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Archive for setembro 10th, 2011

OLHO A BOLA DE CRISTAL E VEJO UM OTÁRIO

Em Barreiras, no Oeste Baiano, um representante comercial em dificuldades financeiras entregou 81 mil reais a uma cartomante  para que ela “benzesse”  o dinheiro.

A “reza” deveria durar uma noite, mas quando o homem foi buscar a grana benta, não havia nem dinheiro nem cartomante.

A mulher sumiu sem deixar rastros e acredita-se que tenha aplicado o mesmo golpe em outras pessoas.

A polícia está atrás da cartomante e o homem acredita que vai recuperar o dinheiro.

Provavelmente devolvido pela cegonha ou a mula sem cabeça…

DE OSASCO PARA NINGUÉM

Rádio Iguatemi, Osasco (SP), 1980. A emissora operava em Ondas Tropicais, podia ser ouvida na Amazônia, nos rincões da América do Sul, mas em Osasco mesmo era captada em aparelhos de rádio especiais. Ou seja, era “falando para o mundo e cochichando para ninguém”.

Ainda assim, eu, Cláudio Cruz (um dos amigos que preservo até hoje, quase 25 anos depois de ter trocado São Paulo pela Bahia) e Chico Motta (que depois se elegeria vereador) fazíamos com galhardia um programa esportivo diário.

Acho que só o operador de áudio ou algum visitante eventual que estivesse no estúdio (ou então algum índio amazônico, um colalero boliviano, um peruano perdido lá pelos altos de Machu Pichu) ouvia aquele programa; mas era como se falássemos para Osasco inteira e para boa parte de Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi e outras cidades da Região Oeste da Grande São Paulo.

Para nós não bastava apresentar um programa esportivo na única emissora de rádio de Osasco. O pioneirismo nos convocava, atiçava.

Pois eu, Chico e Cláudio decidimos que seríamos os primeiros a transmitir ao vivo um jogo entre dois times de futebol profissional de Osasco,
“Profissional” é um pouco de exagero. Rochdale e Montenegro disputavam o equivalente à 5ª. Divisão do futebol de São Paulo e teriam certa dificuldade em vencer o Itabuna e o Colo Colo, times do Sul da Bahia cujos jogadores tem sérios conflitos de relacionamento com uma dama chamada bola de futebol.

“Transmissão ao vivo” também é um pouco de exagero. O que a gente iria fazer era gravar o jogo, com narração, comentários e reportagens e depois correr pra rádio e colocar no ar. Um gravador pré-histórico foi colocado à beira do campo e fizemos o nosso trabalho, cobrindo aquela partida mulambenta como se fosse uma final de Copa do Mundo. Chico se esgoelava na narração, Cláudio caprichava nos comentários e eu fazia as reportagens de campo. Sintonia total e perfeita.

O “clássico” da Cidade-Trabalho (acho que esse era o slogan de Osasco) terminou 2×2 e estávamos prontos para entrar na História. Quando chegamos à rádio e ligamos o gravador, nada. Nem um chiado. Mudo como aquelas ligações que a gente faz para pedir o cancelamento de um cartão de crédito ou reclamar da conta de telefone.

Mexe no gravador, dá umas pancadas nele. Nada, de novo. Mudo estava e mudo ficou. A História parecia nos virar as costas. E nos virou mesmo!

Por uma dessas coisas inacreditáveis, nós que pensamos em tudo, no esquema de transmissão como se fosse ao vivo, no tempo que levaríamos para chegar à emissora e até na chamada anunciando a narração pioneira, nos esquecemos de que, quando não estão ligados a uma tomada (o que não era o caso, pois estávamos à beira do gramado), gravadores necessitam de pilhas para funcionar.

E ninguém se lembrou de colocar pilhas no desgraçado do gravador.

Não houve transmissão nenhuma e o pioneirismo deu lugar a uma imensa frustração, curada com copos e mais copos de rabo de galo (uma mistura bombástica de pinga com groselha, muito popular naquele tempo) no boteco da esquina, onde provavelmente nem o dono nos ouvia. A menos que fizéssemos o programa esportivo berrando lá do estúdio!
O índio amazônico, o cocalero boliviano e o viajante andino nem se deram ao trabalho de escrever pra protestar por serem privados daquele momento ímpar em suas monótonas existências.

Fizemos, enfim, “a primeira transmissão anônima da história do rádio osasquense”. Quiçá paulista, quiçá brasileira, quiçá mundial.

A gente perde a pilha, mas não perde a pose.

Wagner apresenta em Portugal oportunidades de investimentos na Bahia

Jaques Wagner em Portugal

Com um público de aproximadamente 150 empresários e executivos do ramo turístico (hotéis, agências e aviação), construção civil, agronegócio, portuário, financeiro e de energia, dentre outros, o governador Jaques Wagner apresentou em Lisboa, Portugal, as oportunidades e os principais polos atrativos para o investimento estrangeiro na Bahia.

O governador destacou o bom momento que atravessa a economia baiana e as regras mais claras e transparentes na área tributária, implementadas pelo governo estadual para atrair empresários interessados em implantar novos negócios no estado. Antes da apresentação, ele concedeu uma entrevista exclusiva ao principal jornal econômico de Portugal, o Diário Econômico.

Durante a palestra de 40 minutos, no Hotel Pestana, o governador lembrou, ainda, os dois mais recentes empreendimentos que vão se instalar na Bahia, de olho no potencial do mercado consumidor local e na infraestrutura existente: a empresa alemã Basf, que injetará US$ 1,2 bilhão na construção de uma planta de aço acrílico em Camaçari, e o Grupo Boticário, que instalará na Bahia a primeira fábrica da empresa fora do Paraná e prevê investimentos da ordem de R$ 355 milhões na sua unidade industrial e em um centro de distribuição de cosméticos.

O governador lembrou aos portugueses que a crise que atualmente atinge as economias mundiais, inclusive a União Europeia, deve ser enfrentada como mais uma oportunidade. “Sabemos que a crise na Europa abre mais oportunidades para o Brasil e para a Bahia. Então há de se colocar em prática o exercício da criatividade para se efetivar grandes e novos negócios”, afirmou.

A atração de novos empreendimentos, segundo o governador, passa pelos mais variados segmentos da economia baiana, como o químico e petroquímico, construção civil, turístico, agronegócios e de energia eólica. Ele citou a liderança da Bahia na produção de frutas irrigadas no país, além de ser o segundo maior produtor de algodão. “O maior período de democracia na história do Brasil coincide com o melhor momento do desenvolvimento econômico e social”, ressaltou.

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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