo e Canela”, baseada na obra homônima do escritor grapiúna Jorge Amado.

            – Os pontos de venda de ingressos para o show serão a Encantur, Stand do Karioca, Bicho Festeiro e M21. Eles custarão no primeiro lote promocional, R$ 100,00 interia e R$ 50,00 a meia para estudantes e idosos, mediante comprovação. Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail eventos@m21.com.br .

Gerente de pousada é preso por estupro

Gerente de uma pousada em Valença, na região da Costa do Dendê, Paulo César Batista de Jesus, 22 anos, foi preso depois de violentar um menino de nove anos, atraído ao estabelecimento comercial sob o pretexto de lanchar pães de queijo. A mãe da vítima procurou a 5ª Coordenaria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) – Valença e denunciou Paulo, que foi preso em flagrante pouco depois do crime.

Ao perceber a aproximação dos policiais, o gerente escondeu-se no interior da pousada e passou a observar a movimentação dos investigadores pelo circuito interno de segurança, mas logo foi denunciado pelos colegas de trabalho. Na delegacia, ele confessou o estupro e deu detalhes da agressão.

O garoto chegou a ser agredido e foi levado à força para a pousada depois de ter recusado o convite de Paulo César. A polícia detectou ainda vestígios de sangue na cueca do maníaco. A criança precisou ser hospitalizada e passou por uma cirurgia devido a violência do ato.

Autuado em flagrante por estupro de vulnerável, o maníaco segue custodiado na sede da 5ª Coorpin, desde o último domingo à disposição da Justiça. A polícia investiga agora denúncias de que Paulo César teria violentado um irmão da vítima anteriormente.

NOTA DO BLOG: ESSE ANIMAL MERECE UMA “RECEPÇÃO DE BOAS VINDAS” À ALTURA DA BARBARIDADE QUE COMETEU.

Secretaria da Educação nomeia 1.559 professores

Osvaldo Barreto: novos professores na Bahia

Os dois anos do SAC Educação foram comemorados nesta terça-feira (11) com o anúncio da nomeação de 1.559 professores aprovados no concurso público, realizado pela Secretaria da Educação do Estado em janeiro deste ano. No total, 3.200 docentes foram selecionados e a previsão é que até o início do ano letivo de 2012 todos estejam ensinando em uma das 1.470 unidades da rede pública estadual de ensino. Também foi anunciada a implantação de serviço de sonorização nas salas de aulas, a partir de 2012. Com isso, os professores da rede estadual contarão com microfone e amplificador a fim de reduzir o desgaste vocal dos docentes.

Os novos professores se somam aos quase 40 mil docentes da rede estadual de ensino. De acordo com o secretário da Educação, Osvaldo Barreto, a convocação dos docentes será publicada na próxima sexta-feira (14) no Diário Oficial do Estado. Os profissionais serão nomeados de imediato e assumindo as salas de aulas. “Nosso objetivo é estabilizar e qualificar o quadro de professores da rede estadual de ensino. A contratação por meio de concurso representa um aporte importante para a melhoria do ensino”.

CHE GUEVARA E OS MORTOS QUE NUNCA MORREM

 No dia em que executaram o Che Guevara em La Higuera, uma aldeola perdida nos confins da Bolívia, Julio Cortázar – que na época trabalhava como tradutor na Unesco – estava em Argel. Naqueletempo – 9 de outubro de 1967 – as notícias demoravam muito mais que hoje para andar pelo mundo, e mais ainda para ir de La Higueraa Argel.

Vinte dias depois, já de volta a Paris, onde vivia, Cortázar escreveu uma carta ao poeta cubano Roberto Fernández Retamar contando o que sentia: “Deixei os dias passarem como num pesadelo, comprando um jornal atrás do outro, sem querer me convencer, olhando essas fotos que todos nós olhamos, lendo as mesmas palavras e entrando, uma hora atrás da outra, no mais duro conformismo… A verdade é que escrever hoje, e diante disso, me parece a mais banal das artes, uma espécie de refúgio, de quase dissimulação, a substituição do insubstituível. O Che morreu, e não me resta mais do que o silêncio”.

Mas escreveu:

Yo tuve un hermano
que iba por los montes
mientras yo dormía.
Lo quise a mi modo,
le tomé su voz
libre como el agua,
caminé de a ratos
cerca de su sombra.
No nos vimos nunca
pero no importaba,
mi hermano despierto
mientras yo dormía,
mi hermano mostrándome
detrás de la noche
su estrella elegida.

A ansiedade de Cortázar, a angústia de saber que não havia outra saída a não ser aceitar a verdade, a neblina do pesadelo do qual ninguém conseguia despertar e sair, tudo isso se repetiu, naquele 9 de outubro de 1967, por gente espalhada pelo mundo afora – gente que, como ele, nunca havia conhecido o Che.

Passados exatos 44 anos da tarde em que o Che foi morto, o que me vem à memória são as palavras de Cortázar, o poema que recordo em sua voz grave e definitiva: “Eu tive um irmão, não nos encontramos nunca mas não importava, meu irmão desperto enquanto eu dormia, meu irmão me mostrando atrás da noite sua estrela escolhida”.

No dia anterior, 8 de outubro de 1967, um Ernesto Guevara magro, maltratado, isolado do mundo e da vida, com uma perna ferida por uma bala e carregando uma arma travada, se rendeu. Parecia um mendigo, um peregrino dos próprios sonhos, estava magro, a magreza estranha dos místicos e dos desamparados. Foi levado para um casebre onde funcionava a escola rural de La Higuera. No dia seguinte foi interrogado. Primeiro, por um tenente boliviano chamado Andrés Selich. Depois, por um coronel, também boliviano, chamado Joaquín Zenteno Anaya, e por um cubano chamado Félix Rodríguez, agente da CIA. Veio, então, a ordem final: o general René Barrientos, presidente da Bolívia, mandou liquidar o assunto.

O escolhido para executá-la foi um soldadinho chamado Mario Terán. A instrução final: não atirar no rosto. Só do pescoço para baixo. Primeiro o soldadinho acertou braços e pernas do Che. Depois, o peito. O último dos onze disparos foi dado à uma e dez da tarde daquela segunda-feira, 9 de outubro de 1967. Quatro meses e 16 dias antes, o Che havia cumprido 39 anos de idade. Sua última imagem: o corpo magro, estendido no tanque de lavar roupa de um casebre miserável de uma aldeola miserável de um país miserável da América Latina. Seu rosto definitivo, seus olhos abertos – olhando para um futuro que ele sonhou, mas não veria, olhando para cada um de nós. Seus olhos abertos para sempre.

Quarenta e quatro anos depois daquela segunda-feira, o homem novo sonhado por ele não aconteceu. Suas idéias teriam cabida no mundo de hoje? Como ele veria o que aconteceu e acontece? O que teria sido dele ao saber que se transformou numa espécie de ícone de sonhos românticos que perderam seu lugar? Haveria lugar para o Che Guevara nesse mundo que parece se esfarelar, mas ainda assim persiste, insiste em acreditar num futuro de justiça e harmonia? Um lugar para ele nesses tempos de avareza, cobiça, egoísmo?

Deveria haver. Deve haver. O Che virou um ícone banalizado, um rosto belo estampado em camisetas. Mas ele saberia, ele sabe, que foi muito mais do que isso. O que havia, o que há por trás desse rosto? Essa, a pergunta que prevalece.

O Che viveu uma vida breve. Passaram-se mais anos da sua morte do que os anos da vida que coube a ele viver. E a pergunta continua, persistente e teimosa como ele soube ser. Como seria o Che Guevara nesses nossos dias de espanto? Pois teria sabido mudar algumas idéias sem mudar um milímetro de seus princípios.

Diz Eduardo Galeano, que conheceu o Che Guevara: ele foi um homem que disse exatamente o que pensava, e que viveu exatamente o que dizia.

Assim seria ele hoje.

Já não há tantos homens talhados nessa madeira. Aliás, já não há tanto dessa madeira no mundo. Mas há os mortos que nunca morrem. Como o Che.

E, dos mortos que nunca morrem, é preciso honrar a memória, merecer seu legado, saber entendê-lo. Não nas camisetas: nos sonhos, nas esperanças, nas certezas. Para que eles não morram jamais. Como o Che.

Texto de Eric Nepomuceno/ Carta Maior

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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